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A Grande Heresia


Há uma heresia dizimando as igrejas e as vidas de cristãos evangélicos no mundo ocidental de uma maneira devastadora. Trata-se do maior e mais bem planejado ataque do inimigo às fileiras cristãs.

Não é um tema necessariamente de teologia profunda. Não é algo que ponha em causa a soberania de Deus ou a Divindade de Jesus. Não tem a ver com a atuação mais ou menos intensão do Espírito Santo ou a diversidade de dons. Não são as testemunhas de Jeová, os adventistas ou mórmons.

Seu resumo é simples e seria o seguinte: Para ser salvo você só precisa de uma oração rápida de aceitação de Jesus e pronto…
Esta heresia mata a possibilidade de vida nova em milhões. Gente em busca de Deus que entende que por meio de uma espécie de reza ou de um simples levantar da mão tudo vai mudar meio que instantaneamente.  A vida será melhor e Deus vai solucionar todos os seus problemas, como num passe de mágica. Estes,  depois de uns tempos abandonam o evangelho dececionadas ou se tornam mais um elemento de um batalhão de bebés espirituais, longe de qualquer sinal de verdadeira maturidade na senda de Cristo.
Esta heresia ensina ao novo convertido que o discipulado de Jesus é opcional, que o compromisso é uma segunda escolha, que trabalhar para crescer na fé é só para uns poucos privilegiados.  

Informa que frutificar para o Senhor é uma coisa excecional e que a maioria foi mesmo chamada para assistir o trabalho dos outros e desfrutar de seus esforços. Para aproveitar muito bem todas as bênçãos que Deus dará a partir desta "decisão" e que não é preciso fazer mais nada. 

Esquecem-se da conhecida frase: Nossa Salvação foi de graça, mas teve um alto custo, o sangue de Jesus. 
Faz entender que a salvação é, no fundo, só para a eternidade e que aqui nesta vida cada um faz o melhor que pode e escolhe a vida que quiser levar e depois nos vemos no céu.

Um cristão que seguiu o discipulado torna-se maduro e frutifica! Não basta levantar o braço e fazer a oração que o pastor ordenou. Há todo um processo de livrar-se dos conceitos mundanos e relativistas e passar a pensar como Cristo.

 

O Reino de Deus aos olhos de Jesus

"Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e todas essas coisas vos serão acrescentadas" Mateus 6:33.
 
Um dos textos mais conhecidos do NT e das afirmações de Jesus. Talvez um dos mais usados e com razão. Surge num contexto sempre moderno e atual. Jesus fala sobre ansiedade, estresse, pressões da vida diária, posse de bens materiais. Fala sobre a atitude diante da vida e chama a uma prioridade diferente. Mas o que queria Ele dizer? O que significava buscar o reino de Deus e a sua justiça? O que entenderiam seus ouvintes da época ao ouvi-lo falar do Reino de Deus? Entender isso será provavelmente uma das coisas mais importantes para quem deseja seguir a Cristo. Então tentemos entendê-lo.

No tempo de Jesus a expressão "reino de Deus" ou "reino dos céus" era bastante comum. Muito mais que nos nossos dias. Mas o que significava? Certamente coisas diferentes a pessoas diferentes, como até hoje. Podemos identificar pelo menos três principais tendências na palestina do I século:

1)    Reino de Deus Imperial

Havia os que entendiam que significava um domínio físico e efetivo de Deus na terra. Uma dominação material. O Senhor daria vitória a seu povo, Israel e lhe devolveria a dominação como nos tempos de Davi e Salomão e isso representaria o reino de Deus numa época de paz e prosperidade nunca vista. É claro que Deus não viria pessoalmente reinar e então se acreditava nessa visão que seria um governante humano a ocupar essa posição.

Essa era a visão de Messias da época. Era aceita pela maioria da população, pelos fariseus, partido importante da época e pelos zelotes revolucionários. Seria, em última análise, a visão que levaria às revoltas judaicas que acabariam por levar à destruição de Jerusalém e à diáspora judaica pelo mundo.

Essa visão seria repetida na história. O reino de Jerusalém, fundado pelos cruzados, era chamado de Reino de Deus. Os reis europeus, muitas vezes, se apresentavam como representantes de Deus, considerando-se príncipes designados diretamente pelo céu e por isso autorizados a governar.

2) Reino de Deus Fora do Mundo

Uma segunda visão seria tida pelos essénios, grupo que pode ser visto como precursor dos mosteiros e conventos cristãos. Criam que a sociedade estava toda pervertida e para viver a vida certa, o reino de Deus, era preciso fugir do mundo e criar comunidades santas. Eles viviam em mosteiros na zona do mar morto sob estrita lei que era exigente ao máximo. Sua visão era escatológica na expectativa da destruição do mundo e início de uma nova era. Essa visão radical era tida por poucos mas muito respeitada.

3) Reino de Deus Conformista

Uma terceira perspetival dizia que já tinham esperado o messias tempo demais. O Senhor não iria dar a Israel o governo. Já o dera a outros povos. Havia que aceitar isso. Viver o reino de Deus seria reconhecê-lo na situação atual e fazer o melhor proveito disso. Esses eram os conformistas que tentavam se adaptar a cultura dominante e viver. Seriam os publicanos mas também os saduceus de modo diferente e a casta sacerdotal dominante que fazia do templo sua fonte de rendimento. Para eles o reino de Deus estava ali mesmo nos proveitos que tinham em tentar viver a vida na presente situação.

4) Reino de Deus no Porvir

Mais tarde, já na era cristã, muitos interpretaram essa questão como o mundo do porvir. Aqui temos aflições mas um dia deixaremos esta realidade e iremos viver noutra. Lá teremos plena paz e viveremos fora do perigo do mal e do pecado. Lá será então total a dominação do Senhor e viveremos uma verdade diferente. Lá será o reino de Deus que aqui na terra não era possível conhecer.
 
5) A visão de Jesus sobre o Reino

O problema é que Jesus não tinha nenhuma dessas posições. Ele sabia que o messias não seria um guerreiro santo que devolveria o poder a Israel. Rejeitava essa visão. Mas não entendia que se devia fugir da vida e por isso não levara seus discípulos para mosteiros mas andava nas vilas e aldeias e era acusado de comer e beber com o povo. Não os queria fora do mundo, mas brilhando nele.

Isso não tornava-o conformista, pois não aceitava a governação vigente como correta. Foi ele quem atacou a forma de os sacerdotes agirem inclusive expulsando os vendilhões do templo aparentemente sem ter recebido autoridade para isso. Tampouco Jesus defendeu que o Reino de Deus seria só para depois da morte, em outra vida, porque falava aos discípulos exatamente das questões diárias que deviam ser enfrentadas. O que era então o reino de Deus para Ele?

Jesus defendia o plano de Deus eterno. O homem, criado para governar com Deus na terra, fora criado puro e sem pecado. Aceitara um golpe de estado que deixara o maligno no poder. Deus então encetara um plano de recuperação, renovação da humanidade e da própria criação. Esse plano passava por formar uma comunidade nova de homens e mulheres salvos do poder do mal, vivos para Deus e no meio de quem, em cujas vidas, Deus pudesse reinar e mostrar o que seria seu domínio no porvir.

Era essa a posição de Jesus. O reino viria um dia em forma física, mas começava já. Seria perfeito um dia, mas não esperava pela consumação dos séculos. Não dizia respeito apenas a uns poucos religiosos que viviam em separação de tudo, mas dizia respeito a todo discípulo de Jesus em meio ao cotidiano. Dizia respeito a não se permitir dominar pelas ansiedades de quem não conhecia o plano de Deus, não conhecia a realidade maior e podia então viver pelo plano maior. O discípulo entende-se parte dele. Baseando sua vida nas palavras e ensinamentos do mestre e salvador.

Jesus exemplificou exatamente isso em sua vida e em sua comunidade de discípulos. Uma vida em prol de outros. De serviço, de festa e alegria, de funerais e tristeza, de companheirismo e amizade. Era vida no sentido maior.

No fim de sua mensagem em Mateus 7: 24 a 27 deixava outra pista na parábola da casa construída sobre a rocha. Em geral vemos essa história como falando de vidas e podemos entendê-la assim. Mas Jesus falava de contrastes presentes. A casa em construção que todo Israel acompanhava era o templo de Jerusalém. Era o sinal maior das aspirações judaicas. Mas era construído por visões erradas do que seria o reino de Deus e acabaria por ruir. Seria a comunidade de Jesus, edificada em suas palavras que viria a triunfar. A profecia acertou em cheio. O judaísmo decresceu e se manteve marginal na história do mundo enquanto o Cristianismo se tornou a maior fé do planeta. Era a casa edificada sobre a rocha - Jesus.

O que isso significa para nós? Vamos parar de trabalhar? Vamos olhar o céu a espera que Jesus venha? Vamos chorar aqui e aspirar pelo céu? Não. Jesus nos chama a ser parte de sua renovação da humanidade. Parte do plano eterno de Deus. Vencendo a preocupação com estas coisas que dominam as mentes de quem não vê o quadro maior. Podemos viver e devemos viver. Trabalho, família, amizade, lazer, festas e funerais. Fizeram parte da vida de Jesus e fazem da nossa. Mas sempre com uma visão maior. Somos salvos pela graça. Somos instrumentos da graça. Somos chamados e viver para mostrar a verdade de Deus e a sua vontade. Acima dos stresses e ansiedades da vida sabendo que aqui e agora participamos da restauração da terra e vamos reinar com Jesus.

A Era dos Especialistas

O senhor João caiu na rua. Não sabe dizer se foi uma tontura, uma distração ou simplesmente um tropeço. Caiu sobre o braço e foi ao seu médico de família porque doía e estava escuro na região da pancada. O médico disse-lhe que como clinico geral devia mandá-lo a um especialista. Devia fazer radiografia e ecografia das partes moles da região. A radiografia foi feita sem dificuldade já a ecografia foi complicada. Radiologista que fizesse eco das partes moles do braço era difícil de achar. Tinha que ser um especialista. Por fim o encontrou, fez o exame e levou tudo ao ortopedista.
O ortopedista disse que não havia nada partido, mas devia ir com a ecografia a um reumatologista, um especialista em músculos e tendões. No reumatologista ouviu que havia uma lesão muscular que exigia fisioterapia. Logo foi enviado a outro especialista. Mas o fisioterapeuta ao ler a prescrição do reumatologista disse que precisava ir a outro fisioterapeuta que fosse especialista naquele tipo de tratamento. Por fim o Sr. João já cansado chegou ao 6º especialista de seu percurso ouviu que não era nada de grave e que o médico de família podia perfeitamente ter tratado de tudo. Conclusão: é melhor não cair mais!
Vivemos numa era de especialistas. Hoje queremos sempre ouvir os melhores. Entrevistas na TV ou nos jornais, são feitas com os peritos na matéria. Temos gente que se especializa em tudo. Se antigamente fazer doutorado era considerado o máximo, hoje o especialista tem um ou vários pós doutorados, e a cada avanço sabe mais de cada vez menos. Essa é a nossa era, a era dos especialistas, onde sabemos cada vez mais de cada vez menos.

É claro que há um lado positivo nisso. Todos queremos os melhores. Quero a melhor opinião, a melhor explicação, o maior conhecedor. Seja a minha saúde, o meu investimento, a minha aula ou curso, quero receber de quem realmente conhece e para isso busco os melhores especialistas. No entanto, a segurança que era suposto encontrar nem sempre aparece no fim dessa estrada. A especialização nunca responderá todas as questões e aqui chego a duas conclusões sobre esta era em que vivemos e que nos deve afectar a todos.

Primeiro precisamos entender que o fato de haver especialistas não significa que entenderemos tudo. Partimos do princípio que o perito tem sempre uma explicação e a verdade é que a vida é demasiado complexa para que tudo se entenda ou se explique. Há um mistério implícito em muitas coisas da vida e não vamos conseguir vencê-lo por mais que procuremos entendidos na matéria. Nossa sociedade acreditou no avanço da tecnologia como uma promessa de que tudo seria explicado. Mas a ciência trabalha essencialmente com teorias. Umas são provadas, outras nem tanto. Umas são provadas no laboratório para depois falhar na vida. Outras parecem erradas e depois se confirmam.
Na era dos especialistas vamos deixando a fé cada vez mais para segundo plano. Parece que a fé só serve para o que os especialistas não explicam. Nesse caso, a medida que as explicações aumentam diminui a área de acção da fé. Mas na verdade não temos todas as explicações e nunca teremos. A era dos especialistas criou uma certa dependência da explicação. Quando não temos uma agenda bem definida ficamos perdidos. Mas o cristão não vive pela vista. Pode até procurar a explicação mas não precisa depender dela. Sabe que o mistério da vida está nas mãos de um Pai de amor que é Deus soberano.

Em segundo lugar a era dos especialistas tem levado a um jogo de empurra -empurra. Como a exigência é cada vez maior e as cobranças também, o especialista se livra da responsabilidade passando a bola a alguém que supostamente sabe mais que ele. Ninguém se satisfaz com o generalista e ele mesmo sacode a água do capote passando a bola ao “especialista”. Com isso temos cada vez menos gente assumindo responsabilidade. Ninguém quer pagar o preço de dizer as coisas como são ou assumir os riscos de as nem sempre tudo correr bem. Mas na prática todos podemos e devemos assumir responsabilidades. Todos podemos e devemos ajudar. Posso não ser perito mas se calhar sou mais humano, mais caloroso, mais disponível e vou acabar ajudando mais que o famoso perito.
Não estou preconizando a ausência de especialistas, mas a disponibilidade do auxílio. Não usemos o especialista como uma fuga da responsabilidade do que chega a minhas mãos. Posso e devo auxiliar, ser útil, ser bênção, mesmo que não seja o maior perito na matéria a nível mundial.

Infeção Hospitalar/ Eclesiástica


             A história é comum a qualquer consultório médico. O doente se queixa de ter apanhado uma infeção grave justamente onde deveria tratar de sua saúde. “Doutor” dizem com voz grave e ar acusador “fui lá com uma simples dor de garganta e saí com uma pneumonia bilateral” e em seguida conta o rol de tratamentos complicados e procedimentos dolorosos a que se teve de submeter para se livrar de algo que apanhou no ambiente hospitalar.
            Do ponto de vista da lógica, o ocorrido nem é tão estranho assim. Todos sabemos que o ambiente hospitalar é o mais infetado que existe. Afinal, praticamente todos que para li se dirigem levam algum tipo de problema físico e boa parte carrega germes, bactérias e vírus deixando depois o agente infecioso no ambiente. A probabilidade de um doente, já com as defesas baixas, adquirir algo nesse contexto é alta. Por isso mesmo os médicos procuram tratar os doentes ambulatoriamente e uma vez internados procuram diminuir o mais possível o tempo de permanência no hospital.
            Por outro lado, não deixa de ser um pouco estranho e até contraditório, que o local onde se vai buscar o tratamento seja a origem de tantas mazelas e por vezes mesmo de problemas que se tornam fatais. Se não posso confiar no hospital para me tratar e tenho que temer seu ambiente, fica difícil saber o que fazer quando estou doente. Isso se torna ainda mais evidente quando leio e descubro que boa parte dessas infeções hospitalares só se adquirem exatamente nesse ambiente e não as apanhamos em nenhum outro lugar.
            Ora, o que isso tem a ver com a igreja? Muito! Não é de hoje que se compara a igreja a hospitais. Assim como os hospitais existem para tratar os doentes, a igreja existe para ajudar a resolver a maior de todas as doenças, a do espirito. Assim como os hospitais tem gente preparada para lidar com os doentes a igreja deveria ser formada por ex-doentes prontos a compartilhar a cura com os que a procuram. Assim como no hospital se efetuam os tratamentos que restaurarão a saúde, na igreja se administram as bênçãos que restauram a alma e o espirito para a comunhão com Deus. Mas infelizmente as comparações não ficam por aqui. Se nos hospitais se corre o risco de adquirir infeções únicas e graves, também na igreja há riscos de se cair em pecados que fora dela seriam risco bem menor.
            São pecados próprios da realidade eclesiástica, que as pessoas de fora da igreja não experimentam mas que grassam no seu meio. Exatamente no lugar onde deveríamos lidar com nossos pecados e descobrir como nos livrar deles e de suas consequências, corremos o sério risco de adquirir pecados bem específicos e graves para nossa saúde espiritual. Pensemos em alguns dos mais comuns:
            Hipocrisia: talvez a mais comum das infeções eclesiásticas. E se é verdade que fora da igreja também vemos hipocrisia, a realidade é que a hipocrisia que vemos nela tem características únicas e é provocada exatamente pelo ambiente eclesiástico. Estamos falando daquele fingimento que ataca os crentes de modo particular. A vida dupla que se desenvolve naqueles que no domingo vestem uma roupa diferente (domingueira), falam uma língua própria (evangeliques), olham de um modo especial (altivez de santo) e se comportam como se fossem melhores que a maioria dos mundanos sem Jesus. Esse mesmo personagem gravemente infetado vive de segunda a sábado exatamente como o mundano que condena no domingo. Vê as mesmas novelas e filmes, surfa os mesmos sites pornográficos na net, usa a mesma linguagem pesada, conta as mesmas mentiras, engana igualmente nos impostos, mostra total descontrole do temperamento, reage e pensa como se Deus não existisse na prática. Mas no domingo o infetado parece sofrer de uma amnésia parcial e seletiva. Esquece de como viveu durante a semana e condena viva e brutalmente aqueles que fazem exatamente o que ele fez.
Ora essa hipocrisia é adquirida no ambiente eclesial. Trata-se de um conjunto de pressões que levam o individuo a sentir que precisa fingir para ser aceito. Talvez o primeiro caso registrado dessa infeção seja o de Ananias e Safira em Atos 6. O doente não percebe a gravidade de sua doença. Não entende que ela nega a graça de Deus e a comunhão dos santos. Desconhece que em sua progressão essa patologia leva à esterilidade espiritual e a falta total de comunhão com o Senhor.
Orgulho “Santo”: infeção próxima da anterior mas com sintomas um pouco diferentes. Trata-se da autojustificação de quem se esforça nas “coisas” de Deus, que se aplica na “obra” de modo por vezes sacrificial e que ocupa posições e cargos considerados importantes ou híper valorizados pelo próprio infetado. Esse orgulho leva o doente a achar que vale mais que todos, que a vida da igreja depende dele, que ninguém é capaz de se comparar a ele em importância e valor, que seu trabalho é insubstituível e que seu galardão será o maior de todos. Essa espécie de mania de grandeza espiritual afeta muitos crentes e é grave. Provoca ilusões e alucinações, leva por vezes mesmo a formação de seitas e outros grupos onde a infeção do portador inicial se torna uma verdadeira “peste negra” da igreja. São os donos da verdade. Os detentores da ortodoxia original ou então os descobridores da verdade final.
Essa infeção leva o doente a esquecer que tudo vem de Deus, que a graça é sempre soberana, que nada temos que não tenhamos recebido, que o corpo de Cristo é composto por muitos membros e todos são valiosos e necessários. Essa infeção cega o doente para o valor de seu irmão, torna-o surdo para a verdade proclamada pelo outro, e fecha o raciocínio para tudo que não seja de origem própria. Nas fases finais costuma levar a afastamento da igreja e eventual morte espiritual.
Exclusão: Esta outra infeção é também comum em meio eclesiástico e muito triste porque nega a verdade bíblica e a própria razão de ser da igreja. Trata-se de uma forma de depressão gravíssima que atinge aqueles que uma vez na igreja se vem cercados por orgulho, vaidade e que são excluídos de certos grupos “superiores”. Tendo vindo do mundo onde não percebiam o amor de Deus, esses doentes encontraram na igreja a fonte da graça Divina. Mas depois, com o tempo de convivência, perceberam o pecado na igreja, a hipocrisia dos crentes, a falta de amor da maioria, o egocentrismo de boa parte dos “irmãos” e entraram em confusão. Se no lugar onde se diz conhecer a Deus e receber os ensinos de Jesus se vive assim então não deve haver saída. O doente entra em desânimo profundo, afasta-se desiludido e acaba por ser um caso muito difícil de recuperar porque já experimentou todos os tratamentos e se tornou imune a eles.
Neste caso há falta de clareza de pensamento. Por vezes expectativas altas demais. É comum julgar-se o todo por um ou dois indivíduos e as generalizações, sempre perigosas, tomam conta do raciocínio levando ao desespero e a falta de esperança numa solução. Por fim a cegueira impede que o doente veja qualquer sinal da graça por mais evidente que seja e a anemia espiritual atinge a gravidade máxima.
Conclusão: talvez alguém me ache exagerado nessas descrições. Gostaria muito que tivesse sido só isso. Infelizmente infeção hospitalar e a sua congénere eclesiástica, são coisas muito sérias e precisam de ser tratadas como tal. Como em quase todos os casos o reconhecimento é o primeiro passo. Precisamos identificar as situações de pecados próprios da igreja e combatê-los de modo proactivo.
Para a hipocrisia o tratamento é a humildade;
para o orgulho é a imersão na realidade do corpo de Cristo;
para a exclusão é a realização da graça extraordinária mesmo no meio das falhas e fraquezas.
Humildade se ganha servindo; a realidade do corpo se adquire percebendo a diversidade de dons e apreciando os talentos de todos; a verificação da graça se percebe não deixando que o maligno nos encha com as mazelas dos outros mas ouvindo e louvando pelas bênçãos em tantas vidas transformadas.
Infeção eclesiástica esta aí. Esteja atento e combata já!

O que diferencia minha Igreja?


          Porque você compra nesta loja e não na outra? Pense um pouco. Pode haver muitas razões. Talvez esta seja mais barata, ou é mais perto de sua casa ou simplesmente se acostumou a encontrar as coisas que quer nesta aqui. Mas o que diferencia as lojas? Pense bem. Basicamente todas têm as mesmas coisas. E se analisarmos bem, veremos que as diferenças de preços nem são tão grandes. Então, porque vamos a esta e não a outra? Na verdade tem a ver com tratamento. Regra geral a diferença entre uma loja e outra é a forma de tratar os clientes e todos sabemos isso implicitamente.
          Pense em seu retrospecto. Já teve experiências más numa loja, ou restaurante? Foi mal atendido, houve falta de interesse em ajudá-lo, demoraram muito para o servir, foram até rudes nas respostas? E o que aconteceu? Você nunca mais voltou e provavelmente contou a várias pessoas sobre o assunto. Falo por mim. Há várias grandes lojas de material electrónico e informático em Lisboa, mas há uma dessas onde nunca vou. Seus preços são bons, sua localização é excelente, sua organização é eficaz, mas fui mal atendido lá por duas vezes. Simplesmente não volto.
          O que diferencia as igrejas? Pense bem antes de responder. Pode ser que fique mais perto de sua casa, ou gosta das pregações do pastor, ou tem um estilo de louvor que o agrada. Mas se meditar bem verá que provavelmente a sua igreja de escolha tem a ver com as pessoas. Provavelmente escolheu sua igreja por causa dos relacionamentos. Encontra ali amigos, parentes, conhecidos de longa data e gosta da relação que tem com eles. Se foi a uma igreja que é até boa, bonita, com bom culto e um bom pregador, mas foi mal recebido, não fez contato com as pessoas e não se sentiu acolhido, dificilmente vai permanecer.
          Por favor, me entenda bem. Não estou dizendo que as igrejas são como lojas e que somos vendedores de produtos religiosos. Não é essa minha convicção ou entendimento. Mas a verdade é que a vida é feita de relacionamentos e as igrejas também. O que de diferencia mais significativamente uma igreja de outra acaba por ser a maneira como a membresia se relaciona. Jesus nos deixou uma regra básica para os relacionamentos em Mateus 7:12, “Aquilo que quereis que os outros vos façam, fazei-lhos vós também a eles”. Desde o século XVII que este texto é conhecido como a regra de ouro. Jesus está dizendo que devemos 1º- pensar em como queremos ser tratados e 2º- começar a tratar os outros assim. Pensemos então em como queremos ser tratado para pensarmos em como devemos começar a tratar os outros.
          Eu quero ser incentivado. Paulo explicava a necessidade de incentivo na igreja da seguinte maneira: “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade e assim transmita graça aos que ouvem” Efésios 4:29. Eu preciso de palavras assim. Preciso de incentivo na caminhada, de consolo nas lutas, de ânimo nas dificuldades, de conforto nas perdas. Eu quero receber palavras que me coloquem para cima, que me sirvam de força para continuar. Gosto de estar perto de pessoas que me tratam assim. Naturalmente me aproximo delas e procuro ouvi-las porque sei que sairei animado. Suas palavras são bênção.
          Se preciso de incentivo e quero ser incentivado então devo começar por incentivar os outros. Ser conhecido por uma pessoa que tem sempre uma palavra de reconhecimento e ânimo. Notemos bem que não há aqui incentivo para bajulação ou elogio interesseiro. Devo partir dos princípios que 1º- todos são criados a semelhança de Deus e têm características que devem ser reconhecidas e valorizadas e 2º- dar esse tipo de incentivo e valorização é ensino direto do Senhor. Todos precisam de ser estimados e reconhecidos. Todos temos essa necessidade. Onde as pessoas deveriam encontrar isso? Na família de Deus, na Igreja de Cristo. Uma comunidade onde as pessoas se valorizam, se elogiam e se animam mutuamente.
          Eu quero ser perdoado. Não sou perfeito. Falho por vezes nas palavras, outras vezes nos atos, muitas vezes nas atitudes. Mas quando falho não significa que não tenho valor e ou que sou detestável. Peco porque sou humano e apesar de lutar contra o pecado ainda não estou livre de sua presença. Sou o primeiro a reconhecer minhas fraquezas e a lamentar meus erros, Mas quando falho preciso e desejo ardentemente ser perdoado. Não preciso que me desculpem ou que passem a mão sobre minha cabeça. Pode ser que por vezes precise mesmo de exortação e correção. Mas preciso mesmo é de perdão, primeiro de Deus e depois de meus irmãos.
          O ensino bíblico é claro quando diz “sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou” Efésios 4:32. Todos erramos, todos pecamos e todos precisamos de perdão. A falta de perdão é barreira inultrapassável nas relações e tem destruído casamentos, famílias e igrejas sem conta. A falta de perdão pressupõe sempre certa vaidade, orgulho e falta de auto análise, mas a verdade é que é difícil perdoar daí que a Palavra fale tanto disso. Na igreja vivemos em comunidade e é natural que surjam atritos, desentendimentos, diferenças de opinião. Também acontecem coisas menos bonitas e por vezes somos magoados sériamente. O ensino bíblico me diz que devo tratar os outros como quero ser tratado. Eu preciso e quero perdão. Devo então perdoar, de modo rápido e completo. Lançar sobre Deus minhas ansiedades e abrir mão de qualquer sentimento de vingança ou ressentimento. Essa atitude será bênção em primeiro lugar para mim mesmo e depois para a igreja de Jesus.
          Eu quero se Compreendido. Gosto que me ouçam com vontade. Aprecio quando me dão atenção concentrada e posso ver nos olhos do outro um desejo genuíno de me escutar. Fico deliciado quando verifico que alguém que me ouve mostra entender minha situação, compreende meu estado de espírito ou meus dilemas. Pode ser até que essa pessoa nem saiba muito o que me dizer ou como me aconselhar, mas o simples facto de ser ouvido e compreendido me abençoa tremendamente.
          Quem não precisa de um ouvido amigo ou de um ombro para chorar de vez em quando? Paulo incentivava a igreja nesse sentido quando escrevia “alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” Romanos 12:15. Que bênção! Todos temos a experiência terrível de ter que desabafar e não saber com quem. Mas também creio que a maioria já teve a alegria (nem sempre tão frequente quanto gostaríamos) de encontrar alguém que nos ouviu com atenção irrestrita e nos deu momentos preciosos de comunhão. E o que aconteceu? Fui abençoado e passei a ter uma ligação especial com essa pessoa. Ora, se sei o quanto isso é importante porque não começo a praticá-lo? Ouvir é uma arte que está `a disposição de qualquer pessoa que tenha pelo menos um ouvido bom. Se começarmos a ouvir descobriremos que o Senhor pode nos fazer bênção de um modo simples e direto.
          Uma regra de ouro e três simples atitudes que podem fazer toda a diferença. Já imaginou se as pessoas em nossa igreja começarem a praticar de modo consciente e deliberado os atos de reconhecer/incentivar, perdoar e Ouvir/compreender? Faria diferença não? O que diferencia uma igreja de outra realmente? A qualidade da relação entre seus membros. Ser Cristão é seguir a Cristo nas coisas práticas da vida e uma das mais práticas é viver a regra áurea.
A responsabilidade de fazer uma diferença positiva em nossa igreja está em nossas mãos. Vamos parar de acusar os outros de seus erros, de justificar nossa falta de iniciativa e reclamar de que a nossa congregação não é o que devia. Para que ela comece a ser o que deve ser, eu e você temos que começar a viver o que o Senhor nos ensinou. Comecemos já! Tem alguém precisando de nosso incentivo, de nosso perdão e de nosso ouvido hoje mesmo! Ore e peça ao Senhor para saber a quem abençoar e vamos ser uma igreja diferente para a Glória de Deus!

Como vencer a Batalha pela nossa Mente?

No seguimento da reflexão sobre a Batalha pelas nossas mentes analisaremos três atitudes e ações importantes no combate aos pensamentos e padrões perniciosos de raciocínios. Lembremos que é na mente que tudo começa, pois como o homem pensar assim agirá.

1.     Trabalhando as vias de acesso à mente. Protegendo nossos sentidos!

Nossa mente não trabalha no vazio. Ela trabalha com aquilo que recebe e as vias de recepção são nossos sentidos. Sobretudo o que vemos, ouvimos e lemos tem importância capital para o que vai em nossas mentes. Daí que a palavra tenha dado tanta ênfase nisso. Jesus disse: “A candeia do corpo é o olho. Sendo pois o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau, também o teu corpo será tenebroso. Vê pois que a luz que em ti há seja trevas. Se, pois, todo o teu corpo é luminoso, não tendo em trevas parte alguma, todo será luminoso, como quando a candeia te alumia com o seu resplendor” Lucas 11: 34 a 36.

Jesus sabia que a vista dominava muito da vida mental. Ele avisou os homens por exemplo para a luxúria que aos olhos de Deus era equivalente ao adultério: “Ouvistes que foi dito aos antigos: Não Adulterarás. Eu porém vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Portanto se o teu olho direito te escandalizar; arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que seja todo o teu corpo lançado no inferno.” Mateus 5: 27 a 29. Onde isso deixa toda a industria pornográfica que nos assola?

O sábio já anunciava em Provérbios: “Sobretudo o que se deve guardar, guarda o teu coração porque dele procedem as fontes da vida” 4:23 e como seria isso possível? Ele responde: “Os teus olhos olhem direito, e as tuas pálpebras diretamente diante de ti” 4:25. Davi aprendera essa lição quando afirmava: “Não porei coisa má diante dos meus olhos” Salmo 101:3 a.

O mesmo se aplica ao que ouvimos. Na verdade, quase que no geral, acabamos por ver e ouvir. Mas especificamente em relação aos ouvidos temos muitas referências bíblicas. Só no NT temos 17 vezes a expressão “quem tem ouvidos para ouvir ouça”. Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir ouça. Atendei ao que ides ouvir” Marcos 4: 23 e 24. Logo. a palavra reconhece vastamente a importância da guarda de nossos sentidos na luta pela nossa mente.

Esta regra de vida se aplica a tudo. Televisão, Cinema, Internet, Jornais, Revistas, Livros, Mídia em geral. O que estou vendo? O que estou colocando diante de meus olhos? O que estou lendo? O que tenho ouvido? A escolha é minha. Se alimentar minha mente através de meus sentidos com lixo como é que espero ter uma vida luminosa e experimentar a voz de Deus e sua vontade? Esta é uma questão prática. É pessoal. É uma questão de escolha e opção. Esta nas minhas mãos!

2.     Dando à minha mente alimento na Palavra!

Qual é a alternativa então? Encher minha mente de coisas boas. É um bocado como o corpo. Não posso me alimentar de fast-food diariamente e pensar que meu corpo vai estar saudável. Se como porcaria vou pagar o preço. Tenho então que escolher bem a comida. Dosear as coisas saudáveis. Comer salada, frutas, beber muita água etc. Espiritualmente também.

O Salmista sabia isso quando dizia: “ Bem-aventurado o homem.. que tem seu prazer na lei do Senhor e na sua lei medita de dia e de noite. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem e tudo quanto fizer prosperará” Salmo 1:2 e 3. Já o Senhor levara a mesma mensagem a Josué quando de sua tomada de posse: “Não se aparte da tua boca e livro desta lei antes medita nele dia e noite para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito porque então farás prosperar o teu caminho e então prudentemente de conduzirás” Josué 1:8

Era por isso que o Senhor dizia ao povo para manter a lei visível em suas casas e até em seu corpo: “E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te também as atarás por sinal na tua mão e te serão por testeiras entre os olhos, e as escreverás nos umbrais da tua casa e nas tuas portas” Deuteronómio 6:6 a 9. Deus sabia que a visualização das suas palavras ajudaria o povo a se manter no caminho certo por isso deixou até leis para que isso fosse feito.

Séculos depois o autor de Hebreus sintetizou esse pensamento para a igreja de Jesus dizendo: “Portanto nós que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas deixemos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos com paciência a carreira que nos esta proposta, Olhando para Cristo, autor e consumador da nossa fé...” Hebreus 12:1 e 2 a. Ao que Paulo concordando diz em sua oração pela igreja em Éfeso: “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos” Efésios 1:18.

3.     Aprendendo a usar o Filtro Divino

Cientes então da liberdade que temos em Cristo, guardando nossos sentidos que alimentam nossos pensamentos, aprenderemos a “destruir argumentos e pretensões que se levantam contra o conhecimento de Deus, levamos cativos todos os pensamentos para torna-los obedientes Cristo” II Coríntios 10:5. E fazemos isso avaliando o que vai alimentar nossas mentes através do filtro Divino que Paulo nos fornece: “Finalmente irmãos, tudo o que verdadeiro, tudo o que for honesto/nobre, tudo o que for correto/justo, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nisso... e o Deus de paz estará convosco” Filipenses 4:8 e 9 b.

A Batalha pela nossa mente


João é um homem gentil e de fala mansa. Toda sua vida, ele foi subserviente. Qualquer situação nova o deixa em grande ansiedade. Qualquer desafio é encarado com as mesmas palavras de sempre – “isso não vai dar certo”. João está derrotado antes de começar. As poucas oportunidades que apareceram em sua vida foram perdidas por causa dessa atitude. Ele simplesmente não consegue... a mulher o despreza por isso e vive comentando os sucessos de seus amigos e colegas. Os filhos não ligam ao que ele diz. João encolhe os ombros. Desde menino foi-lhe dito que era fraco, tolo, incapaz e outras coisas bem piores. Em sua mente ele criou tais barreiras que sua vida é uma enorme sucessão de situações impossíveis...
Ana sofreu muito em casa. O pai lhe batia, e batia na mãe. O irmão mais velho, primeiro se mostrara condoído, mas depois passou a agir como o pai e explorar o trabalho dela. O primeiro namorado não foi coisa melhor... Ana se viu grávida e sem condições de sustentar a criança. Teve que tolerar as violências do pai mais um tempo. Quando finalmente casou foi para fugir de casa. Mas o casamento é um desastre. Em sua mente Ana vê todos os homens como maus, violentos, insensíveis, exploradores... sua vida é dor e repressão. Ela não sabe ser feliz!
Estas histórias fictícias apenas falam de casos que se multiplicam na população. Milhões de pessoas vivem suas vidas repletas de pensamentos negativos durante o dia e pesadelos de noite. Não conseguem se libertar de um ciclo maligno de derrotas e expectativas falhadas até chegarem ao ponto de deixarem de acreditar. Estão sendo derrotadas na maior batalha que enfrentamos em nossas vidas.
Tudo começou com os nossos primeiros pais. Criados em perfeição pelo Senhor Deus Criador, viviam em plena comunhão. Até que um dia a serpente veio brincar com suas mentes. Sugerir pensamentos diferentes, levantar dúvidas, despertar ansiedades e propor hipóteses que a mulher e depois o homem aceitaram. Com sua desobediência veio o pecado e a separação de Deus. Daí por diante vivemos num mundo em conflito. O bem e o mal lutam pelas vidas humanas e o campo principal de batalha é a nossa mente.
1.     Somos frutos de nossos pensamentos
Todos nós vivemos de acordo com os nossos padrões de pensamento. Paulo falava disso aos Romanos: “ Quem vive segundo a carne tem a mente voltada para o que a carne deseja; mas quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para o que o Espírito deseja.” Romanos 8:5. E sabemos isso por natureza e experiência. Conforme pensamos assim agimos. Jesus dizia que os atos malignos vem de dentro, das mentes, dos pensamentos, dos esquemas mentais que cada um de nós cria. Conforme os pensamentos que nos dominam assim será nossa atitude e nossa atitude determina a forma de encarar as situações, resolver os problemas, tratar nossos relacionamentos. Tudo começa na forma de pensar.
2.     Somos chamados a moldar nossas mentes pelo Senhor
Reconhecendo que o mundo força nossas mentes a certos moldes, Paulo instava os crentes de Roma a não aceitarem esses moldes mas transformarem seus pensamentos pelo Senhor: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” Romanos 12:2. A sequência é essa. Queremos experimentar a vontade de Deus? Então não devemos aceitar os moldes do mundo mas renovar nossa mente. Esse é o desafio do crente. Não é só ser salvo e sentar-se a espera do céu. Viver na vontade de Deus. Crescer no domínio dos pensamentos. E aí vem a luta.
3.     Nossa batalha maior é pelos pensamentos
A luta maior acontece em nossas mentes. O inimigo leva tempo para criar moldes, padrões de pensamentos que se tornam verdadeiras fortalezas em nós: “Não consigo isso”; “Ninguém me respeita, ninguém me ama”; “Só mais essa vez...”; “isto não fará mal a ninguém”; “é mais forte do que eu”...
A luta que se passa na mente é vivida a nível de nossos pensamentos. Mas recebemos capacitação do Senhor pelo ES para a vencer: “As armas com as quais lutamos não são humanas; ao contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus e levamos cativo todo pensamento para torná-lo obediente a Cristo.” II Coríntios 10:4 e 5.
4.     Essa luta se passa no mundo espiritual não é com pessoas
Achamos que o mais difícil são as pessoas, mas a Bíblia nos diz que a luta é muito superior. Ela é espiritual: “Porque a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.” Efésios 6:12. Não estamos lutando com pessoas más e com gente que nos tenta prejudicar. Nossa luta é contra as forças espirituais da maldade e por isso é tão difícil.
5.     Nosso adversário trabalha por meio da mentira
Jesus deixou bem claro que nosso inimigo é mentiroso o tempo todo: “Quando o diabo mente, fala do que lhe é próprio, pois é mentiroso e pai da mentira.” João 8:44. Sua estratégia não mudou desde o princípio. Ele enfeita a mentira, dá-lhe cores maravilhosas, mas continua sendo mentira. Ele finge que é para nosso bem quando sabe perfeitamente que deseja nossa desgraça e perdição. Ele trabalha com paciência e perseverança para nos amarrar em suas garras de tal modo que nos pareça impossível sair.
6.     A Vitória virá pelo conhecimento e aplicação da Verdade
Se a derrota vem pela aceitação das mentiras, a vitória vem pela aplicação das verdades de Deus. Jesus disse claramente: “Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos. E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” João 8:31 e 32. Daí a importância de trabalhar a Palavra de Deus e a conhecer. Jesus venceu as tentações não pela força, não pela argumentação, não pelo debate. Ele simplesmente usou a verdade da Palavra e respondeu as mentiras do inimigo a sua mente com as verdades do Pai.
7.     A Vitória é Nossa em Cristo
O inimigo sabe que a vitória esta ao nosso alcance. Ele luta para nos manter fechados em seus padrões de pensamentos malignos de tal modo que não vejamos que em Deus temos a saída. Mas a palavra afirma categoricamente: “Não veio sobre vós tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é Fiel; Ele não permitirá que sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, Ele mesmo vos providenciará um escape, para que o possam suportar.” I Coríntios 10:13. Logo, o vencer já nos foi dado. Ser vitorioso é agora uma decisão nossa. O que vai preferir? Acreditar as mentiras do mal ou viver pelas verdades que nos libertam.
Na próxima semana continuaremos avançando nas respostas bíblicas sobre este assunto tão importante.

Construção ou Demolição?

Nesta vida há inúmeras maneiras de classificar pessoas. Algumas são bastante elaboradas, como a teoria dos temperamentos (sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático), outras mais simples como a ideia de que somos produtores ou somos consumidores ou ainda a dicotomia fazedores/espectadores. Na sua maioria, essas propostas expressam alguma verdade e têm utilidade para nos fazer pensar. Uma delas é essa: De que equipe fazemos parte? Da equipe de construção ou da de demolição?

No que diz respeito a prédios, temos necessidade de ambos os tipos de equipas. Mas nas relações humanas a figura muda. Precisamos saber claramente a que grupo pertencemos, porque faz e fará grande diferença para nós, nossos amigos e familiares o impacto que deixaremos ao nosso redor.
Membros da equipe de demolição do maligno trabalham na destruição de vidas. Usam seus olhos para descobrir os erros e defeitos, usam seus ouvidos para ouvir a maledicência a qualquer hora e em qualquer lugar, usam seus lábios para desmotivar, criticar, desmoralizar e entristecer os que os rodeiam. No meio de uma casa nova encontram um defeito na parede ou uma rachadura na vidraça. Em meio à alegria de uma festa descobrem o que não está funcionando no serviço ou uma falha nas casas de banho. No fim de um culto abençoado são capazes de referir um erro gramatical da mensagem pastoral ou um desafino do coral. Diante de uma pessoa bonita e bem vestida são capazes de encontrar motivo de crítica, que mais não seja o custo da roupa.
Os membros da equipe de demolição do inimigo não reconhecem que o sejam. Não é como se andassem por aí com uma etiqueta presa em suas camisas ou um boné com a insígnia de demolição. Na verdade, eles em geral se julgam “realistas” e “sinceros” e acham que todos deveriam ser como eles. Gostam de falar bem alto que “dizem a verdade doa a quem doer” e acrescentam “não sou de falinhas mansas” ou ainda “as verdades são para se dizer”. Desse modo se autojustificam para todas as palavras desagradáveis e malignas que vão deixando na sua passagem. E que rastro deixam...
Membros da equipe de construção de Deus trabalham para edificar vidas. Usam seus olhos para perceber potencial e capacidade, usam seus ouvidos para discernir elogios e bênçãos, usam seus lábios para animar, encorajar, alegrar e encaminhar. Em meio a tristeza de uma perda familiar tem uma palavra de consolo que conforta. Em meio a uma apresentação falhada conseguem ver aspectos positivos que prometem um amanhã melhor. No fim de um culto que a muitos pareceu monótono e cansativo encontram razões para louvar a Deus e agradecer ao pastor. Diante de uma pessoa com trajes simples e aspecto banal são capazes de descobrir um traço de beleza que mais ninguém viu.
Muitas vezes os membros da equipe de construção de Deus nem sabem que o são. Na verdade sua alegria flui de uma vida grata de comunhão com um Deus maravilhoso que criou muitas maravilhas. Procuram seguir as palavras do Mestre que dizia que devíamos fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós e por isso não sentem que fazem mais do que sua obrigação.
Todos já sentimos a angústia de estar perto de um demolidor e também a alegria de estar perto de um construtor. Na verdade, nós também fazemos parte de uma dessas duas equipes. Qual será? Avaliemos com sinceridade. É mais fácil demolir que construir. Sempre foi e sempre será. Mas é bem mais glorioso e abençoado fazer parte da equipe de Deus que edifica. Vamos trabalhar meu irmão. Há vidas e construir, ânimos a restaurar, corações a consolar e almas a ganhar. Esta tudo no poder da tua e da minha palavra usadas pelo Senhor da Palavra.

Como o Anableps...


Já ouviu falar dele? O anableps? Tem vários nomes, mas talvez o que melhor o define é o de peixe quatro-olhos. Trata-se de um peixe que vive junto à foz dos rios da América Central e do Sul existindo espécies de anableps desde o México ao Brasil. Ele vive na zona de transição entre a água doce e salgada. É um vertebrado carnívoro e come insetos e outros peixinhos minúsculos. Passa a grande maioria de seu tempo nadando lentamente em grupo junto à superfície das águas, aparecendo com sua cabeça meio submersa e os olhos bem no topo.

 E o que há de tão extraordinário nesse peixe? Ao olharmos para ele algo nos chama a atenção. Ele parece ter quatro olhos. Na verdade, isso é uma ilusão de ótica, porque o anableps tem metade dos olhos em baixo de água e metade em cima. E é aí que reside a maravilha. Os olhos desse peixe são únicos em todas as espécies. Ele tem os olhos divididos em duas partes, de cima e de baixo, por uma leve membrana. Tem duas íris e duas pupilas e inclusive índice de refração diferente em cada parte do olho. Apesar de ter apenas um par de olhos, vê com a parte de baixo o que se passa debaixo de água e está adaptado a isso e vê com a parte de cima o que se passa acima da superfície, tendo a visão de cima adaptada para isso. Fantástico não? Lente multifocal num peixe... Isso lhe permite encontrar mais alimento e se defender mais facilmente de predadores.
E o que tem o anableps a ver comigo e com você? É que somos chamados a ser anableps neste mundo. O Cristão recebe de Deus essa visão multifocal para viver neste mundo sem ser dele. Visão para conseguir trabalhar aqui enquanto vive esta vida, mas mantendo a mente e a visão parcialmente em outra realidade, em outra vida e em outro mundo. Para as outras pessoas deve parecer estranho. Os animais têm olhos para ver debaixo de água ou ao ar livre. Animais terrestres podem até mergulhar e abrir os olhos, mas sua visão fica limitada. Peixes podem até subir a superfície e olhar, mas verão pouca coisa. Só o anableps vê perfeitamente bem em ambas as realidades. Assim deveria ser o Cristão.
Paulo escrevendo aos efésios, no capítulo 1,verso 18, orava para que tivessem "iluminados os olhos do coração". Do que ele está falando? Não é dos olhos que veem o material, mas de olhos com visão e perspectiva espiritual. Ele explica isso ao falar aos coríntios, "ora o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem (vêm) espiritualmente" 2:14.

No mesmo capítulo ele já dissera que "nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito;" 2:9 e 10a. O crente em Cristo transita em duas realidades. Uma que se vê naturalmente, com olhos materiais, com os sentidos humanos e que ele partilha com todas as outras pessoas. Mas também vê com os olhos da fé, do Espírito, realidades que são invisíveis ao olho nu. O Cristão discerne aquilo que para o incrédulo é impossível ver e por isso o chamam de louco.

Assim como o anableps, nossa visão multifocal nos permite colher alimento onde outros só vêm tribulação, ânimo onde outros só vêm dor e esperança onde o mundo só enxerga desespero. Também a visão dupla nos permite defesa nas lutas espirituais que são as mais importantes porque discernimos o inimigo da alma que na esmagadora maioria das vezes é invisível ao homem natural.

Trata-se de um recurso fabuloso e extraordinário, próprio da graça de Deus. Alguns o têm usado de modo contundente como os profetas do passado, os apóstolos do Senhor e o próprio Jesus. Quando devidamente desenvolvida, essa visão dupla é fonte de bênçãos incontáveis.

 Agora imagine um anableps tolo que desprezasse sua visão dupla e desejasse passar a vida ou apenas submerso ou apenas na superfície. Perderia imediatamente metade de seu campo de visão. Metade de seus olhos ficariam meio cegos e toda a vantagem que ele tinha se esvairia tornando-se inclusive mais vulnerável.

Infelizmente alguns crentes fazem voluntariamente isso. Ou abdicam da visão espiritual vivendo apenas deste mundo, perdendo toda a capacidade de ver as bênçãos, ficando presa fácil do maligno, deixando de enxergar as coisas maravilhosas que Deus preparou para nós. Ou então, resolve viver num mundo espiritual desfasado do real, longe das coisas práticas, perdendo a capacidade de ser útil a igreja e ao Senhor, deixando aos poucos o contacto com as verdades práticas da vida. Assim vivem na igreja tanto os materialistas como os puramente místicos. Abrem mão da preciosa metade de sua visão.

Imagino, por vezes, a vida do anableps em meio a outros peixes. Talvez os outros peixes façam troça dele, de seus olhos estranhos e de sua teimosia em ficar nadando meio submerso. Mas, o anableps não se preocupa. A vantagem é toda dele!

Se vivermos plenamente a visão dupla que o Senhor nos deu seremos mal interpretados, incompreendidos e até ridicularizados. Mas a vantagem é toda nossa. Sejamos gratos por nossa visão multifocal e não deixemos que o inimigo nos prive de nossa maravilhosa capacidade de ver bem em ambas as realidades. Que sejam iluminados os olhos do nosso coração.

Porque Sou Cristão - capítulo I

Criou-se uma imagem bastante negativa do cristão em nossos dias. Sobretudo do cristão evangélico tradicional. Ele é visto como um simplório, com baixo nível de formação intelectual, baixo rendimento salarial, facilmente manipulável por líderes religiosos e de mente fechada e tacanha. Trata-se de uma generalização e como tal peca por preconceito e falta de verificação. Há milhões de cristãos convictos no mundo, que sabem o que crêem e porque crêem, que tem uma boa formação superior e pertencem a classes sociais elevadas. Eu tenho estudado a vida toda detendo cursos superiores de elevado grau de dificuldade e sou cristão convicto. Minha convicção não se baseia apenas na experiência pessoal (muito valiosa, mas subjectiva) mas nos dados reais disponíveis a respeito de Jesus e do Cristianismo. Passo então a explicar, o mais sucintamente possível sem ser obtuso, as minhas razões para crer.
           Em primeiro lugar sou cristão por causa de Jesus Cristo. Jesus, apesar de todas as inúmeras tentativas em contrário, é um personagem histórico incontornável. O registro de sua vida e obra não tem igual na história. São relatos feitos por testemunhas oculares que viram e ouviram Jesus enquanto as biografias de Mohamed (para citar um exemplo apenas) foram feitas por pessoas que ouviram um relato de 3ª mão na melhor das hipóteses. As cópias dos evangelhos que temos foram produzidas poucas décadas depois do original garantindo sua validade. As melhores cópias que temos dos escritos de César são de mil anos após sua escrita e os melhores textos de Aristóteles datam de 400 anos após sua escrita, só para ter uma base de comparação.

          A vida e obra de Jesus foram descritas por seus discípulos, mas também reconhecida por historiadores da época como Suetônio, Plinio o Novo, Tácito e Flávio Josefo dando confirmação da veracidade dos relatos bíblicos. Jesus viveu no primeiro século de nossa era (seu nascimento marca o nosso calendário) fez e operou milagres a vista de multidões, morreu numa cruz romana devidamente comprovado pelos presentes e ressuscitou sem sombra de dúvida no terceiro dia. Sua ressurreição não pôde ser rebatida pelos líderes judeus de seu tempo quanto mais agora. Seria a coisa mais fácil para eles, provar que era tudo ficção e acabar com o Cristianismo. Mas não puderam fazê-lo simplesmente porque ele ressuscitou mesmo.

          Os ensinos de Jesus foram os mais marcantes da História tornando um simples carpinteiro da galileia na figura mais influente de todos os tempos. Jesus não foi um filósofo influente com muitos alunos ricos, não foi um general ou politico vitorioso, não foi um escritor de textos poéticos ou em prosa maravilhosa, não ocupou cargos públicos e nem sequer viveu em uma cidade digna de nota em seu tempo. Foi um camponês de uma província insignificante com um punhado de discípulos que eram pescadores da galileia. Como tal homem pode ter marcado a história se não fosse o salvador? Podemos repudiá-lo, podemos rejeitá-lo e até odiá-lo, mas não é possível ignorá-lo.

          Sou Cristão porque nos ensinos de Jesus encontro a raiz do verdadeiro problema do homem - o pecado. Jesus não se ficou pela superficialidade que as teorias e psicologias modernas nos querem vender. Ele foi ao coração do problema humano, a moralidade. Nosso problema é moral. Por isso vemos jovens bem-criados e com recursos em casa se tornarem bandidos e gente sem escrúpulos. A maldade do homem vem de dentro, não é apenas produto de criação ou ambiente. E só trabalhando de dentro teremos uma solução e Jesus nos deu a solução. O problema era humano, e ele veio como humano, mas era pecado contra um ser infinito e Ele era Divino. Tinha as condições para resolver nosso problema e o fez sofrendo nossa dor, morrendo nossa morte e vencendo nosso inimigo. Só ELE o fez, por isso sou seu seguidor.

          Multidões reconhecem o ensino de Jesus como superior. Mesmo aqueles que não o aceitam têm que reconhecer a superioridade de suas palavras. Tornou-se relativamente pacífico aceitar Jesus como um dos grandes Mestres do passado ao lado de Sócrates, Platão, Buda e Confúcio. Mas essa posição aparentemente respeitosa não é defensável. Por mais que queiramos não é possível aceitar Cristo como apenas um bom filósofo. Não se trata de intransigência ou de intolerância mas de coerência com o que Ele disse. Diante das afirmações de Jesus como "Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida" ou "Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim ainda que esteja morto viverá" não há meio-termo. Ele não podia ser só um bom professor. Ou era um louco que dizia coisas acertadas misturadas com devaneios de megalomania ou era quem dizia ser, Deus o Filho e o Filho de Deus. Não há meio-termo. Eu creio que Ele era quem dizia ser.

          Sou Cristão porque Jesus não somente nos diz que temos que viver uma vida boa (muita gente disse isso), mas nos dá as condições de vivê-la, Ele nos capacita para isso. Não só seu exemplo nos orienta e anima, mas sua presença real dá ao homem sentido para esta vida, força para as lutas diárias e esperança viva para a vida futura na garantia da vitória final sobre a morte. Em nenhum outro encontramos isso e por isso a humanidade que rejeita Jesus vive sem direção, abusando de recursos passageiros e impróprios, se auto anestesiando com entretenimento barato em vez de tomar a salvação oferecida de e pela graça.
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