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A Era dos Especialistas

O senhor João caiu na rua. Não sabe dizer se foi uma tontura, uma distração ou simplesmente um tropeço. Caiu sobre o braço e foi ao seu médico de família porque doía e estava escuro na região da pancada. O médico disse-lhe que como clinico geral devia mandá-lo a um especialista. Devia fazer radiografia e ecografia das partes moles da região. A radiografia foi feita sem dificuldade já a ecografia foi complicada. Radiologista que fizesse eco das partes moles do braço era difícil de achar. Tinha que ser um especialista. Por fim o encontrou, fez o exame e levou tudo ao ortopedista.
O ortopedista disse que não havia nada partido, mas devia ir com a ecografia a um reumatologista, um especialista em músculos e tendões. No reumatologista ouviu que havia uma lesão muscular que exigia fisioterapia. Logo foi enviado a outro especialista. Mas o fisioterapeuta ao ler a prescrição do reumatologista disse que precisava ir a outro fisioterapeuta que fosse especialista naquele tipo de tratamento. Por fim o Sr. João já cansado chegou ao 6º especialista de seu percurso ouviu que não era nada de grave e que o médico de família podia perfeitamente ter tratado de tudo. Conclusão: é melhor não cair mais!
Vivemos numa era de especialistas. Hoje queremos sempre ouvir os melhores. Entrevistas na TV ou nos jornais, são feitas com os peritos na matéria. Temos gente que se especializa em tudo. Se antigamente fazer doutorado era considerado o máximo, hoje o especialista tem um ou vários pós doutorados, e a cada avanço sabe mais de cada vez menos. Essa é a nossa era, a era dos especialistas, onde sabemos cada vez mais de cada vez menos.

É claro que há um lado positivo nisso. Todos queremos os melhores. Quero a melhor opinião, a melhor explicação, o maior conhecedor. Seja a minha saúde, o meu investimento, a minha aula ou curso, quero receber de quem realmente conhece e para isso busco os melhores especialistas. No entanto, a segurança que era suposto encontrar nem sempre aparece no fim dessa estrada. A especialização nunca responderá todas as questões e aqui chego a duas conclusões sobre esta era em que vivemos e que nos deve afectar a todos.

Primeiro precisamos entender que o fato de haver especialistas não significa que entenderemos tudo. Partimos do princípio que o perito tem sempre uma explicação e a verdade é que a vida é demasiado complexa para que tudo se entenda ou se explique. Há um mistério implícito em muitas coisas da vida e não vamos conseguir vencê-lo por mais que procuremos entendidos na matéria. Nossa sociedade acreditou no avanço da tecnologia como uma promessa de que tudo seria explicado. Mas a ciência trabalha essencialmente com teorias. Umas são provadas, outras nem tanto. Umas são provadas no laboratório para depois falhar na vida. Outras parecem erradas e depois se confirmam.
Na era dos especialistas vamos deixando a fé cada vez mais para segundo plano. Parece que a fé só serve para o que os especialistas não explicam. Nesse caso, a medida que as explicações aumentam diminui a área de acção da fé. Mas na verdade não temos todas as explicações e nunca teremos. A era dos especialistas criou uma certa dependência da explicação. Quando não temos uma agenda bem definida ficamos perdidos. Mas o cristão não vive pela vista. Pode até procurar a explicação mas não precisa depender dela. Sabe que o mistério da vida está nas mãos de um Pai de amor que é Deus soberano.

Em segundo lugar a era dos especialistas tem levado a um jogo de empurra -empurra. Como a exigência é cada vez maior e as cobranças também, o especialista se livra da responsabilidade passando a bola a alguém que supostamente sabe mais que ele. Ninguém se satisfaz com o generalista e ele mesmo sacode a água do capote passando a bola ao “especialista”. Com isso temos cada vez menos gente assumindo responsabilidade. Ninguém quer pagar o preço de dizer as coisas como são ou assumir os riscos de as nem sempre tudo correr bem. Mas na prática todos podemos e devemos assumir responsabilidades. Todos podemos e devemos ajudar. Posso não ser perito mas se calhar sou mais humano, mais caloroso, mais disponível e vou acabar ajudando mais que o famoso perito.
Não estou preconizando a ausência de especialistas, mas a disponibilidade do auxílio. Não usemos o especialista como uma fuga da responsabilidade do que chega a minhas mãos. Posso e devo auxiliar, ser útil, ser bênção, mesmo que não seja o maior perito na matéria a nível mundial.

Graça Barata


Creio que foi o teólogo alemão Dietrich Bonhoeffer que tornou esta expressão conhecida em sua obra “Discipulado”. Dizia ele já em 1937 que “a graça barata é a inimiga mortal de nossa igreja”. Como toda voz profética, suas palavras continuam sendo atuais hoje. O evangelho facilitado e a graça banalizada têm dado forma a um cristianismo sem força, mercantilista e sem relevância para o mundo que nos cerca. Temos que denunciar essa corrupção e lutar pela verdade da Graça Divina revelada nas escrituras.

Pregadores, bispos e apóstolos auto-instituídos proclamam uma graça sem valor com o nome de evangelho. Uma graça em que nada resta ao homem a não ser contribuir com certas quantias para alimentar esses ministérios e tudo o mais será perdoado. Trata-se do reavivar das indulgências medievais que levaram à Reforma de Lutero. A salvação e o céu estão em saldo e cabe aos cristãos bíblicos, conhecedores da Palavra, gritar bem alto o quanto nos custou a redenção.

Graça barata é perdão sem arrependimento. Uma mensagem supostamente evangélica, mas que foge da palavra “pecado” porque não é moderna ou porque incomoda. Oferecem perdão sem exigir reconhecimento do erro e mudança de mente. Mas a forma original do evangelho de Jesus em seus primórdios foi exatamente “arrependei-vos e crede” (Marcos 1:15). Não pode haver perdão verdadeiro enquanto o pecador não enxerga seu pecado em toda sua malignidade e não cai em si diante da sua própria culpa, vergonha e necessidade de condenação. Sem arrependimento não há confissão; sem confissão não há perdão.

Graça barata é salvação sem transformação. Pessoas famosas e menos famosas afirmam ter se convertido mantendo seu estilo de vida cheio de luxúria, mentira e ganância. Continuam pecando descaradamente, desonrando o nome de Jesus, mas declaram confiadamente que estão salvos. Profetas falsos anunciam que isso é normal, que a graça nos alcança sempre independente da vida que vivamos. Mas na Bíblia a salvação anda de mãos dadas com uma mudança radical de vida. O Salvador salvou a mulher pecadora, mas também lhe disse: “vai e não peques mais” (João 8:11) e o apóstolo entendia a vida em Cristo como nova já que “quem está em Cristo nova criatura é, as coisas velhas já passaram eis que tudo se fez novo” (II Coríntios 5:17). Salvação sem mudança de vida é farsa e enganação.

Graça barata é bênção sem soberania. Anunciadores de um deus menor fazem promessas que a Bíblia nunca fez, apregoam prosperidade que a Bíblia não garantiu e dão ordens a seus espíritos, anjos e potestades para que abençoem com ou sem obediência numa subversão da ordem que a Palavra claramente mostra. Mas na Bíblia soberano é o Senhor. Dele é a terra e a sua plenitude, Salmo 24:1. Ele anuncia as bênçãos mas deixa claro que há que escolher bem entre bênção e maldição e que a obediência é requisito “sine qua non” para a bênção (Deuteronomio 28:1 e 2). O Senhor que promete sarar a terra também lembra que só o fará “se seu povo se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se afastar de seus maus caminhos” (II Crónicas 7:14). O Deus da Bíblia não recebe ordens, não deve nada a ninguém e não se submete a barganhas de mercado.

Graça barata é vida cristã sem discipulado. Há gente pensando que pode viver a vida cristã a seu bel-prazer, do seu próprio jeito, sem qualquer diferença das vidas dos que os rodeiam e andam sem Jesus. Mas o Cristo do Novo Testamento deixou claro que se alguém quiser segui-lo, tem que “negar-se a si mesmo, tomar cada dia a sua cruz e segui-lo” (Marcos 8:34). Ele nos chamou a ser discípulos e servos o que implica dependência, obediência e auto-negação. Paulo se dizia morto para tudo que não fosse Jesus, “para mim o viver é Cristo” (Filipenses 1:21). Ser Cristão é ser discípulo de Jesus. Receber dEle a instrução para cada aspecto da Vida. Dirigir cada passo de acordo com os padrões e os princípios que Ele nos deu. Vida Cristã sem isso é mera religião sem vantagem ou benefício.

Graça barata é libertação sem responsabilidade. Gente que proclama estar liberta sem ter assumido um compromisso sério com Deus. Trocando apenas a dependência do maligno pela de um líder carismático ou um ministério supostamente poderoso. Há libertação em Jesus e só nele, mas que implica conhecer a verdade e se comprometer com ela. O liberto aprende a viver com Deus e só assim mantém a casa limpa e arrumada e cheia do Espírito Santo de Deus. De outro modo as libertações alardeadas são apenas show para dar ao maligno mais tempo de antena enquanto as almas continuam escravizadas.

Jesus recebeu a coroa de Glória, mas antes veio a cruz. Não houve coroa sem cruz. Graça barata é pular essa etapa, é querer a ressurreição sem a sexta-feira, é querer a Glória do monte sem a dor do calvário. Como dizia Bonhoeffer, “não pode ser barato para nós aquilo que custou tão caro para Deus”. Louvemos a maravilhosa Graça que nos salvou, mas entendamos que biblicamente ela vem com responsabilidade, discipulado, obediência e dedicação de vida.

A Batalha pela nossa mente


João é um homem gentil e de fala mansa. Toda sua vida, ele foi subserviente. Qualquer situação nova o deixa em grande ansiedade. Qualquer desafio é encarado com as mesmas palavras de sempre – “isso não vai dar certo”. João está derrotado antes de começar. As poucas oportunidades que apareceram em sua vida foram perdidas por causa dessa atitude. Ele simplesmente não consegue... a mulher o despreza por isso e vive comentando os sucessos de seus amigos e colegas. Os filhos não ligam ao que ele diz. João encolhe os ombros. Desde menino foi-lhe dito que era fraco, tolo, incapaz e outras coisas bem piores. Em sua mente ele criou tais barreiras que sua vida é uma enorme sucessão de situações impossíveis...
Ana sofreu muito em casa. O pai lhe batia, e batia na mãe. O irmão mais velho, primeiro se mostrara condoído, mas depois passou a agir como o pai e explorar o trabalho dela. O primeiro namorado não foi coisa melhor... Ana se viu grávida e sem condições de sustentar a criança. Teve que tolerar as violências do pai mais um tempo. Quando finalmente casou foi para fugir de casa. Mas o casamento é um desastre. Em sua mente Ana vê todos os homens como maus, violentos, insensíveis, exploradores... sua vida é dor e repressão. Ela não sabe ser feliz!
Estas histórias fictícias apenas falam de casos que se multiplicam na população. Milhões de pessoas vivem suas vidas repletas de pensamentos negativos durante o dia e pesadelos de noite. Não conseguem se libertar de um ciclo maligno de derrotas e expectativas falhadas até chegarem ao ponto de deixarem de acreditar. Estão sendo derrotadas na maior batalha que enfrentamos em nossas vidas.
Tudo começou com os nossos primeiros pais. Criados em perfeição pelo Senhor Deus Criador, viviam em plena comunhão. Até que um dia a serpente veio brincar com suas mentes. Sugerir pensamentos diferentes, levantar dúvidas, despertar ansiedades e propor hipóteses que a mulher e depois o homem aceitaram. Com sua desobediência veio o pecado e a separação de Deus. Daí por diante vivemos num mundo em conflito. O bem e o mal lutam pelas vidas humanas e o campo principal de batalha é a nossa mente.
1.     Somos frutos de nossos pensamentos
Todos nós vivemos de acordo com os nossos padrões de pensamento. Paulo falava disso aos Romanos: “ Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja.” Romanos 8:5. E sabemos isso por natureza e experiência. Conforme pensamos assim agimos. Jesus dizia que os atos malignos vem de dentro, das mentes, dos pensamentos, dos esquemas mentais que cada um de nós cria. Conforme os pensamentos que nos dominam assim será nossa atitude e nossa atitude determina a forma de encarar as situações, resolver os problemas, tratar nossos relacionamentos. Tudo começa na forma de pensar.
2.     Somos chamados a moldar nossas mentes pelo Senhor
Reconhecendo que o mundo força nossas mentes a certos moldes, Paulo instava os crentes de Roma a não aceitarem esses moldes mas transformarem seus pensamentos pelo Senhor: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2. A sequência é essa. Queremos experimentar a vontade de Deus? Então não devemos aceitar os moldes do mundo mas renovar nossa mente. Esse é o desafio do crente. Não é só ser salvo e sentar-se a espera do céu. Viver na vontade de Deus. Crescer no domínio dos pensamentos. E aí vem a luta.
3.     Nossa batalha maior é pelos pensamentos
A luta maior acontece em nossas mentes. O inimigo leva tempo para criar moldes, padrões de pensamentos que se tornam verdadeiras fortalezas em nós: “Não consigo isso”; “Ninguém me respeita, ninguém me ama”; “Só mais essa vez...”; “isto não fará mal a ninguém”; “é mais forte do que eu”...
A luta que se passa na mente é vivida a nível de nossos pensamentos. Mas recebemos capacitação do Senhor pelo ES para a vencer: “As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus e levamos cativo todo pensamento para torná-lo obediente a Cristo.” II Coríntios 10:4 e 5.
4.     Essa luta se passa no mundo espiritual não é com pessoas
Achamos que o mais difícil são as pessoas, mas a Bíblia nos diz que a luta é muito superior. Ela é espiritual: “Porque a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.” Efésios 6:12. Não estamos lutando com pessoas más e com gente que nos tenta prejudicar. Nossa luta é contra as forças espirituais da maldade e por isso é tão difícil.
5.     Nosso adversário trabalha por meio da mentira
Jesus deixou bem claro que nosso inimigo é mentiroso o tempo todo: “Quando o diabo mente, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira.” João 8:44. Sua estratégia não mudou desde o princípio. Ele enfeita a mentira, dá-lhe cores maravilhosas, mas continua sendo mentira. Ele finge que é para nosso bem quando sabe perfeitamente que deseja nossa desgraça e perdição. Ele trabalha com paciência e perseverança para nos amarrar em suas garras de tal modo que nos pareça impossível sair.
6.     A Vitória virá pelo conhecimento e aplicação da Verdade
Se a derrota vem pela aceitação das mentiras, a vitória vem pela aplicação das verdades de Deus. Jesus disse claramente: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” João 8:31 e 32. Daí a importância de trabalhar a Palavra de Deus e a conhecer. Jesus venceu as tentações não pela força, não pela argumentação, não pelo debate. Ele simplesmente usou a verdade da Palavra e respondeu as mentiras do inimigo a sua mente com as verdades do Pai.
7.     A Vitória é Nossa em Cristo
O inimigo sabe que a vitória esta ao nosso alcance. Ele luta para nos manter fechados em seus padrões de pensamentos malignos de tal modo que não vejamos que em Deus temos a saída. Mas a palavra afirma categoricamente: “Não veio sobre vós tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é Fiel; Ele não permitirá que sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, Ele mesmo vos providenciará um escape, para que o possam suportar.” I Coríntios 10:13. Logo, o vencer já nos foi dado. Ser vitorioso é agora uma decisão nossa. O que vai preferir? Acreditar as mentiras do mal ou viver pelas verdades que nos libertam.
Na próxima semana continuaremos avançando nas respostas bíblicas sobre este assunto tão importante.

Construção ou Demolição?

Nesta vida há inúmeras maneiras de classificar pessoas. Algumas são bastante elaboradas, como a teoria dos temperamentos (sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático), outras mais simples como a ideia de que somos produtores ou somos consumidores ou ainda a dicotomia fazedores/espectadores. Na sua maioria, essas propostas expressam alguma verdade e têm utilidade para nos fazer pensar. Uma delas é essa: De que equipe fazemos parte? Da equipe de construção ou da de demolição?

No que diz respeito a prédios, temos necessidade de ambos os tipos de equipas. Mas nas relações humanas a figura muda. Precisamos saber claramente a que grupo pertencemos, porque faz e fará grande diferença para nós, nossos amigos e familiares o impacto que deixaremos ao nosso redor.
Membros da equipe de demolição do maligno trabalham na destruição de vidas. Usam seus olhos para descobrir os erros e defeitos, usam seus ouvidos para ouvir a maledicência a qualquer hora e em qualquer lugar, usam seus lábios para desmotivar, criticar, desmoralizar e entristecer os que os rodeiam. No meio de uma casa nova encontram um defeito na parede ou uma rachadura na vidraça. Em meio à alegria de uma festa descobrem o que não está funcionando no serviço ou uma falha nas casas de banho. No fim de um culto abençoado são capazes de referir um erro gramatical da mensagem pastoral ou um desafino do coral. Diante de uma pessoa bonita e bem vestida são capazes de encontrar motivo de crítica, que mais não seja o custo da roupa.
Os membros da equipe de demolição do inimigo não reconhecem que o sejam. Não é como se andassem por aí com uma etiqueta presa em suas camisas ou um boné com a insígnia de demolição. Na verdade, eles em geral se julgam “realistas” e “sinceros” e acham que todos deveriam ser como eles. Gostam de falar bem alto que “dizem a verdade doa a quem doer” e acrescentam “não sou de falinhas mansas” ou ainda “as verdades são para se dizer”. Desse modo se autojustificam para todas as palavras desagradáveis e malignas que vão deixando na sua passagem. E que rastro deixam...
Membros da equipe de construção de Deus trabalham para edificar vidas. Usam seus olhos para perceber potencial e capacidade, usam seus ouvidos para discernir elogios e bênçãos, usam seus lábios para animar, encorajar, alegrar e encaminhar. Em meio a tristeza de uma perda familiar tem uma palavra de consolo que conforta. Em meio a uma apresentação falhada conseguem ver aspectos positivos que prometem um amanhã melhor. No fim de um culto que a muitos pareceu monótono e cansativo encontram razões para louvar a Deus e agradecer ao pastor. Diante de uma pessoa com trajes simples e aspecto banal são capazes de descobrir um traço de beleza que mais ninguém viu.
Muitas vezes os membros da equipe de construção de Deus nem sabem que o são. Na verdade sua alegria flui de uma vida grata de comunhão com um Deus maravilhoso que criou muitas maravilhas. Procuram seguir as palavras do Mestre que dizia que devíamos fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós e por isso não sentem que fazem mais do que sua obrigação.
Todos já sentimos a angústia de estar perto de um demolidor e também a alegria de estar perto de um construtor. Na verdade, nós também fazemos parte de uma dessas duas equipes. Qual será? Avaliemos com sinceridade. É mais fácil demolir que construir. Sempre foi e sempre será. Mas é bem mais glorioso e abençoado fazer parte da equipe de Deus que edifica. Vamos trabalhar meu irmão. Há vidas e construir, ânimos a restaurar, corações a consolar e almas a ganhar. Esta tudo no poder da tua e da minha palavra usadas pelo Senhor da Palavra.

Um Travesseiro de Pedra

Dormir é importante e creio que você já sabe. Para dormir bem há vários requisitos. Deve evitar muita agitação antes de ir dormir, deve fazer refeições leves a noite, deve deixar de pensar em problemas... e convêm ter um bom travesseiro. Não sei o que é um bom travesseiro para você. Há pessoas que gostam de travesseiros altos, outras preferem os baixos, macios, mais duros, com certos tipos de material como pena de ganso, etc. Mas, acho que todos concordaremos que uma pedra não será um bom travesseiro! 

Em Gênesis 28:11 lemos que Jacó depois de deixar a casa de seu pai, rumou em direção a leste, dormiu ao relento e usou uma pedra por travesseiro. Não admira que tenha tido uma noite agitada e acordasse para lá de assustado. Pedras não dão bons travesseiros e Jacó estava nessa situação por sua própria conta. Era um homem que desconhecia Deus, toda sua vida agira de acordo com esquemas e trapaças e nunca se preocupara em colocar o Senhor em sua agenda. Resultado: dormia ao relento com uma pedra por travesseiro.
Primeiro Jacó fugira daquilo que se esperava dele. Em vez de ser homem do campo, afoito e corajoso, destemido na caça e nas lutas familiares preparando-se para a chefia do clã, preferia ficar pelas tendas da familia aprendendo a cozinhar com Rebeca sua mãe. Depois esperara a oportunidade para ficar com a primogenitura do irmão. Quando lemos o episódio em que Esaú vende sua primogenitura (Gênesis 25: 27 a 34) fica evidente que tudo foi arquitetado. Não aconteceu por acaso. Jacó conhecia seu irmão e planejou as coisas. Esperou o momento certo, armou o palco e fechou a cilada.

Por fim, veio todo o esquema levado a cabo para conseguir receber a benção de seu pai, Isaque. Jacó faz uso de artimanhas, explora a cegueira do pai e rouba a benção de Esaú. Esse era seu perfil, um sujeito ardiloso e cheio de artificios. Mas, o que isso lhe valeu? Ter que fugir de casa. Sair meio sem saber para onde ía. Logo ele que tanto gostava de ficar junto das tendas familiares e da mãe protetora. Teve que sair pelo mundo, sem rumo certo, sem saber bem onde ficar e sem ter consciência de que o próprio Deus, Criador da terra e céu estava todo o tempo junto a ele (Gênesis 28:16). É isso que deu viver de esquemas. Estava só, dormindo na rua, com uma pedra por travesseiro.

O homem em geral gosta de levar vantagem. Amamos furar fila, ultrapassar os outros antes do sinal fechar num cruzamento, receber o primeiro pedaço do bolo e a última fatia da torta. Alguns são mesmo especialistas nisso. Em certos países já não vemos a meritocracia, mas sim a "jeitocracia", onde em tudo é possível dar um "jeitinho. Se há alguma forma de pularem as leis, os protocolos e as regras podemos estar certos de que o farão. E depois se regozijarão disso e falarão a todos como são espertos. É bom ter cuidado! Jacó também pensava que era... ele é o santo padroeiro dos espertos!

O homem/mulher de Deus deve viver de um modo bem diferente de Jacó, antes de chegar até Betel. Primeiro porque tem que ter consciência da presença Divina a todo tempo. A Palavra nos diz que o temor do Senhor é o principio da sabedoria. Princípio aqui no sentido de começo, mas também de base. Ter a noção da presença do Senhor e um santo temor é básico para uma vida sábia e proveitosa. Há muitas coisas que não faremos e que não falaremos se cultivarmos a perspectiva da presença permanente de Deus conosco.

Depois devemos entender que os esquemas podem parecer vantajosos para nós mas representam invariavelmente perda para alguém. Se eu passo na fila alguém ficou para trás. Se eu uso uma cunha ou conhecimento outros serão prejudicados. Ao agir assim eu me igualo a todos os demais. Me desculpo com a resposta tradicional "Todos fazem isso". Mas nós não somos "todos". Somos filhos de Deus, salvos por Cristo para viver em novidade de vida.

Lembremos que o Senhor nos instrui na Palavra a obedecer as autoridades e as leis (Romanos 13: 1 a 7). Isso quer dizer que se há leis, regras, limites e outros estabelecimentos são para serem cumpridos. Meu testemunho exige isso. Meu temor de Deus exige isso. Meu respeito e amor ao próximo exige isso. Vivendo assim contribuo para um mundo melhor. Se todos vivessem assim, teríamos um mundo muito melhor. Farei doravante a minha parte. Outros certamente vão preferir continuar dependendo de esquemas... a esses dizemos: cuidado! Um dia desses pode acabar descobrindo que tem uma pedra por travesseiro.

NEM SEMPRE SERÁ PARA O LUGAR QUE EU QUISER...

Hudson Taylor
Nem sempre será pra o lugar que eu quiser
que o Mestre me vai enviar.
É tão grande a seara, já pronta a colher,
na qual eu irei trabalhar.
E se, por caminhos que nunca segui,
a Tua chamada eu ouvir,
feliz certo irei, dirigido por Ti,
a Tua vontade cumprir.

No século 19 vimos uma verdadeira corrida das missões com o objetivo de conquistar o mundo para Cristo. É certo que muito deste esforço missionário estava ligado à colonização e à civilização dos povos.  Porém, o que mais me admira é a disposição que os vocacionados mostravam em ir aos lugares mais distantes da terra para levar a Palavra de Deus.  Milhares de missionários morreram nos seus dois primeiros anos de campo, por doenças como malária, febre tifóide e outras complicações.  Outros foram mortos enquanto tentavam contato com tribos perdidas, que nunca haviam visto um homem branco.  Esses sacrifícios estão registrados e nos emocionamos a ver estes relatos.

É neste contexto que Mary Brown  e Charles Prior escrevem a letra deste belo hino, 482 do HCC  que tem o título " Eu quero fazer o que queres, Senhor". 

Mary Slessor
Um contexto de entrega, de submissão à vontade do Pai sem questionamentos.  Infelizmente, hoje  em dia, vemos alguns interessados em missões e em muitas outras coisas:  em conforto, em doutorados, em viagens, em garantir seu pé-de-meia.  Não digo que estas coisas por si só são más.  Todos desejam ter um bom futuro e melhor qualidade de vida.  Mas, às vezes, tenho saudades do espírito missionário dos séculos passados, onde não se poupavam sacrifícios para alcançar um povo.

Se o missionário para ir ao campo precisa ter uma casa com todos os recursos, internet, TV à cabo, ar-condicionado e todos os aparelhos possíveis, juntamente com o carro do ano, será muito difícil que ele vá aos lugares onde realmente o povo precisa ser alcançado.  E não precisamos ir muito longe.  Quantos pastores querem trabalhar no sertão nordestino? Quantos estão dispostos a trabalhar com tribos indígenas? Quantos se dispôem a viver sem água canalizada e sem eletricidade constante, seja no Brasil ou num país africano?

Mas, hoje quero me alegrar com aqueles missionários que, inspirados nos missionários do passado, sacrificam-se diáriamente para ganhar almas para Jesus, mesmo que sejam poucas.  Lugares como o Leste Europeu, onde tudo é muito complicado de se conseguir, missionários seguem trabalhando arduamente para verem poucos resultados, mas duradouros. 

Vejo missionários nos países do Norte da África e do mundo muçulmano, que testemunham secretamente e presenciam decisões  que não podem partilhar com o mundo, pois este decidido correria risco de vida.  Que suportam temperaturas de até 50 graus, muitas vezes sem eletricidade para o ventilador nem água canalizada.  Vão buscá-la ao poço como toda a aldeia.

Vejo missionários que persistem anos para aprenderem uma língua, a língua do coração do povo, que abdicaram de férias e viagens para doutrinar e preparar a igreja nascente.  Que sofrem as dores de parto a cada novo convertido e se solidarizam com a perseguição que estes suportam por confrontarem seus parentes com sua nova vida em Cristo. 

A estes missionários eu louvo, eu abençoo e por estes eu intercedo.  Continuemos a rogar ao Senhor da Seara que nos envie os ceifeiros, dispostos a irem aos lugares que o Senhor mandar, pois nem sempre irão para o lugar que gostariam, mas estarão nas mãos do Senhor de Missões.

Autoria:  Ida Venturini de Souza

Por que dou o dízimo?

"Dar o dízimo é coisa do Antigo Testamento" diz um irmão com o rosto vermelho de convicção. "Dar o dízimo é a maneira certa de garantir a prosperidade" diz outro pregador prometendo o céu na terra. "Deixar de dar o dízimo é roubar a Deus" assevera um terceiro. "O que os pastores querem é o nosso dinheiro" reclama ainda outro cheio de indignação. Parece que este assunto é "quente" no meio evangélico atual.

Na verdade, as várias posições sobre o dízimo são todas passiveis de defesa com a Bíblia na mão. Tanto o que prega o dízimo como o que o combate pode usar base bíblica. Mas as mais diversas heresias têm feito o mesmo, sem surpresa, porque as interpretações variam e o uso indiscriminado da Palavra é antigo. Afinal, em que ficamos? Damos ou não o dízimo? E se o damos, porque o fazemos? Pretendo deixar aqui as minhas razões para dar o dízimo, mas antes vamos esclarecer algumas questões.

O dízimo não é instituição cristã. Sua primeira utilização bíblica é tão antiga quanto Abraão que deu o dízimo a Melquisedeque (Gênesis 14:20). Abraão era um forasteiro da Mesopotâmia dando a décima parte de seus ganhos a um rei-sacerdote cananeu de quem sabemos pouquíssimo. Pelo menos desde então e em meios que não eram nem cristãos, nem judeus, já se usava essa prática.

A prática tornou-se tradição entre o povo de Israel de tal modo que o Senhor considerava roubo a não aplicação do dízimo nas palavras bem conhecidas do profeta Malaquias (3:8 e 9). No tempo de Jesus o dízimo era comum e certamente tanto ele como seus discípulos acatavam esse principio. A única referência de Jesus ao dízimo não foi a condená-lo, mas a repreender a forma como os fariseus o praticavam (Mateus 23:23). Ora Jesus condenou os fariseus por sua forma de orar e de jejuar e ninguém entende disso que o cristão deva abster-se de orar e jejuar. Porque então interpretam erradamente a menção ao dízimo? Jesus não o aboliu, antes corrigiu a maneira de ser aplicado.

No restante do NT não há menção ao dízimo. Muitos tomam isso como uma desculpa para o abandonarem. Afinal não há menção clara do uso dele na igreja primitiva. Podemos então riscá-lo? A esses eu sugeriria então que praticassem o que o texto deixa claro sobre as ofertas na igreja primitiva em Atos 2:45 e 4:32. Ao que parece em Jerusalém não se usava o dízimo. Ninguém dava 10%, davam 100%, davam tudo. Vamos aplicar isso a nossas igrejas hoje?

Permitam-me então enumerar as razões pelas quais dou o meu dízimo:

1) Dou o dízimo porque é parte do meu louvor e da minha gratidão a Deus pela saúde, pelo trabalho e sustento. Creio que tudo vem de Deus e não fazemos mais que devolver a ELE em gratidão e em atitude de louvor a décima parte.

2) Dou o dízimo porque é meu modo de trabalhar para o suprimento da obra de Deus. A Igreja de Jesus não é uma organização com fins lucrativos, não é um clube com cotas e nem uma empresa com fonte de rendimento seguro. Seu trabalho, no entanto exige recursos e creio que somos nós os salvos que temos o privilégio de sustentar essa obra.

3) Dou o dízimo porque é uma forma equitativa de contribuição. Na igreja de Jesus que utiliza esta forma de contribuição ninguém pode levantar e dar ordens aos demais baseado na quantia que oferta. Os ricos não têm direito de mandar porque tem mais. Todos dão igualmente 10% do que recebem, logo, todos dão de modo equitativa e todos tem igual direito.

4) Dou o dízimo porque por meio dele me junto a meus irmãos e posso abençoar outros de um modo que sozinho não poderia. Só, meus recursos são escassos, Juntos sustentamos missões, ajudamos os carentes, construímos templos etc.

5) Dou o dízimo porque ao fazê-lo estou investindo da melhor maneira possível. Todo investimento se mede pelos lucros e pela durabilidade. O investimento na obra de Deus é eterno. Invisto no céu e esse investimento dá dividendos que não acabam. Poderia haver melhor modo de empregar meus recursos?

6) Dou o dízimo porque isso fortalece a minha fé. A vida é difícil para todos e não tenho necessariamente muito mais que outros. Quando faço as contas vejo que provavelmente teria onde gastar os 100% do que ganho. Ao limitar meu orçamento a 90% confio que o Senhor vai prover e nada faltará. É incrível ver como Deus faz com 90% mais do eu faria com 100% e assim cresço na confiança na provisão Divina.

7) Dou o dízimo porque isso desenvolve a arte de dar e quebra a minha dependência das coisas materiais. Poucas ilusões são tão passageiras quanto à provocada pelas coisas que adquirimos. Num momento parecem excelentes e resolver nossas vidas e no outro já nem lembramos porque as compramos. Dizimar é um modo de ir me disciplinando contra essa dependência.

8) Dou o dízimo porque a Palavra de Deus é clara quanto ao modo como o Senhor nos abençoa. Há promessas bíblicas que são condicionais e uma delas esta ligada ao dízimo como vemos em Malaquias 3:10. Quero estar habilitado a fazer prova de Deus. Quero estar habilitado a ver os céus se abrirem sobre minha vida, então procuro cumprir a condição que o Senhor estabeleceu.

Quero terminar deixando claro que o dízimo não é tudo o que o crente deve dar à causa do Mestre, é o mínimo. O dízimo para mim é dívida. O mais devo dar conforme minhas possibilidades e em alegria.
Afinal há muitas razões para contribuir.

"MELHOR QUE NADA..."

Numa recente reunião de pais e mestres na escola do meu filho impressionou-me a falta de ambição dos alunos. A diretora de turma discutia com os pais qual era a menor nota para passarem de ano, quantas cadeiras podiam chumbar e mesmo assim passar, que média seria suficiente para transitarem de nível. Isso levou-me a concluir que, vivemos hoje, uma cultura de mediocridade. Nossa sociedade rendeu-se a uma subcultura de "mais ou menos". Nada de busca pela excelência, nada de esforço ou disciplina, apenas um mero encolher de ombros perante o razoável.

Essa cultura se revela em expressões onipresentes como "antes tarde que nunca", ou "melhor isso que nada". Expressões assim revelam o desencanto, a aceitação tácita do mal menor, a resignação com o mediano na falta de perspectiva do que seja realmente bom ou ótimo.

O mais triste de tudo é que essa cultura vem contaminando a igreja de Jesus. Crentes vivem achando que para Deus qualquer coisa serve. Desde que façam o mínimo, batam o ponto, façam sentir sua presença, mostrem algum interesse, será suficiente. Mas uma visão mesmo que rápida das escrituras nos mostra exatamente o contrário. Para Deus não serve o antes tarde que nunca ou alguma coisa é melhor que nada.

Nenhum louvor é melhor que louvor hipócrita!
"Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas o seu coração está longe de mim...continuarei a fazer obra maravilhosa no meio deles" Isaías 29:13 e 14. E a obra maravilhosa de que o texto fala não seria nada agradavel ao povo. O Senhor abominava um louvor hipócrita e sem razão de ser. Louvor é elogio e se for feito de modo mecênico e sem real motivo se torna numa bajulação barata e depreciativa. Se nós não aceitamos esse tipo de louvor porque o Senhor dos Senhores o aceitaria.

Nenhuma oferta é melhor que oferta de restos, forçada e amargurada!
"cada um contribua segundo propôs no seu coração, não com trsieza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria" II Corintios 9:7. "Porque todos estes deram como ferta daquilo que lhes sobrava; esta porém, da sua pobrezxa deu tudo o que possuía." Lucas 21:4. O Senhor abominou as ofertas do povo nos tempos de Malaquias (ver capitulo 1) porque traziam animais cegos e coxos, os restos, o que já não queriam. Para Deus é melhor não levar nada que dar sobras, dar de mal humor, por obrigação ou em espirito de barganha. A oferta e o dizimo são forma de louvor, são gesto de gratidão, são privilégiuo do crente.

Nenhuma oração é melhor que discurso auto afirmativo ou exibicionista!
Em Lucas 18: 9 a 14 o Senhor contou a história de duas orações. Uma, de um fariseu, bela e majestosa, porém orgulhosa, vã e até mesquinha. Foi rejeitada por Deus. A outra, de um publicano, desajeitada, pobre em palavras, mas sentida, verdadeira, humilde e sincera. Foi aceita "porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado". A oração é o respirar da vida cristã. Tem que ser natural, contínuo. Precisa ser sincero, humilde, autêntico. Oração bonita, para o auditório nada vale perante o Senhor. Discursos não o impressionam. Aqule que crioi o mundo com sua palavra porventura se deixaria impressionar por palavras que possamos pronunciar? Se não podemos falar do coração, se não temos o que falar com ELE é melhor ficar em silêncio e esperar o toque do Espirito.

Nenhum culto é melhor que um culto vazio e sem sentido!
" Estou farto dos vossos holocaustos... não continueis a trazer ofertas vãs... não posso suportar os vossos ajuntamentos... as vossas festas a minha alma as aborrece..." Isaías 1: 10 a 14. Seria de esperar que o Senhor tivesse alegria no culto prestado por seu povo. Mas chegou a abomina-lo. Porque? Porque se tornara mecânico, vazio, ritual sem sentido. Porque o povo vinha adorar mas vivia como se Deus não existisse. Porque mesmo durante o culto suas mentes estavam em mil atividades e coisas vãs e mesmo em pecados a cometer após o cerimonial. E nós? Não temos caído em ritualismo? Fazendo do culto uma mera cerimônia a que devemos comparecer uma vez por semana? Porque nos reunimos? Com que objetivo? Para que propósito? Não nos enganemos, o Senhor não acha que qualquer culto é melhor que nada. Para ELE só o melhor serve!

O Senhor chegou a dizer à igreja de Laodicéia "... porque és morno e nem és frio nem quente, estou a ponte de vomitar-te da minha boca" Apocalipse 3 :16. Isso deixa claro que, para o nosso Deus, morno não serve!

Que o Senhor desperte a sua Igreja e a cada um de nós. Deixemos de lado a cultura do mais ou menos
e vivamos intensamente, pois nosso tempo aqui é curto
e há que fazer a obra enquanto é dia!

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