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Povos Não Alcançados e as Prioridades Missionárias “Seria a Europa ainda um campo missionário?” (Parte 2)

Se um missionário for trabalhar entre os Fulas, ou Fulanis, da África Ocidental, poderá ter a certeza de estar a evangelizar um povo não alcançado. Posso falar disso com conhecimento porque trabalhei entre eles por 12 anos e plantei uma igreja em território Fula. Mas o que isso quer dizer? O que significa dizer que os Fulas são um povo não alcançado? Há cristãos Fulas? Sim! Pela graça de Deus há. Há Igrejas entre Fulas cuja maioria é formada por esta etnia e respeita seus costumes e cultura? Sim! Pela graça de Deus há. Então porque são um povo não alcançado? Porque o número de crentes e de igrejas é muito pequeno e não tem condições de encarar o desafio da “nação” Fula. Ao todo, os Fulas serão cerca de 40 milhões em 17 países da África Ocidental. Não temos a noção de quantos cristãos existirão entre eles, mas serão na casa das centenas, espelhados numa vasta região. Há necessidade de alcance desse povo em todas as áreas. Há necessidade de missionários de todo tipo e perfil. Missionários de longo prazo. Missionários de carreira que se dediquem a aprender língua, cultura e que passem pelo menos 10 anos a trabalhar para plantar uma igreja que se possa auto-propagar. Como os Fulas há ainda muitos povos não alcançados no mundo.

O que dizer das grandes nações não alcançadas? Índia e China? A carência é grande, mas a realidade em termos de evangelho também é diferente. Na Índia há 1 bilião de pessoas, mas há mais de 25 milhões de cristãos evangélicos. Há estados na Índia quase sem cristãos, mas há estados como Arunachal Pradesh, Kerala, Goa ou Manipur em que os cristãos são mais de 25% da população, em Mizoram são 87% e em Nagaland serão 90% da população. Isso significa que há desafios tremendos mas também uma igreja nacional forte para fazer o trabalho (estamos usando dados seguros e fiáveis fornecidos pela Intercessão Mundial, Operation World. Na China, os números são difíceis de confirmar, mas fala-se em mais de 100 milhões de crentes. A Igreja nas casas é um movimento diverso mas poderoso. O desafio da China é tremendo mas há toda uma força nacional para fazer o trabalho. Os Missionário nesses contextos serão, em sua maioria, formadores de liderança e capacitadores, mais do que plantadores de igrejas. Há grande necessidade, mas também há uma igreja nacional para fazer a obra e com a qual se pode e se deve trabalhar.

O Brasil tem uma realidade diferente. Segundo as estatísticas, os evangélicos no Brasil serão mais de 50 milhões. Mesmo que muitos desses sejam nominais e muitas dessas igrejas não sejam muito fiéis na pregação de um evangelho puro, ainda assim teremos uma força nacional evangélica enorme. E o que isso significa? O Brasil é um país alcançado? Sim! O que quer dizer que não precisa de evangelização? Não! Há muitas necessidades no Brasil. Bolsões de grande resistência, povos indígenas por alcançar, centros urbanos extremamente carentes. Será o Brasil um campo para missionários de outras nações? A Igreja brasileira precisa de missionários de fora? Não deveria, mas ainda precisa. Há áreas para melhorar, há treinamento a ser feito, há regiões mais remotas onde a igreja teima em não ir. E o Senhor da seara envia para onde quer. O Brasil não será prioridade missionária e poderá ter uma igreja responsável pela sua nação, mas ainda assim beneficiará de obreiros certos em áreas específicas para abençoar o país.

E a Europa? Será campo missionário? Não é a Europa um continente cristão? Não são os cristãos 71% da sua população? Precisaria a Europa ainda de missionários? Não será esse povo uma gente já conhecedora do evangelho? Se voltarmos aos números teremos que dizer: Não! Olhando para a realidade do evangelho, sabemos que a África tem 17,7% de evangélicos, a América do Norte 26,8%, a América Latina 16,7%, a Ásia 3,5% e a Europa 2,5%. É o continente com menor percentagem de crentes no mundo! A verdade dos números parte nossos corações. Denominações inteiras têm na Europa o número de crentes que as igrejas grandes no Brasil contam em seu rol. A maioria das igrejas conta com algumas dezenas de membros, muitas vezes já idosos e sem forças para o trabalho. 

A igreja na Europa está em sofrimento e por vezes nos cuidados intensivos. Países que foram enviadores de missionários são hoje campo fértil para o Islamismo, as religiões orientais e o ateísmo. Templos são vendidos para fazer bares, igrejas fecham as portas regularmente por falta de gente e de pastores. Na República Checa, onde nasceu o grande movimento missionário morávio os evangélicos são 0,7% da população. Na Holanda, berço dos baptistas, contamos hoje com cerca de 10 mil membros na União Batista. E esta é uma convenção batista “forte”, porque em Portugal somos pouco mais de 4 mil, na Áustria 1.600, na Bélgica 1.200, na Finlândia 1.100, Na Suíça 1.030, na Eslovénia 120, Na Lituânia 250, Na Bósnia 200 (dados da Aliança Batista Mundial

O que queremos mostrar com isso? Que, à semelhança da pequena igreja entre os Fulas, a igreja na Europa não tem força para caminhar sozinha. Que a igreja no velho continente precisa de ajuda em todas as áreas. Que a Europa ainda é um campo missionário.

Não queremos diminuir a necessidade de nenhuma região do globo nem minimizar os esforços de qualquer obreiro em qualquer região. Nosso objectivo é apenas despertar a igreja para a realidade da missão na Europa e a urgência de alcançar os europeus para o verdadeiro evangelho de Jesus.

Seria a Europa ainda um campo missionário? ou O que significa “conhecer” a Cristo?


Um dos princípios clássicos de missões foi estabelecido pelo Apóstolo Paulo, logo no começo da obra de missões, e é o de anunciar a Cristo onde ele ainda não é conhecido (II Coríntios 10:16). Esta será uma das bases para se falar em “povos não alcançados” que se tornou uma das máximas de missões com a definição da janela 10/40 como alvo prioritário de missões. Faz sentido que as organizações missionárias e as igrejas invistam em campos onde o evangelho não é conhecido. Cristo deve ser anunciado onde ainda não é conhecido. Mas essas afirmações levantam algumas questões e uma das mais importantes é a que fazemos no título: o que significa conhecer a Cristo? Até que ponto um ou outro campo pode ser descartado como campo missionário?
Já estive em aldeias na África Subsariana onde as pessoas nunca tinham ouvido a história do natal ou a descrição da crucificação ou a maravilha da ressurreição. Certamente eram um povo não alcançado pelo evangelho. Ali fazia muito sentido ter missionários. Mas, o que queremos dizer quando falamos de conhecer a Jesus? Alguém que sabe que Natal é nascimento de Jesus e que ele morreu numa cruz se categoriza como conhecendo a Cristo? Nesse caso podemos parar de evangelizar o Brasil. Não faz sentido ter uma organização de missões nacionais num país em que mais de 20% da população é evangélica e há pregação contínua na TV e rádio e Internet. O Brasil é um país sobejamente alcançado. Mas será mesmo? Saber que Natal é comemoração do nascimento de Jesus e que ele morreu numa cruz é conhecer a Cristo? Nesse caso boa parte da população muçulmana do mundo estaria alcançada porque sabem quem é Issa (Jesus) e conhecem algo de sua vida. Por essa linha de pensamento também estaria alcançada toda a classe média no Japão, pois têm cultura mais ocidentalizada. China e Índia também serão já alcançados, porque saber do Natal e da Páscoa é conhecimento geral básico mesmo na Ásia. Mas serão eles alcançados? 
E aqui voltamos à questão: o que significa conhecer Jesus? Lembro-me de ir assistir ao filme “Código da Vinci”, uma obra de ficção que inclui pretensos factos históricos. E, no entanto, ao sair do cinema ouvi um casal a conversar e a senhora a dizer com ar muito convicto: “afinal, foi isso que aconteceu!”. Minha surpresa foi enorme ao perceber que ela estava a falar de Jesus, que no filme é representado de modo bem diferente dos evangelhos. Demonstrou não conhecer Jesus. Isso aconteceu em Lisboa, Portugal, um país nominalmente cristão e já evangelizado… ou será que não? 
Na nossa ansiedade por alcançar os que nunca ouviram de Cristo temos tomado decisões em relação a missões que excluem certos campos como a Europa, como se já fossem evangelizados. Mas a grande maioria da população na Europa, apesar de ter um conhecimento superficial da figura de Jesus, nunca ouviu uma exposição clara e direta do evangelho. Não se pode dizer que conhecem a Cristo. Nunca foram expostos à salvação bíblica.
Foi Leslie Newbigin que começou a alertar para a nova realidade da Europa Pós-Cristã como campo missionário. Depois de trabalhar por muitos anos na Índia, ele voltou à Grã Bretanha, uma terra supostamente cristã e ficou perplexo de perceber que seu país se tornara avesso a Cristo e ignorante do evangelho. Ele concluiu que a Inglaterra era novamente um campo missionário. Não é por acaso que a Europa é o continente com a menor percentagem de evangélicos no mundo. Os europeus não conhecem o Jesus das escrituras.
Acresce outra dificuldade. Temos, como cristãos, muita experiência em alcançar culturas e povos não cristãos e pré cristãos. Temos uma missiologia avançada para lidar com a introdução de Cristo para povos que o desconhecem por inteiro. Mas nunca antes o Cristianismo lidou com a necessidade de evangelizar uma cultura pós-cristã. Sabemos falar de Jesus a quem nunca ouviu falar dele. Mas na Europa a sensação é: “Conhecemos Jesus, sabemos o que é o Cristianismo, já o experimentamos e para nós não serve” E diante disso não temos ainda uma missiologia capaz. 
No tempo do Novo Testamento os romanos eram muito liberais em relação a religião. Havia bastante liberdade para praticar fosse o que fosse. Os cultos eram assunto particular. Cultus privatus, algo que é apenas problema seu. Apenas não o imponha a seu vizinho e ficaremos felizes. Nessa realidade o Cristianismo era apenas mais uma religião. Mas tinha a vantagem de ser uma novidade, algo fresco e viçoso, algo nunca antes visto. Foi quando o Cristianismo deixou clara a sua alegação de fé única para salvação que a perseguição surgiu. Se fosse mais uma não havia problema. Alegar ser a única salvadora é que não era aceitável.
Hoje vivemos algo semelhante. A cultura pós moderna se tornou relativista e nesse contexto vale tudo. Mas religião é coisa privada e não se deve impor. O problema é que a fé cristã não é mais novidade mas é vista como retrograda, antiquada, já testada e sem apelação. E sua alegação de ser “a verdade” leva a acusações de fanatismo e intolerância. Essa é a visão que a Europa tem da igreja hoje. E diante disso respondemos: O europeu conhece Cristo? Não! Tem noções históricas, em geral erradas e alguns conceitos vagas, mas não conhece a verdade bíblica e nem o evangelho salvador. Nesse contexto a Europa é ainda, ou novamente, campo missionário? Certamente! E dos mais árduos onde o trabalho é lento e exige persistência e paciência. Necessitamos de uma missiologia para esta Europa pós cristã e de gente com coragem para enfrentar uma sociedade cínica, maligna e avessa a Deus. 
Sim, a Europa é campo missionário.

Vencendo a Depressão – Vida e Obra de Adoniran Judson


Ele estava deprimido! Mas não era uma simples depressão. Era uma depressão profunda, num momento em que não havia antidepressivos e ninguém sequer sabia o que eram depressões. Sua tristeza era tão profunda que ele cavou uma cova para si no interior da floresta infestada de animais selvagens, entre os quais Tigres, e sentou-se a beira dela dias a fio olhando o vazio à espera de morrer. Essa pessoa de quem falamos é, no entanto, um dos missionários mais reverenciados da história. Como é possível? Como foi possível ele vencer uma tão profunda depressão?

A depressão deixou de ser um assunto tabu do qual não se falava. Hoje a OMS a reconhece como a doença do século XXI e os números falam de até 340 milhões de pessoas sofrendo no mundo. A população portuguesa teria até 20% de afetados por depressão. Os medicamentos antidepressivos sãos dos mais vendidos no mundo, e a pesquisa procura novas drogas para mitigarem essa dor. Alguns sintomas são:
  • ·         Desânimo persistente
  • ·         Falta de energia e cansaço crônico
  • ·         Desinteresse pelas coisas
  • ·         Incapacidade de experimentar prazer
  • ·         Tristeza profunda por vezes inexplicável
  • ·         Falta de capacidade para trabalhar
  • ·         Limitação da função mental
  • ·         Alteração do apetite e sono
  • ·         Baixa auto estima
  • ·         Pessimismo intenso
  • ·         Retraimento social
  • ·         Choro fácil

Muitos doentes deprimidos não sabem o que tem. Muitos chegam a se fazer mal por não entenderem que precisam de tratamento e a depressão tem a tendência de se alimentar de si mesma, ou seja, o deprimido acaba por “gostar” de se sentir miserável e alimenta este estado resistindo a tentativas de ajuda. Mas não se trata de algo novo. A Bíblia nos fala de muitos exemplos de depressão como o de Moisés diante da maldade do povo ou de Elias quando Jezabel tenta matá-lo. Vejamos um desses em I Samuel 30:

“Sucedeu, pois, que, chegando Davi e os seus homens ao terceiro dia a Ziclague, já os amalequitas tinham invadido o sul, e Ziclague, e tinham ferido a Ziclague e a tinham queimado a fogo. E tinham levado cativas as mulheres, e todos os que estavam nela, tanto pequenos como grandes; a ninguém, porém, mataram, tão-somente os levaram consigo, e foram o seu caminho. E Davi e os seus homens chegaram à cidade e eis que estava queimada a fogo, e suas mulheres, seus filhos e suas filhas tinham sido levados cativos. Então Davi e o povo que se achava com ele alçaram a sua voz, e choraram, até que neles não houve mais forças para chorar. Também as duas mulheres de Davi foram levadas cativas; Ainoã, a jizreelita, e Abigail, a mulher de Nabal, o carmelita. E Davi muito se angustiou, porque o povo falava de apedrejá-lo, porque a alma de todo o povo estava em amargura, cada um por causa dos seus filhos e das suas filhas; todavia Davi se fortaleceu no SENHOR seu Deus.” 1 Samuel 30:1-6

Davi já andava a tentar viver longe do perigo de Saul há anos. Finalmente as coisas pareciam estar a melhorar. Um dos príncipes filisteus lhe dera uma cidade, Ziclague, e ali Davi e seus homens podiam criar suas famílias em paz e pensar num futuro mais calmo. E eis que quando tudo parecia se acertar, o pior acontece. Enquanto Davi servia ao rei filisteu os amalequitas deram sobre a cidade e destruíram os sonhos de paz e prosperidade levando as esposas e filhos como escravos. Davi chorou mas ainda mais quando ouviu o povo o culpando e seus próprios homens colocando a responsabilidade sobre ele. A vida pareceu parar. Nada mais fazia sentido. Sua angústia foi profunda, total, ele quase se entregou.

A depressão é assim. Pinta o quadro mais negro possível, esconde qualquer chance de futuro, Rouba toda a alegria e satisfação, seca toda fonte de prazer, faz de todos os demais inimigos, torna todas as palavras em acusações, faz de todos os esforços tolices e se compraz em nos dizer que não há nada a fazer. Mas Davi saíu da depressão. Como ? Vejamos o texto:

“…Todavia Davi se fortaleceu no SENHOR seu Deus.E disse Davi a Abiatar, o sacerdote, filho de Aimeleque: Traze-me, peço-te, aqui o éfode. E Abiatar trouxe o éfode a Davi. Então consultou Davi ao SENHOR, dizendo: Perseguirei eu a esta tropa? Alcançá-la-ei? E lhe disse: Persegue-a, porque decerto a alcançarás e tudo libertarás. Partiu, pois, Davi, ele e os seiscentos homens que com ele se achavam, e chegaram ao ribeiro de Besor, onde pararam os que ficaram atrás. E perseguiu-os Davi, ele e os quatrocentos homens, pois que duzentos homens ficaram, por não poderem, de cansados que estavam, passar o ribeiro de Besor. E acharam no campo um homem egípcio, e o trouxeram a Davi; deram-lhe pão, e comeu, e deram-lhe a beber água. Deram-lhe também um pedaço de massa de figos secos e dois cachos de passas, e comeu, e voltou-lhe o seu espírito, porque havia três dias e três noites que não tinha comido pão nem bebido água. Então Davi lhe disse: De quem és tu, e de onde és? E disse o moço egípcio: Sou servo de um homem amalequita, e meu senhor me deixou, porque adoeci há três dias. Nós invadimos o lado do sul dos queretitas, e o lado de Judá, e o lado do sul de Calebe, e pusemos fogo a Ziclague.E disse-lhe Davi: Poderias, descendo, guiar-me a essa tropa? E disse-lhe: Por Deus jura-me que não me matarás, nem me entregarás na mão de meu senhor, e, descendo, te guiarei a essa tropa. E, descendo, o guiou e eis que estavam espalhados sobre a face de toda a terra, comendo, e bebendo, e dançando, por todo aquele grande despojo que tomaram da terra dos filisteus e da terra de Judá. E feriu-os Davi, desde o crepúsculo até à tarde do dia seguinte; nenhum deles escapou, senão só quatrocentos moços que, montados sobre camelos, fugiram. Assim salvou Davi tudo quanto tomaram os amalequitas; também às suas duas mulheres salvou Davi. E ninguém lhes faltou, desde o menor até ao maior, e até os filhos e as filhas; e também desde o despojo até tudo quanto lhes tinham tomado, tudo Davi tornou a trazer. Também tomou Davi todas as ovelhas e vacas, e levavam-nas adiante do outro gado, e diziam: Este é o despojo de Davi.” 1 Samuel 30:6-20

Há alguns passos que Davi deu que nos levam a perceber o caminho da vitória:

Buscou o Senhor. Por isso ele será lembrado como o homem segundo o coração de Deus. O único que pode nos dar força para vencer algo que nós não conseguimos é o nosso Deus.
·   Consultou a palavra de Deus por meio de seu servo. Nós temos vantagem em relação a Davi na medida em que temos a revelação escrita ao nosso alcance e podemos fazer uso dela quando quisermos
·  Agiu de acordo com a orientação. Davi não ficou sentado a chorar suas mágoas. Chorar nunca resolveu o problema de ninguém. Sem ação não há depressão que se vença. Sem iniciativa na força de Deus ninguém sai do buraco.
·  Fez o que estava ao seu alcance que era correr atrás do prejuízo. No seu caso era perseguir os amalequitas mesmo sem saber bem para onde iam (lembre-se que eram nómades habitantes do deserto). Não seria fácil acha-los mas era o que tinha que fazer. Ele saiu para tentar. 
   Pegou a primeira oportunidade que surgiu. Aquele moribundo não parecia grande coisa mas era o que havia no caminho para usar e acabou sendo a solução do problema dele e a orientação
· Enfrentou o inimigo de cara e lhe tirou o que era seu, sua família, sua fonte de alegria e prazer no mundo e sua satisfação.


A depressão pode nos rondar e mesmo nos pegar, mas temos algo que os demais não têm que é nosso acesso a Deus e sua força. Adoniran Judson é um bom exemplo disso. Ele nasceu Malden, Masschussets nos EUA em 1788 filho de um pastor congregacional. Aluno brilhante entrou na faculdade aos 16 anos e completou em 3 anos um curso de 4 sendo o melhor aluno da turma. Depois de algumas tentativas inglórias de ser escritor foi realmente tomado pelo evangelho e pelo fervor missionário. Fez parte do primeiro grupo de 5 missionários americanos ao estrangeiro numa época em que a Inglaterra detinha a liderança no envio de obreiros.

Adoniran, já casado com Ana, seguiram para a Índia mas não permaneceram ali por razões políticas e d pois de 1 ano estavam na Birmânia, país budista, fechado ao evangelho onde se viram os únicos missionários ocidentais. Estudar a língua era muito difícil. Perderam seu primeiro filhinho para a malária e eles mesmos ficavam doentes com frequência. Então veio a guerra entre a Inglaterra e a Birmânia. Adoniran apesar de ser americano foi preso e assi permaneceu por 21 meses. Nesse período as condições eram terríveis. A prisão não tinha quaisquer condições e as visitas de Ana eram esporádicas e complicadas até porque ela estava grávida de Maria sua 2ª filha. Quando depois de muito sofrimento e dor Adoniran foi libertado perdeu a esposa e a filha em poucos meses. Tentou se afogar no trabalho mas acabou em depressão profunda e sem aparente saída.

Os relatos que temos da depressão de Judson são impressionantes. Ele fechou o mundo fora de sua vida e esteve perto do suicídio. Foi a lembrança da língua birmanesa e o desejo de terminar a tradução da Bíblia que o levaram a sair do buraco. Num ritmo de 30 versos por dia ele traduzia direto do hebraico para o birmanês. Passou a participar do ministério de outros missionários e a viajar bastante. A Igreja que fundou nunca chegou a prosperar. O máximo que chegou a ter foi 18 membros. Ele ainda casou-se  e enviuvou, casando uma 3ª vez e viveu até 1850, quando passou à Glória numa viagem pelo golfo de Bengala. O evangelho entre a tribo Karen a quem ele se dedicou representa hoje mais de 50% da população.



Missões, profissão e Oportunidade


O dia amanheceu frio e chuvoso. No caminho do trabalho faço a oração habitual para que o Senhor me auxilie a dar bom testemunho, a ser um bom profissional e dar louvor ao seu nome revelar sua Glória e que Ele me dê boas oportunidades para mostrar e falar de sua Graça.

Antes de iniciar as consultas uma profissional de informação médica pede uma palavrinha. Repara na pulseira que uso dos 4 pontos (método evangelístico com um pulseira com os símbolos de coração, X de erro, Cruz de Cristo e ? para decisão) e me pergunta o que é. Serão 15 minutos de oportunidade para falar de Jesus. Ela está em meio a um problema conjugal e familiar e o testemunho a comove. O dia começou bem.
Começo as consultas. Os problemas vão se alternando entre gripes próprias do outono europeu, crises de Hipertensão, controle de diabetes, os tradicionais exames de rotina e uma eventual patologia nova. A 3ª paciente está em depressão profunda. Precisa muito mais de ouvir da esperança em Jesus que de anti depressivos ou ansiolíticos. Aproveito para lhe falar da esperança que há em nós. O 7º paciente viu sua empresa falir e está com a tensão descontrolada e nos nervos muito alterados. Necessita de uma palavra de ânimo e de uma vida nova que só Cristo pode dar. Uma colega de trabalho pede apoio numa situação difícil que esta a viver em casa. Paro para orar com ela e lhe falar da paz que encontramos ao depositar nossos fardos nas mãos de Deus. A 12ª utente descobre que tem uma doença cancerosa que lhe traz uma nova luta pela vida. Sua esperança precisa ser renovada para a luta e para a eternidade e isso só no evangelho. Os doentes finais são um casal de idosos que precisam de uma consulta calma e de quem os ouça. Agradecem minha atenção e aproveito para explicar que sou um servo de Jesus e por isso os atendo desse modo.
Meu horário acaba mas surge uma doente que já é na verdade uma amiga. Uma fibromialgia com crises dolorosas terríveis que venho acompanhando há 3 anos. Atendo fora de horas e fico 40 minutos além do meu serviço para a ouvir e apoiar. No fim as lágrimas em seus olhos me garantem que o testemunho vai penetrando em seu coração. Ela me garante que vai assistir um culto em nossa igreja.
Saio atrasado para um almoço tardio. Há ainda tanto que fazer. Há trabalho missionário de apoio aos colegas no leste europeu. Cartas para ler, relatórios para acompanhar, orientações a passar, agendas a controlar. Há trabalho pastoral a fazer. Mensagens e estudos bíblicos a preparar, agenda da sessão a elaborar, visitas a doentes a fazer. O dia promete. E a pergunta vem: O que você é? Médico, Missionário, ou Pastor.
Minha resposta é simples: Sou discípulo de Jesus. Procuro no meu cotidiano mostrar os princípios e conceitos coerentes com minha fé: valorização do trabalho, honestidade e profissionalismo na profissão, respeito pelos colegas e clientes, amor ao próximo revelado em serviço alegre, testemunho oportuno da verdade de Jesus para mim, uma busca constante de revelar a Glória de Deus em meu viver, pela sua Graça. Estes são os valores de um seguidor de Jesus em qualquer lugar ou posição. O Senhor precisa de pedreiros, pintores, domésticas, cozinheiras, professoras, médicos, advogados, executivos, engenheiros, estudantes e tantos outros a viverem assim. Mostrando na vida e nas palavras o amor de Deus e a graça de Jesus.
É claro que o Senhor vai chamar alguns para um trabalho específico em missões fora de sua terra com um perfil transcultural e a necessidade de adaptação a outras línguas e gentes. Mas isso não significa que a missão de Deus se cumpra só com esses. O Senhor escolheu todo um povo, uma nação santa, um sacerdócio real, que somos nós a igreja de Jesus. É preciso fé em Cristo e novo nascimento, consciência da missão de Deus em nossas vidas e abertura para as oportunidades que ELE certamente vai providenciar. Missão, profissão e oportunidade. E brilhamos como luz e salgamos como bom sal e cumprimos o desejo do Senhor – alcançar os povos até os confins da terra.

MISSÃO ARRISCADA: "Joga o teu pão sobre as águas..."


Atualmente, vivemos num mundo de escolhas múltiplas. Há sempre duas ou mais opções a fazer. Quando se fala sobre uma vida de riscos também há opiniões diferentes. Há aqueles que nos dizem que não é possível viver realmente sem correr riscos. Há outros que dirão que a vida é exatamente uma longa caminhada em que procuramos evitar todos os riscos possíveis. E há as empresas de seguros que se oferecem para nos compensar pelos riscos vividos.

Jesus foi uma daqueles que não temia arriscar. Em sua vida e ministério, Ele fez várias opções que nos deixam perplexos e se revelaram bastante arriscadas. Pensemos nas mais evidentes.

Jesus veio ao mundo abdicando de uma demonstração de poder absoluto como poderíamos esperar do Todo Poderoso criador do universo. Ele veio como um bebê, dependente em tudo de sua mãe. Desde esse momento e ao longo de toda a sua vida, Ele viria a demonstrar uma clara opção pelo caminho do amor. Jesus se recusaria a ganhar os corações através da força, do poder ou do medo. Resistiu às tentações satânicas de andar pelos atalhos da fama e das manifestações maravilhosas para trilhar o caminho da conquista pelo amor. Ao fazê-lo, o mestre correu o tremendo risco de ser rejeitado.

Nossa visão de Deus não aceita facilmente um Deus rejeitável. Teríamos preferido ver mais aparato, mais fogos de artifício, mais músculos. Na verdade, nos identificamos com os judeus que esperavam um messias militar, um conquistador armado, um líder irresistível.

Mas Jesus não foi e não é irresistível. Ele optou pelo amor e este não pode ser forçado, tem que ser doado voluntáriamente. Uma das características mais conhecidas do amor é justamente a possibilidade de ser negado. Durante a vida de Jesus no mundo muitos o rejeitaram e ainda hoje multidões ouvem sua mensagem e tornam as costas. Foi o risco que Ele correu ao optar pelo amor.

Jesus escolheu um ministério que incluía uma grande ênfase social. Os rabis de seu tempo eram essencialmente professores. Jesus era mais que isso, curava os enfermos, expulsava demônios e alimentava multidões. Nunca pareceu confiar que isso fosse resultar em muitas conversões, pois não se deixava enganar pelos entusiasmos passageiros da multidão.

Apesar disso continuou curando, aliviando o sofrimento e alimentando o povo. Ao fazer tal escolha o mestre correu o risco de ver pouco retorno de seus investimentos. Afinal, Ele gastou tanto tempo em curas, exorcismos e atendimentos à multidão, e esta no fim gritou: Crucifica-o!” Para nossas mentes modernas isso parece pouco lucro para tanto investimento.

No Getsemani, Jesus confirmou sua decisão pela cruz porque na verdade não havia outro caminho para a salvação da humanidade. Por mais que a idéia do calvário o atormentasse, Ele avançou para a cruz convicto de que era essa a vontade do Pai. Já avisara seus discípulos que esse seria seu destino, que para isso viera ao mundo. Diante de tantas outras possibilidades que se abriram em seu ministério, Jesus morreu como um criminoso e ao fazê-lo correu o tremendo risco de ser considerado um perdedor.

Ele morreu abandonado, sozinho e vilipendiado por seus acusadores e pela multidão que o aclamara 5 dias antes. Em qualquer avaliação racional foi um enorme fracasso. Tanto talento desperdiçado! Uma vida tão rica, uma mente tão brilhante, um carisma tão especial, morto aos 33 anos de idade como um pária da sociedade.

Depois Jesus ressuscitou, para provar que suas reinvindicações eram reais. Ele era realmente quem dizia ser. Era o Filho de Deus. Era Deus feito homem e vivendo entre nós. Mas, por que não apareceu ao sinédrio? Por que não fez uma visitinha a Pilatos ou a César? Por que o maior milagre de todos, a definitiva prova de sua divindade, foi presenciada apenas por uns poucos e simples seguidores? Por que Ele ascendeu aos céus logo depois? Não poderia ter ministrado até aos 50 ou 70 anos?

Essas perguntas, mais uma vez, trazem dificuldade à nossa capacidade de raciocínio lógico e nos mostram o quanto a fé cristã está longe da razão humana. Jesus ressuscitou, mas logo ascendeu, e ao fazê-lo, nas palavras de Philip Yancey, correu “o terrível risco de ser esquecido”. Deixou o ministério nas mãos de um grupo de pescadores fujões que menos de dois meses antes tinham desertado. Ele deixou a responsabilidade do surgimento da Igreja sobre os ombros dos discípulos, e ao fazê-lo, correu o terrível risco de que falhassem.

Os riscos de Jesus foram especiais porque Ele era especial. Deus sabia que eram riscos necessários. A situação se torna mais complicada quando lembramos que o mestre disse: “Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós”. Os primeiros discípulos e todos os missionários ao longo da história e em nossos dias aprenderam, por vezes de forma bastante dura, que os riscos que Jesus correu em seu ministério são os que precisamos correr hoje.

Jesus fez a opção pelo caminho do amor. Os missionários também são chamados a fazê-lo e por isso ficam vulneráveis. Sonhamos em ser missionários poderosos, que entram em choque com as trevas, vencendo triunfalmente o mal e salvando etnias inteiras de uma vez, para descobrirmos que lutamos para aprender a fazer as compras diárias numa língua estranha. Somos chamados à encarnação em culturas diferentes das nossas e nos sentimos crianças incapazes de entender os gestos mais simples ou as palavras mais fáceis.

Não é em poder sobrenatural e manifestações vistosas que fomos chamados a ministrar, mas em fraqueza, debilidade, vulnerabilidade. E vivendo em amor, entre povos esquecidos, corremos o risco de sermos rejeitados. Experimentamos, muitas vezes, a ingratidão e traição, além da falta de compreensão. Ouvimos histórias de missionários que deram suas vidas inteiras ministrando para depois serem expulsos, presos, torturados e até mortos. O padrão é conhecido? Sim! Foi o risco que o salvador correu, e que todos os missionários precisarão seguir.

Jesus ministrou socialmente e os missionários são chamados a fazê-lo também. Milhares de obreiros têm gastado suas vidas em escolas, hospitais, orfanatos, dispensários e clínicas apenas para descobrir que correm o mesmo risco que Jesus correu. O risco de verem pouco retorno para seu investimento.

Mas Jesus não ajudou o próximo com intuitos propagandistas. Ele não era proselitista e nunca deixou de fazer o bem porque o retorno era pequeno. Ele ajudava porque era assim sua natureza. O missionário ajuda, cura, trata, alimenta, ensina, auxilia, liberta, porque essa é a essência da vida cristã: o amor a Deus que se manifesta de forma prática em amor ao próximo. Mesmo que haja o risco do baixo retorno, o missionário continua sendo bênção.

Jesus escolheu a cruz e o risco de ser considerado um perdedor e cada missionário que vai para o Campo sabe o que é isso. Quantas carreiras brilhantes deixadas para trás, quantas habilidades artísticas esquecidas, quantos títulos e cursos superiores “enterrados” em áreas remotas, quantos milhões de dólares em salários preteridos. Missões é, por excelência, um “perder a vida” na visão do mundo.

O missionário corre o risco de ser considerado um perdedor pelos que só valorizam o status, a fama e as realizações visíveis. Trabalhando para um Reino que não é deste mundo, o obreiro não tem muito a mostrar aqui na terra, mas acumula tesouros no céu. Sim, correm o risco de serem chamados de perdedores, mas seguem os passos do Mestre.

Jesus subiu ao céu deixando a responsabilidade da Missão com seus discípulos. Correu o risco de ser esquecido e de que seus seguidores falhassem. Os missionários também correm esse risco. Ao treinarem os obreiros da terra, ao passarem o bastão da liderança, e enfim, ao voltarem às suas terras, cansados e entrados em anos, correm o risco de serem esquecidos. Esquecidos pelos de sua terra que se acostumaram a ouvir falar dos obreiros como personagens distantes de um conto meio irreal.

Os missionários regressados são peças raras e, na maioria das vezes, não se sabe onde recolocá-los. Foram esquecidos em sua terra. E esquecidos serão em seu país de adoção, pois o coração humano é pouco propenso à gratidão e esquece com uma rapidez desconcertante.

Assim como Jesus, os missionários correm o risco de que seus discípulos falhem. Os obreiros da terra que foram treinados poderão dar conta do recado? Conseguirão levar o trabalho adiante? A igreja nascente, frágil e pequena, sobreviverá? São essas as angústias que o missionário leva em seu coração e fazem parte do risco de passar adiante. Foi um risco que Jesus correu. Os missionários são chamados a corrê-lo também.

No entanto, nossa meditação não acaba aqui. O tom final tem que ser necessariamente positivo, pois, se os missionários correm o risco de serem rejeitados pelos homens, podem ter a certeza do amor maravilhoso e da graça eterna de nosso salvador.

Se correm o risco de verem pouco retorno terrestre de suas labutas, podem ter a convicção de que o justo galardão os espera no céu e que ainda nesta vida, a providência divina não faltará.

Se correm o risco de serem chamados de perdedores por um mundo calculista, sabem com garantia que para o Pai são filhos queridos e um novo nome celestial os aguarda.

Se correm o risco de serem esquecidos por seus compatriotas e companheiros aqui na terra, têm como seguro que nosso Senhor nunca os deixa e um dia ouvirão de seus lábios : “Bem está servo bom e fiel... entra no gozo de teu Senhor”.


Ser um missionário cristão é viver em paradoxo e transitar em meio a riscos, mas benditos são os riscos que nos aproximam do Senhor. Muito mais arriscado seria correr o risco de nunca O conhecer.

Um Povo, Uma Missão


Quando pensamos naquilo que une pessoas podemos imaginar muitas coisas. Por vezes o que une multidões é bem tolo e passageiro. Por exemplo, o futebol. Porque alguém gosta de uma equipa e odeia outra? Porque se sente imediatamente unido a outra pessoa só por ser adepto da mesma equipa? Onde está a verdadeira ligação? Mas há outras razões pouco profundas. Pensemos na terra de nascimento. As pessoas se conectam só por terem nascido na mesma cidade ou região. Mesmo sem saber se a outra pessoa é digna, ou honesta, ou sequer educada. Basta ser da minha cidade e já achamos que é “gente boa”.

Os Cristãos têm muitas razões para estarem unidos. E essas razões são infinitamente mais fortes do que as citadas. Paulo aos Efésios citava uma lista de razões para nossa união: “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação; Um só Senhor, uma só fé, um só batismo; Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.” Efésios 4:4-6.Estamos unidos por ser um só corpo, por termos a mesma fé, o mesmo Salvador, o mesmo Pai Celeste, as mesmas cerimónias rituais em Cristo, a mesma mensagem a transmitir. Mas gostaria de realçar a mesma Vocação.

Já em Efésios 4:1 Paulo falara da vocação ou chamado. A ideia é forte. Fomos chamados, literalmente convocados, convidados, de modo intenso, de modo deliberado. E para que? Para sermos testemunhas do que Deus faz em nós e pode fazer neste mundo. Temos uma mesma missão e isso nos une de um modo que deve ser supremo. Ter a mesma missão significa ter o mesmo propósito de vida, o mesmo alvo a alcançar. Nosso alvo é a propagação do reino de Deus, o crescimento da igreja de Jesus, o ganhar de almas para Cristo.

Devemos sempre lembrar a vertente mundial de nossa vocação e missão. O Senhor não disse que deveríamos ganhar toda Jerusalém e então partir para a Judeia e eventualmente o resto do mundo. Se tivesse sido assim a igreja nunca teria saído de Jerusalém e teria sido esmagada no ano 70 quando a cidade foi destruída. A Ordem de Jesus foi para que seus discípulos fossem testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e até os confins da terra. A missão é simultânea ao mundo todo. Unidos então nessa missão trabalhemos para fazer discípulos no mundo todo.
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