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PARA QUE SEJAM FEITOS FILHOS DE DEUS!


Maria é uma jovem crente, filha e neta de crentes, frequenta a mesma igreja evangélica desde que era bebé, onde seus pais a apresentaram a Deus. Foi batizada aos 15 anos, porque todas as suas amigas já haviam sido batizadas e gostava de fazer a felicidade dos seus pais e do pastor. Neste mês, todos a olharam com admiração e sorriam para ela. Diziam: Finalmente vai se batizar, estava a ver que nunca mais se decidia! Já não era sem tempo!
Foi uma boa sensação, a de pertencer ao grupo, ah! E já podia tomar a ceia! Nunca alguém a acompanhou nem haviam sentado com ela para falar sobre esta decisão, partiram do princípio que ela já ouvira o suficiente para entender tudo...
Porém, fora da comunidade da sua igreja ninguém sabia o que Maria tinha feito. Ela tivera muito trabalho para que nenhum colega do liceu soubesse o que se iria passar. Não queria passar a vergonha e ser diferente!
Fazia questão de ir a todas as festas e programações e quando os pais não permitiam que aproveitasse a noite até de madrugada sempre podia inventar uma desculpa e “dormir“ em casa de uma amiga, para acabarem o trabalho de grupo tão importante! Um rapaz do 12º ano começou a conversar com ela e em pouco tempo já “ficavam” nas festas…o pai não precisava saber…não era nada sério! Só um namoro sem importância. 
O tempo foi passando e o envolvimento também! Já evitava todas as programações da igreja que não fossem as obrigatórias, como o culto do domingo…tudo era desculpa para não ir à igreja…os estudos, uma festa, doenças imaginárias. Por fim Maria completou seus 18 anos! Ia entrar na faculdade e fez questão que fosse um curso bem longe de casa. Enfim, a liberdade! Nunca mais a apanhavam numa igreja! Talvez no natal e no dia das mães, só para constar…mas, quando ouve as queixas dos pais diz que sim, mas depois faz o que bem entende! Afinal, a vida é para ser vivida e deve ser aproveitada ao máximo!
Em todo o seu percurso nunca pensou que, talvez, tivesse frequentado tantos anos os bancos da igreja sem ter tomado uma decisão verdadeira. Jamais reconhecera nem sentira o peso e a dor do pecado.
Durante os anos que se passaram casou-se, separou-se, brigou com toda a família e tornou-se amarga. Estava sozinha e deprimida. Num momento de desespero resolve dar uma última oportunidade a Deus. Em prantos, na sua cama, tenta lembrar das palavras de sua oração infantil até que estas passam a sair do coração. Inexplicavelmente Maria sente pela primeira vez que Deus está com ela, sente sua presença consoladora. Fala em voz alta até perder a noção do tempo. Ao se levantar sente que ainda há tempo de voltar, de finalmente conhecer este Jesus de quem tanto seus pais falavam. Tantos anos e tanto sofrimento, mas ainda é possível que Deus faça a transformação que precisa! Finalmente declara: Eu creio, Senhor!
Esta pode ser a história de muitos que conhecemos, que foram criados na igreja e que pensava-se já serem "salvos", afinal a Bíblia diz, "instrui o menino no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele". No entanto, não basta levar os filhos à igreja, uma hora de escola bíblica dominical não transformará o filho em perfeito cristão. É um trabalho em conjunto, todos devem falar, orar, auxiliar, discipular, evangelizar e exortar. Os pais, principalmente, devem interceder por seus filhos, mas também questionar-se e averiguar os frutos de arrependimento em suas vidas.  A responsabilidade de acompanhar a vida espiritual dos filhos não termina quando estes completam 18 anos, mas seguirá até o fim, através do aconselhamento, do apoio e da intercessão, para que sejam sempre bênção nas mãos do Pai Celeste.
Ida Venturini de Souza

10 Mandamentos para Criar seus Filhos



Quando começa a educação de uma criança? Eis uma boa pergunta. A resposta vai variar. Há quem ache que começa quando vai para a escola. Outros que talvez só mais tarde quando compreende o mundo. Ou talvez cedo quando já fala. Há os mais radicais que diriam que começa no berço. Ou talvez comece mesmo quando escolhemos alguém com quem fazer o maior compromisso da vida – o casamento. Quando escolho meu casamento estou preparando a base para a criação de meus filhos porque sua educação deve começar antes de eles nascerem na preparação e depois logo que estão em nossos braços. O Senhor instava os pais de Israel a serem mestres da lei e a instruírem seus filhos desde muito cedo e em todo lado.
A Ordem de Deus era: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” Deuteronômio 6:4-9. Lembremos alguns bons princípios para a criação dos filhos.

1.    Atenda as Necessidades de seu Filho: esta é das regras mais simples e que mais facilmente temos a pretensão de cumprir. Estamos a falar de necessidades físicas como alimentação, abrigo e agasalho, bem como necessidades na área da saúde e educação. Mas o segredo deste mandamento está na palavra “Necessidade”. Por exemplo: precisamos atender a necessidade de alimentação, o que não é a mesma coisa que lhes dar de comer aquilo que querem ou pedem. Bons pais atendem ao que é necessário. O que seu filho precisa de comer? O que precisa de vestir? O que precisa de aprender? E há outras necessidades importantes como as de afecto, aprovação, carinho e encorajamento. (Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos… Mateus 7:11)

 
2.    Participe da vida de seu filho: para isso precisa compreender o que se passa em sua vida, e que muda ao longo dos anos e do crescimento. Precisa entender o melhor possível o mundo de seu filho e sua realidade para desse modo poder participar de seus planos. Talvez isso implique sentar no chão e brincar quando é criança, ir aos treinos quando é maior, acompanhar a viagens quando cresce. Não fique de fora só dando dinheiro.
 
3.    Não provoque a Ira: uma ordem específica de Paulo a todos os pais. Podemos despertar uma ira correta em nossos filhos com relativa facilidade e isso prejudica o relacionamento e a vida com Deus. Por exemplo: sendo incoerentes ou dizer algo e fazer diferente (diz que deve vir a igreja mas você mesmo não vem); quando somos irónicos (traz a igreja mas depois fala mal das pessoas); quando mentimos; quando mostramos favoritismos em casa; quando não cumprimos nós mesmos as regras que estabelecemos como fundamentais para a casa. (E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, Efésios 6:4)

4.    Ensine as coisas certas: por vezes achamos que as coisas certas entrarão na vida de nossos filhos como que por magia, mas não é assim. Eles não irão simplesmente saber as coisas. Temos que ser nós a falarmos delas e a explicarmos como é. Isso significa coisas diferentes em épocas diferentes da vida. Pode significar ensinar a comer quando tem 2 anos, a falar correctamente a língua quando tem 4 ou 5, a brincar com educação quando tem 6 ou7, a explicar o que é sexo e suas consequências quando tem 9 ou 10, como se faz um bom trabalho de escola quando se tem 12 ou13, como se prepara um orçamento familiar aos 15, etc. Mas não deixemos que eles aprendam na rua. Saibamos de algo que é universal: se nós não ensinarmos a nossos filhos em casa, irão aprender com outra pessoa. Quem você quer que ensine seu filho? (Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6)
 
5.    Converse com seu filho: se quer cumprir o 2º mandamento, de fazer parte de sua vida, então tem que falar com eles. Tem que dialogar. Ouvir o que tem para dizer e contar e os nossos filhos sempre terão algo para contar. Pode não nos parecer coisa de maior importância mas é para eles e se os amamos deverá ser para nós. Quando abrimos tempo para isso damos a nossos filhos o senso de valor. Mostramos que podem contar connosco e que não precisam se fechar em mundos paralelos. Há casas em que vivem muitas pessoas e todas sozinhas. Não vamos permitir que seja assim em nossos lares. Podemos e devemos fazer de nossas casas locais de boa conversa e nossos filhos precisam saber que podem nos trazer qualquer problema ou situação que os ouviremos e estaremos lá para eles.
 
6.    Ensine a seus filhos a Palavra de Deus: Somos os primeiros professores de Bíblia que eles devem ter. Podemos e devemos traze-los a Igreja, mas devemos começar por ser nós a mostrar a eles o valor da Palavra. Vamos ler a palavra com eles (culto doméstico é um lugar ideal para isso) contar as histórias da Bíblia, explicar o que sabemos e ajuda-los a entender o valor que a Palavra tem para nós e deve ter em suas vidas. (E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Deuteronômio 6:6-7)
 
7.    Ore com e por seus filhos: Nada é mais poderoso que a oração. Sabe com quem nossos filhos aprendem isso? Connosco. Se não aprenderem em casa vai ficar bem mais difícil. É em casa que devem aprender a levar seus problemas a Deus. É no lar que vão começar a ter a alegria de perceber que podem ter suas orações atendidas. É com os pais que vão sentir que a presença de Deus se manifesta de muitas maneiras e em muitos lugares. Ensine-os a orar pela escola, pelos amigos, pelas crises da vida, pela família e pela igreja. E ore por eles. Peça protecção, sabedoria, força para não se deixarem levar, um futuro honesto, um casamento feliz. (Apelo para o movimento mães que oram)
 
8.    Discipline seu filho: A nossa sociedade vai perdendo seus valores e principia. As leis vão pervertendo a própria palavra de Deus. É a própria Bíblia que nos ensina a disciplinar nossos filhos. Hoje a lei já quer nos impedir de usar o correctivo que as crianças tanto precisam. Por causa de excessos cometidos por alguns a lei se aplica a todos. Na verdade não impede os infractores mas ajuda a criar uma geração de jovens sem medidas, sem limites, sem fronteiras, que acham que tudo é permitido e que sua liberdade vale mais que a do seu vizinho. Mas como pais cristãos que amam a Palavra de Deus devemos saber corrigir nossos filhos. Quando pequenos precisam de uma palmada de vez em quando. À medida que crescem podem aprender a arrazoar, mas precisam de disciplina, de limites e por vezes de castigos para aprender a viver num mundo que não se compadece como nós pais o fazemos. Deixar de disciplinar nossos filhos é receita certa par um futuro triste e que trará muitos dissabores e eles e a nós. (O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o disciplina. Provérbios 13:24)
 
9.    Dirija palavras de Aprovação (publica e privada): Nossos filhos precisam tanto e palavras de aprovação como de pão. Eles se alimentam espiritual e psicologicamente de palavras de apreço e reconhecimento. Se as receberem em casa não precisarão mendigar essas palavras na rua e se encantar quando o inimigo as oferecer com segundas intenções. Quantos rapazes foram desviados para o mal porque não tinham uma palavra de apoio em casa até que o mal lhes disse que eram bons nisto ou naquilo? Quantas moças se perderam porque nunca ouviram em casa que eram bonitas até que um qualquer lhes falou de seus belos olhos? Devemos aprender a valorizar nossos filhos pelo que são e pelo que fazem. Isso é parte da educação de que precisam. Valorizados em casa sentiram tranquilidade na vida e em qualquer meio que estejam.

10.  Dê Independência: Nossos filhos precisam aprender a fazer as coisas sozinhos e a crescer. Inicialmente isso implicará em algumas quedas e dores, mas será para o bem deles. Quando pequenos, temos que deixa-los aprender a andar sozinhos e não podemos segurar suas mãos para sempre ou não aprenderão. Mais tarde poderá ser a bicicleta. Depois pode ser aprender a lidar com seu dinheiro, a ser responsável por alguma actividade na casa. Mais tarde ainda será a saber que horas chegar em casa. Não podemos estar com eles as 24 horas. Mas se os criarmos com amor e aprovação, se lhes dermos ensino e atenção, se os disciplinarmos e encaminharmos para o Senhor, um dia teremos que lhes dar a liberdade de escolher e teremos que descansar que farão a escolha certa. Nunca deixaremos de orar e de pedir. Nunca deixaremos de ter algum receio e medo. São nossos bebés, nossos filhotes. Mas dar-lhes liberdade faz parte do processo de ajudá-los a crescer.

Nossos filhos são tesouros preciosos que Deus nos deu por um pouco de tempo. Invistamos neles com carinho para a Glória do Senhor e será nosso melhor e maior investimento de todos.

 

Pai Herói

 

Neste mês em que nos concentramos na família, não nos parece correto falar de mães e deixar de lado os pais. Afinal, eles devem ser base da família e foram chamados por Deus para papéis importantes na formação de seus filhos. Filhos precisam de pais e não somente de mães. Não é a psicologia que diz, é a Palavra de Deus. Filhos precisam de pais e de pais que sejam heróis.
Dizer isso logo traz a mente super-heróis. Homens musculados, de força descomunal que saem por aí voando, prendendo os maus, ajudando os mais fracos e salvando a humanidade de mais um vilão. Como boa parte dos pais não é nem musculosa, nem forte, nem imponente e nem aprendeu a voar, pais heróis pode parecer um tanto complicado. Será que só atletas de ata competição podem ser pais heróis? Não! Definitivamente não!
Pai herói é aquele que ama e honra a mãe. Que não tem vergonha de mostrar aos que escolheu esta mulher por ela ser tão especial e única. Que acarinha, ajuda e ampara a esposa em todas as atividades inclusive domésticas, que não tem medo de ser visto com uma vassoura ou uma panela na mão.
Pai heróis é o que trabalha de forma honesta e dura para providenciar para o lar. Nem sempre no trabalho do qual gostaria, nem sempre no emprego que sonhou, mas mesmo que seja com sacrifício e dor, com luta e persistência, faz o que precisa para dar aos seus o necessário.
Pai herói é aquele que acompanha os filhos. Que senta no chão para brincar, que joga bola com os rapazes e de casinha com as meninas. Que conversa sobre a escola, avalia os amigos, se interessa pelos namoros. É aquele de que não é difícil se aproximar, que arranja tempo para os trabalhos de casa e para ver os programas favoritos de seus filhos. Que se interessa pelos seus interesses para aprender a falar a mesma língua.
Pai herói é aquele que ora pelos filhos e com eles. Que os apresenta sempre a Deus em intercessão, que se aproxima nas horas de dificuldade para compartilhar uma palavra de sabedoria, que chora com os filhos e se alegra com suas vitórias. Pai herói é aquele que leva seus filhos a conhecer o Senhor por meio de seu testemunho e exemplo e não apenas levando a igreja. É aquele que não fala mal da comunidade mas envolve os filhos em obras e apoio e ajuda social.
Pai Herói não precisa voar, mas deve saber orar; não precisa derrotar vilões, mas vence seus vícios; não precisa ter força sobrenatural mas conhece o Deus de Todo Poder. Esse pai, todos nós podemos ser na graça de Deus.

Há Lepra na casa!


Issacar ficou chocado quando chegou em casa. Sua esposa o chamou para ver uma das paredes internas da habitação. A casa parecia nova. Na verdade, não a tinham construído. Como muitos outros israelitas eles simplesmente ocuparam uma casa deixada vaga pelos cananitas que fugiam à chegada das tropas de Josué. Mas, na parede interior havia uma enorme mancha esverdeada. Issacar e sua mulher tentaram limpar a mancha, mas ela estava de volta depois de 2 dias e com aspecto ainda pior. Eles não sabiam o que fazer! Tinham vivido em tendas toda sua vida! Essa era a primeira casa que habitavam. Mas lembravam-se da lei que ouviram de Moisés. Era preciso chamar o sacerdote. Era preciso cumprir a orientação de Deus e eles o fizeram (Levítico 14:33 a 53)

Esta era a linha de ação prevista pela lei para situações como esta. O Senhor sabia que iriam encontrar esse problema e já dera instruções claras sobre como agir.
1.       Primeiramente o chefe da casa deveria declarar a praga na casa. Era sua responsabilidade. Ele era o sacerdote do lar e estar atento a essas coisas era sua função. Deus o colocara como cabeça do lar para isso

2.       O sacerdote deveria então ser chamado para examinar a casa e verificar até que ponto a praga havia-se estendido. Ele era orientado por Deus para fazer o veredito

3.       Precedia-se a limpeza inicial e esta não podia ser ligeira. Não era só esfregar as paredes era retirar as próprias pedras que formavam a parede infestada. Tudo tinha que ser retirado. Com lepra não se brincava! Nada podia ficar. As paredes seriam raspadas e o pó levado para longe e novas pedras e reboco colocado. Era trabalho duro.

4.       Havia então que apertar a vigilância porque a praga poderia voltar. A lepra era reincidente. Podia perfeitamente colocar as garras de fora a qualquer momento.

5.       Caso a praga voltasse haveria que derrubar a casa porque seria declarada imunda e imprópria para habitação e contaminaria tudo e todos que estivessem em contato com ela

6.       Caso a praga tivesse sido vencida e a casa pudesse ser declarada limpa haveria que aplicar sangue de expiação sobre ela porque era Deus que a limpava e a limpeza equivalia a salvação que só existe com derramamento de sangue.

Talvez possamos pensar que este texto da lei nada tem a ver conosco. Afinal temos hoje materiais de limpeza mais sofisticados que os dos israelitas e não derrubamos casas só porque aparecem manchas de bolor nas paredes. Mas devemos lembrar que as palavras do Senhor têm sempre aplicação em nossas vidas e podemos associar este texto com as casas e famílias actuais. Vejamos então a aplicação:
(os links em destaque aprofundam o tema)
1.       Assim como era necessário avaliar o estado das casas à procura de sinais de praga, também nós somos responsáveis por notar o surgimento de sinais de lepra em nosso lar. Se um filho tem febre ou aparece com uma tosse persistente isso nos preocupa. Não damos de ombro e simplesmente à espera que passe. Se aparecer sinais de rachadura na estrutura da casa ou sinais de que o apartamento de cima está drenando água para o nosso teto não resmungamos apenas e voltamos às nossas vidas. Então, porque será que, quando aparecem sinais de lepra espiritual em nosso lar, nada fazemos? Há, por vezes, pragas evidentes na casa e os responsáveis (pai e mãe) parecem não notar ou preferem fazer de conta que não viram. Somos responsáveis por isso!

2.       O exame da praga deve ser detalhado e cuidadoso como a lei sugeria. Não pode ser superficial e rápido. É algo sério que devemos ter cuidado em acompanhar. Eis alguns sinais de lepra na casa:






·         Dependência de substâncias (medicação, químicos)

·         Objetos consagrados ao maligno


3.       Há que tirar as pedras que estão contaminadas de modo radical. Medidas superficiais não levarão a limpeza. Uma simples passagem de paninho húmido não dá. Coisas que ameaçam a vida espiritual do lar podem levar a sua declaração como imunda. Queremos perder nossos filhos? Desejamos vê-los nos caminhos do mal? O que é mal é mal e não podemos confraternizar com o maligno. Devemos abandonar e cortar tudo que está alimentando a praga em casa. Toda a família deve estar envolvida. As coisas devem ser entendidas e explicadas de modo a que façam sentido.

4.       Atenção ao ressurgimento da praga. O mal tem uma capacidade de reincidência impressionante. Depois de o reconhecer e tirar não podemos baixar a guarda. A eterna vigilância é o preço da liberdade. A maldade do inimigo é tremenda e nossas famílias são o seu alvo preferido. Ele sempre espera que baixemos a guarda para atacar.

5.       A aplicação do sangue expiatório é fundamental. Não vamos sacrificar animais porque vivemos na era da igreja onde o sacrifício já foi feito de uma vez por todas. Mas temos que aprender a aplicar o sangue de Jesus em nossas famílias. Isso se faz de muitas maneiras, por exemplo mantendo as tradições familiares e costumes saudáveis em família.

6.       Não deixede trabalhar para a salvação de cada elemento da família. Isso é trabalho ativo. Não deixe que os anos passem até seus filhos crescerem. Há alguns pais modernos que não levam seus filhos à igreja ou ao estudo bíblico porque pensam que é errado “obriga-los” e quando crescerem escolherão o melhor, isto é temerário e perigoso. Você os leva ao médico? Leva-os para fazer vacinação? Inscreve-os na escola? Porque? Porque não esperar que cresçam para escolher se querem isso ou não? Porque quer o melhor para eles e sabe que isto é o melhor! Ora o que há de melhor que Jesus? O que há de melhor que sua igreja em termos de comunidade? Não deixe para mais tarde. Ganhe-os para Jesus quando são pequenos e tudo será bem mais fácil! Lembre-se que o inimigo tem muito trabalho para os conquistar desde pequenos.
Assim como fazemos a revisão do carro, a manutenção do computador ou a limpeza periódica da casa, também a família precisa de uma avaliação constante. Os sinais nem sequer são tão difíceis de ver, mas precisamos procurá-los. Não tenhamos medo de enfrentá-los. Temos um aliado fortíssimo em nossa luta contra o mal e na salvação de nossas famílias – o Criador da família. Ele é nosso Senhor e o Senhor de nossas famílias também.

Queridas Mães!

Todos que me conhecem sabem que tive a melhor mãe do mundo... fico feliz se concordar comigo. Mas também ficarei feliz se não concordar por achar que a sua mãe era melhor. É assim que deve ser! E meus próprios filhos têm boas razões para achar que a deles é melhor. Mas nestes dias o importante é lembrar nossas mães, honrá-las e amá-las como só elas merecem.

Creio que não é possível descrever a 100% o que uma mãe de verdade faz e nem elas sabem. O mais perto que consigo chegar é dizer que ser mãe é criar lar. A minha era especialista nisso. Não posso esquecer a sensação gostosa de segurança e carinho que sentia quando chegava em casa vindo da faculdade. Por outro lado, quando as férias acabavam e saía porta fora, chegava ao comboio e sentia um frio no estômago. Estava de novo sozinho no mundo e tudo era contra mim. Em casa havia um descanso, uma paz, uma segurança, um amor, um calor que tornava tudo especial. Por isso nunca mais comemos nada que se pareça com a comida da nossa mãe.

Mães, vocês são extraordinárias! Que me desculpem os pais (e eu incluído) mas a figura mais próxima que temos de Deus é a mãe. O amor sacrificial, o aconchego, a proteção. Tudo na mãe de verdade nos lembra o cuidado e o amor do Senhor. Que privilégio delas por nos darem a luz. Que responsabilidade por terem que refletir o criador.

Mas hoje queria deixar duas dicas simples para as amadas mães. Toda mãe quer ser a melhor. Toda mãe aspira a ser lembrada como a melhor e quer criar os seus rebentos da melhor maneira. Vou deixar então duas dicas da minha mãe. Duas coisas tão simples que ela fazia e que qualquer mãe pode fazer e que fizeram toda a diferença para mim e farão para todos os filhos.

Mamãe ouvia. Eu amava sentar na cozinha e ficar contando casos da escola, da faculdade, dos jogos de futebol, dos colegas, da namorada. E mamãe ouvia. Ela ouvia com interesse e me fazia sentir o centro do universo. Ao falar com ela tinha a noção do quanto eu era importante para ela. Acho que muitas vezes ela não entendia o que eu falava. Por vezes não gostava das músicas que lhe mostrava ou dos livros que referia, mas ouvia com interesse e comentava quanto podia e eu me sentia amado, respeitado e querido.

Mamãe orava. Já referi várias vezes o quanto era importante para mim encontrar mamãe orando na sala de madrugada e ouvir meu nome em seus lábios. Mamãe orava balbuciando para não adormecer. Acordava de madrugada porque a diabetes a levantava com suas hipoglicémias e depois de comer algo na cozinha ela parava na sala e orava. Orava por mim e por Lilia, minha irmã e eu sabia e como isso me valia e me vale até hoje. Estou certo de que fui muito abençoado pelas orações de minha mãe.

Amada mãe quer ser bênção? Quer ser recordada de modo especial? Não precisa ser rica, nem extraordinariamente sábia, não precisa ser a melhor cozinheira. Há muita coisa que pode não ter e não conseguir fazer, mas estou certo de que essas duas coisas estão ao seu alcance. Pode ouvir e pode orar e saiba que assim será uma bênção. Obrigado por seu amor. Que o Senhor a preserve!

Conferência "Família Cristã no Século XXI"

A ABA( Associação Baptista Açoriana) organizou uma conferência sobre a Família Cristã no Século XXI, a qual se realizou nos dias 18 a 21 de Abril de 2011, na Igreja Baptista da Horta, Faial, e nos dias 22 e 23 de Abril do mesmo ano, nas Igrejas Baptista da Praia da Vitória e de Angra. O Orador foi o Pr. Joed Venturini.

PROGRAMAS GRAVADOS
Temas:


CASAMENTOS FELIZES: SORTE OU PROPÓSITO?

CRIAR FILHOS PARA DEUS E PARA A VIDA.

AMADURECER EM HARMONIA

FAMÍLIAS ALTERNATIVAS: RESGATE E INTEGRAÇÃO

ASSISTIR TODAS AS PALESTRAS

Como Crianças, mas não como Crianças (Parte 1)

Em meio a um debate sobre a importância de cada discípulo o Mestre pegou uma criança e colocou-a no centro das atenções. Então, com seu jeito único, atordoante e profundo disse: “... Se não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus...” (Mateus 18:3). Algumas décadas mais tarde, o Apostolo Paulo repreendeu os crentes de Corinto por serem crianças dizendo: “... Não vos pude falar como a espirituais e sim como a carnais, como a crianças em Cristo...” (I Coríntios 3.1) e mais perto do fim da carta salienta que quando amadureceu na fé “deixou as coisas próprias de meninos” (I Coríntios 13:11). Afinal, em que ficamos? Devemos ser ou não como crianças?

Evidentemente que a dificuldade só existe numa primeira abordagem do tema e um olhar mais profundo mostra que Jesus e Paulo não estão se contradizendo mas se complementando. Queremos avaliar as duas afirmações em sequência. Pensemos primeiro nas palavras de Jesus. No que devemos ser como crianças?

1-SIMPLICIDADE
As crianças são simples e diretas, sem subterfúgios, sem fingimentos, sem máscaras. Ser como crianças nesse sentido é deixar de lado a hipocrisia e a representação que aprendemos da vida social a medida que crescemos. Ser criança é ser puro, sem malícia, sem segundas intenções, dizer o que realmente sente e expressar de modo franco a mente. Não precisando ser rude para isso, mas sem a maquilhagem que os anos trazem.

2- CONFIANÇA
As crianças têm uma incrível capacidade para crer. Como a conhecida história da igreja que em meio a uma terrível seca se reuniu para orar. Todos vieram mas uma menininha sobressaía do grupo porque trazia um guarda-chuva. Quando lhe tentaram mostrar o ridículo de sua situação carregando um guarda-chuva num tempo de secura total ela devolveu o ridículo: “não vamos orar por chuva? Então, vamos precisar de guarda-chuva”. O episódio termina com a menina triunfante regressando a casa protegida no meio de um verdadeiro temporal. Ser criança é acreditar.

3- DESPREOCUPAÇÃO
As crianças têm um grau mínimo de preocupação. Não gastam tempo pensando se vão ter o que comer ou casa para morar. Não se preocupam com o que os outros vão pensar de suas roupas ou modos. Simplesmente descansam que vai haver comida na mesa, cama no quarto e que todos irão entender seu jeito. A ansiedade não é natural numa criança. Ela simplesmente não se preocupa anão ser quando os adultos começam a instilar dúvidas em seus corações.

4- ENSINÁVEL
As crianças desconhecem o mundo mas são cheias de curiosidade para aprender e vivem perguntando os porquês. Lembro-me que meu filho conseguia perguntar "por que" numa sequência de mais de 20 vezes. E só parou porque cansamos de responder. Só quando crescemos e o orgulho começa a nos afetar é que fechamos as portas e nos tornamos arrogantes como se soubéssemos tudo. A criança está sempre pronta a aprender algo novo e qualquer um pode ser seu professor. Seu senso crítico ainda não chegou ao ponto de fazer acepção. O desenvolvimento é maior exatamente por isso.

5- ALEGRE
Uma das coisas mais tristes de nossos dias é ver que as crianças estão sendo levadas a crescer antes da hora e com isso perderem a sua natural alegria. A criança pequena se diverte com muito pouco, se entusiasma com naturalidade e não tem medo de mostrar seu apreço. Ela exulta com um simples balão, pula ao ver uma borboleta, canta ao reparar na lua. Santa satisfação que se vai perdendo a medida que crescemos e nos tornamos exigentes e sorumbáticos.

6-SUPLICANTE
A criança, exatamente por muitas das razões anteriores é uma pedinte natural. Não tem vergonha de clamar. Pede porque não tem altura para chegar a certo lugar, porque não tem recursos para obter algo, porque desconhece o caminho. Ela reconhece sua situação facilmente e logo busca quem possa auxiliar. Sua atitude a leva a receber com naturalidade o que precisa.

Podemos meditar e encontrar outras características que podem até ser desprezadas pela vida adulta, mas que certamente fazem parte do que Jesus considerou necessário para obter o reino de Deus.

Seguindo seu ensino devemos procurar a simplicidade sem fingimento, a confiança que crê sem duvidar, a despreocupação de quem conhece o Senhor de tudo, a prontidão para aprender, a alegria que se satisfaz com cada bênção e a atitude humilde que nos faz levar cada ansiedade que queira se intrometer em nosso coração ao trono da Graça. Afinal, devemos ser como crianças.

Trabalhando Muito... para o inimigo!

Já ouviu falar em Wang Jingwei? E que tal Widkun Quisling? Ou talvez Benedict Arnold? Ora, esses nomes são famosos em suas terras. Fama merecida, pouco agradável, porém marcante. São todos nomes de homens que trabalharam muito... mas para o inimigo. Jingwei foi um chinês que apoiou as tropas japonesas na conquista de uma província de sua terra; Quisling ajudou as tropas nazistas a conquistar seu país: a Noruega; Arnold foi um general americano que passou-se para o lado dos Ingleses em plena guerra da independência americana. Nomes que vivem associados a traição e infâmia.

Jesus, em uma de suas parábolas (Mateus 13:24 a 30) falou também de algo parecido. Na seara do mestre há aqueles que semeiam a boa semente, mas há também os que semeiam o joio e desse modo trabalham para o inimigo. Há várias maneiras de sermos encontrados trabalhando para o lado errado. Pensemos em algumas:

1) Criando Filhos para o Mundo
Um dos casos mais conhecidos da Bíblia sobre esse tema é o de Eli. Juiz de Israel e sacerdote principal. Não soube criar seus filhos. Eles se tornaram tropeço para o povo, desrespeitando o culto e por fim foram mortos numa batalha que marcou a perda da arca do concerto e a morte de seu pai (I Samuel 2:12 a 17; 4:19 a 22). Foi um momento de vergonha nacional. Eli trabalhou muito... para o outro lado.

Nossos filhos são bênção especial de Deus. Mas a responsabilidade de criá-los nos caminhos de Deus é em primeiro lugar nossa, não da igreja, não da EBD, não de alguma organização para-eclesiástica. Infelizmente muitos crentes são achados criando seus filhos segundo padrões do mundo, permitindo que cresçam longe de Deus. Não os levam a oração, não praticam o culto doméstico, não lhes leem a Bíblia, não acompanham suas atividades na internet e seus programas de TV. Permitem que o mal se insinue até o ponto de dominar. Quando isso acontece criamos nossos filhos para o mundo; trabalhamos para o inimigo...

2) Investindo em Coisas
A orientação de Jesus foi bastante clara em Mateus 6:19 a 34. Se nos deixamos dominar pela ansiedade com as coisas terrenas e investimos apenas neste mundo estamos desperdiçando a vida. Aqui a traça come e a ferrugem corrompe. Um bem material pode ser bênção, mas também pode desviar o coração de tal modo que afasta o homem de Deus. Conheço muitos crentes que eram fiéis enquanto pobres. Quando a prosperidade chegou foram deixando o Senhor pouco a pouco. Nesses casos, a prosperidade foi maldição e não bênção.

Nossos bens são nossos para investir. Temos o privilégio de investir no reino de Deus e desse modo trabalhar para a eternidade. Quando concentramos nossas vidas apenas na aquisição de coisas deste mundo perdemos nosso investimento e corremos o grande risco de sermos encontrados trabalhando para o inimigo...

3) Usando os lábios para maldizer
Em meio a um grande avivamento em Jerusalém, com dezenas de conversões diárias, os apóstolos foram desviados da obra pela maledicência (Atos 6:1 e 2). A murmuração, o falar mal e a crítica destrutiva trouxeram uma crise que ameaçou paralisar a igreja. Foi preciso encontrar uma solução rápida na criação do diaconato para libertar os apóstolos. Aqueles que murmuraram trabalharam muito... para o inimigo!

A Bíblia diz que o nosso adversário é o acusador, o blasfemador, aquele que faz da maledicência uma arte, que critica incessantemente. Quando nos deixamos levar por isso, quando nossos lábios são usados para maldizer, criticar, murmurar e derrubar estamos trabalhando para o mal. É por isso que antes de falar deveríamos sempre nos perguntar: porque vou falar? Que proveito há nisso? Edifica? Enaltece? Servirá para o crescimento? Pode ser considerado prova de amor verdadeiro? Senão, é melhor ficar calado!

4) Servindo de pedra de tropeço
Essa era a especialidade dos fariseus. Não entravam no reino e não deixavam entrar. Jesus os advertiu severamente. O Mestre referiu que os tropeços e escândalos surgem inevitavelmente mas lançou um ai para aqueles que servem de pedra de tropeço (Mateus 18:6 a 9).

Somos chamados a ser bênção, a dar testemunho, a ganhar e não a fechar a porta. Cada vez que nossa hipocrisia, nossa falta de amor, nosso legalismo, nossas exigências rituais afastam alguém do evangelho estamos trabalhando para o inimigo. Devemos viver de tal modo que ninguém possa vir a dizer que por nossa causa não entrou no reino. Mesmo sabendo que essa desculpa não será válida, certamente é nosso dever evitá-la.

Conclusão:
Assusta-me o facto de poder ser encontrado trabalhando para o inimigo. Ele é subtil, astuto e nem sempre mostra as garras. De forma sub-reptícia se infiltra em nossos sistemas de vida, atua em nossa maneira de pensar e por meio de muitos instrumentos deste mundo vai nos levando a trabalhar para ele mesmo sem querermos. O custo de evitar isso é a vigilância. "Vigiai e orai", eis o alerta bíblico. O diabo é como leão que anda ao redor. Sejamos então sábios e fujamos do trabalho para o adversário. Criemos filhos para a Glória de Deus, Invistamos nossos bens na causa do evangelho, usemos nossos lábios para bendizer e ganhar e seremos encontrados trabalhando para o verdadeiro Senhor Eterno.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - A ORIGEM

A Associação de apoio à vítima em Portugal recebe em média 18 pedidos de socorro por dia. Esses pedidos vão desde agressões ligeiras a situações com risco de vida. Sabemos que a violência doméstica sobretudo sobre mulheres e crianças é um problema grave e difícil de ser tratado por causa da vergonha e do estigma social que acarreta. Mas há outro tipo de violência doméstica que tem se tornado comum e que é na maioria das vezes ignora ou até consentido.
Estou falando de uma violência contra a família que entra em casa com o consentimento dos seus membros. Faz um estrago significativo e fica impune exatamente porque foi convidado. Falo de uma violência que é feita contra nossas famílias e que nós pagamos para que aconteça. Acha estranho? Improvável? Pois estamos falando da agressão que nos advém de filmes e series de TV.

Com a degradação das TVs públicas e o advento dos canais privados, era de supor que a qualidade da televisão melhorasse. Na verdade piorou consideravelmente. Os programas que hoje invadem e violentam nossas famílias são tolerados e aceitos como inevitáveis e talvez por isso mesmo causam tanto estrago. Pense comigo no que hoje vemos:

Banalização da Violência
Em poucos minutos assistimos a vários assassinatos, torturas, violações e agressões. Houve um tempo em que os heróis da TV apenas prendiam os bandidos, hoje eles os matam, por vezes com requinte de maldade e nós aplaudimos. Nossa capacidade de aceitar toda essa violência deteriora o discernimento e é responsável, talvez principal, pelo crescimento das agressões em ambiente familiar e escolar. Afinal, se o meu herói favorito o faz, porque não faze-lo?

Insistência na Blasfémia
Repetidamente programas, personagens e situações fazem pouco dos valores cristãos, ridicularizam a fé e blasfemam de Deus e Jesus. Se nós soubéssemos que certa pessoa ou em certo lugar se falaria sistematicamente mal de nossos queridos creio que evitaríamos essa pessoa ou lugar. Mas quando se trata de nossa fé, daquilo que é supostamente nossos bem maior, nosso Deus e Salvador amado, permitimos e pagamos para que palavras, gestos e atitudes blasfemas se repitam em nossa sala de estar. É no mínimo estranho e muito triste.

Vulgarização do Sexo
Cenas que há poucos anos só passariam depois da meia-noite são vistas hoje a qualquer hora. O sexo é apresentado como um vício mundial, um elixir da juventude. Vale para qualquer um, em qualquer ocasião desde que traga prazer. O incentivo a que a juventude use o sexo quando e como quiser entra nas salas de nossas casas e enche a mente e o coração de nossos filhos, sem que haja uma explicação das consequências necessariamente complicadas desses actos.

Glamorização da Prostituição
Vemos hoje na TV uma exaltação da prostituição, que se tornou generalizada. Em vez da degradação que realmente marca essas situações, a TV as mostra como sofisticadas fontes de prazer. As mulheres que se degradam por meio da venda de seus corpos são vistas como pessoas liberadas e modernas, donas de seu destino. Na verdade são escravas de uma situação desprezível da qual sonham se livrar.

Incentivo ao Adultério
Nas séries de TV de hoje o sexo dentro do casamento é ridicularizado e tornado tolo. A mensagem é clara: abaixo o casamento! O adultério é apresentado como natural, desejável e até como algo que pode melhorar o próprio casamento. Séries como "sex and the city" entre outras procuram mostrar que o casamento é algo ultrapassado e o normal e ideal é nos comportarmos como animais no cio que procuram o primeiro parceiro ou parceira agradável ou disponível. Realmente a evolução é verdade, estamos evoluindo rapidamente em direcção aos macacos...

Glorificação da Homossexualidade
Há muito que a TV se tornou plataforma privilegiada do lobby gay. O cinema e a TV foram usados para mostrar o homossexual como ser superior, mais sensível, culto, bonito e inteligente. Os relacionamentos homossexuais são apresentados como de alto nível, com o respeito e carinho que falta à maioria dos casamentos. Curioso, no entanto, que mesmo desprezando todas as convenções e tradições os gays insistam em poder se casar legalmente... A verdade sobre a homossexualidade é tão distinta da sua imagem na TV que nem sabemos por onde começar. A verdade é que se impõem a nossas famílias como fato consumado e, de tanto assistir, acabamos achando normal. Em breve começaremos a ver os pedófilos sendo apresentados como boas pessoas também??

Desvalorização da Paternidade
Programas, filmes e séries, muitos deles especialmente feitos para crianças e em banda desenhada, mostram os pais como tolos, indecisos, incapazes e alvo preferencial de piadas, artimanhas e truques. As crianças são levadas a desrespeitar os pais, mentir a eles e fugir de suas orientações. Tudo isso é feito pelos heróis do filme ou série colocando-os em vantagem sobre os "tolinhos" que ainda acreditam em obedecer aos pais. E nós aceitamos que nossos filhos assistam, por vezes com nossa presença na sala, a programas onde são ensinados a nos desprezar.

Tudo isso tem sido estratégico para um objetivo claro: destruir a família. Afinal é violência doméstica muito mal dissimulada e que minou as bases da instituição mais importante da sociedade. Se a história nos ensina algo é que todas as civilizações e impérios que permitiram a deterioração da família caíram em pouco tempo. Aprendemos pouco com o passado e avançamos rapidamente para o colapso numa sociedade dominada pelo sentido individualista do prazer pessoal como valor acima de todos os outros.

COMO REAGIR?
NA PRÓXIMA SEMANA ABORDAREMOS VÁRIAS SOLUÇÕES PARA ESTE PROBLEMA.

Deixe aqui sua opinião e situações que enriqueçam o debate.

MINHA PRINCESINHA QUERIDA!

Nosso filhos crescem rapidamente e enquanto temos tempo devemos compartilhar nossos sentimentos. Compus este poema durante os muitos dias chuvosos em que fui buscar minha filha à escola e podia ver sua alegria, pulando e brincando com as amiguinhas. Também sempre me emociona ver sua alegria quando nos reencontramos ao fim do dia. Esta é uma singela homenagem à minha princesinha loira.

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