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Missões, profissão e Oportunidade


O dia amanheceu frio e chuvoso. No caminho do trabalho faço a oração habitual para que o Senhor me auxilie a dar bom testemunho, a ser um bom profissional e dar louvor ao seu nome revelar sua Glória e que Ele me dê boas oportunidades para mostrar e falar de sua Graça.

Antes de iniciar as consultas uma profissional de informação médica pede uma palavrinha. Repara na pulseira que uso dos 4 pontos (método evangelístico com um pulseira com os símbolos de coração, X de erro, Cruz de Cristo e ? para decisão) e me pergunta o que é. Serão 15 minutos de oportunidade para falar de Jesus. Ela está em meio a um problema conjugal e familiar e o testemunho a comove. O dia começou bem.
Começo as consultas. Os problemas vão se alternando entre gripes próprias do outono europeu, crises de Hipertensão, controle de diabetes, os tradicionais exames de rotina e uma eventual patologia nova. A 3ª paciente está em depressão profunda. Precisa muito mais de ouvir da esperança em Jesus que de anti depressivos ou ansiolíticos. Aproveito para lhe falar da esperança que há em nós. O 7º paciente viu sua empresa falir e está com a tensão descontrolada e nos nervos muito alterados. Necessita de uma palavra de ânimo e de uma vida nova que só Cristo pode dar. Uma colega de trabalho pede apoio numa situação difícil que esta a viver em casa. Paro para orar com ela e lhe falar da paz que encontramos ao depositar nossos fardos nas mãos de Deus. A 12ª utente descobre que tem uma doença cancerosa que lhe traz uma nova luta pela vida. Sua esperança precisa ser renovada para a luta e para a eternidade e isso só no evangelho. Os doentes finais são um casal de idosos que precisam de uma consulta calma e de quem os ouça. Agradecem minha atenção e aproveito para explicar que sou um servo de Jesus e por isso os atendo desse modo.
Meu horário acaba mas surge uma doente que já é na verdade uma amiga. Uma fibromialgia com crises dolorosas terríveis que venho acompanhando há 3 anos. Atendo fora de horas e fico 40 minutos além do meu serviço para a ouvir e apoiar. No fim as lágrimas em seus olhos me garantem que o testemunho vai penetrando em seu coração. Ela me garante que vai assistir um culto em nossa igreja.
Saio atrasado para um almoço tardio. Há ainda tanto que fazer. Há trabalho missionário de apoio aos colegas no leste europeu. Cartas para ler, relatórios para acompanhar, orientações a passar, agendas a controlar. Há trabalho pastoral a fazer. Mensagens e estudos bíblicos a preparar, agenda da sessão a elaborar, visitas a doentes a fazer. O dia promete. E a pergunta vem: O que você é? Médico, Missionário, ou Pastor.
Minha resposta é simples: Sou discípulo de Jesus. Procuro no meu cotidiano mostrar os princípios e conceitos coerentes com minha fé: valorização do trabalho, honestidade e profissionalismo na profissão, respeito pelos colegas e clientes, amor ao próximo revelado em serviço alegre, testemunho oportuno da verdade de Jesus para mim, uma busca constante de revelar a Glória de Deus em meu viver, pela sua Graça. Estes são os valores de um seguidor de Jesus em qualquer lugar ou posição. O Senhor precisa de pedreiros, pintores, domésticas, cozinheiras, professoras, médicos, advogados, executivos, engenheiros, estudantes e tantos outros a viverem assim. Mostrando na vida e nas palavras o amor de Deus e a graça de Jesus.
É claro que o Senhor vai chamar alguns para um trabalho específico em missões fora de sua terra com um perfil transcultural e a necessidade de adaptação a outras línguas e gentes. Mas isso não significa que a missão de Deus se cumpra só com esses. O Senhor escolheu todo um povo, uma nação santa, um sacerdócio real, que somos nós a igreja de Jesus. É preciso fé em Cristo e novo nascimento, consciência da missão de Deus em nossas vidas e abertura para as oportunidades que ELE certamente vai providenciar. Missão, profissão e oportunidade. E brilhamos como luz e salgamos como bom sal e cumprimos o desejo do Senhor – alcançar os povos até os confins da terra.

Infeção Hospitalar/ Eclesiástica


             A história é comum a qualquer consultório médico. O doente se queixa de ter apanhado uma infeção grave justamente onde deveria tratar de sua saúde. “Doutor” dizem com voz grave e ar acusador “fui lá com uma simples dor de garganta e saí com uma pneumonia bilateral” e em seguida conta o rol de tratamentos complicados e procedimentos dolorosos a que se teve de submeter para se livrar de algo que apanhou no ambiente hospitalar.
            Do ponto de vista da lógica, o ocorrido nem é tão estranho assim. Todos sabemos que o ambiente hospitalar é o mais infetado que existe. Afinal, praticamente todos que para li se dirigem levam algum tipo de problema físico e boa parte carrega germes, bactérias e vírus deixando depois o agente infecioso no ambiente. A probabilidade de um doente, já com as defesas baixas, adquirir algo nesse contexto é alta. Por isso mesmo os médicos procuram tratar os doentes ambulatoriamente e uma vez internados procuram diminuir o mais possível o tempo de permanência no hospital.
            Por outro lado, não deixa de ser um pouco estranho e até contraditório, que o local onde se vai buscar o tratamento seja a origem de tantas mazelas e por vezes mesmo de problemas que se tornam fatais. Se não posso confiar no hospital para me tratar e tenho que temer seu ambiente, fica difícil saber o que fazer quando estou doente. Isso se torna ainda mais evidente quando leio e descubro que boa parte dessas infeções hospitalares só se adquirem exatamente nesse ambiente e não as apanhamos em nenhum outro lugar.
            Ora, o que isso tem a ver com a igreja? Muito! Não é de hoje que se compara a igreja a hospitais. Assim como os hospitais existem para tratar os doentes, a igreja existe para ajudar a resolver a maior de todas as doenças, a do espirito. Assim como os hospitais tem gente preparada para lidar com os doentes a igreja deveria ser formada por ex-doentes prontos a compartilhar a cura com os que a procuram. Assim como no hospital se efetuam os tratamentos que restaurarão a saúde, na igreja se administram as bênçãos que restauram a alma e o espirito para a comunhão com Deus. Mas infelizmente as comparações não ficam por aqui. Se nos hospitais se corre o risco de adquirir infeções únicas e graves, também na igreja há riscos de se cair em pecados que fora dela seriam risco bem menor.
            São pecados próprios da realidade eclesiástica, que as pessoas de fora da igreja não experimentam mas que grassam no seu meio. Exatamente no lugar onde deveríamos lidar com nossos pecados e descobrir como nos livrar deles e de suas consequências, corremos o sério risco de adquirir pecados bem específicos e graves para nossa saúde espiritual. Pensemos em alguns dos mais comuns:
            Hipocrisia: talvez a mais comum das infeções eclesiásticas. E se é verdade que fora da igreja também vemos hipocrisia, a realidade é que a hipocrisia que vemos nela tem características únicas e é provocada exatamente pelo ambiente eclesiástico. Estamos falando daquele fingimento que ataca os crentes de modo particular. A vida dupla que se desenvolve naqueles que no domingo vestem uma roupa diferente (domingueira), falam uma língua própria (evangeliques), olham de um modo especial (altivez de santo) e se comportam como se fossem melhores que a maioria dos mundanos sem Jesus. Esse mesmo personagem gravemente infetado vive de segunda a sábado exatamente como o mundano que condena no domingo. Vê as mesmas novelas e filmes, surfa os mesmos sites pornográficos na net, usa a mesma linguagem pesada, conta as mesmas mentiras, engana igualmente nos impostos, mostra total descontrole do temperamento, reage e pensa como se Deus não existisse na prática. Mas no domingo o infetado parece sofrer de uma amnésia parcial e seletiva. Esquece de como viveu durante a semana e condena viva e brutalmente aqueles que fazem exatamente o que ele fez.
Ora essa hipocrisia é adquirida no ambiente eclesial. Trata-se de um conjunto de pressões que levam o individuo a sentir que precisa fingir para ser aceito. Talvez o primeiro caso registrado dessa infeção seja o de Ananias e Safira em Atos 6. O doente não percebe a gravidade de sua doença. Não entende que ela nega a graça de Deus e a comunhão dos santos. Desconhece que em sua progressão essa patologia leva à esterilidade espiritual e a falta total de comunhão com o Senhor.
Orgulho “Santo”: infeção próxima da anterior mas com sintomas um pouco diferentes. Trata-se da autojustificação de quem se esforça nas “coisas” de Deus, que se aplica na “obra” de modo por vezes sacrificial e que ocupa posições e cargos considerados importantes ou híper valorizados pelo próprio infetado. Esse orgulho leva o doente a achar que vale mais que todos, que a vida da igreja depende dele, que ninguém é capaz de se comparar a ele em importância e valor, que seu trabalho é insubstituível e que seu galardão será o maior de todos. Essa espécie de mania de grandeza espiritual afeta muitos crentes e é grave. Provoca ilusões e alucinações, leva por vezes mesmo a formação de seitas e outros grupos onde a infeção do portador inicial se torna uma verdadeira “peste negra” da igreja. São os donos da verdade. Os detentores da ortodoxia original ou então os descobridores da verdade final.
Essa infeção leva o doente a esquecer que tudo vem de Deus, que a graça é sempre soberana, que nada temos que não tenhamos recebido, que o corpo de Cristo é composto por muitos membros e todos são valiosos e necessários. Essa infeção cega o doente para o valor de seu irmão, torna-o surdo para a verdade proclamada pelo outro, e fecha o raciocínio para tudo que não seja de origem própria. Nas fases finais costuma levar a afastamento da igreja e eventual morte espiritual.
Exclusão: Esta outra infeção é também comum em meio eclesiástico e muito triste porque nega a verdade bíblica e a própria razão de ser da igreja. Trata-se de uma forma de depressão gravíssima que atinge aqueles que uma vez na igreja se vem cercados por orgulho, vaidade e que são excluídos de certos grupos “superiores”. Tendo vindo do mundo onde não percebiam o amor de Deus, esses doentes encontraram na igreja a fonte da graça Divina. Mas depois, com o tempo de convivência, perceberam o pecado na igreja, a hipocrisia dos crentes, a falta de amor da maioria, o egocentrismo de boa parte dos “irmãos” e entraram em confusão. Se no lugar onde se diz conhecer a Deus e receber os ensinos de Jesus se vive assim então não deve haver saída. O doente entra em desânimo profundo, afasta-se desiludido e acaba por ser um caso muito difícil de recuperar porque já experimentou todos os tratamentos e se tornou imune a eles.
Neste caso há falta de clareza de pensamento. Por vezes expectativas altas demais. É comum julgar-se o todo por um ou dois indivíduos e as generalizações, sempre perigosas, tomam conta do raciocínio levando ao desespero e a falta de esperança numa solução. Por fim a cegueira impede que o doente veja qualquer sinal da graça por mais evidente que seja e a anemia espiritual atinge a gravidade máxima.
Conclusão: talvez alguém me ache exagerado nessas descrições. Gostaria muito que tivesse sido só isso. Infelizmente infeção hospitalar e a sua congénere eclesiástica, são coisas muito sérias e precisam de ser tratadas como tal. Como em quase todos os casos o reconhecimento é o primeiro passo. Precisamos identificar as situações de pecados próprios da igreja e combatê-los de modo proactivo.
Para a hipocrisia o tratamento é a humildade;
para o orgulho é a imersão na realidade do corpo de Cristo;
para a exclusão é a realização da graça extraordinária mesmo no meio das falhas e fraquezas.
Humildade se ganha servindo; a realidade do corpo se adquire percebendo a diversidade de dons e apreciando os talentos de todos; a verificação da graça se percebe não deixando que o maligno nos encha com as mazelas dos outros mas ouvindo e louvando pelas bênçãos em tantas vidas transformadas.
Infeção eclesiástica esta aí. Esteja atento e combata já!

O que diferencia minha Igreja?


          Porque você compra nesta loja e não na outra? Pense um pouco. Pode haver muitas razões. Talvez esta seja mais barata, ou é mais perto de sua casa ou simplesmente se acostumou a encontrar as coisas que quer nesta aqui. Mas o que diferencia as lojas? Pense bem. Basicamente todas têm as mesmas coisas. E se analisarmos bem, veremos que as diferenças de preços nem são tão grandes. Então, porque vamos a esta e não a outra? Na verdade tem a ver com tratamento. Regra geral a diferença entre uma loja e outra é a forma de tratar os clientes e todos sabemos isso implicitamente.
          Pense em seu retrospecto. Já teve experiências más numa loja, ou restaurante? Foi mal atendido, houve falta de interesse em ajudá-lo, demoraram muito para o servir, foram até rudes nas respostas? E o que aconteceu? Você nunca mais voltou e provavelmente contou a várias pessoas sobre o assunto. Falo por mim. Há várias grandes lojas de material electrónico e informático em Lisboa, mas há uma dessas onde nunca vou. Seus preços são bons, sua localização é excelente, sua organização é eficaz, mas fui mal atendido lá por duas vezes. Simplesmente não volto.
          O que diferencia as igrejas? Pense bem antes de responder. Pode ser que fique mais perto de sua casa, ou gosta das pregações do pastor, ou tem um estilo de louvor que o agrada. Mas se meditar bem verá que provavelmente a sua igreja de escolha tem a ver com as pessoas. Provavelmente escolheu sua igreja por causa dos relacionamentos. Encontra ali amigos, parentes, conhecidos de longa data e gosta da relação que tem com eles. Se foi a uma igreja que é até boa, bonita, com bom culto e um bom pregador, mas foi mal recebido, não fez contato com as pessoas e não se sentiu acolhido, dificilmente vai permanecer.
          Por favor, me entenda bem. Não estou dizendo que as igrejas são como lojas e que somos vendedores de produtos religiosos. Não é essa minha convicção ou entendimento. Mas a verdade é que a vida é feita de relacionamentos e as igrejas também. O que de diferencia mais significativamente uma igreja de outra acaba por ser a maneira como a membresia se relaciona. Jesus nos deixou uma regra básica para os relacionamentos em Mateus 7:12, “Aquilo que quereis que os outros vos façam, fazei-lhos vós também a eles”. Desde o século XVII que este texto é conhecido como a regra de ouro. Jesus está dizendo que devemos 1º- pensar em como queremos ser tratados e 2º- começar a tratar os outros assim. Pensemos então em como queremos ser tratado para pensarmos em como devemos começar a tratar os outros.
          Eu quero ser incentivado. Paulo explicava a necessidade de incentivo na igreja da seguinte maneira: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade e assim transmita graça aos que ouvem” Efésios 4:29. Eu preciso de palavras assim. Preciso de incentivo na caminhada, de consolo nas lutas, de ânimo nas dificuldades, de conforto nas perdas. Eu quero receber palavras que me coloquem para cima, que me sirvam de força para continuar. Gosto de estar perto de pessoas que me tratam assim. Naturalmente me aproximo delas e procuro ouvi-las porque sei que sairei animado. Suas palavras são bênção.
          Se preciso de incentivo e quero ser incentivado então devo começar por incentivar os outros. Ser conhecido por uma pessoa que tem sempre uma palavra de reconhecimento e ânimo. Notemos bem que não há aqui incentivo para bajulação ou elogio interesseiro. Devo partir dos princípios que 1º- todos são criados a semelhança de Deus e têm características que devem ser reconhecidas e valorizadas e 2º- dar esse tipo de incentivo e valorização é ensino direto do Senhor. Todos precisam de ser estimados e reconhecidos. Todos temos essa necessidade. Onde as pessoas deveriam encontrar isso? Na família de Deus, na Igreja de Cristo. Uma comunidade onde as pessoas se valorizam, se elogiam e se animam mutuamente.
          Eu quero ser perdoado. Não sou perfeito. Falho por vezes nas palavras, outras vezes nos atos, muitas vezes nas atitudes. Mas quando falho não significa que não tenho valor e ou que sou detestável. Peco porque sou humano e apesar de lutar contra o pecado ainda não estou livre de sua presença. Sou o primeiro a reconhecer minhas fraquezas e a lamentar meus erros, Mas quando falho preciso e desejo ardentemente ser perdoado. Não preciso que me desculpem ou que passem a mão sobre minha cabeça. Pode ser que por vezes precise mesmo de exortação e correção. Mas preciso mesmo é de perdão, primeiro de Deus e depois de meus irmãos.
          O ensino bíblico é claro quando diz “sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou” Efésios 4:32. Todos erramos, todos pecamos e todos precisamos de perdão. A falta de perdão é barreira inultrapassável nas relações e tem destruído casamentos, famílias e igrejas sem conta. A falta de perdão pressupõe sempre certa vaidade, orgulho e falta de auto análise, mas a verdade é que é difícil perdoar daí que a Palavra fale tanto disso. Na igreja vivemos em comunidade e é natural que surjam atritos, desentendimentos, diferenças de opinião. Também acontecem coisas menos bonitas e por vezes somos magoados sériamente. O ensino bíblico me diz que devo tratar os outros como quero ser tratado. Eu preciso e quero perdão. Devo então perdoar, de modo rápido e completo. Lançar sobre Deus minhas ansiedades e abrir mão de qualquer sentimento de vingança ou ressentimento. Essa atitude será bênção em primeiro lugar para mim mesmo e depois para a igreja de Jesus.
          Eu quero se Compreendido. Gosto que me ouçam com vontade. Aprecio quando me dão atenção concentrada e posso ver nos olhos do outro um desejo genuíno de me escutar. Fico deliciado quando verifico que alguém que me ouve mostra entender minha situação, compreende meu estado de espírito ou meus dilemas. Pode ser até que essa pessoa nem saiba muito o que me dizer ou como me aconselhar, mas o simples facto de ser ouvido e compreendido me abençoa tremendamente.
          Quem não precisa de um ouvido amigo ou de um ombro para chorar de vez em quando? Paulo incentivava a igreja nesse sentido quando escrevia “alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” Romanos 12:15. Que bênção! Todos temos a experiência terrível de ter que desabafar e não saber com quem. Mas também creio que a maioria já teve a alegria (nem sempre tão frequente quanto gostaríamos) de encontrar alguém que nos ouviu com atenção irrestrita e nos deu momentos preciosos de comunhão. E o que aconteceu? Fui abençoado e passei a ter uma ligação especial com essa pessoa. Ora, se sei o quanto isso é importante porque não começo a praticá-lo? Ouvir é uma arte que está `a disposição de qualquer pessoa que tenha pelo menos um ouvido bom. Se começarmos a ouvir descobriremos que o Senhor pode nos fazer bênção de um modo simples e direto.
          Uma regra de ouro e três simples atitudes que podem fazer toda a diferença. Já imaginou se as pessoas em nossa igreja começarem a praticar de modo consciente e deliberado os atos de reconhecer/incentivar, perdoar e Ouvir/compreender? Faria diferença não? O que diferencia uma igreja de outra realmente? A qualidade da relação entre seus membros. Ser Cristão é seguir a Cristo nas coisas práticas da vida e uma das mais práticas é viver a regra áurea.
A responsabilidade de fazer uma diferença positiva em nossa igreja está em nossas mãos. Vamos parar de acusar os outros de seus erros, de justificar nossa falta de iniciativa e reclamar de que a nossa congregação não é o que devia. Para que ela comece a ser o que deve ser, eu e você temos que começar a viver o que o Senhor nos ensinou. Comecemos já! Tem alguém precisando de nosso incentivo, de nosso perdão e de nosso ouvido hoje mesmo! Ore e peça ao Senhor para saber a quem abençoar e vamos ser uma igreja diferente para a Glória de Deus!

A FORÇA DO CRENTE


"Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para a Salvação de todo aquele que crê".Romanos 1:16


 Irrelevante! É a acusação que ouvimos hoje proferida ao Cristianismo. Num mundo de ciência e tecnologia, de desenvolvimento rápido e explicações crescentes, a fé tem sido encurralada e empurrada para as igrejas cada vez mais vazias. A vida cristã é ridicularizada, a prática cristã considerada coisa do passado e o cristão é visto como um retrógrado que se recusa a aceitar o progresso da humanidade. Nesse contexto como ainda acreditar na força do evangelho? Teremos ainda alguma capacidade de mudar o mundo a nossa volta?
Nos tempos que correm não devemos e não podemos nos encolher e deixar que a vida passe. Não fomos chamados em Cristo para uma fé envergonhada e uma vida de segunda. O Espírito que recebemos não é de covardia, mas de ousadia para a transformação do mundo. Há dois mil anos um grupo de 12 homens rudes recebeu um mandato numa província remota de um império dominante. Que poderiam eles diante da força de Roma? Pois passadas 3 décadas se dizia deles que “tinham transtornado o mundo”. Que força tinham? Teremos a mesma força conosco? Pensemos na força que o cristão ainda tem hoje para mudar o mundo. A força que o Senhor colocou na sua mão. Não é económico, política ou física, mas é enorme. Notemos:
1.     A Força da Oração
 A palavra do Senhor nos mostra que a oração pode muito em seus efeitos (Tiago 5:16). Não subestimemos o que a oração pode fazer. Por meio dela a igreja e os crentes tem mudado governos e derrubado impérios. Vimos em nossos dias a queda do comunismo no leste e de outros ditadores e a oração teve papel preponderante. Não podemos ver como a oração move os lugares celestiais mas devemos crer e insistir na presença do Senhor.
2.     O Poder da Verdade
Mesmo os que não são cristãos reconhecem a força da verdade. Alexander Solzhenitsyn, o famoso dissidente soviético ao receber o prémio Nobel declarou “ os escritores não têm bombas nem poder militar... mas uma palavra de verdade vale mais que o mundo todo!” Ninguém deveria acreditar mais nisso que os cristãos. Verdade na Vida, verdade nas atitudes e palavras. A verdade dita, defendida e proclamada vale muito em seu poder.
3.     O Poder do Exemplo
Os cristãos são pessoas marcadas, os olhos do mundo estão sobre nós. Nosso exemplo de vida marca nosso meio. A honestidade no trabalho, a excelência no comportamento, a harmonia familiar, a estabilidade no casamento. Tudo isso e muito mais em nosso exemplo tem a força de mover corações, alterar conceitos, confirmar a verdade e ajudar na mudança. A força do exemplo pode levar alguém ao mal e muitas vezes o faz. Então, porque não valorizar a força do bom exemplo?
Todas essas forças são simples e maravilhosas. Criadas por Deus em seu mundo, estão à disposição de todos. Os mais fracos fisicamente ou pobres financeiramente podem mostrar essas forças e ajudar a mudar o mundo.
Não baixemos a cabeça em resignação. Temos o Espírito do Senhor sobre nós e a força para em Cristo mudar o mundo!

FLORES OU JARDINS?

O homem foi inicialmente criado para viver num jardim, ou pelo menos é assim que nos conta o Gênesis. Creio que essa descrição da forma como fomos criados ajuda bastante a entender a razão pela qual o homem gosta tanto de flores. Fomos feitos para viver num jardim e nosso primeiro trabalho foi jardinagem, e o cuidado das flores. Amamos vê-las, sentir seu perfume. Fazemos arranjos florais, capturamos seus cheiros em aerossóis para o bem-estar da casa, pintamos e esculpimos flores por todo lado e até nomeamos nossas filhas com nomes florais: Rosa, Margarida, Violeta...
Para desfrutar do prazer especial das flores temos dois métodos básicos: colher flores ou comprá-las numa loja ou então plantar um jardim. Colher flores ou comprá-las é rápido, fácil, na maioria dos casos barato e seguro. Entramos na loja ou no campo, escolhemos o que nos agrada e pegamos. Levamos para casa e escolhemos um jarro e um canto para ornamentar a sala, o quarto ou o hall de entrada. Tudo sem grande esforço e já está! Ali estão elas, as flores, trazendo a alegria, o perfume e a beleza que queríamos. Há evidentemente um senão nessa história. Flores fora do chão murcham. Podem durar 1 ou mais dias, mas por mais resistentes que sejam não passarão de uma semana. Murchas, serão lançadas no lixo e teremos que substituí-las por outras e começamos o processo novamente. Procura, pega, paga, arranja e já está.

A outra forma de ter flores é bem mais trabalhosa. Para isso temos que plantar um jardim. É preciso escolher a terra, comprar adubo, separar as sementes, regar, tirar ervas daninhas, podar, regar novamente e isso em base diária. O custo é bem maior, e exige muito mais tempo. Há risco de nos cortamos com os materiais de jardinagem, há o perigo de nos constiparmos ao pegar uma chuvada ou um vento mais forte ou ainda uma insolação. Mas aqueles que pagam o preço têm outro tipo de flores e de prazer com elas. Têm flores sempre, desfrutam de sua presença e aroma o ano inteiro. A qualquer momento um ou outro canteiro floresce com vida, enquanto o outro amadurece a semente. No jardim a profusão de vida é muito mais exuberante e eventualmente quando algumas flores morrerem, servirão de adubo as próximas e logo o ciclo se reinicia.

Na vida espiritual temos também esse tipo de atitudes. Há os que colhem flores e há os que plantam jardins. Os colhedores investem pouco, querem resultados imediatos, de curto prazo, prezam o momento, amam o evento, vivem na superficialidade da emoção rápida e passageira. Pulam de igreja em igreja, correm atrás de oradores famosos, lêem o livro da moda, escutam o CD da banda ou do cantor da hora, tudo para terem a alegria veloz e a satisfação imediata de seus desejos. Vivem tendo que jogar fora os restos mortais de seus esforços momentâneos e passam a vida procurando uma nova florista onde reacender a chama que dura pouco.

Os plantadores pagam o preço de investir na comunhão. Passam tempo com Deus, valorizam as disciplinas. Adubam seu coração com a palavra e o regam com a oração. Plantam sementes selecionadas e estão atentos às ervas daninhas. É um trabalho por vezes lento. Há sementes que demoram para brotar. Há plantas que exigem muita atenção e cuidado. Mas, ó que glorioso jardim suas vidas é. Florescem e perfumam tudo ao redor. Permanecem e persistem, mesmo nos dias maus. Vicejam com abundância na estação certa. Abençoam tudo que está em sua volta.

Que tipo de apreciadores de flores somos nós? Que tipo de florescimento espiritual queremos? Flores exuberantes por certa quantia de dinheiro ou jardins regados com valor infinito? Vamos plantar jardins espirituais. Vamos arregaçar as mangas, dobrar os joelhos e mergulhar as mãos na terra. Os resultados serão muito mais compensadores.

Um Travesseiro de Pedra

Dormir é importante e creio que você já sabe. Para dormir bem há vários requisitos. Deve evitar muita agitação antes de ir dormir, deve fazer refeições leves a noite, deve deixar de pensar em problemas... e convêm ter um bom travesseiro. Não sei o que é um bom travesseiro para você. Há pessoas que gostam de travesseiros altos, outras preferem os baixos, macios, mais duros, com certos tipos de material como pena de ganso, etc. Mas, acho que todos concordaremos que uma pedra não será um bom travesseiro! 

Em Gênesis 28:11 lemos que Jacó depois de deixar a casa de seu pai, rumou em direção a leste, dormiu ao relento e usou uma pedra por travesseiro. Não admira que tenha tido uma noite agitada e acordasse para lá de assustado. Pedras não dão bons travesseiros e Jacó estava nessa situação por sua própria conta. Era um homem que desconhecia Deus, toda sua vida agira de acordo com esquemas e trapaças e nunca se preocupara em colocar o Senhor em sua agenda. Resultado: dormia ao relento com uma pedra por travesseiro.
Primeiro Jacó fugira daquilo que se esperava dele. Em vez de ser homem do campo, afoito e corajoso, destemido na caça e nas lutas familiares preparando-se para a chefia do clã, preferia ficar pelas tendas da familia aprendendo a cozinhar com Rebeca sua mãe. Depois esperara a oportunidade para ficar com a primogenitura do irmão. Quando lemos o episódio em que Esaú vende sua primogenitura (Gênesis 25: 27 a 34) fica evidente que tudo foi arquitetado. Não aconteceu por acaso. Jacó conhecia seu irmão e planejou as coisas. Esperou o momento certo, armou o palco e fechou a cilada.

Por fim, veio todo o esquema levado a cabo para conseguir receber a benção de seu pai, Isaque. Jacó faz uso de artimanhas, explora a cegueira do pai e rouba a benção de Esaú. Esse era seu perfil, um sujeito ardiloso e cheio de artificios. Mas, o que isso lhe valeu? Ter que fugir de casa. Sair meio sem saber para onde ía. Logo ele que tanto gostava de ficar junto das tendas familiares e da mãe protetora. Teve que sair pelo mundo, sem rumo certo, sem saber bem onde ficar e sem ter consciência de que o próprio Deus, Criador da terra e céu estava todo o tempo junto a ele (Gênesis 28:16). É isso que deu viver de esquemas. Estava só, dormindo na rua, com uma pedra por travesseiro.

O homem em geral gosta de levar vantagem. Amamos furar fila, ultrapassar os outros antes do sinal fechar num cruzamento, receber o primeiro pedaço do bolo e a última fatia da torta. Alguns são mesmo especialistas nisso. Em certos países já não vemos a meritocracia, mas sim a "jeitocracia", onde em tudo é possível dar um "jeitinho. Se há alguma forma de pularem as leis, os protocolos e as regras podemos estar certos de que o farão. E depois se regozijarão disso e falarão a todos como são espertos. É bom ter cuidado! Jacó também pensava que era... ele é o santo padroeiro dos espertos!

O homem/mulher de Deus deve viver de um modo bem diferente de Jacó, antes de chegar até Betel. Primeiro porque tem que ter consciência da presença Divina a todo tempo. A Palavra nos diz que o temor do Senhor é o principio da sabedoria. Princípio aqui no sentido de começo, mas também de base. Ter a noção da presença do Senhor e um santo temor é básico para uma vida sábia e proveitosa. Há muitas coisas que não faremos e que não falaremos se cultivarmos a perspectiva da presença permanente de Deus conosco.

Depois devemos entender que os esquemas podem parecer vantajosos para nós mas representam invariavelmente perda para alguém. Se eu passo na fila alguém ficou para trás. Se eu uso uma cunha ou conhecimento outros serão prejudicados. Ao agir assim eu me igualo a todos os demais. Me desculpo com a resposta tradicional "Todos fazem isso". Mas nós não somos "todos". Somos filhos de Deus, salvos por Cristo para viver em novidade de vida.

Lembremos que o Senhor nos instrui na Palavra a obedecer as autoridades e as leis (Romanos 13: 1 a 7). Isso quer dizer que se há leis, regras, limites e outros estabelecimentos são para serem cumpridos. Meu testemunho exige isso. Meu temor de Deus exige isso. Meu respeito e amor ao próximo exige isso. Vivendo assim contribuo para um mundo melhor. Se todos vivessem assim, teríamos um mundo muito melhor. Farei doravante a minha parte. Outros certamente vão preferir continuar dependendo de esquemas... a esses dizemos: cuidado! Um dia desses pode acabar descobrindo que tem uma pedra por travesseiro.

Vida Real

O culto fora bom. O coro cantara muito bem, o louvor fora contagiante, as orações abençoadoras e a mensagem bem bíblica e prática. No fim da reunião os crentes cumprimentavam o pastor agradecendo a palavra ou pedindo oração para algum problema. Um irmão extrovertido, dono de aperto de mão forte e voz poderosa, empresário do ramo da construção cumprimentou o pastor alegremente: “Belo culto pastor, e boa mensagem... agora... voltemos então à vida real” e tudo o que o pastor pode fazer foi devolver um sorriso amarelo sem saber como responder a semelhante colocação. 
Independentemente de concordarmos com o irmão empresário, a verdade é que todos já tivemos de algum modo essa mesma sensação. A noção de que o culto é bom, a mensagem animadora, o ambiente acolhedor e a membresia amiga, mas que logo deveremos deixar aquilo tudo e mergulhar de cabeça no mundo real, na vida dura e cruel como ela realmente é. Será mesmo? O que queremos dizer quando deixamos a igreja e suspirando admitimos: de volta a vida real?
Para alguns voltar a vida real pode querer dizer voltar ao mundo onde a ciência dita os fatos. Os que assim pensam veem a igreja e o mundo religioso como território da fé, algo muito subjectivo e não explicado e que na verdade tem a ver com a individualidade. Lá fora; fora da igreja, está o mundo real dirigido pela ciência, fatos devidamente comprovados, especialistas certificados, leis bem estabelecidas e indubitáveis. Mas será mesmo assim? Será a ciência tão confiável assim?
Eu sou médico e tenho lidado com o mundo científico toda minha vida e descoberto que a ciência falha bem mais do que admite. Medicamentos que eram cura garantida até há pouco tempo hoje estão fora do mercado por causa de efeitos secundários letais. Cientistas famosos e galardoados falsificam resultados, eliminam os dados que não lhes agradam. Os grandes laboratórios pagam para ter suas drogas aprovadas, enquanto pesquisas valiosas, mas que dão pouco lucro são engavetadas. Mas, na televisão, o cientista aparece com o título de Doutor e as pessoas o ouvem falar como se fosse o dono da verdade! Não, senhores! A ciência ainda tem muito que crescer para ser a vida real.
Para outros voltar à vida real é voltar ao mundo controlado pelo dinheiro. A visão religiosa é bonita e generosa, mas o mundo real é movido pelo dinheiro e pelos poderosos. É assim que muitos pensam. São eles que ditam as regras, que controlam nossas vidas. Mas será mesmo? Houve um tempo em que Madoff era um nome de poder nos bastidores financeiros. Era sinônimo de poder, influência, luxo. Ele era a coisa real! O Senhor investimento! Hoje perdeu tudo... Há poucas semanas Dominic Straus-Kahn era patrão do FMI. Ele determinava não somente as vidas de pessoas mas de países inteiros. Uma vida de opulência e hotéis de 5 estrelas. Hoje ele está preso, esperando julgamento, envergonhado mundialmente.
O dinheiro pode ser poderoso, mas não dita as regras no coração e não controla as mentes mais seguras. Ele acaba depressa, perde seu valor, erra em seus cálculos. Não, senhor! O dinheiro não é a vida real! Há gente demais com dinheiro que não sabe o que é viver e gente demais sem dinheiro que vive bem para que eu aceite essa suposta verdade.

Haverá outros que dirão que a vida real é a vida do prazer, do divertimento, do gozo e da diversão. Verão a igreja como lugar opressivo e obscuro e o mundo do entretenimento como a vida real. Apresentarão as manchetes dos jornais cheias de artistas e as revistas de fofocas repletas de cantores como prova de que essa é a vida verdadeira: fama, reconhecimento, beleza e luxo. Mas temos demasiadas histórias de suicídio entre artistas e famosos para acreditar nessa versão da realidade. Muitos são os testemunhos de gente que viveu essa vida e que descobriu-se vazio para aceitarmos tal verdade. Não senhor, essa não é a vida real!

Haverá ainda os que dirão que na igreja há muito boa vontade mas a vida mesmo é um lugar cruel e duro onde reina a competição e o trabalho árduo sem valor. Essa será a visão pessimista de que a igreja é um refúgio para a realidade mordaz de um mundo devorador e sem piedade. E reconhecerei que vemos muita crueldade no mundo e muita coisa triste.

Mas falarei também dos milhões que honestamente sustentam suas famílias e que se orgulham disso. Dos milhões que não se curvam à injustiça mas, com pequenas ações, porém relevantes, combatem o mal com o bem e vão tornando a vida algo mais doce e se dedicam a minorar a dor nem que seja de um de seus próximos. Recusar-me-ei a aceitar que a vida real seja a maldade. Há suficiente bondade neste mundo de pecadores para que eu me curve ao mal como sendo a verdade última.

Um dia, há muito tempo atrás, um exército inteiro cercou a cidade onde dormia o profeta de Deus (II Reis 6: 15 a 17). O servo do profeta ouvia o homem de Deus falar da grandeza de seu criador e das maravilhas de seu poder, mas quando viu a cidade cercada desesperou: “Estamos perdidos, esta é a vida real. Estamos cercados por homens armados e poderosos na guerra. Essa é a realidade que nos cerca e não há como fugir. Estamos condenados!” E o profeta tranquilo e sereno fez uma oração simples: “Senhor abre os olhos deste moço por um instante para que conheça a verdade da qual fala mas da qual nada sabe”. E o Senhor concedeu ao jovem ver a REALIDADE que o cercava e nessa verdade inequívoca de Deus havia anjos dos exércitos celestiais cercando as tropas que se julgavam dominadoras.
Não sirvo a um Deus menor.
Não vou à igreja por falta de opção ou por ter uma mente acanhada.
Não manifesto fé por falta de raciocínio ou para fugir à crueldade que me cerca.
Não declaro Jesus por achá-lo bonitinho ou porque fui criado em certa tradição.
Sou Cristão porque Jesus é o Filho de Deus vivo, Rei e Senhor, nome sobre todo nome, Senhor da eternidade e a verdade é conhecê-lo.

Sou seu seguidor e discípulo porque um dia, com a autoridade de quem tinha poder sobre tudo inclusive a morte, declarou: “A vida eterna é esta: que te conheçam a ti o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste” João 17:3. Aquele que afirmou isso morreu, ressuscitou e voltou ao céu conforme profetizado centenas de anos antes. Essa é a verdade! Por ela viverei!

11 Dias em 40 anos...

Já teve a sensação que algo relativamente fácil demorou a acontecer? Já percebeu que, em nossas vidas, há coisas que sabemos que devemos fazer mas acabamos levando "séculos" para fazê-las? Determinamos que algo é necessário, sabemos que será o melhor para nós, mas simplesmente não fazemos e o tempo vai passando... Podem ser coisas simples como uma dieta ou o início de um programa de exercícios físicos. Pode ser algo mais sério como a resolução de um problema, um conflito ou o acertar de nossas vidas com Deus por meio de devoção e disciplina. Simplesmente vamos ficando onde estamos e o tempo vai passando.

Em Deuteronómio 1:2 e 3 lemos que o povo de Israel levou 40 anos para fazer uma viagem que demoraria 11 dias. Pense bem! Em vez de 11 dias eles levaram 40 anos de caminhada. E o Senhor finalmente lhes diz no verso 6: "Já ficaram tempo demais aqui, tratem de andar...". Chega de esperar, chega de protelar... saiam do marasmo e tomem posse do que já vos preparei há tanto tempo. E porque é que demoraram tanto?

Levaram 40 anos em vez de 11 dias porque viviam no passado.
Repetidamente reclamavam de Moisés lembrando do que tinham no Egito. E o mais incrível é que no Egito eram escravos... levaram 400 anos chorando para que Deus os libertasse. Uma vez livres, choravam, porque já não tinham as mesmas coisas do Egito. É extraordinária a mente humana. Já tinham esquecido das jornadas de trabalho forçado, das torturas e espancamentos, do verdadeiro genocídio que tinham sofrido. Viviam chorando pelo passado, paralisados pela recordação.

Levaram 40 anos em vez de 11 dias porque não tinham capacidade para crer.
O Senhor lhes dera provas indiscutíveis de seu poder. Mas o povo não acreditava. O povo de Israel nesse período é a maior evidência de que milagres não são a solução do problema humano. Ninguém viu tantas maravilhas e no entanto, não criam no poder do Senhor para lhes dar a vitória na terra prometida. A falta de fé era debilitante a paralisante e não os deixou progredir.

Levaram 40 anos em vez de 11 dias porque permitiam que uma mentalidade negativa e uma auto imagem degenerada os dominasse.
Olhavam para tudo com uma atitude de pobres miseráveis. Tinham sido libertos da escravatura física mas a carregavam no coração. Ainda se viam como povo fraco e dominado, sem direção e sem propósito. O Senhor os dirigia, dava-lhes alimento diário e líderes de qualidade mas ainda olhavam para si mesmos como presa fácil para qualquer adversário. Essa mente pequena impedia qualquer ação.

Levaram 40 anos em vez de 11 dias porque esperavam que as coisas aparecessem feitas.
Se ao menos alguém expulsasse os cananeus... se ao menos os gigantes fossem embora... se ao menos a terra estivesse vazia e as casas arrumadas e com comida pronta na mesa... eles então agiriam. Nem sequer queriam se dar ao trabalho de ouvir a Deus diretamente. Queriam que Moisés fosse ouvir e depois desse o relatório resumido. Não queriam se dar a nenhum trabalho e assim passaram décadas vivendo num deserto.

Por vezes passamos por desertos em nossas vidas. São inevitáveis e são difíceis de atravessar. Mas por vezes acampamos neles e aí ficamos por culpa própria, por incapacidade nossa, por falta de confiança no Senhor para caminhar para fora. Por vezes poderíamos vencer o deserto em 11 dias e ficamos por lá perambulando por 40 anos...

Deixamos de progredir quando paramos nossa visão no passado. Por melhor ou pior que tenha sido nosso passado ele não precisa determinar nosso presente e nem limitar nosso futuro. Se fomos vitoriosos louvemos ao Senhor e sonhemos com novas vitórias e mais altas. Se sofremos no passado vamos perdoar, agradecer pela sobrevivência e deixar as mágoas porque são fardo pesado demais para quem quer avançar. Já chega de carregar o passado. Vamos permitir que o Senhor nos carregue para o futuro.

Deixamos de progredir quando nos falta a coragem para crêr. Temos suficientes evidências em nossas próprias vidas e a nossa volta para sairmos do marasmo e crescermos. Mas é preciso um primeiro passo de fé. É preciso confiar. Sem fé é impossível agradar a Deus, e sem a graça de Deus não há como conquistar nada nesta vida.

Deixamos de progredir quando permitirmos que o inimigo nos mantenha com uma mentalidade de escravos. O adversário de nossas almas é especialista em depressão, complexo de inferioridade, ansiedade exacerbada, auto imagem negativa. Ele trabalha em nossas mentes mostrando constantemente nossa fraqueza, nossos defeitos, nossa incapacidade. Atenção: quando o Espírito Santo convence do pecado é para arrependimento, perdão e progressão. O maligno nos mostra o erro em nós apenas para derrubar e deprimir. Esta mais do que na hora de firmar a mente na Palavra do Senhor. ELE escreveu o livro e em sua versão da história (a versão verdadeira) somos filhos amados, perdoados, capacitados, enriquecidos e seremos vitoriosos! É a versão dEle que interessa.

Deixamos de progredir quando empurramos para outros a nossa responsabilidade. Queremos que outros façam por nós, que outros assumam nossos riscos, que outros lutem nossas lutas. Assim nunca avançaremos. O Senhor nunca falha na sua parte, mas nunca assume o que já nos delegou. Nossa parte é buscar a comunhão, submeter nossa mente, emoções e vontade ao seu controle e seguir sua orientação e comando. Só nós podemos fazer isso por nós. Façamos e a vitória virá.

Desertos virão e teremos que atravessá-los. Se vamos levar 11 dias ou 40 anos depende essencialmente de nós. O Senhor nos quer dar a terra prometida. Não acampemos na desolação. Os servos do Senhor herdarão a terra. Entenda de Deus qual a sua parte da herança e vamos possuí-la!

Já aconteceu uma vez...

Era uma vez um idoso de 80 anos. Ele foi convocado por Deus para enfrentar o maior rei de seu tempo e o mais forte estado de sua época. Munido de apenas um cajado e sua fé no poder de Deus derrubou um império e libertou seu povo da escravatura. Já aconteceu uma vez... pode acontecer de novo!

Era uma vez um homem de 85 anos que vivera já muito e podia almejar descanso e sossego. Foi no entanto desafiado a escolher sua herança. Podia ficar com as terras que desejasse. Podia escolher terras tranquilas e bem regadas e sobretudo livres de problemas. Mas ele escolheu as terras altas, cheias de inimigos. Uma terra habitada por gigantes. E essa terra foi conquistada por ele e pelos seus. Já aconteceu uma vez... pode acontecer de novo!

Era uma vez um jovenzinho que guardava as ovelhas de seu pai e que nos tempos vagos compunha salmos para louvar a Deus. Foi levar comida a seus irmãos que serviam o exército e se deparou com um gigante blasfemo. O mercenário era monstruoso, homem de guerra, bem armado, mas o garoto o enfrentou apenas com uma funda e algumas pedrinhas e o matou. Enfrentou o gigante por seu zelo pelo Senhor e venceu. Já aconteceu uma vez... pode acontecer de novo!

Era uma vez um profeta desconhecido mas que conhecia bem seu Deus e confiava no poder da oração. Ele orou e durante 3 anos não choveu. Depois orou e choveu fogo do céu e seu ministério preservou o culto verdadeiro em sua terra contra uma multidão de falsos profetas. Já aconteceu uma vez... pode acontecer de novo!

Era uma vez uma menina órfã criada pelo seu tio. De orfãzinha ela veio a ser rainha do maior império do seu mundo. Nessa posição ela desafiou leis ancestrais e confiando em seu deus salvou seu povo de uma destruição certa. Já aconteceu uma vez... pode acontecer de novo!

Era uma vez uma igreja em Jerusalém que vivia em harmonia e comunhão. Seus membros se amavam mutuamente e providenciavam para as necessidades uns dos outros. Essa igreja era respeitada pelo povo, era marcada pelo poder de Deus em curas e sinais e crescia diariamente conforme o Senhor desejava. Já aconteceu uma vez... pode acontecer de novo!

Era uma vez uma igreja em Antioquia que entendeu o chamado de Deus. No meio de uma época difícil, uma cultura pagã corrupta e um governo autoritário ela ousou crer na evangelização mundial e separou seus dois principais líderes para essa tarefa. Seus pastores saíram pelo mundo pregando e plantando igreja e algumas décadas depois o cristianismo tinha se espalhado por todo o mundo. Já aconteceu uma vez... pode acontecer de novo!

A palavra nos diz que nosso Deus não muda, ELE é o mesmo ontem, hoje e eternamente. Ele também não faz acepção de pessoas, ou seja, não gosta mais de uns que de outros e não vai deixar de abençoar uns para enriquecer outros. Se Ele fez isso no passado então esta pronto a abençoar no presente. Os exemplos que nos foram deixados servem exatamente para que possamos saber como agir, para que possamos confiar, para que nos sintamos estimulados porque isso tudo já aconteceu uma vez... e pode acontecer de novo!

Evangelizar está fora de Moda!?

Em muitos círculos evangelizar está fora de moda. Houve um tempo em que era aceitável e considerado positivo e necessário, mas gora não. Muitos hoje aceitam a visão que foi trazida do mundo pluralista de que cada um tem direito a sua própria crença. Essa verdade (a liberdade de escolha) é dom de Deus. O problema está em algumas de suas ilações. Baseados nessa posição, muitos crentes alegam que evangelizar é antiquado, é uma imposição de minhas crenças e na realidade atual, tolerante e diversa, ninguém tem direito de se impor aos outros. Seria assim mesmo? Evangelizar ou testemunhar de Jesus é imposição de religião? É verdade que não temos mais direito a isso? Que passou de moda? Meditemos brevemente.

Primeiramente seria bom lembrar que ao testemunhar de Jesus não estou falando só de minhas crenças. Trata-se de factos investigados e comprovados histórica e cientificamente. A vida e obra de Jesus, sua morte e ressurreição, são factos garantidos. A diferença que Jesus faz nas vidas é algo verificável em todo o mundo e ao longo de 2 mil anos. Não se trata de crendice ou superstição. São factos comprovados.

Imagine que descobriu a cura do cancro, que tropeçou numa forma de energia barata, não poluente e universal, que ficou conhecendo a forma de se viver saudável até os 120 anos. Teria direito de guardá-la só para si? Seria considerado imposição dizer a um doente terminal que sabe a forma de curá-lo? Seria esmagar os direitos pessoais compartilhar uma fonte de energia renovável sem custos? Certamente não! Seria tolice não fazê-lo. Seria mesmo um crime! Nós, que conhecemos a verdade de quem Jesus é e do que ELE faz nas vidas, temos mais do que o direito, temos o dever de o compartilhar.

Em segundo lugar, o testemunho sobre Jesus não é uma imposição das minhas crenças. Não se trata de algo pessoal, individual, inventado por mim. Trata-se da experiência de muitos milhões ao longo de toda história da humanidade mesmo antes de Jesus. Não é algo que só eu sei, não é a minha verdade. É a verdade vivenciada por tantos milhões que se tornou universal. Experimentada em todos os quadrantes, por todas as culturas, classes sociais, níveis de formação intelectual, épocas e lugares.

As verdades do evangelho não são minha crença, mas algo que nos foi dado do céu. Sua revelação foi sobrenatural, envolveu milhares de profecias cumpridas ao longe de séculos que nos garantem sua origem transcendental. Não foi invenção de homens pois os livros da Bíblia levaram séculos a serem escritos, por escritores de culturas e em lugares totalmente diversos e que no entanto escreveram sem contradição e com uma coerência tal que só o céptico fechado deixa de reconhecer. Testemunhar dessa verdade é passar adiante uma verdade celeste vivida em todo globo.

Por fim, testemunhar não é uma imposição de minhas crenças. Pode ser que alguns deem seu testemunho de modo que seja impositivo, mas esse não é o espírito do evangelho. Jesus deixou claro que sua mensagem era um convite, um apelo. Ele dizia "se alguém quiser vir após mim". Ele dizia: "Eis que estou à porta e bato, se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa". Não há nada de imposição nisso. Há convite singelo e total liberdade de escolha.

Quem arromba portas e salta muros impondo sua vontade é o inimigo de nossas almas não o Senhor Jesus. Como seus seguidores nós não impomos nada a ninguém. Nosso apelo não é uma lista de leis, regras e proibições. Para a liberdade verdadeira fomos chamados por aquele que disse "conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Nós não impomos, compartilhamos, testemunhamos do que vimos, ouvimos e experimentamos, damos a conhecer a graça que nos alcançou, convidamos para o banquete de Deus.

Evangelizar não passou de Moda. Devemos e podemos mudar o estilo e forma de o fazer para que se torne mais eficaz aos nossos dias. O crente fiel deve ser sensível á realidade que o cerca mas nunca deixar de dar testemunho daquilo que é o mais importante em sua vida, a salvação de Jesus.

Por que dou o dízimo?

"Dar o dízimo é coisa do Antigo Testamento" diz um irmão com o rosto vermelho de convicção. "Dar o dízimo é a maneira certa de garantir a prosperidade" diz outro pregador prometendo o céu na terra. "Deixar de dar o dízimo é roubar a Deus" assevera um terceiro. "O que os pastores querem é o nosso dinheiro" reclama ainda outro cheio de indignação. Parece que este assunto é "quente" no meio evangélico atual.

Na verdade, as várias posições sobre o dízimo são todas passiveis de defesa com a Bíblia na mão. Tanto o que prega o dízimo como o que o combate pode usar base bíblica. Mas as mais diversas heresias têm feito o mesmo, sem surpresa, porque as interpretações variam e o uso indiscriminado da Palavra é antigo. Afinal, em que ficamos? Damos ou não o dízimo? E se o damos, porque o fazemos? Pretendo deixar aqui as minhas razões para dar o dízimo, mas antes vamos esclarecer algumas questões.

O dízimo não é instituição cristã. Sua primeira utilização bíblica é tão antiga quanto Abraão que deu o dízimo a Melquisedeque (Gênesis 14:20). Abraão era um forasteiro da Mesopotâmia dando a décima parte de seus ganhos a um rei-sacerdote cananeu de quem sabemos pouquíssimo. Pelo menos desde então e em meios que não eram nem cristãos, nem judeus, já se usava essa prática.

A prática tornou-se tradição entre o povo de Israel de tal modo que o Senhor considerava roubo a não aplicação do dízimo nas palavras bem conhecidas do profeta Malaquias (3:8 e 9). No tempo de Jesus o dízimo era comum e certamente tanto ele como seus discípulos acatavam esse principio. A única referência de Jesus ao dízimo não foi a condená-lo, mas a repreender a forma como os fariseus o praticavam (Mateus 23:23). Ora Jesus condenou os fariseus por sua forma de orar e de jejuar e ninguém entende disso que o cristão deva abster-se de orar e jejuar. Porque então interpretam erradamente a menção ao dízimo? Jesus não o aboliu, antes corrigiu a maneira de ser aplicado.

No restante do NT não há menção ao dízimo. Muitos tomam isso como uma desculpa para o abandonarem. Afinal não há menção clara do uso dele na igreja primitiva. Podemos então riscá-lo? A esses eu sugeriria então que praticassem o que o texto deixa claro sobre as ofertas na igreja primitiva em Atos 2:45 e 4:32. Ao que parece em Jerusalém não se usava o dízimo. Ninguém dava 10%, davam 100%, davam tudo. Vamos aplicar isso a nossas igrejas hoje?

Permitam-me então enumerar as razões pelas quais dou o meu dízimo:

1) Dou o dízimo porque é parte do meu louvor e da minha gratidão a Deus pela saúde, pelo trabalho e sustento. Creio que tudo vem de Deus e não fazemos mais que devolver a ELE em gratidão e em atitude de louvor a décima parte.

2) Dou o dízimo porque é meu modo de trabalhar para o suprimento da obra de Deus. A Igreja de Jesus não é uma organização com fins lucrativos, não é um clube com cotas e nem uma empresa com fonte de rendimento seguro. Seu trabalho, no entanto exige recursos e creio que somos nós os salvos que temos o privilégio de sustentar essa obra.

3) Dou o dízimo porque é uma forma equitativa de contribuição. Na igreja de Jesus que utiliza esta forma de contribuição ninguém pode levantar e dar ordens aos demais baseado na quantia que oferta. Os ricos não têm direito de mandar porque tem mais. Todos dão igualmente 10% do que recebem, logo, todos dão de modo equitativa e todos tem igual direito.

4) Dou o dízimo porque por meio dele me junto a meus irmãos e posso abençoar outros de um modo que sozinho não poderia. Só, meus recursos são escassos, Juntos sustentamos missões, ajudamos os carentes, construímos templos etc.

5) Dou o dízimo porque ao fazê-lo estou investindo da melhor maneira possível. Todo investimento se mede pelos lucros e pela durabilidade. O investimento na obra de Deus é eterno. Invisto no céu e esse investimento dá dividendos que não acabam. Poderia haver melhor modo de empregar meus recursos?

6) Dou o dízimo porque isso fortalece a minha fé. A vida é difícil para todos e não tenho necessariamente muito mais que outros. Quando faço as contas vejo que provavelmente teria onde gastar os 100% do que ganho. Ao limitar meu orçamento a 90% confio que o Senhor vai prover e nada faltará. É incrível ver como Deus faz com 90% mais do eu faria com 100% e assim cresço na confiança na provisão Divina.

7) Dou o dízimo porque isso desenvolve a arte de dar e quebra a minha dependência das coisas materiais. Poucas ilusões são tão passageiras quanto à provocada pelas coisas que adquirimos. Num momento parecem excelentes e resolver nossas vidas e no outro já nem lembramos porque as compramos. Dizimar é um modo de ir me disciplinando contra essa dependência.

8) Dou o dízimo porque a Palavra de Deus é clara quanto ao modo como o Senhor nos abençoa. Há promessas bíblicas que são condicionais e uma delas esta ligada ao dízimo como vemos em Malaquias 3:10. Quero estar habilitado a fazer prova de Deus. Quero estar habilitado a ver os céus se abrirem sobre minha vida, então procuro cumprir a condição que o Senhor estabeleceu.

Quero terminar deixando claro que o dízimo não é tudo o que o crente deve dar à causa do Mestre, é o mínimo. O dízimo para mim é dívida. O mais devo dar conforme minhas possibilidades e em alegria.
Afinal há muitas razões para contribuir.

NÃO COMO O MUNDO!

“Deixo-vos a paz, minha paz vos dou;
não vo-la dou como o mundo a dá."  João 14:27

Paz é uma comodidade rara em nossos tempos. Vivemos dias de pressão, depressão e comoção. A humanidade vive insone, irritada, insatisfeita e ansiosa.

 Precisamos urgentemente de paz. Paz nacional, paz social, paz emocional e interior. Paz nos lares, nas escolas, nos trabalhos, nos parlamentos, nos governos, nas fronteiras. Mas a paz parece nos escapar por entre guerras estúpidas, disputas religiosas inúteis, brigas familiares sem sentido e conflitos internos indecifráveis. Como necessitamos da promessa de Jesus. Sua paz, a que Ele prometeu é única. E Ele prometeu que a daria de um modo diferente do conhecido. Notemos o que isso significa.

Não como o mundo, não pela aparência
O mundo avalia praticamente só pela aparência. Se parece então deve ser. Importante é parecer. Parece em paz, mas estará? Não interessa. Só queremos ver a cara. O mundo dá de acordo com o visual. Se o que se vê agrada, se esta de acordo com a moda, então o mundo dá. Senão é melhor ir bater a outra porta. Se o visual destoa, se aos olhos não parece bem, o mundo só tem desdém e escárnio.

Jesus dá sem olhar a aparência, sem se preocupar com o visual, sem avaliar a moda, a forma ou o que os olhos podem ver. Ele olha dentro e dá de acordo com o que está dentro. Ele vê além das ações, as intenções. Olha para lá da fachada e nota a autenticidade. Que alivio para a maioria de nós saber que para Jesus o que conta não é o exterior.

Não como o mundo, não pelos contatos
"Você conhece alguém?" Esta foi a pergunta que me fizeram quando meu processo pareceu encravar. Se queria que as coisas andassem não bastava andar na lei, não bastava ter a razão, não era suficiente ter a justiça do meu lado. O mundo estava pronto a dar, mas era preciso conhecer alguém, ter algum contato, receber uma indicação. E eu saí de mãos vazias.

Mas Jesus não dá assim. Ele não pede credenciais, não verifica currículos, não recebe telefonemas de pessoas "importantes". Ele recusou o príncipe Nicodemos e perdoou a mulher adultera, rejeitou o moço rico e deixou lavar os pés por uma mulher de fama duvidosa, repreendeu os poderosos e abençoou as crianças, tocou o leproso, curou o cego, libertou o possesso. Para ele não havia intermediários. O chamado era direto, "vinde a mim" e ele dá sem olhar a contatos ou conhecimentos.

Não como o mundo, não passageiramente
O mundo é perito em vender prazer, alugar felicidade e emprestar alegria... Tudo por uma módica quantia e com prazo de validade determinado. Tome esta droga e será feliz... Temporariamente; compre este produto e será realizado... Passageiramente; vá nessa viagem e encontrará aventura... Fortuitamente; viva neste bairro e compre este carro, faça este curso e tudo lhe será maravilhoso... Enquanto durar.

Como é diferente a paz de Jesus! Ele prometeu uma vida de qualidade diferente, em quantidade diferente e por um tempo infinito. Sua paz não tem fim! Não vem com prazo de validade, não se desgasta com o tempo e dura literalmente uma eternidade! O investimento NELE é garantido e é para sempre. Começa aqui, continua ali e durará sem fim após esta vida mudar e passarmos a outra dimensão. Essa sim é paz desejável.

Não como o mundo, não superficialmente
A paz do mundo e tudo o mais que oferece fica-se pela epiderme. Dura pouco exatamente porque não tem raiz. Normalmente afeta apenas os sentidos, e quando parece muito boa chega somente aos sentimentos e todos nós sabemos como esses mudam, como se alteram, como são pouco dignos de confiança. A paz do mundo é como o ansiolítico e antidepressivo. Coloca a pessoa a dormir, mas não cura seus problemas, não resolve seus dilemas, não responde suas questões. Se o próprio mundo não conhece as soluções e não sabe o caminho como pode dar algo mais? Não se pode tirar de onde não existe.

Jesus veio para que entendêssemos a vida que se podia viver. O mundo diz: "acho que esta ali". Jesus diz: "Eu sou a vida". Ele não tentou adivinhar, sabia. Não filosofou sobre o assunto, viveu. Não levantou hipóteses a testar, provou-as no mais pleno das possibilidades. O mundo diz como o adesivo de automóvel: "Não me siga estou perdido!". Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade... a porta... quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida... de seu interior fluirão rios de água viva". Que diferença. Certamente não é como o mundo.

Nestes tempos difíceis que vivemos deixemos as tentativas patéticas do mundo e nos entreguemos às certezas do Mestre. Ele é VIDA. Sua paz é perfeita, profunda, eterna. Quando tantos se arvoram em orientadores nos dizendo o que devemos fazer, Ele nos mostra o que podemos ser. É sua paz que nos deixou. É sua paz que precisamos.
Não como a do mundo...
Mas a verdadeira.
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