Mostrando postagens com marcador crise financeira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador crise financeira. Mostrar todas as postagens

Abra mão do que não pode carregar!

Recentemente assisti a uma cena interessante. Uma menininha de aproximadamente um ano carregava alegremente uma folha de papel em branco e duas canetas, uma em cada mão. Passando pelo seu pai ela notou que o pai também tinha uma caneta na mão. Pela reação de seu rosto dava para ver que apreciou muito a caneta do pai e logo mostrou vontade de a ter. O pai se mostrou pronto a lhe passar a caneta, mas então veio o dilema. Ela olhava para uma e outra mão. Tinha as mãos ocupadas. Para pegar a caneta nova que desejava teria que abrir mão de uma das que já tinha. O dilema durou uns segundos e ela então seguiu em frente, abdicando da caneta desejada.


Esse episódio me trouxe à mente uma palavra de Jesus aos discípulos em João 16:12: “Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar”. Numa hora tão crítica, tão próxima da cruz, havia ainda tanto para dizer, mas simplesmente não era possível. Eles não podiam suportar. Não cabia mais nada em suas mentes de tal modo estavam cheios de suas próprias ideias, conceitos e agendas. Tinham planos para Jesus, para eles mesmos e para os demais. Não havia lugar para o que o Mestre desejava compartilhar.
Se há algo que pedimos são bênçãos. Oramos por elas e desejamos recebê-las. Clamamos por sabedoria, por orientação, por direcionamento neste mundo confuso e cheio de imprecisão. Queremos que o Senhor nos abençoe, nos cumule de tudo o que é bom e nos mostre de modo o mais claro possível a direção a seguir. Mas parece que, sistematicamente, nossas orações ficam sem resposta.
A bênção que chega à casa de meu vizinho parece passar ao largo da minha porta. Invejo aqueles que mostram segurança e que falam de intimidade com Deus e palavras de sabedoria, mas eu mesmo não pareço receber essas revelações. O que estará errado? Será que o Senhor não quer me responder? Será que Ele não me ama como ao vizinho? Haverá algo errado na nossa linha de comunicação? Ou será que simplesmente não cabe mais nada em minha vida?
Creio que muitas vezes nosso problema é o da menina e suas canetas. Simplesmente já temos coisas demais em nossas mãos! Pode muito bem acontecer de termos que abrir mão primeiro para depois receber. Temos tantas coisas atravancando nossas vidas que não há espaço para o que o Senhor quer nos dar. Há tantas “canetas” ocupando nossos dias que não há como Deus nos dar ainda mais.
O Espírito deseja iluminar nossas mentes (Efésios 1:17 e 18), mas temos tantas coisas ocupando nossas mentes que não cabe mais nada! Há tantos pensamentos, conceitos, livros, eventos, discursos, mensagens e compromissos que a caixa está cheia e não há lugar para mais nada. O Senhor espera ardentemente que o busquemos de todo coração. Isso requer esvaziar primeiro para depois encher.
Esse foi o segredo de Jesus. Primeiro ele se esvaziou (Filipenses 2:7) para poder ser pleno do Pai. Estamos tão cheios de tanta coisa que simplesmente não é possível esse enchimento. Não se pode encher o que já está transbordando. E adivinha quem é especialista em encher nossas vidas e mentes de tal modo que não haja espaço para o Senhor? Se disse o inimigo, acertou em cheio. Se disse nós mesmos, também acertou, pois na verdade a tentação original sempre foi no sentido da liberdade e independência que quer estabelecer a própria agenda em detrimento do seguir a vontade de Deus.
Podemos viver assim. Mas é esgotante. Podemos sobreviver desse modo e até nos gabarmos de não termos tempo para nada. Acabamos porém irritados com a falta de tempo, a falta de bênçãos (percebida mas não real) e a falta de direção do Espírito (sentida, mas totalmente por nossa culpa).
Se não cabe mais nada em sua vida então pode ter a certeza de que já a encheu demais. Se não houver espaço para o melhor vai ter que viver com o que conseguir arranjar. Provavelmente vai estar longe do que poderia ser se fosse o Senhor a enchê-lo. Mas lembre-se, o caminho é esvaziar primeiro e então permitir que ELE encha. Não lute com as mãos cheias. Parafraseando um grande missionário que deu a vida pelo Senhor:
Abra mão do que não pode carregar para receber o que não pode perder.

O Currículo de Deus

 

Diante da crise e do desemprego crescente muitos têm descoberto a necessidade de ter um currículo em dia. E o que é o currículo? É um documento que conta de modo reduzido sobre a pessoa, sua formação e experiência profissional. As empresas e os patrões procuram pessoas, trabalhadores que possam desempenhar certas funções e lhes dêem garantias de sucesso no futuro. Com farão isso? Como saber quem colocar em certa posição? O Currículo. Por meio dele podem saber se este indivíduo corresponde ao que procuramos e se ele será capaz de desempenhar a função no futuro. Ou seja, para saber o que este trabalhador é capaz de fazer, olho para seu currículo, olho para seu passado.

E Deus? Qual é a minha expectativa em relação a ELE? O que espero que o Senhor faça em minha vida? Que expectativas tenho do que o Senhor pode ser para mim? O que posso esperar com toda garantia? Independente de minhas procuras e meus desejos, devo olhar o currículo do Senhor. E ELE nos deixou um currículo extenso. Ele mesmo nos chama a fazer isso (Isaías 48:9 e 10 – Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus e não há outro, eu sou Deus e não há semelhante a mim que desde o principio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam)
E qual é então o currículo de Deus? Como podemos consultá-lo de forma rápida para sabermos em que confiar e o que esperar? Ora, os currículos em regra têm 2 itens principais: formação e experiência. Há uma parte para colocar o conhecimento adquirido, os cursos feitos e os diplomas que o individuo tem e depois uma outra parte com a experiência profissional descrevendo o que já se fez e os cargos que já se ocupou e onde. Notemos então resumidamente o currículo do nosso Deus.
Conhecimento
O Senhor tem um conhecimento único e perfeito sobre a criação toda e sobre o homem. Foi Ele que fez todas as coisas. Ele as planejou e as preparou. Ele as chamou da não existência para a existência. Ele conhece tudo de modo completo e o homem de modo especial. O homem foi criado a semelhança de Deus. Aquilo que vai em nosso íntimo sabe como nem mesmo nós sabemos. EX: quando deu a lei a seu povo Deus ordenou que a circuncisão fosse feita no 8º dia de vida. Hoje a ciência sabe que a circuncisão permite eliminar uma série de doenças do homem e da mulher pois em Israel o índice dessas patologias é bem menor. Mas só depois de muita pesquisa se descobriu que o 8º dia é o dia de nossas vidas em que nossa taxa de plaquetas é mais alto, sendo por conseguinte o dia ideal para a cicatrização. O homem não sabia mas Deus sabia. E se Ele sabe de nosso corpo sabe de nossa alma e de nosso espírito. Ele nos fez assim e só funcionaremos bem nas mãos dele que sabe tudo sobre nós.
O Senhor tem um conhecimento perfeito da História. Tudo que já aconteceu ele conhece em seu âmago e sem falha. Isso lhe permite conhecer todas as possibilidades, todas as alternativas e todas as coisas que já foram feitas. Como é útil estudarmos a história não é? Ajuda a entender porque certas coisas são como são. Estudamos a história exactamente para responder as perguntas que temos. Escrevemos sobre os personagens do passado, as guerras, os conflitos e tudo mais para agregar sabedoria e aprender. Pois o Senhor é muito mais que doutorado em História. Ele realmente conhece toda a realidade do Homem desde sempre e como isso deve servir para que possa ser o nosso Deus, o nosso guia perfeito e sem falha. SE a história pode dar alguma ajuda na compreensão e nas decisões podemos estar tranquilo porque Ele tudo conhece.
O Senhor sabe do tempo. Se ao falar da história posso estar tranquilo porque vejo que Ele conhece o passado, ao pensar no tempo digo também que ele conhece o presente e o futuro. Ao dizer que conhece o presente lembro que o Senhor sabe de tudo o que esta acontecendo. Desde o que se passa em sua mente neste momento, aos seus pensamentos mais profundos, mas também aos atos e intenções de todos em, toda terra. Essa capacidade é parte de sua divindade. E Ele sabe também do futuro. Ele sabe o que vai acontecer. Só Ele determinou o fim da história. E se é verdade que a Palavra nos diz que o Senhor se auto limitou ao nos dar liberdade, também é verdade que Ele trabalha por nós tendo em conta exactamente o nosso futuro. E que segurança de saber que meu Deus conhece tudo, sabe de meu coração, conhece todos os demais e além disso sabe o que vem por aí. Que currículo!
Experiência
Pensemos em termos de experiência no povo de Deus. O que Ele tem feito por seu povo ao longo da história certamente fará por nós que somos eu povo nesta hora da história também.
O Senhor salvou seu povo.
Ele olhou e percebeu a dor e o sofrimento de seu povo no Egito (afinal Ele se importa) e por isso desceu para o libertar. Encontrou um homem a quem delegar a responsabilidade da tarefa e lhe deu uma missão e por meio dele tirou seu povo do Egito. Com braço forte derrotou a nação mais forte do mundo de então para levar seu povo para uma terra que lhes tinha prometido. Seja qual for a situação em que nos encontremos Ele pode nos salvar. Salvar a alma e o espírito de uma vida sem sentido e uma eternidade longe dele, salvar de nossas culpas e mazelas, salvar de nossos pecados e falhas, salvar de nossa fraqueza e incapacidade, salvar de nossos medos e ansiedades, salvar de nossos inimigos e adversários.
O Senhor preservou seu povo no deserto.
Uma vez fora do Egito tinham que Viajar até Canaã para ali se estabelecerem. Mas este povo foi rebelde e acabou ficando no deserto… por 40 anos… e o que Deus fez? Os abandonou? Não! Deus os preservou. Deu maná diário, deu carne, deu água, deu vitória contras as tribos guerreiras do deserto elevou seu povo quase que no colo até a conquista da terra prometida. Deus preserva mesmo nas condições mais difíceis. Para Ele não foi difícil guardar seu conserto e manter sua promessa e impedir a aniquilação de seu povo. Pode ser que passemos por tempos duros e caminhemos por desertos mas o Senhor pode nos amparar nessa caminhada e nos guardar de cair e perecer.
O Senhor orientou o povo.
 Andar no deserto não era fácil. Não tinham GPS e mesmo que tivessem não havia estradas para assinalar. Mas o Senhor lhes deu um GPS para o caminho e para a vida. O guia para o caminho era uma nuvem de dia e uma coluna de fogo de noite que durante 40 anos serviu de orientação para saberem quando pararem, quando andarem e para onde seguirem. O guia para a vida foi a lei. Uma palavra escrita, de modo claro e direto que servia de orientação para a vida com ele. Como deveriam viver? Como se comportar? Como melhorar os relacionamentos? Como lidar com as situações? Tudo vinha explicado e orientado na lei que o Senhor deu a seu povo.
Poderíamos falar tanto mais. Poderíamos ficar acrescentando pormenores e itens tanto ao conhecimento quanto à experiência da atuação de Deus. Mas fiquemos com estes.
Que consolo e que base para nossa fé. Que segurança para crer num Deus que conhece todas as coisas, me conhece perfeitamente, conhece tudo que já aconteceu, o que se passa neste momento e o que vai vir no meu amanhã. Que descanso tenho em me colocar nessas mãos em termos de futuro. E que base para minha fé quando vejo o que Ele tem feito nas vidas de seu povo ao longo dos tempos.
Ele salva das situações mais difíceis pelo que posso confiar que pode livrar-me do mal e de qualquer opressão. Só Ele pode libertar-me plenamente e tem providenciado essa libertação aos seus. Que descanso lembrar que Ele preserva os seus. Também tenho meus desertos, minhas épocas de aridez, mas Ele preserva no deserto e guia. Se precisar de orientação no caminho ou para a vida posso saber que conto com ele para tudo o que vier e nele terei plena satisfação. Com um Deus com um currículo assim posso confiar meu futuro com toda certeza!

Construindo Celeiros ou Vidas?

A parábola do Rico insensato
 (Lucas 12:13 a 21)
Ele tinha o que parecia ser uma vida de sonho! Era rico, famoso, conhecido. Família bonita, esposa maravilhosa, filhos inteligentes, negócio próspero. Investiu na bolsa de valores com esperteza e com a experiência de anos no mercado. Suas ações quadruplicaram num ano e ele ficou ainda mais rico e poderoso. Seu dia de trabalho era de 14 a 16 horas. Trabalhava até na hora de dormir. Não tinha tempo para mais nada! Havia que aproveitar a onda favorável. A bolsa podia mudar, os negócios podiam murchar. Teve alguns episódios de taquicardia e uma passagem na urgência hospitalar, mas tudo foi deixado para trás... Havia que usar toda essa nova riqueza para ganhar mais um pouco.
Ele avaliou bem o mercado, estudou as tendências, consultou os especialistas e decidiu onde devia investir. Sabia que a nova empresa seria um sucesso ainda maior. Sabia que teria algum trabalho extra por mais uns 4 ou 5 anos, mas depois poderia finalmente descansar, tirar um tempo, relaxar e ver o mundo e quem sabe até lembrar da família. Decidiu tudo e planejou seu novo empreendimento, seria um sucesso de arromba e o colocaria definitivamente no topo...
Nessa noite teve um enfarte agudo do miocárdio e morreu às 3 da madrugada... em seu funeral, tudo o que puderam dizer foi: foi um grande empresário...
Esta seria uma versão moderna da parábola de Jesus em Lucas 12. A história começa com um contexto próprio. Jesus é abordado por um homem no meio da multidão. Um homem pede justiça. Aparentemente essa oração tem tudo para dar certo. Mas Jesus a recusa? Porque? Não fora o mestre que ensinara a pedir? Não era seu propósito trazer justiça? Não era costume da época que os rabis, conhecedores da lei, servissem de juízes de causas menores e de repartição de heranças? Porque Jesus recusa?
Jesus não nega o pedido por justiça. O que ele nega é a ganância por trás do pedido. O que ele faz é usar de discernimento e notar que há ali muito mais do que parecia. Um pedido de justiça pode abrigar vingança ou cobiça. Uma oração piedosa pode abrigar orgulho ou malícia. Um discurso honrado pode esconder vaidade e interesses próprios. Jesus discerne o coração. E as palavras no original nos podem ajudar a entender. Ele pergunta: Quem me constituiu repartidor entre vós? Jesus não veio para ser repartidor mas reconciliador. Aquele homem queria a partilha para se separar definitivamente de seu irmão. Jesus queria que vencesse a cobiça e se reconciliasse com o irmão. Conta então a parábola.
É de notar que o homem da parábola já era rico. Ele não é apresentado como incorreto ou corrupto. Sua riqueza parece honesta e sua colheita pode até ser considerada bênção de Deus. A prosperidade do Senhor pode não ser usada de modo certo. Este homem será um exemplo. Ele é abençoado prodigamente, mais do que precisa (não será assim com todos nós, em certa medida?).
Todo seu discurso é voltado para si mesmo e para seus bens. Ele provavelmente, deveria ser casado, com família e conhecidos, mas não há o menor sinal de que os tenha em conta em sua vida. Ele não conversa com ninguém a não ser consigo mesmo. Não considera ninguém em seus planos a não ser ele mesmo e seus bens. A vida é concentrada em si mesmo e no que possui e no que vai possuir. Um discurso feito de meus frutos, meus bens, meus celeiros, minhas ideias e planos. Ele era um construtor de celeiros. Um armazenador numa cultura que valorizava a comunidade e a solidariedade vivia para si mesmo.
O trágico da história é que no fim não somente ele morre, mas não há o que fazer com seus bens. Ele não percebera que a vida era passageira e uma espécie de empréstimo. Terás que dar contas de ti mesmo. Terás que dar conta da tua alma, de devolver o que recebeste e como o farás? E tudo o que planejaste? Para quem será? Quem saberá dar continuidade? Que legado ficará para além do celeiro que fica como monumento da tua vida isolada e egoísta?
Na vida podemos ser construtores de celeiros ou de vidas, mas não dos dois. Celeiros são lugares para guardar bens. Nossas casas, cursos, trabalhos, até passatempos podem ser celeiros. Feitos para guardar bens, acumular riquezas que podem ser dinheiro, coisas, diplomas, promoções etc. Leva uma vida inteira para construir celeiros. Mas de que servem? Darão segurança? Darão futuro? Garantirão a eternidade? Darão realmente a vida (zoe e não bio) que devemos viver?
Construir vidas também demora. Temos a nossa vida para construir e as vidas de outros ao nosso redor. Trata-se de um investimento bem mais demorado e custoso. Leva tempo para construir uma vida, seja a nossa ou a de um amigo, irmão, parente, esposa, filhos. Mas, enquanto celeiros têm a tendência de ficar, vidas são eternas. Trata-se de um investimento que nos dá VIDA aqui e que terá valor eterno. Invista num banco que não vai falir de certeza. Construa vidas, não celeiros!

Trabalhando Muito... para o inimigo!

Já ouviu falar em Wang Jingwei? E que tal Widkun Quisling? Ou talvez Benedict Arnold? Ora, esses nomes são famosos em suas terras. Fama merecida, pouco agradável, porém marcante. São todos nomes de homens que trabalharam muito... mas para o inimigo. Jingwei foi um chinês que apoiou as tropas japonesas na conquista de uma província de sua terra; Quisling ajudou as tropas nazistas a conquistar seu país: a Noruega; Arnold foi um general americano que passou-se para o lado dos Ingleses em plena guerra da independência americana. Nomes que vivem associados a traição e infâmia.

Jesus, em uma de suas parábolas (Mateus 13:24 a 30) falou também de algo parecido. Na seara do mestre há aqueles que semeiam a boa semente, mas há também os que semeiam o joio e desse modo trabalham para o inimigo. Há várias maneiras de sermos encontrados trabalhando para o lado errado. Pensemos em algumas:

1) Criando Filhos para o Mundo
Um dos casos mais conhecidos da Bíblia sobre esse tema é o de Eli. Juiz de Israel e sacerdote principal. Não soube criar seus filhos. Eles se tornaram tropeço para o povo, desrespeitando o culto e por fim foram mortos numa batalha que marcou a perda da arca do concerto e a morte de seu pai (I Samuel 2:12 a 17; 4:19 a 22). Foi um momento de vergonha nacional. Eli trabalhou muito... para o outro lado.

Nossos filhos são bênção especial de Deus. Mas a responsabilidade de criá-los nos caminhos de Deus é em primeiro lugar nossa, não da igreja, não da EBD, não de alguma organização para-eclesiástica. Infelizmente muitos crentes são achados criando seus filhos segundo padrões do mundo, permitindo que cresçam longe de Deus. Não os levam a oração, não praticam o culto doméstico, não lhes leem a Bíblia, não acompanham suas atividades na internet e seus programas de TV. Permitem que o mal se insinue até o ponto de dominar. Quando isso acontece criamos nossos filhos para o mundo; trabalhamos para o inimigo...

2) Investindo em Coisas
A orientação de Jesus foi bastante clara em Mateus 6:19 a 34. Se nos deixamos dominar pela ansiedade com as coisas terrenas e investimos apenas neste mundo estamos desperdiçando a vida. Aqui a traça come e a ferrugem corrompe. Um bem material pode ser bênção, mas também pode desviar o coração de tal modo que afasta o homem de Deus. Conheço muitos crentes que eram fiéis enquanto pobres. Quando a prosperidade chegou foram deixando o Senhor pouco a pouco. Nesses casos, a prosperidade foi maldição e não bênção.

Nossos bens são nossos para investir. Temos o privilégio de investir no reino de Deus e desse modo trabalhar para a eternidade. Quando concentramos nossas vidas apenas na aquisição de coisas deste mundo perdemos nosso investimento e corremos o grande risco de sermos encontrados trabalhando para o inimigo...

3) Usando os lábios para maldizer
Em meio a um grande avivamento em Jerusalém, com dezenas de conversões diárias, os apóstolos foram desviados da obra pela maledicência (Atos 6:1 e 2). A murmuração, o falar mal e a crítica destrutiva trouxeram uma crise que ameaçou paralisar a igreja. Foi preciso encontrar uma solução rápida na criação do diaconato para libertar os apóstolos. Aqueles que murmuraram trabalharam muito... para o inimigo!

A Bíblia diz que o nosso adversário é o acusador, o blasfemador, aquele que faz da maledicência uma arte, que critica incessantemente. Quando nos deixamos levar por isso, quando nossos lábios são usados para maldizer, criticar, murmurar e derrubar estamos trabalhando para o mal. É por isso que antes de falar deveríamos sempre nos perguntar: porque vou falar? Que proveito há nisso? Edifica? Enaltece? Servirá para o crescimento? Pode ser considerado prova de amor verdadeiro? Senão, é melhor ficar calado!

4) Servindo de pedra de tropeço
Essa era a especialidade dos fariseus. Não entravam no reino e não deixavam entrar. Jesus os advertiu severamente. O Mestre referiu que os tropeços e escândalos surgem inevitavelmente mas lançou um ai para aqueles que servem de pedra de tropeço (Mateus 18:6 a 9).

Somos chamados a ser bênção, a dar testemunho, a ganhar e não a fechar a porta. Cada vez que nossa hipocrisia, nossa falta de amor, nosso legalismo, nossas exigências rituais afastam alguém do evangelho estamos trabalhando para o inimigo. Devemos viver de tal modo que ninguém possa vir a dizer que por nossa causa não entrou no reino. Mesmo sabendo que essa desculpa não será válida, certamente é nosso dever evitá-la.

Conclusão:
Assusta-me o facto de poder ser encontrado trabalhando para o inimigo. Ele é subtil, astuto e nem sempre mostra as garras. De forma sub-reptícia se infiltra em nossos sistemas de vida, atua em nossa maneira de pensar e por meio de muitos instrumentos deste mundo vai nos levando a trabalhar para ele mesmo sem querermos. O custo de evitar isso é a vigilância. "Vigiai e orai", eis o alerta bíblico. O diabo é como leão que anda ao redor. Sejamos então sábios e fujamos do trabalho para o adversário. Criemos filhos para a Glória de Deus, Invistamos nossos bens na causa do evangelho, usemos nossos lábios para bendizer e ganhar e seremos encontrados trabalhando para o verdadeiro Senhor Eterno.

No, We Can't !


Não, Nós Não Podemos!
Milhões de pessoas por todo o mundo se emocionaram com a eleição do primeiro afro americano à presidência dos EUA. A campanha e subsequente eleição de Barack Obama mexeu com o imaginário mundial. Na altura de sua eleição ouviam-se e liam-se manchetes falando sobre um verdadeiro salvador para o mundo. Uma onda quase messiânica varreu o planeta criando expectativas que obrigatoriamente acabariam por levar ao desapontamento geral.
O mote principal da campanha de Obama foi a frase emblemática: "Yes We Can!” Sim, nós Podemos! Ele prometeu que estas três palavras abririam um novo capítulo na história da América. "Sim nós podemos consertar este mundo, sim nós podemos curar esta nação, sim nós podemos capturar o nosso futuro..." E as promessas continuaram garantindo uma era de justiça, igualdade, oportunidade e prosperidade para todos.

No fundo, não aconteceu nada de novo. Talvez a cobertura mediática tenha sido maior e a tecnologia usada para transmitir a mensagem mais sofisticada, mas de resto, vimos apenas a tão conhecida forma de funcionar da democracia. Uma luta para saber qual minoria vai governar a maioria.  Alguém tentando convencer os outros de que "se me derem o poder vou usá-lo para o beneficio geral". No fim, as promessas são apenas isso e poucos meses passados da euforia já a desilusão é grande, porque na verdade  "No, We Can´t",  Não, nós não podemos!

1) Não podemos resolver a crise econômica
Os fundamentos da crise são muito mais profundos do que se imagina. Os pacotes sugeridos lidam apenas com consequências superficiais da crise e não com suas origens e é por isso que não irão resolver nada.   A razão da crise é simples: ganância! A Bíblia já disse há muito tempo que "o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males" (II Timóteo 6:10).
Só isso explica como administradores de bancos falidos continuam recebendo prêmios milionários que provem do próprio governo para evitar a falência.

Para que a crise fosse realmente resolvida seria necessário que a população em geral vivesse moderadamente. Os EUA gastam anualmente 8 bilhões de dólares com cosméticos e a Europa gasta anualmente 11 bilhões com sorvete. Bastava isso para dar escolas e saneamento com água a toda a população mundial carente. Mas essa informação não vai mudar o padrão de consumo da população ocidental.

A mídia, a TV e o cinema continuam mostrando a vida de luxúria e opulência como o ideal para o ser humano, alimentando o consumismo desenfreado. A Crise econômica reside no egoísmo do nosso coração, logo, não podemos controlar essa crise porque não sabemos como tornar o homem altruísta. Não, nós não podemos!

2) Não podemos resolver o problema da violência
O Secretário de Justiça americano na década de 70  foi Ramsey Clark.  Ele afirmava, no entendimento da sociologia moderna, que na origem da criminalidade estava a situação social e o ambiente em que o individuo vivia.   Esse era um problema técnico e seria resolvido com a aplicação de soluções técnicas. Seu discurso foi um eco da filosofia de Rousseau, que afirma que o homem é naturalmente bom, sendo corrompido pela sociedade. Na verdade, isso não é novidade, pois no terceiro século antes de Cristo o filósofo Chinês Meng Ke (Mêncio) defendia essa posição.

Baseados nessa premissa os psiquiatras Samuel Yochelson e Stanton Samenow se dedicaram a um estudo que provasse que a maioria dos crimes tinha sua origem nas condições de vida dos perpetrantes. O estudo durou 17 anos. A conclusão final foi que a criminalidade tem pouco a ver com as condições sociais dos criminosos. O problema é mais fundo e se trata de uma deliberação pessoal. As circunstâncias podem contribuir, mas não são necessariamente determinantes. A Bíblia diz que "não há justo, nem um sequer, não há quem entenda, não há quem busque a Deus" (Salmo 14 1 e 3; Romanos 3:10 e 11).

Hoje sabemos que isso é assim, porque vemos muitos garotos saírem da favela e se tornarem doutores ou cidadãos respeitáveis, ao passo que muitos filhos da classe média e alta, criados com excelentes condições, tornam-se criminosos. Afinal o problema da violência não é uma questão técnica. O problema está no coração do homem e por isso nós sabemos que não podemos resolvê-lo como pensávamos. Não basta dar casa, escola e comida de qualidade. É preciso transformação interior. Não, nós não podemos!

3) Não podemos resolver a crise de desemprego
A maioria dos políticos fala do desemprego como se fosse o real problema. A fórmula parece ser: dê trabalho a todos e tudo estará resolvido! Mas não é assim tão simples. Novamente, a raiz do problema é mais profunda. A atitude do coração conta muito. De nada serve oferecer emprego a um homem que sente que não tem razão de viver e sem motivação para trabalhar. Não há falta de trabalho, o que há é falta de ânimo.

A visão moderna do trabalho como maldição penetra todas as camadas da sociedade. O homem vive em função dos momentos de lazer. Sonha ganhar na loteria para não precisar mais trabalhar. Toma remédios porque não encontra razão de ser para sua existência e ainda achamos que a situação se resolve dando apenas um emprego a cada um?

 mudança tem que começar com uma real perspectiva da vida. Quando o homem encara a vida como dádiva de Deus e percebe que tem um propósito para sua presença neste mundo, tudo muda! Enquanto isso não acontecer todos os planos para acabar com o desemprego irão se frustrar. Nós não podemos acabar com uma crise que está fora de nossas mãos. Não, nós não podemos!

Conclusão
A razão pela qual não podemos é que o real problema do homem é o pecado, a alienação de Deus, a fuga do Criador. Não quero, de forma alguma, ser pessimista nesta reflexão. Nós não podemos, mas ELE pode. A razão pela qual Obama está caindo nas pesquisas e vai continuar desiludindo é que confiou no homem. Em vez de “yes, we can “deveria ter dito “YES, HE CAN”! Sim , Ele pode!

Só Jesus pode nos levar à vida com Deus, direcionar nosso interesse para o próximo, retirar de nós a violência nata e nos dar nova razão de ser e de viver. Só Jesus pode salvar este mundo, curar nossa nação e nos capacitar para o futuro. E essa é a boa nova, quando deixamos que Ele faça, tudo fica diferente, por isso declaramos com alegria:

NÃO NÓS NÃO PODEMOS, MAS ELE PODE!

COMO VENCER A CRISE? PARTE II

Todos os anos a história se repetia. Durante os meses de chuva a aldeia tinha água abundante e os poços estavam cheios. Assim que as chuvas cessavam a situação se complicava. No meio da época seca já não se podia retirar água dos poços, obrigando a população a grandes deslocações para obter o precioso líquido.

Até que um dia surgiu a grande idéia! Construiriam um grande reservatório no meio da aldeia e, na época das chuvas, todos os dias, cada pessoa da aldeia se responsabilizaria por acrescentar um balde d'água ao reservatório. Assim, quando chegasse o tempo seco utilizariam o que tinha sido reservado, facilitando a vida de todos.

Assim foi. O reservatório foi construído e cada um assumiu o compromisso de fazer a sua parte. As chuvas foram abundantes e os poços transbordaram. Mas, como sempre, a seca chegou e o nível de água foi descendo até que a situação ficou crítica. Como planejado, o chefe da aldeia convocou a população para a abertura solene do reservatório. A expectativa era grande! Enfim, a solução que precisavam! Mas, que surpresa!! Quando abriram o reservatório não havia uma gota d'água. O que acontecera? Aos poucos e um pouco envergonhados, os habitantes confessaram sua falha. Cada um esperou que os outros fizessem sua parte e com certeza sua pequena participação não seria necessária, assim poderiam se excusar da responsabilidade, visto que todos iriam contribuir. Mas, como ninguém reservou água, ficaram com sede!

Quando falamos em Crise Econômica Mundial a primeira impressão é que isto pouco tem a ver conosco. Mas, quando percebemos que, afinal, todos somos afetados, chegamos à conclusão que nada podemos fazer para mudar um panorama que é internacional. O que é que "euzinho" pode fazer que faça diferença? Como entendo que meu esforço não é suficiente, deixo de fazer aquilo que poderia. Que sejam os outros que procurem a solução para mudar o rumo das coisas...!

Na verdade, eu sou apenas mais um... Não há muito que possa fazer... Mas, sou 1 ! E posso fazer alguma coisa!! Exatamente pelo fato de ser apenas um e estar limitado no que possa fazer é que preciso pensar bem no que faço. Afinal, é importante, e pode fazer a diferença! Lembremos que todo problema tem uma solução. Toda solução passa por uma ação correspondente. Toda ação tem, obrigatoriamente, uma pessoa por trás dela. E eu mesmo posso ser essa pessoa!!

Diante das grandes histórias de fé, de pessoas que fizeram a diferença, devemos recordar que cada história de fé é única, original. Deus não se repete, ele é tremendamente original! A sarça só ardeu uma vez diante de Moisés e o burro de Balaão não encontrou com quem dialogar no reino animal. Minha história nas mãos de Deus será especial, única e original!

Dito isto, há muito que podemos fazer para reagir à crise que tão de perto nos assusta. Segundo nossa pesquisa, 40% dos blogueiros afirmaram que sentem medo do que possa vir a acontecer no mundo, em suma, sentem medo do futuro! Tendo identificado que a primeira razão da crise está no coração do homem, a solução também terá que sair do coração. A crise se originou na cobiça que hoje domina a mente humana. A solução terá que trabalhar esta questão. Até um autor secular como o espanhol Leopoldo Abadia, em seu best seller "A Crise Ninja", reconhece que " o menos importante nesta crise é a parte econômica. Esta é uma crise de decência. É preciso recuperar os valores que as pessoas esqueceram"( pág. 32 ,revista Focus/pt, edição 512 de 05/08/09 )
Propomos dois princípios bem práticos para combater a crise no âmbito pessoal e familiar que podem ter grande efeito a nível global:

PRINCÍPIO I - GRATIDÃO / SATISFAÇÃO

Na experiência humana, de modo geral, parece que não há nada mais difícil de se aceitar do que a própria vida. Vivemos num estado de inquietação que demonstra uma forte insatisfação com nosso viver. Gastamos muito tempo na vã percepção que a vida dos outros é melhor que a nossa e passamos o tempo a tentar vivê-la, apenas para descobrir , afinal, que não traz satisfação.

Por outro lado, pesquisas médicas chegaram à conclusão que a gratidão é o traço emocional com maior probabilidade de favorecer a saúde e a recuperação de um paciente. O Senhor, nosso criador, já sabia disto e é talvez por isso que deu ao povo de Israel tantas festas comemorativas. Cada festa servia para recordar um evento salvífico de Deus, visando desenvolver a gratidão no coração dos israelitas. A cada festa o povo lembrava que Deus havia providenciado o salvamento e os livrara do mal. A cada comemoração exerciam a gratidão que os levava ao contentamento e ao louvor. Essas ocasiões eram propícias para entenderem que o Senhor nem sempre nos dá o que queremos, mas sempre nos supre com o que precisamos.

Jesus deixou à Igreja o mesmo princípio. Na celebração da Ceia lembramos a maior de todas as dádivas, a Salvação, que nos traz vida eterna. Esta celebração deveria ser um momento pleno gratidão que deveria fluir para toda a vida!

O contrário da cobiça é a satisfação que provém de um coração grato. Não se trata de falta de ambição ou conformismo, nem de simples passividade, mas da capacidade de aproveitar bem o que temos e de sermos felizes com o que nos toca. Pensemos em formas práticas de desenvolver essa satisfação:

A) Criar ocasiões freqüentes para recordar as bênçãos e agradecer. Pode ser durante os cultos domésticos, nas refeições dos domingos ou mesmo registrar em diários pessoais. Seja como for, o objetivo é trazer à luz os motivos de gratidão e se alegrarem com eles.

B) Aproveitar ao máximo os recursos que temos. Quantas vezes trocamos de aparelho de som, computador, celular ou outro utensílio só porque surgiu um modelo mais recente no mercado, quando na verdade, nem sequer aprendemos a utilizar em pleno o modelo que dispensamos. Devemos ser práticos, não nos deixando influenciar pela mídia nem por amigos. Sejamos prudentes!

CONTINUA NA PRÓXIMA QUARTA...
Related Posts with Thumbnails

Manual do Corão - Como se formou a Religião Islâmica

Como entender o livro sagrado do Islão?  Origem dos costumes e tradições islâmicas. O que o Corão fala sobre os Cristãos?  Quais são os nomes de Deus? Estudo comparativo entre textos da bíblia e do Corão.  Este manual tem servido de apoio e inspiração para muitos que desejam compreender melhor o Islão e entender a cosmovisão muçulmana. LER MAIS

SONHO DE DEMBA (VERSÃO REVISADA)

Agora podes fazer o download do Conto Africano, com versão revisada pelo autor.
Edição com Letra Gigante para facilitar a leitura do E-Book. http://www.scribd.com/joed_venturini