O que os nossos filhos precisam?

 


Quando nossos filhos nascem há sempre um gosto agridoce na boca. A alegria é imensa, a satisfação, o encanto, mas também o peso da responsabilidade, a noção de que não nos sentimos preparados e a pergunta: o que os nossos filhos precisam? Eis uma pergunta complexa e ampla. Nossos filhos vão precisar de amor, carinho, disciplina, correcção, educação, incentivo, motivação, consolo, apoio, discernimento, sabedoria, entusiasmo, paciência e tantas outras coisas que a lista encheria a página. Mas, como é comum em pergunta complexas, há também uma resposta simples e mais fácil de guardar e, no entanto, bastante abrangente e fiel. O que os nossos filhos precisam é de Deus e de convicção. Precisam saber quem é o Senhor e ter com Ele uma relação pessoal, saber quem são e para o que devem viver e nós temos um papel importante no desenvolvimento desses dois conhecimentos.

Conhecer o Senhor deve ser uma prioridade. Levaremos nossos filhos a isso por meio da oração, Palavra e experiência. Temos que clamar desde o ventre para sejam salvos e não descansar antes que isso aconteça. Devemos levá-los à Palavra desde o começo de modo a crescerem sabendo de Deus e de Jesus para que sejam atraídos por Ele, como naturalmente acontece bem cedo com crianças dirigidas ao Senhor. Devemos usar cada oportunidade para mostrar as verdades de Deus, seja em seu cuidado, seu amor e sua disciplina. Cada momento de correcção deve realçar a verdade e as consequências do pecado de modo a que nossos filhos percebam essa verdade espiritual e se abram à graça de Deus e ao trabalho do Espírito Santo. Desse modo, com a misericórdia do Senhor, poderemos ter a alegria de os ver caminhando com Deus e crescendo na graça.

Conhecer a si mesmo e seu propósito na vida é outro alvo crucial. Nossos filhos precisam crescer com convicção, sabendo quem são, o que fazem aqui e para o que devem viver. Para isso devemos orar, levá-los à Palavra e aproveitar as oportunidades. A intercessão tem sempre papel central em tudo na criação de filhos. Sem a ajuda de Deus nada conseguiremos. A Palavra é a base da revelação e onde encontramos o Senhor, mas também a nossa identidade e o caminho que devemos trilhar. A Palavra é cheia de sabedoria para a vida e se nossos filhos aprenderem a amá-la o seu trajecto será seguro e protegido pelo Pai.

Também devemos aproveitar as oportunidades. Permitir que experimentem coisas diferentes na vida e criar essas possibilidades. Desporto, arte, música, ciência, ensino e tecnologia. Eles devem ter a oportunidade de testar seus dons e talentos e perceber no que são bons, onde se sentem realizados, no que o Pai os fez mais capazes, pois será nessa direcção que deverão crescer e ser abençoados. Quando os filhos crescem percebendo em que áreas devem actuar fica muito mais fácil e natural a formação. O trabalho futuro será adequado às suas habilidades e certamente serão bem mais realizados.

Criar filhos será sempre um desafio. Não podemos perder de vista que é um processo, haverá momentos menos bons e outros deliciosos e, no fim, eles deverão seguir seus caminhos. Nossa oração é que o façam como filhos de Deus, seguros em Jesus, usando seu potencial para a glória de Deus.

 A Ele toda honra e louvor.

Porta dos Fundos – Uma Resposta Cristã


Este fim de ano de 2019 ficou marcado em certos círculos pelo filme produzido pelo grupo humorístico brasileiro “Porta dos Fundos” em que Jesus é caricaturado como gay, entre outras coisas. Tem havido muitas respostas, mais ou menos indignadas e até um atentado à bomba por um grupo de extrema-direita. Desejamos deixar aqui uma resposta cristã bíblica.
 
Caricaturar e ofender a figura de Jesus não é propriamente novidade. Ele é a maior figura da história da humanidade e fazer algum tipo de arte aludindo a ele é garantia de notoriedade e dinheiro. Não há um ano que passe sem um filme, livro, artigo ou peça de arte polémica em que Jesus é apresentado de forma totalmente diferente dos evangelhos e registos históricos. De certo modo, já estamos acostumados, o que não significa que estejamos acomodados.

Durante sua vida Jesus foi ofendido e caricaturado por seus inimigos. Foi chamado de beberrão e comilão, de pecador e até de demónio e chefe de demónios. A Igreja Cristã sofreu com heresias sobre Cristo logo na sua origem e o tema principal de debate de seus maiores concílios iniciais foi a figura de Jesus. Logo, não é algo novo lidar com mais um grupo que resolve agredir para ganhar fama e dinheiro com isso, às custas da imagem de Cristo.

O que tem sido feito e o que foi apresentado este ano entra na categoria da liberdade artística e de expressão. Interessante esse conceito de liberdade que vemos hoje e que claramente não é nada democrático. Se um pastor se levantar no púlpito de sua igreja, para algumas centenas de pessoas e declarar que a prática homossexual é pecaminosa será considerado ofensivo e discurso de ódio. Mas, se um grupo humorístico ofender gratuitamente milhões de fiéis no mundo inteiro, isso é liberdade de expressão? Quem é que decide essas coisas? Qual o critério? Desde quando agressão barata é liberdade? 

Dir-se-á que se trata de arte e que a arte exige liberdade para se exprimir. Ora a arte é também alvo de crítica. Há críticos que, por vezes, classificam um filme, uma peça, um disco ou um livro como lixo. Faz parte da sua liberdade classificar. Se o filme em causa é arte podemos ter dúvidas, mas a verdade é que, se assim for, também temos de lembrar que em qualquer expressão artística podemos ver muito do próprio artista. Ele se revela em sua arte. E o que esse filme faz é mostrar o coração de quem o fez. Na verdade, nada mostra sobre Jesus, porque é uma caricatura grosseira e infeliz, mas nos revela muito do coração de quem fez o filme. E o que revela? O que nos fala sob sua postura na vida? Sobre sua reação a maior figura da história? Sobre sua resposta a maior expressão de fé do planeta?

Confesso que admiro bons comediantes. Fazer humor saudável é até um serviço público. Infelizmente, não é fácil e nem comum. Infelizmente, a maioria dos comediantes têm o hábito de cair em temas a beirar a grosseria e o baixo nível para manter as audiências. Neste caso, fala-se de Deus de forma leviana e blasfema. Mas este não é um tema qualquer. Alguém pode até ser ateu e tem o direito de o ser, mas terá que reconhecer que o tema Deus é algo sério. Sua existência tem implicações as mais graves e significativas para a humanidade. É assunto que deve motivar reflexão, meditação e raciocínio sério e aplicado e não piadas abjetas. 

Fica então a pergunta: como um cristão responde a essas provocações? Como reage a estes ataques ofensivos à sua fé? Há quem julgue que o que fizeram nos dá direito de devolver o troco com ofensas e ataques também. Há quem ache mesmo que é legítima a violência e já ouvi crentes a defender o ataque que foi feito contra o grupo. Mas se somos seguidores de Jesus temos de responder como Ele respondeu e como Ele disse que devíamos responder. Vem à minha mente duas passagens para isso:
“Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra;” Mateus 5:38,39. Dar a outra face nem sempre é bem entendido. Jesus não chamou os seus discípulos para serem um bando de tolinhos, capacho da humanidade. O que ele fala nesta passagem é sobre como reagir corajosamente a ofensas. Bater na face direita é difícil. A maioria das pessoas é destra e naturalmente bate na face esquerda de outra pessoa. Para bater na direita tem de fazer um movimento invertido que perde força e leva a dar com as costas da mão na face direita do outro. Este gesto era considerado extremamente ofensivo na cultura de Jesus e é sobre isso que ele fala aqui.

Dar a outra face exige coragem. A coragem de não fugir, não se intimidar. A coragem de encarar o agressor e mostrar que não nos colocamos no seu nível, que não respondemos do mesmo modo. Afinal o que é uma ofensa? Falta de argumentação. Quando alguém parte para a agressão, o deboche, a ironia, é porque não tem mais argumentos. Quem consegue discutir racionalmente em superioridade não precisa debochar. Quem parte para a troça já não tem o que dizer a não ser fazer pouco do que não entende e o irrita.

Nossa resposta é encarar os ofensores e ajudá-los a raciocinar. Porque fizeram o que fizeram? Porque essa necessidade de agredir, de troçar? Não são capazes de dialogar? Não têm recursos para a conversa? Não conhecem formas mais elevadas de comunicação? O que foi que os magoou ou ofendeu tanto na fé cristã que sentiram necessidade de reagir assim?

“A outra passagem usada por Jesus é: Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;” Mateus 5:43,44. Quando olhamos para o que foi feito em nome da liberdade artística percebemos, por um lado, o estado do coração daqueles que fizeram o filme e por outro o estado do mundo em que vivemos, da cultura que nos cerca. E a resposta tem de ser a oração. Oramos para que Deus tenha misericórdia daqueles que acham que podem blasfemar de seu nome como o fizeram, que estão em tal escuridão que seu humor é sujo e podre. Precisam muito de ver a luz, de conhecer o verdadeiro Jesus. 

Também o nosso mundo precisa de intercessão. Um mundo que aceita este tipo de arte precisa de oração. Um mundo que acha natural se fazer deboche do que é mais precioso para um segmento tão grande da sua população está em situação grave e em decadência. Precisa de misericórdia para não afundar totalmente e é nossa responsabilidade interceder. Quanto a nós, e ao Senhor Jesus, vamos continuar a adorá-lo. Ele é o nosso Salvador e Senhor. Vamos continuar a declarar com total ousadia que é o único caminho de salvação e a resposta que todo o homem precisa. Até e talvez sobretudo daqueles que o ofendem e diminuem. Esta é a nossa resposta cristã e bíblica. 

Feliz Natal


Feliz Natal! Mas, que Natal?

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Se há uma coisa fácil de perceber no mundo ocidental, neste momento, é que há algo diferente a acontecer. É Natal! As ruas e as montras estão iluminadas. Há uma corrida excepcional às compras e as lojas estão a abarrotar. A palavra se ouve por todo lado: Natal! Mas, afinal o que é isso de Natal? Com tanta publicidade e propaganda deveria ser fácil entender o que é. Mas, se olharmos bem, fica mesmo muito difícil entender o que é Natal ou porque é celebrado.
Imagine que um extraterrestre chegasse hoje à terra. Entre as suas muitas capacidades está a de se misturar com a população com aspecto humano e aprender nossa língua em tempo recorde. Ele olha à volta e parte do princípio que o que vê é normal. Ouve a palavra Natal e tenta perceber o que será. Com acesso a Internet, TV e outros meios de comunicação ele avalia o que será isso de Natal e chega a algumas conclusões. O que ele interpretaria como natal?

Concluiria que natal é uma festa sobretudo familiar. É tempo de dar e receber prendas. É tempo de grandes, fartas e, por vezes, exageradas refeições, com muita comida, muitos doces e bebidas espirituosas. É tempo de enfeitar as ruas e as casas com luzes e muitos enfeites coloridos. É tempo de férias da escola e animação das crianças. É também tempo de frio e neve, renas e árvores enfeitadas. Há um personagem central que é um velhinho vestido de vermelho que conduz um carro puxado por renas nos céus. O E.T gosta sobretudo dessa parte. Quer saber de onde o velhote tirou a tecnologia para tal, como reabastece as renas, e como suporta a pressão atmosférica em altitude…
As conclusões são boas com base no que existe na média. Mas a pergunta permanece: afinal o que é Natal? Porque é uma celebração quase mundial? Porque as pessoas dão presentes? Porque as luzes? Porque frio? Porque vermelho? E podemos começar pelo básico. A palavra Natal. E verificamos que natal é relacionado com nascimento, aniversário. Os dicionários falam de lugar ou data de nascimento. Mas isso é generalizado. Este natal que se celebra será então aniversário, mas de quem? Pelos média fica difícil descobrir. O nome em inglês ajuda um pouco mais: Christmas. E aqui, já chegamos perto da origem da festa. Afinal, Natal é aniversário de Cristo. Celebração do nascimento de Jesus Cristo.

Novamente a imaginação entra em ação. Imagine que é o seu aniversário. Chega em casa para descobrir que está tudo decorado e iluminado e fica entusiasmado. Percebe que há agitação e uma refeição especial sendo preparada. Tudo bate certo! Vão celebrar seu aniversário. Mas, na hora marcada começam a chegar familiares e amigos e a casa de enche de gente. Você está radiante! Tanta gente lembrou. Que maravilha! A refeição é servida, há alegria no ar e todos estão felizes. Mas há algo errado. Ninguém de si, ou mesmo consigo. O aniversário é seu, mas ninguém o menciona ou faz qualquer relação e na hora das prendas todos trocam presentes com muita animação, mas não há nem um sequer para o aniversariante ou mesmo um bolo, ou uma simples canção. Afinal, que gente estranha e egoísta. Aproveitam o seu aniversário para fazer festa e trocar presentes sem sequer lembrar que é por sua causa que estão a se juntar.

É isso que acontece com o natal ocidental. Pouco ou nada sabem sobre a sua real razão. Se Jesus é o aniversariante, porque trocamos presentes? Deveriam ser para Ele. Enfeitar a casa para que? Ele vai ser honrado com isso? Comer demais e beber a propósito de que? Se Ele nem está presente? Porque neve e renas se Jesus nasceu no médio oriente num tempo obviamente de calor? (de outros os pastores não estariam nos campos) de onde surge este velhote de vermelho que rouba a cena? Ainda por cima de vermelho? Na neve de vermelho? 

Percebemos que o famoso Pai Natal é muito mais uma desculpa para nos darmos prendas do que outra coisa. Ele veste-se de vermelho por causa de uma campanha da Coca-Cola mas, na verdade, natal não tem nada a ver com vermelho. Natal é Jesus. Celebração de seu nascimento. Mas, porque deveríamos celebrar seu nascimento?
A pergunta é totalmente legítima. Porque celebraríamos o nascimento do filho de uma camponesa israelita há 2 mil anos, numa aldeia da Judeia sob ocupação romana? Ainda por cima uma camponesa pobre que dá a luz numa estrebaria? Ainda por cima um nascimento que vem manchado por dúvidas porque ela teoricamente engravidou sendo virgem? Porque isso seria digno de festa mundial? Porque é Jesus e Jesus é Emanuel. Emanuel é Deus connosco e aqui começamos a chegar perto do significado do Natal. 

Nenhum povo da antiguidade pensava na possibilidade de andar com Deus, nem mesmo os judeus. A passagem dos deuses na terra era algo comum nos relatos greco-romanos e pagãos, mas era, em geral, algo a evitar. Os deuses não vinham à terra para coisas boas. Eles viviam em bem-aventurança exactamente porque não precisavam se rebaixar à vida humana e seus problemas. Quando vinham à terra era para punir, castigar, avaliar ou ocasionalmente aproveitar algo de bom, como ter prazer com uma mulher de rara beleza. Nada de bom resultava da visita dos deuses à terra e quando isso acontecia era por períodos bem curtos. Ninguém estava a contar com a presença dos deuses, e a maioria dos sacrifícios era para os apaziguar e os manter à distância.

Logo, a ideia de Deus vir habitar entre os homens, como homem, era algo novo, inédito, nunca pensado ou visto e nem mesmo imaginado. Os judeus esperavam o Messias, mas não imaginavam que Ele fosse o próprio Deus a vir viver com os homens. Os discípulos de Jesus precisaram da ressurreição para entender isso.
Ora, Natal é isso – Deus vindo habitar entre os homens e a sua descrição simples é impressionante. Uma mera palavra expressa o inimaginável – Deus com os homens, Deus connosco. A palavra Immanuel, é hebraica, surge na profecia de Isaías 7:14 e é aplicada por Mateus a Jesus. O Senhor nunca foi chamado por esse nome. Esse é um de seus títulos. Mais que um nome, é a explicação de quem Ele era e o que vinha fazer.

Em termos puramente gramaticais a palavra é formada por duas. El, é um dos muitos nomes de Deus no AT, o mais usado e mais comum, que fala de senhorio, soberania, superioridade, grandeza, reino. EL é Deus supremo, rei sobre tudo e todos. Aquele que é exaltado e elevado acima de toda a criação. Este nome aparece em muitos nomes de origem hebraica que usamos como Samuel, Joel, Gabriel. Immanu tem um significado riquíssimo. Fala sobre estar, continuar, perseverar com alguém, estar junto, fazer companhia, estabelecer amizade, estar lado a lado, ser parceiro, apoiar, ajudar, corresponder. E no meio de tantos significados maravilhosos queremos meditar brevemente em 3 deles e seu valor para Nós porque é o real sentido do Natal. 

Deus Connosco é proximidade, presença – Ele veio!
Eis algo difícil de imaginar. Como é que o Deus soberano, transcendente, criador de tudo, sustentador de tudo, existindo em plena auto existência, sem necessidade de nada, vivendo eternamente em espírito, acima e fora do tempo e do espaço. Veio habitar como um de nós neste pedacinho de mundo no infinito universo? Mas é o que a Bíblia diz. A doutrina milagrosa da encarnação. Não havia nada de atractivo neste mundo, mas também, não havia outro modo de lidar com a dificuldade do homem, seu pecado, sua solidão. Era preciso Deus mesmo vir e se auto limitar para estar com suas criaturas, como se fosse meramente uma delas e Ele fez isso por amor. Pensar na grandeza deste gesto é suficiente para nos manter ocupados por uma vida inteira. Não conseguimos abarcar o significado dessa verdade e nem suas implicações todas porque não conseguimos entender plenamente quem Deus é. Natal é Ele vindo. Fazendo o inimaginável para estar aqui e habitar connosco.

Deus Connosco é amizade, ajuda, apoio, lado a lado – Ele está!
O Senhor poderia ter vindo e, como os outros deuses da mitologia, ficado à parte, usufruindo de sua superioridade para obter o que pudesse ter valor e seguir caminho. Mas Jesus veio habitar entre nós é o fez por 33 anos. Nascendo como um bebé e passando por todos os estágios da vida humana, conhecendo de dentro todos os nossos dramas e lutas, fraquezas e dificuldades. Ele não só veio, ele ficou, ele andou connosco e ao ler de sua vida aqui sentimos sua proximidade. Quando ele ensinou como fez foi porque estava totalmente contextualizado entre nós. Ele era um israelita, da Galileia, de classe baixa, trabalhador braçal, cumpridor das leis, pagador de impostos, limitado no tempo e no espaço, para andar ao nosso lado.

Deus connosco é Deus ao nosso lado em casa, no trabalho, no lazer, nas lutas e tristezas, nas alegrias e vitórias, nos momentos bons e maus, nas festas e nos velórios. Ele veio e ficou ao lado do homem e da humanidade. Veio por causa do nosso pecado e da nossa solidão para que o pecado fosse vencido e a solidão nunca mais sentida. Ele veio e está aqui connosco!

Deus Connosco é permanência, eterna – Ele fica!
O Senhor não só veio e esteve ao nosso lado, Ele ficou para sempre com aquele que o busca e recebe. Essa foi a promessa final. Se por um lado o seu corpo físico subia aos céus, Ele deixou sua presença espiritual marcante a maravilhosa para todo sempre: eis que estou convosco até a consumação dos séculos. O evangelho de Mateus começa com Ele vindo e termina com Ele ficando. Nesse sentido ele não foi embora. Podemos não vê-lo como os discípulos na Galileia, mas Ele está aqui e permanece connosco. Natal é isso também e, por isso, para o crente, Natal é todos os dias, porque todos os dias é Immanuel. 

O que nos impede de perceber e viver Deus Connosco? Nós mesmos, nossos pecados que fazem separação entre nós e Deus. O que nos livra dessa situação? Sua cruz. Ele veio para isso mesmo. A festa angelical que começou em Belém, teve seu clímax no domingo da ressurreição. A vitória consumada, o pecado vencido, a morte derrotada, a salvação garantida. Deus connosco significa Ele vindo, estando e ficando, mas necessita de uma resposta nossa. Não há meio termo. Negligenciar ou ignorar a proposta é o mesmo que negá-la.  Natal só acontece quando abrimos nossas vidas a Ele. Só será Deus connosco se nós também estivermos com Ele. Esta é mensagem e o apelo maravilhoso do Natal. Esta celebração merece todo nosso entusiasmo. Se há algo que devemos festejar é Deus vindo para nos salvar. Desfrutemos dessa salvação e dessa comunhão porque não há nada mais valioso nesta vida. Feliz Natal com Jesus!

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