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Seria a Europa ainda um campo missionário? ou O que significa “conhecer” a Cristo?


Um dos princípios clássicos de missões foi estabelecido pelo Apóstolo Paulo, logo no começo da obra de missões, e é o de anunciar a Cristo onde ele ainda não é conhecido (II Coríntios 10:16). Esta será uma das bases para se falar em “povos não alcançados” que se tornou uma das máximas de missões com a definição da janela 10/40 como alvo prioritário de missões. Faz sentido que as organizações missionárias e as igrejas invistam em campos onde o evangelho não é conhecido. Cristo deve ser anunciado onde ainda não é conhecido. Mas essas afirmações levantam algumas questões e uma das mais importantes é a que fazemos no título: o que significa conhecer a Cristo? Até que ponto um ou outro campo pode ser descartado como campo missionário?
Já estive em aldeias na África Subsariana onde as pessoas nunca tinham ouvido a história do natal ou a descrição da crucificação ou a maravilha da ressurreição. Certamente eram um povo não alcançado pelo evangelho. Ali fazia muito sentido ter missionários. Mas, o que queremos dizer quando falamos de conhecer a Jesus? Alguém que sabe que Natal é nascimento de Jesus e que ele morreu numa cruz se categoriza como conhecendo a Cristo? Nesse caso podemos parar de evangelizar o Brasil. Não faz sentido ter uma organização de missões nacionais num país em que mais de 20% da população é evangélica e há pregação contínua na TV e rádio e Internet. O Brasil é um país sobejamente alcançado. Mas será mesmo? Saber que Natal é comemoração do nascimento de Jesus e que ele morreu numa cruz é conhecer a Cristo? Nesse caso boa parte da população muçulmana do mundo estaria alcançada porque sabem quem é Issa (Jesus) e conhecem algo de sua vida. Por essa linha de pensamento também estaria alcançada toda a classe média no Japão, pois têm cultura mais ocidentalizada. China e Índia também serão já alcançados, porque saber do Natal e da Páscoa é conhecimento geral básico mesmo na Ásia. Mas serão eles alcançados? 
E aqui voltamos à questão: o que significa conhecer Jesus? Lembro-me de ir assistir ao filme “Código da Vinci”, uma obra de ficção que inclui pretensos factos históricos. E, no entanto, ao sair do cinema ouvi um casal a conversar e a senhora a dizer com ar muito convicto: “afinal, foi isso que aconteceu!”. Minha surpresa foi enorme ao perceber que ela estava a falar de Jesus, que no filme é representado de modo bem diferente dos evangelhos. Demonstrou não conhecer Jesus. Isso aconteceu em Lisboa, Portugal, um país nominalmente cristão e já evangelizado… ou será que não? 
Na nossa ansiedade por alcançar os que nunca ouviram de Cristo temos tomado decisões em relação a missões que excluem certos campos como a Europa, como se já fossem evangelizados. Mas a grande maioria da população na Europa, apesar de ter um conhecimento superficial da figura de Jesus, nunca ouviu uma exposição clara e direta do evangelho. Não se pode dizer que conhecem a Cristo. Nunca foram expostos à salvação bíblica.
Foi Leslie Newbigin que começou a alertar para a nova realidade da Europa Pós-Cristã como campo missionário. Depois de trabalhar por muitos anos na Índia, ele voltou à Grã Bretanha, uma terra supostamente cristã e ficou perplexo de perceber que seu país se tornara avesso a Cristo e ignorante do evangelho. Ele concluiu que a Inglaterra era novamente um campo missionário. Não é por acaso que a Europa é o continente com a menor percentagem de evangélicos no mundo. Os europeus não conhecem o Jesus das escrituras.
Acresce outra dificuldade. Temos, como cristãos, muita experiência em alcançar culturas e povos não cristãos e pré cristãos. Temos uma missiologia avançada para lidar com a introdução de Cristo para povos que o desconhecem por inteiro. Mas nunca antes o Cristianismo lidou com a necessidade de evangelizar uma cultura pós-cristã. Sabemos falar de Jesus a quem nunca ouviu falar dele. Mas na Europa a sensação é: “Conhecemos Jesus, sabemos o que é o Cristianismo, já o experimentamos e para nós não serve” E diante disso não temos ainda uma missiologia capaz. 
No tempo do Novo Testamento os romanos eram muito liberais em relação a religião. Havia bastante liberdade para praticar fosse o que fosse. Os cultos eram assunto particular. Cultus privatus, algo que é apenas problema seu. Apenas não o imponha a seu vizinho e ficaremos felizes. Nessa realidade o Cristianismo era apenas mais uma religião. Mas tinha a vantagem de ser uma novidade, algo fresco e viçoso, algo nunca antes visto. Foi quando o Cristianismo deixou clara a sua alegação de fé única para salvação que a perseguição surgiu. Se fosse mais uma não havia problema. Alegar ser a única salvadora é que não era aceitável.
Hoje vivemos algo semelhante. A cultura pós moderna se tornou relativista e nesse contexto vale tudo. Mas religião é coisa privada e não se deve impor. O problema é que a fé cristã não é mais novidade mas é vista como retrograda, antiquada, já testada e sem apelação. E sua alegação de ser “a verdade” leva a acusações de fanatismo e intolerância. Essa é a visão que a Europa tem da igreja hoje. E diante disso respondemos: O europeu conhece Cristo? Não! Tem noções históricas, em geral erradas e alguns conceitos vagas, mas não conhece a verdade bíblica e nem o evangelho salvador. Nesse contexto a Europa é ainda, ou novamente, campo missionário? Certamente! E dos mais árduos onde o trabalho é lento e exige persistência e paciência. Necessitamos de uma missiologia para esta Europa pós cristã e de gente com coragem para enfrentar uma sociedade cínica, maligna e avessa a Deus. 
Sim, a Europa é campo missionário.

Missões, profissão e Oportunidade


O dia amanheceu frio e chuvoso. No caminho do trabalho faço a oração habitual para que o Senhor me auxilie a dar bom testemunho, a ser um bom profissional e dar louvor ao seu nome revelar sua Glória e que Ele me dê boas oportunidades para mostrar e falar de sua Graça.

Antes de iniciar as consultas uma profissional de informação médica pede uma palavrinha. Repara na pulseira que uso dos 4 pontos (método evangelístico com um pulseira com os símbolos de coração, X de erro, Cruz de Cristo e ? para decisão) e me pergunta o que é. Serão 15 minutos de oportunidade para falar de Jesus. Ela está em meio a um problema conjugal e familiar e o testemunho a comove. O dia começou bem.
Começo as consultas. Os problemas vão se alternando entre gripes próprias do outono europeu, crises de Hipertensão, controle de diabetes, os tradicionais exames de rotina e uma eventual patologia nova. A 3ª paciente está em depressão profunda. Precisa muito mais de ouvir da esperança em Jesus que de anti depressivos ou ansiolíticos. Aproveito para lhe falar da esperança que há em nós. O 7º paciente viu sua empresa falir e está com a tensão descontrolada e nos nervos muito alterados. Necessita de uma palavra de ânimo e de uma vida nova que só Cristo pode dar. Uma colega de trabalho pede apoio numa situação difícil que esta a viver em casa. Paro para orar com ela e lhe falar da paz que encontramos ao depositar nossos fardos nas mãos de Deus. A 12ª utente descobre que tem uma doença cancerosa que lhe traz uma nova luta pela vida. Sua esperança precisa ser renovada para a luta e para a eternidade e isso só no evangelho. Os doentes finais são um casal de idosos que precisam de uma consulta calma e de quem os ouça. Agradecem minha atenção e aproveito para explicar que sou um servo de Jesus e por isso os atendo desse modo.
Meu horário acaba mas surge uma doente que já é na verdade uma amiga. Uma fibromialgia com crises dolorosas terríveis que venho acompanhando há 3 anos. Atendo fora de horas e fico 40 minutos além do meu serviço para a ouvir e apoiar. No fim as lágrimas em seus olhos me garantem que o testemunho vai penetrando em seu coração. Ela me garante que vai assistir um culto em nossa igreja.
Saio atrasado para um almoço tardio. Há ainda tanto que fazer. Há trabalho missionário de apoio aos colegas no leste europeu. Cartas para ler, relatórios para acompanhar, orientações a passar, agendas a controlar. Há trabalho pastoral a fazer. Mensagens e estudos bíblicos a preparar, agenda da sessão a elaborar, visitas a doentes a fazer. O dia promete. E a pergunta vem: O que você é? Médico, Missionário, ou Pastor.
Minha resposta é simples: Sou discípulo de Jesus. Procuro no meu cotidiano mostrar os princípios e conceitos coerentes com minha fé: valorização do trabalho, honestidade e profissionalismo na profissão, respeito pelos colegas e clientes, amor ao próximo revelado em serviço alegre, testemunho oportuno da verdade de Jesus para mim, uma busca constante de revelar a Glória de Deus em meu viver, pela sua Graça. Estes são os valores de um seguidor de Jesus em qualquer lugar ou posição. O Senhor precisa de pedreiros, pintores, domésticas, cozinheiras, professoras, médicos, advogados, executivos, engenheiros, estudantes e tantos outros a viverem assim. Mostrando na vida e nas palavras o amor de Deus e a graça de Jesus.
É claro que o Senhor vai chamar alguns para um trabalho específico em missões fora de sua terra com um perfil transcultural e a necessidade de adaptação a outras línguas e gentes. Mas isso não significa que a missão de Deus se cumpra só com esses. O Senhor escolheu todo um povo, uma nação santa, um sacerdócio real, que somos nós a igreja de Jesus. É preciso fé em Cristo e novo nascimento, consciência da missão de Deus em nossas vidas e abertura para as oportunidades que ELE certamente vai providenciar. Missão, profissão e oportunidade. E brilhamos como luz e salgamos como bom sal e cumprimos o desejo do Senhor – alcançar os povos até os confins da terra.

Terminando Bem : "Combati o bom combate"


Com triste regularidade ouvimos o comentário: “e ele tinha tido um ministério tão bom... tinha começado tão bem”. Parece que na vida ministerial é bem mais fácil começar bem do que terminar bem. Porque será que obreiros que foram uma bênção tão grande em seu trabalho têm dificuldade na hora da saída? Porque tantos obreiros se arrastam para além do tempo que deviam? Isso é verdade em várias áreas ministeriais e em missões também.
A obra missionária por definição é acabável! Um dia o missionário segue em frente se quiser continuar sendo missionário (Paulo será provavelmente o nosso exemplo clássico). E porque há missionários que não saem? Há vários motivos:
·       Medo de regressar a seu país depois de muitos anos fora sabendo que dificilmente encontrará lugar para atuar

·       Dependência financeira da instituição em que serve e o receio de não ter sustento se sair

·       Zelo excessivo pelo que conseguiu, por vezes um trabalho pioneiro, onde há medo de deixar para outros que terão o mesmo amor ou a mesma dedicação e não farão do jeito certo

·       Visão pastoral, o missionário passou a ser pastor e nesse caso o trabalho nunca acaba

·       Falta de visão nova e de novos desafios que permitem que murche onde está

·       Por vezes há simplesmente uma adaptação tal ao campo que não faz sentido deixar essa nova pátria para voltar a seu país de origem.

Mas aqui não queríamos tratar apenas da saída do missionário, mas da saída ministerial, do completar da obra, seja num certo lugar seja na vida ministerial. Levar o chamado até o fim e poder dizer como Paulo que acabei a carreira e guardei a fé. Olhemos para alguns exemplos de reis no AT que começaram bem mas terminaram mal e tiremos lições disso:

          Saul (Desobediência)
Saul foi o primeiro rei de Israel. Escolhido em tempos de crise e numa hora de aflição. Encaixava perfeitamente na visão que o povo tinha de um rei. Era alto, bonito, poderoso e começou de modo exemplar. Foi cheio do ES e derrotou os amonitas de modo cabal evitando ainda vinganças excessivas que teriam manchado o início de seu reinado. Tinha ainda a grande vantagem de ter o sábio Samuel como conselheiro particular. Mas a verdade é que poucos se lembram de tão belo início tão desastroso foi seu fim. Porque terminou mal?
No caso de Saul a falha foi simples e clara desobediência. I Samuel 15:3 contêm uma ordem clara e específica. Saul inventou, quis “melhorar” a ordem de Deus e caiu da graça perdendo a presença do ES (16:14). No resto de seu reinado há uma sucessão de tolices, invejas, temperamento descontrolado, violência e precipitações que culminam com a consulta de uma feiticeira e um suicídio triste, mas o começo do declínio foi a desobediência.
O Senhor fala. Ele fala claramente. Ele chama, orienta e designa. Nosso chamado é para obedecer e não discutir ou embelezar ou tentar inventar ou melhorar. Gaste tempo ouvindo. Identifique claramente o que Deus lhe pede e obedeça e não correrá o risco de terminar mal.

          Salomão (Métodos e Alianças Humanos)
Quem começou melhor que Salomão? Força e Poder, Riqueza e estabilidade. Recebe a pergunta e a oportunidade que fazem os mitos e as lendas. Ele viveu o sonho da lâmpada de Aladin, na versão perfeita. E passou no teste. Além de tudo o mais que recebeu teve a dádiva de uma sabedoria única. Construiu o templo, expandiu o império, fortaleceu seu povo, levou Israel ao apogeu. Mas na sua morte deixou um povo amargurado, revoltado, dividido e pronto para a separação que seria a semente do exílio. O próprio Senhor se voltou contra ele e anunciou o desastre (I Reis 11). Como foi possível cair tanto?
No caso de Salomão, apesar de toda a sua sabedoria, a queda veio pela utilização de métodos e alianças mundanos. Ele quis seguir os costumes da época e dos povos, casamentos políticos com princesas estrangeiras e a aceitação de suas respectivas práticas religiosas. Essa era a prática de então, era o método mundano. Era assim que se comportavam os reis poderosos do oriente e Salomão aceitou as alianças, entrou de cabeça no método e trouxe para Jerusalém todo tipo de abominação cultual de seu tempo. Permitiu e participou de sacrifícios demoníacos trazendo maldição a sua vida, família e a seu povo e a terra.
Não podemos fazer a obra de Deus com os métodos do mundo. Hoje há muita pressão para o uso do marketing, da psicologia de manipulação de massas, da administração de empresas, publicidade e gestão, no trabalho de Deus. Encontraremos autores devotos sugerindo a adaptação de muita coisa do mundo e nesses escritos domina o pragmatismo, ou seja, a coisa funciona. Logo, se funciona vamos usar...Pode até “funcionar”, mas não é sabedoria de Deus e o levará ao buraco mais cedo ou mais tarde. Não podemos começar na força e sabedoria do ES e depois seguir nas pegadas do mundo e achar que tudo dará certo. Com Salomão não deu.
        Asa (Saúde)

Asa é um rei pouco falado, mas seu reinado começou com um desafio tremendo vindo da Etiópia (II Cro. 14). Asa foi fiel e buscou ao Senhor obtendo uma vitória marcante. De seguida fez uma reforma religiosa memorável em Judá (II Cro. 15) e foi muito abençoado por isso. No fim do seu reinado porém vai fazer aliança com a Síria usando os tesouros do templo recebendo uma repreensão dura do profeta Hanani e perdendo a confiança.
A falha de Asa teve a ver com problemas físicos. Ele ficou doente e em vez de buscar ao Senhor confiou nos médicos e acabou perdendo a sua fé. Ele se deixou encher pelo medo diante da fraqueza física e acabou levando seu reino para uma situação de vassalagem a Síria.
A doença é sempre um desafio. A doença debilitante e a idade avançada podem trazer ao obreiro uma sensação de fraqueza e incapacidade que pode ser usada pelo inimigo para deprimir e trazer amargura. A Tentação para ficar vivendo no passado, nas glórias do ministério anterior, podem fazer desse servo um estorvo em vez de uma bênção. É preciso caráter firmado em Deus para enfrentar mesmo essa fase com alegria e a paz de Cristo. Mas isso é possível e temos visto testemunho de crentes que avançam até o fim da vida de modo alegre e resoluto não deixando de dar graças e servindo de inspiração mesmo na doença ou na velhice.
          Uzias (Orgulho)
Este rei teve o reinado mais longo (52 anos) e de uma prosperidade notável devolvendo a Judá uma riqueza que só fora vivida com Salomão. Será o último rei a ter esse sucesso. Durante a vida de seu maior conselheiro, Zacarias, Uzias foi um rei sábio e excelente administrador levando a terra a se tornar forte e bem gerida (II Cro 26). No entanto ele vai terminar seus dias, isolado da família e amigos, vivendo em total sofrimento devido a lepra. Sua morte marcará uma crise nacional profunda e o inicio do fim de Judá e foi um momento marcante para a vida de Isaías. Como caiu assim?
No caso de Uzias foi o velho e conhecido orgulho. Ele se deixou encher de orgulho por causa do sucesso de seu reinado e resolveu fazer o que não era de sua conta. Quis oferecer incenso no altar (II Cro 26:16) uma prerrogativa dos sacerdotes, e foi atacado por Deus com lepra como punição. Uzias desrespeitou os limites do seu chamado e de seu ministério e isso lhe custou muito caro.
Há líderes que prosperam de modo marcante e vêm seu trabalho abençoado com uma frutificação que não é normal. Por vezes se enchem de orgulho com isso e esquecem seu chamado. Passam a achar que podem fazer de tudo com sucesso e abraçam áreas de ministração que não suas (politica, assistência social, empresas e outras). Na grande maioria dos casos o orgulho se mostra fatal para o ministério. A humildade é sempre o caminho do servo.
          Josias (Guerra errada)
O último bom rei de Israel. Reinou ainda criança, presidiu a uma reforma religiosa baseada na descoberta dos livros da lei que deu a Judá um fôlego de sobrevivência que já parecia impossível (II Cro 34). Foi inspiração para homens como Jeremias e talvez Daniel. A Páscoa que ele dirigiu em Jerusalém foi tal como não se via desde os tempos de Samuel. Seu coração humilde e sua determinação de fazer a vontade de Deus lhe valeram bons anos de paz e bênção.
Mas Josias se envolveu na guerra errada. Não sabemos se ele tinha alguma aliança com o rei da Assíria, mas verdade é que o Faraó Neco se levantou contra a Assíria. Ele ainda mandou mensagem a Josias para que não lutasse (II Cro 35) mas Josias foi teimoso e insistiu. Foi morto e com ele terminou a pequena chance que Judá ainda tinha de sobreviver. Essa guerra não era dele. Não fora chamado a ela, foi avisado para não se envolver, mas não soube ler os sinais e perdeu a vida numa luta que nem era sua.
Há líderes que resolvem usar seus ministérios para lutas que não são suas, que não são o chamado da igreja e se perdem e aos seus nessas lutas. Alguns usam seus púlpitos e trabalho para combater o catolicismo, a maçonaria, a disney ou alguma posição politica. Outros se envolvem em ministérios variados mas que fogem daquilo que a palavra nos mostra como a função principal do pastorado ou do ministério (palavra, oração e aconselhamento/discipulado). Não estamos com isso dizendo que temos que temer ou fugir de guerras ou lutas e nem que devemos aceitar passivamente os erros que encontramos. O que lamentamos é a falta de discernimento que faz de um ministério toda uma plataforma de luta por algo que não é o verdadeiro chamado do Senhor. No caso de Josias foi fatal. Em outros também tem sido.

Lembremos a importância de planear até mesmo a saída do ministério levando em consideração estes pontos essenciais:
·       Defina seu chamado

·       Persevere em obediência nas áreas em que foi chamado

·       Use os métodos de Deus e não do mundo

·       Esteja atento ao orgulho

·       Cuide de sua saúde, mas se adoecer confie no Senhor

·       Discirna o tempo de sair ou de mudar

·       Confie ousadamente em Deus para as mudanças

·       Ore pela bênção de terminar bem

 

MISSÃO ARRISCADA: "Joga o teu pão sobre as águas..."


Atualmente, vivemos num mundo de escolhas múltiplas. Há sempre duas ou mais opções a fazer. Quando se fala sobre uma vida de riscos também há opiniões diferentes. Há aqueles que nos dizem que não é possível viver realmente sem correr riscos. Há outros que dirão que a vida é exatamente uma longa caminhada em que procuramos evitar todos os riscos possíveis. E há as empresas de seguros que se oferecem para nos compensar pelos riscos vividos.

Jesus foi uma daqueles que não temia arriscar. Em sua vida e ministério, Ele fez várias opções que nos deixam perplexos e se revelaram bastante arriscadas. Pensemos nas mais evidentes.

Jesus veio ao mundo abdicando de uma demonstração de poder absoluto como poderíamos esperar do Todo Poderoso criador do universo. Ele veio como um bebê, dependente em tudo de sua mãe. Desde esse momento e ao longo de toda a sua vida, Ele viria a demonstrar uma clara opção pelo caminho do amor. Jesus se recusaria a ganhar os corações através da força, do poder ou do medo. Resistiu às tentações satânicas de andar pelos atalhos da fama e das manifestações maravilhosas para trilhar o caminho da conquista pelo amor. Ao fazê-lo, o mestre correu o tremendo risco de ser rejeitado.

Nossa visão de Deus não aceita facilmente um Deus rejeitável. Teríamos preferido ver mais aparato, mais fogos de artifício, mais músculos. Na verdade, nos identificamos com os judeus que esperavam um messias militar, um conquistador armado, um líder irresistível.

Mas Jesus não foi e não é irresistível. Ele optou pelo amor e este não pode ser forçado, tem que ser doado voluntáriamente. Uma das características mais conhecidas do amor é justamente a possibilidade de ser negado. Durante a vida de Jesus no mundo muitos o rejeitaram e ainda hoje multidões ouvem sua mensagem e tornam as costas. Foi o risco que Ele correu ao optar pelo amor.

Jesus escolheu um ministério que incluía uma grande ênfase social. Os rabis de seu tempo eram essencialmente professores. Jesus era mais que isso, curava os enfermos, expulsava demônios e alimentava multidões. Nunca pareceu confiar que isso fosse resultar em muitas conversões, pois não se deixava enganar pelos entusiasmos passageiros da multidão.

Apesar disso continuou curando, aliviando o sofrimento e alimentando o povo. Ao fazer tal escolha o mestre correu o risco de ver pouco retorno de seus investimentos. Afinal, Ele gastou tanto tempo em curas, exorcismos e atendimentos à multidão, e esta no fim gritou: Crucifica-o!” Para nossas mentes modernas isso parece pouco lucro para tanto investimento.

No Getsemani, Jesus confirmou sua decisão pela cruz porque na verdade não havia outro caminho para a salvação da humanidade. Por mais que a idéia do calvário o atormentasse, Ele avançou para a cruz convicto de que era essa a vontade do Pai. Já avisara seus discípulos que esse seria seu destino, que para isso viera ao mundo. Diante de tantas outras possibilidades que se abriram em seu ministério, Jesus morreu como um criminoso e ao fazê-lo correu o tremendo risco de ser considerado um perdedor.

Ele morreu abandonado, sozinho e vilipendiado por seus acusadores e pela multidão que o aclamara 5 dias antes. Em qualquer avaliação racional foi um enorme fracasso. Tanto talento desperdiçado! Uma vida tão rica, uma mente tão brilhante, um carisma tão especial, morto aos 33 anos de idade como um pária da sociedade.

Depois Jesus ressuscitou, para provar que suas reinvindicações eram reais. Ele era realmente quem dizia ser. Era o Filho de Deus. Era Deus feito homem e vivendo entre nós. Mas, por que não apareceu ao sinédrio? Por que não fez uma visitinha a Pilatos ou a César? Por que o maior milagre de todos, a definitiva prova de sua divindade, foi presenciada apenas por uns poucos e simples seguidores? Por que Ele ascendeu aos céus logo depois? Não poderia ter ministrado até aos 50 ou 70 anos?

Essas perguntas, mais uma vez, trazem dificuldade à nossa capacidade de raciocínio lógico e nos mostram o quanto a fé cristã está longe da razão humana. Jesus ressuscitou, mas logo ascendeu, e ao fazê-lo, nas palavras de Philip Yancey, correu “o terrível risco de ser esquecido”. Deixou o ministério nas mãos de um grupo de pescadores fujões que menos de dois meses antes tinham desertado. Ele deixou a responsabilidade do surgimento da Igreja sobre os ombros dos discípulos, e ao fazê-lo, correu o terrível risco de que falhassem.

Os riscos de Jesus foram especiais porque Ele era especial. Deus sabia que eram riscos necessários. A situação se torna mais complicada quando lembramos que o mestre disse: “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós”. Os primeiros discípulos e todos os missionários ao longo da história e em nossos dias aprenderam, por vezes de forma bastante dura, que os riscos que Jesus correu em seu ministério são os que precisamos correr hoje.

Jesus fez a opção pelo caminho do amor. Os missionários também são chamados a fazê-lo e por isso ficam vulneráveis. Sonhamos em ser missionários poderosos, que entram em choque com as trevas, vencendo triunfalmente o mal e salvando etnias inteiras de uma vez, para descobrirmos que lutamos para aprender a fazer as compras diárias numa língua estranha. Somos chamados à encarnação em culturas diferentes das nossas e nos sentimos crianças incapazes de entender os gestos mais simples ou as palavras mais fáceis.

Não é em poder sobrenatural e manifestações vistosas que fomos chamados a ministrar, mas em fraqueza, debilidade, vulnerabilidade. E vivendo em amor, entre povos esquecidos, corremos o risco de sermos rejeitados. Experimentamos, muitas vezes, a ingratidão e traição, além da falta de compreensão. Ouvimos histórias de missionários que deram suas vidas inteiras ministrando para depois serem expulsos, presos, torturados e até mortos. O padrão é conhecido? Sim! Foi o risco que o salvador correu, e que todos os missionários precisarão seguir.

Jesus ministrou socialmente e os missionários são chamados a fazê-lo também. Milhares de obreiros têm gastado suas vidas em escolas, hospitais, orfanatos, dispensários e clínicas apenas para descobrir que correm o mesmo risco que Jesus correu. O risco de verem pouco retorno para seu investimento.

Mas Jesus não ajudou o próximo com intuitos propagandistas. Ele não era proselitista e nunca deixou de fazer o bem porque o retorno era pequeno. Ele ajudava porque era assim sua natureza. O missionário ajuda, cura, trata, alimenta, ensina, auxilia, liberta, porque essa é a essência da vida cristã: o amor a Deus que se manifesta de forma prática em amor ao próximo. Mesmo que haja o risco do baixo retorno, o missionário continua sendo bênção.

Jesus escolheu a cruz e o risco de ser considerado um perdedor e cada missionário que vai para o Campo sabe o que é isso. Quantas carreiras brilhantes deixadas para trás, quantas habilidades artísticas esquecidas, quantos títulos e cursos superiores “enterrados” em áreas remotas, quantos milhões de dólares em salários preteridos. Missões é, por excelência, um “perder a vida” na visão do mundo.

O missionário corre o risco de ser considerado um perdedor pelos que só valorizam o status, a fama e as realizações visíveis. Trabalhando para um Reino que não é deste mundo, o obreiro não tem muito a mostrar aqui na terra, mas acumula tesouros no céu. Sim, correm o risco de serem chamados de perdedores, mas seguem os passos do Mestre.

Jesus subiu ao céu deixando a responsabilidade da Missão com seus discípulos. Correu o risco de ser esquecido e de que seus seguidores falhassem. Os missionários também correm esse risco. Ao treinarem os obreiros da terra, ao passarem o bastão da liderança, e enfim, ao voltarem às suas terras, cansados e entrados em anos, correm o risco de serem esquecidos. Esquecidos pelos de sua terra que se acostumaram a ouvir falar dos obreiros como personagens distantes de um conto meio irreal.

Os missionários regressados são peças raras e, na maioria das vezes, não se sabe onde recolocá-los. Foram esquecidos em sua terra. E esquecidos serão em seu país de adoção, pois o coração humano é pouco propenso à gratidão e esquece com uma rapidez desconcertante.

Assim como Jesus, os missionários correm o risco de que seus discípulos falhem. Os obreiros da terra que foram treinados poderão dar conta do recado? Conseguirão levar o trabalho adiante? A igreja nascente, frágil e pequena, sobreviverá? São essas as angústias que o missionário leva em seu coração e fazem parte do risco de passar adiante. Foi um risco que Jesus correu. Os missionários são chamados a corrê-lo também.

No entanto, nossa meditação não acaba aqui. O tom final tem que ser necessariamente positivo, pois, se os missionários correm o risco de serem rejeitados pelos homens, podem ter a certeza do amor maravilhoso e da graça eterna de nosso salvador.

Se correm o risco de verem pouco retorno terrestre de suas labutas, podem ter a convicção de que o justo galardão os espera no céu e que ainda nesta vida, a providência divina não faltará.

Se correm o risco de serem chamados de perdedores por um mundo calculista, sabem com garantia que para o Pai são filhos queridos e um novo nome celestial os aguarda.

Se correm o risco de serem esquecidos por seus compatriotas e companheiros aqui na terra, têm como seguro que nosso Senhor nunca os deixa e um dia ouvirão de seus lábios : “Bem está servo bom e fiel... entra no gozo de teu Senhor”.


Ser um missionário cristão é viver em paradoxo e transitar em meio a riscos, mas benditos são os riscos que nos aproximam do Senhor. Muito mais arriscado seria correr o risco de nunca O conhecer.

Um Povo, Uma Missão


Quando pensamos naquilo que une pessoas podemos imaginar muitas coisas. Por vezes o que une multidões é bem tolo e passageiro. Por exemplo, o futebol. Porque alguém gosta de uma equipa e odeia outra? Porque se sente imediatamente unido a outra pessoa só por ser adepto da mesma equipa? Onde está a verdadeira ligação? Mas há outras razões pouco profundas. Pensemos na terra de nascimento. As pessoas se conectam só por terem nascido na mesma cidade ou região. Mesmo sem saber se a outra pessoa é digna, ou honesta, ou sequer educada. Basta ser da minha cidade e já achamos que é “gente boa”.

Os Cristãos têm muitas razões para estarem unidos. E essas razões são infinitamente mais fortes do que as citadas. Paulo aos Efésios citava uma lista de razões para nossa união: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.” Efésios 4:4-6.Estamos unidos por ser um só corpo, por termos a mesma fé, o mesmo Salvador, o mesmo Pai Celeste, as mesmas cerimónias rituais em Cristo, a mesma mensagem a transmitir. Mas gostaria de realçar a mesma Vocação.

Já em Efésios 4:1 Paulo falara da vocação ou chamado. A ideia é forte. Fomos chamados, literalmente convocados, convidados, de modo intenso, de modo deliberado. E para que? Para sermos testemunhas do que Deus faz em nós e pode fazer neste mundo. Temos uma mesma missão e isso nos une de um modo que deve ser supremo. Ter a mesma missão significa ter o mesmo propósito de vida, o mesmo alvo a alcançar. Nosso alvo é a propagação do reino de Deus, o crescimento da igreja de Jesus, o ganhar de almas para Cristo.

Devemos sempre lembrar a vertente mundial de nossa vocação e missão. O Senhor não disse que deveríamos ganhar toda Jerusalém e então partir para a Judeia e eventualmente o resto do mundo. Se tivesse sido assim a igreja nunca teria saído de Jerusalém e teria sido esmagada no ano 70 quando a cidade foi destruída. A Ordem de Jesus foi para que seus discípulos fossem testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e até os confins da terra. A missão é simultânea ao mundo todo. Unidos então nessa missão trabalhemos para fazer discípulos no mundo todo.

Ganhar a Vida


Certa feita fiz uma visita a um casal de missionários ingleses que moravam no sul do Senegal. Tínhamos inaugurado nossa rádio em Bafatá na Guiné-Bissau e queríamos cassetes com mensagens ou textos bíblicos na língua Fula e aqueles missionários trabalhavam na tradução da Bíblia para o Fula. Os dias que passei na companhia deles foi uma lição de humildade e do significado do que significava “perder a vida” para o serviço do Senhor.
 
Aquele casal já estava trabalhando a 14 anos com a língua Fula. Tinham terminado a tradução do novo testamento no ano anterior e logo avançado para o velho testamento. Sua formação era excepcional. Ambos eram licenciados em letras com mestrado e doutorado em tradução. Ambos tinham também licenciatura em teologia. Cada um deles passara cerca de 15 anos estudando para poder fazer o trabalho que faziam. Tinham tido oportunidade de leccionar em faculdades na Inglaterra. Mas estavam ali, numa cidade ao sul do deserto do Saara, sem que seus nomes fossem conhecidos, sem que houvesse reconhecimento de sua obra, apenas preocupados em ser fiéis ao serviço que Deus lhes dera.
Quando mencionei as oportunidades que tinham deixado para trás eles sorriram. Em suas mentes não podia haver nada mais grandioso e significativo de que traduzir a Palavra eterna de Deus para uma língua que ainda não a tinha. Sua visão era de eternidade. Estavam realmente muito pouco interessados nos reconhecimentos deste mundo ou nas honrarias da terra. Tinham, no entanto, a plena consciência de que serviam ao Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores.
O Senhor Jesus disse: “Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á” Mateus 10:39. Aos olhos do mundo deixar de dar aulas numa faculdade famosa e receber um bom salário para ir traduzir a Bíblia para uma língua pouco conhecida é loucura. É desperdiçar a vida. Mas era exactamente sobre isso que o Senhor falava. Ele nos falava sobre uma forma diferente de ver avida, de avaliar as coisas. Aquele que recebeu a salvação e passou a ter a presença do Espirito Santo em sua vida deve desenvolver outra perspectiva sobre a vida, seu valor, suas prioridades e sucessos. Quando temos o céu em mente e o serviço ao mestre em primeiro lugar pode ser que aos olhos do mundo estejamos perdendo a vida, mas no fundo essa é a única maneira de a ganhar.

O Eleito não estava em Casa

Samuel fora enviado por Deus a ungir um novo rei para Israel. Tratava-se de um ato arriscado que poderia facilmente ser tido como traição. O rei Saul não era propriamente um homem tranquilo e paciente. Samuel sabe os riscos que corre e por isso vai a Belém fazer um sacrifício aparentemente comum. Deus lhe revelou a casa de Jessé como o local onde encontrará o novo monarca. O profeta age com cuidado e logo se entusiasma com o fogoso Eliabe. Apesar de maduro no serviço de Deus ainda se deixava levar pela vista e o Senhor o corrige. Sete filhos aparecem e nenhum é escolhido. Mas falta um, o mais novo, o que tem menos importância. E onde está? Trabalhando! Estava nos campos apascentando as ovelhas do Pai. O eleito não estava em casa!

Não deixa de ser curioso que a Palavra nos mostra de modo repetitivo que o Senhor chama os que trabalham. Ele não busca os ociosos. Não procura os dorminhocos. O Senhor não procura na lista de desobrigados para encontrar seus servos. Ele vai aos que já mostram disposição para o trabalho. Veja uma breve lista:

·       Davi estava nos campos guardando as ovelhas (I Samuel 16)

·       Moisés estava no monte apascentando os rebanhos de Jetro (Êxodo 3)

·       Gideão estava malhando o Trigo (Juízes 6)

·       Eliseu estava arando com bois (I Reis 19)

·       José servia nos calabouços quando é finalmente elevado a governador do Egito (Gênesis 41)

·       Daniel servia no palácio do Rei quando o Senhor lhe dá sabedoria para entender sonhos e visões (Daniel 2)

·       Amós era boiadeiro e cultivador de figos 8Amós 7:14)

·       Habacuque estava de sentinela nas muralhas quando recebeu a resposta do Senhor (Habacuque 2)

·       Pedro e André estavam pescando (Mateus 4)

·       Tiago e João estavam consertando redes (Mateus 4)

·       Mateus estava coletando impostos (Mateus 9)

·       Paulo estava perseguindo a Igreja (Atos 9)

Parece bastante evidente que a regra é que o eleito não está em casa, esta trabalhando. Pensando nisso podemos então tirar algumas conclusões sobre a questão do chamado do Senhor:

·       Deus chama os ocupados, os que trabalham e com isso mostram que se aplicam ao que fazem. Se Ele chama para o serviço é até natural que chame gente que gosta de trabalhar e esteja ocupada. Portanto, não espere terminar sua atividade atual para receber um chamado. Se acha que o Senhor só vai lhe falar quando já não tiver o que fazer, então é provável que não entenda o apelo do Espírito e deixe passar as oportunidades de serviço que o Senhor quer lhe dar. Ele chama gente que esta ocupada e que tem as mãos muitas vezes cheias. Se é um indivíduo cheio de trabalho então saiba que o Senhor pode muito bem convoca-lo.

·       O Senhor chama gente de todas as idades e de todas as áreas de atuação. Pescadores, pastores de rebanhos, agricultores, mas também aristocratas, administradores e príncipes. Sua área de atuação ou sua idade não é limitação para o chamado. Ele convocou Samuel quando era criança pequena e Moisés com 80 anos. Convocou Amós que mal sabia falar em público e Paulo que era um Mestre com alto nível de formação.

·       O sentido do chamado pode ter a ver com o que já faz mas pode ser também uma mudança radical de vida. Daniel e José se mantém em áreas administrativas, Ezequiel e Jeremias já estavam no serviço sacerdotal, mas Eliseu vai de agricultor a Profeta e Pedro de pescador a Apóstolo. Não há limite ao que Deus quer fazer. Hoje em dia temos muitos pastores que são filhos de pastores, mas também vemos pessoas sendo usadas de modo poderoso a quem Deus mudou radicalmente a Vida.

·       Há chamados para a vida toda e há chamados para ministérios específicos e temporários. O Senhor tem a liberdade de usar nossas vidas como quer. O importante é entender o chamado, compreender seu escopo e ser fiel.

Se sua vida está bem organizada, se sua família está vivendo um bom momento, se seu trabalho parece satisfazê-lo em pleno e você louva a Deus por tudo o que tem, parabéns! Louvo a Deus por você e com você. Mas atenção! Esteja atento à voz do Senhor. Ele chama exatamente aqueles que estão trabalhando, afinal, o eleito nem sequer estava em casa...
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