O amor de T-Shirt é exibicionista. O
interesse principal é mostrar aos outros que estive lá. Que tenho recursos e
bom gosto para escolher este destino. É claro que posso até usar a camisa e não
conhecer o local. Ninguém na verdade pergunta ou investiga. Esse amor é de fachada
mesmo. Parece muito com as capas de revista de fofoca onde os atores e
personalidades da moda aparecem "apaixonados" por pessoas diferentes
a cada temporada para dar mais "valor" à sua figura.
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Amor de T-Shirt
Autor
Joed Venturini
FLORES OU JARDINS?
Autor
Joed Venturini
O homem foi inicialmente criado para viver num jardim, ou pelo menos é assim que nos conta o Gênesis. Creio que essa descrição da forma como fomos criados ajuda bastante a entender a razão pela qual o homem gosta tanto de flores. Fomos feitos para viver num jardim e nosso primeiro trabalho foi jardinagem, e o cuidado das flores. Amamos vê-las, sentir seu perfume. Fazemos arranjos florais, capturamos seus cheiros em aerossóis para o bem-estar da casa, pintamos e esculpimos flores por todo lado e até nomeamos nossas filhas com nomes florais: Rosa, Margarida, Violeta...
Para desfrutar do prazer especial das flores temos dois métodos básicos: colher flores ou comprá-las numa loja ou então plantar um jardim. Colher flores ou comprá-las é rápido, fácil, na maioria dos casos barato e seguro. Entramos na loja ou no campo, escolhemos o que nos agrada e pegamos. Levamos para casa e escolhemos um jarro e um canto para ornamentar a sala, o quarto ou o hall de entrada. Tudo sem grande esforço e já está! Ali estão elas, as flores, trazendo a alegria, o perfume e a beleza que queríamos. Há evidentemente um senão nessa história. Flores fora do chão murcham. Podem durar 1 ou mais dias, mas por mais resistentes que sejam não passarão de uma semana. Murchas, serão lançadas no lixo e teremos que substituí-las por outras e começamos o processo novamente. Procura, pega, paga, arranja e já está.A outra forma de ter flores é bem mais trabalhosa. Para isso temos que plantar um jardim. É preciso escolher a terra, comprar adubo, separar as sementes, regar, tirar ervas daninhas, podar, regar novamente e isso em base diária. O custo é bem maior, e exige muito mais tempo. Há risco de nos cortamos com os materiais de jardinagem, há o perigo de nos constiparmos ao pegar uma chuvada ou um vento mais forte ou ainda uma insolação. Mas aqueles que pagam o preço têm outro tipo de flores e de prazer com elas. Têm flores sempre, desfrutam de sua presença e aroma o ano inteiro. A qualquer momento um ou outro canteiro floresce com vida, enquanto o outro amadurece a semente. No jardim a profusão de vida é muito mais exuberante e eventualmente quando algumas flores morrerem, servirão de adubo as próximas e logo o ciclo se reinicia.
Na vida espiritual temos também esse tipo de atitudes. Há os que colhem flores e há os que plantam jardins. Os colhedores investem pouco, querem resultados imediatos, de curto prazo, prezam o momento, amam o evento, vivem na superficialidade da emoção rápida e passageira. Pulam de igreja em igreja, correm atrás de oradores famosos, lêem o livro da moda, escutam o CD da banda ou do cantor da hora, tudo para terem a alegria veloz e a satisfação imediata de seus desejos. Vivem tendo que jogar fora os restos mortais de seus esforços momentâneos e passam a vida procurando uma nova florista onde reacender a chama que dura pouco.
Os plantadores pagam o preço de investir na comunhão. Passam tempo com Deus, valorizam as disciplinas. Adubam seu coração com a palavra e o regam com a oração. Plantam sementes selecionadas e estão atentos às ervas daninhas. É um trabalho por vezes lento. Há sementes que demoram para brotar. Há plantas que exigem muita atenção e cuidado. Mas, ó que glorioso jardim suas vidas é. Florescem e perfumam tudo ao redor. Permanecem e persistem, mesmo nos dias maus. Vicejam com abundância na estação certa. Abençoam tudo que está em sua volta.
Que tipo de apreciadores de flores somos nós? Que tipo de florescimento espiritual queremos? Flores exuberantes por certa quantia de dinheiro ou jardins regados com valor infinito? Vamos plantar jardins espirituais. Vamos arregaçar as mangas, dobrar os joelhos e mergulhar as mãos na terra. Os resultados serão muito mais compensadores.
Construção ou Demolição?
Autor
Joed Venturini
Nesta vida há inúmeras maneiras de classificar pessoas. Algumas são bastante elaboradas, como a teoria dos temperamentos (sanguíneo, colérico, melancólico e fleumático), outras mais simples como a ideia de que somos produtores ou somos consumidores ou ainda a dicotomia fazedores/espectadores. Na sua maioria, essas propostas expressam alguma verdade e têm utilidade para nos fazer pensar. Uma delas é essa: De que equipe fazemos parte? Da equipe de construção ou da de demolição?
No que diz respeito a prédios, temos necessidade de ambos os tipos de equipas. Mas nas relações humanas a figura muda. Precisamos saber claramente a que grupo pertencemos, porque faz e fará grande diferença para nós, nossos amigos e familiares o impacto que deixaremos ao nosso redor.
Membros da equipe de demolição do maligno trabalham na destruição de vidas. Usam seus olhos para descobrir os erros e defeitos, usam seus ouvidos para ouvir a maledicência a qualquer hora e em qualquer lugar, usam seus lábios para desmotivar, criticar, desmoralizar e entristecer os que os rodeiam. No meio de uma casa nova encontram um defeito na parede ou uma rachadura na vidraça. Em meio à alegria de uma festa descobrem o que não está funcionando no serviço ou uma falha nas casas de banho. No fim de um culto abençoado são capazes de referir um erro gramatical da mensagem pastoral ou um desafino do coral. Diante de uma pessoa bonita e bem vestida são capazes de encontrar motivo de crítica, que mais não seja o custo da roupa.
Os membros da equipe de demolição do inimigo não reconhecem que o sejam. Não é como se andassem por aí com uma etiqueta presa em suas camisas ou um boné com a insígnia de demolição. Na verdade, eles em geral se julgam “realistas” e “sinceros” e acham que todos deveriam ser como eles. Gostam de falar bem alto que “dizem a verdade doa a quem doer” e acrescentam “não sou de falinhas mansas” ou ainda “as verdades são para se dizer”. Desse modo se autojustificam para todas as palavras desagradáveis e malignas que vão deixando na sua passagem. E que rastro deixam...
Membros da equipe de construção de Deus trabalham para edificar vidas. Usam seus olhos para perceber potencial e capacidade, usam seus ouvidos para discernir elogios e bênçãos, usam seus lábios para animar, encorajar, alegrar e encaminhar. Em meio a tristeza de uma perda familiar tem uma palavra de consolo que conforta. Em meio a uma apresentação falhada conseguem ver aspectos positivos que prometem um amanhã melhor. No fim de um culto que a muitos pareceu monótono e cansativo encontram razões para louvar a Deus e agradecer ao pastor. Diante de uma pessoa com trajes simples e aspecto banal são capazes de descobrir um traço de beleza que mais ninguém viu.
Muitas vezes os membros da equipe de construção de Deus nem sabem que o são. Na verdade sua alegria flui de uma vida grata de comunhão com um Deus maravilhoso que criou muitas maravilhas. Procuram seguir as palavras do Mestre que dizia que devíamos fazer aos outros o que gostaríamos que fizessem a nós e por isso não sentem que fazem mais do que sua obrigação.
Todos já sentimos a angústia de estar perto de um demolidor e também a alegria de estar perto de um construtor. Na verdade, nós também fazemos parte de uma dessas duas equipes. Qual será? Avaliemos com sinceridade. É mais fácil demolir que construir. Sempre foi e sempre será. Mas é bem mais glorioso e abençoado fazer parte da equipe de Deus que edifica. Vamos trabalhar meu irmão. Há vidas e construir, ânimos a restaurar, corações a consolar e almas a ganhar. Esta tudo no poder da tua e da minha palavra usadas pelo Senhor da Palavra.
ELE IA ADIANTE
Autor
Joed Venturini
Certa vez, na Guiné, tivemos que ir buscar lenha ao mato para que as mulheres pudessem cozinhar numa festa da igreja. Recolher lenha não era minha especialidade, por isso limitei-me a seguir os irmãos da igreja que tinham bastante experiência nesse trabalho. O carro ficou na estrada de terra relativamente perto do local onde tirávamos a lenha, mas fora de nosso campo de visão. Três vezes peguei meu fardo de lenha e segui atrás de meu guia, chegando ao carro sem problemas. Na quarta vez achei que já sabia o suficiente para fazer o percurso sozinho e assim segui para o carro.
À medida que andava comecei a perceber que o caminho parecia mais longo e que as vozes dos irmãos pareciam ficar mais distantes. Tentei mudar de direção e achar meu caminho, mas tudo parecia igual, por onde quer que olhasse só via arvores e caminhos semelhantes. Por fim, tive que reconhecer que estava perdido e gritei por ajuda. Fiquei chocado ao ver o quanto tinha me desviado! Afinal, era fundamental ter alguém que conhecesse bem o caminho, indo adiante de mim. Em Marcos 10:32 lemos que "Jesus ia adiante dos discípulos". A expressão simples indica porém muita coisa importante.
Assumia assim de modo claro sua liderança. Ele era o líder e por isso tinha que ir à frente. Jesus nunca fugiu de suas responsabilidades. Ele sabia que o caminho seguia para Jerusalém e para a cruz e mesmo assim ia adiante com resolução e certeza.
O Mestre ia adiante espiritualmente.
Logo viria os dias terríveis de dor e morte. A crucificação e o sábado de silêncio sepulcral. Mas o domingo da ressurreição traria nova luz e as palavras dos anjos às mulheres em Marcos 16:7 eram as mesmas de antes "ele vai adiante de vós". O Cristo ressurreto continua adiante de vós e hoje está adiante de nós.
Interessante notar que quando alguém vai adiante de nós apenas vemos suas costas. Essa experiência já era conhecida. Moisés a tivera no deserto. Em Êxodo 33:23 quando ele pediu ao Senhor para ver sua glória a resposta foi: "me verás pelas costas". O Senhor ia adiante, e seu servo o veria pelas costas.
À medida que andava comecei a perceber que o caminho parecia mais longo e que as vozes dos irmãos pareciam ficar mais distantes. Tentei mudar de direção e achar meu caminho, mas tudo parecia igual, por onde quer que olhasse só via arvores e caminhos semelhantes. Por fim, tive que reconhecer que estava perdido e gritei por ajuda. Fiquei chocado ao ver o quanto tinha me desviado! Afinal, era fundamental ter alguém que conhecesse bem o caminho, indo adiante de mim.Ele ia adiante fisicamente.
Assumia assim de modo claro sua liderança. Ele era o líder e por isso tinha que ir à frente. Jesus nunca fugiu de suas responsabilidades. Ele sabia que o caminho seguia para Jerusalém e para a cruz e mesmo assim ia adiante com resolução e certeza.Mas ele ia adiante deles intelectualmente.
Os discípulos ainda não tinham entendido que tipo de Messias era Jesus. Em suas mentes ainda esperavam um chefe político/religioso/militar que devolve-se a glória a Israel. Jesus sabia que era o Messias sofredor, o servo humilde que viera para dar sua vida em resgate de muitos. Em seu entendimento da realidade a volta deles estava muito adiante dos discípulos.
Jesus ia adiante emocionalmente também.
Os discípulos oscilavam como ondas ao vento. Por vezes estavam entusiasmados, por vezes deprimidos. Logo seriam capazes de declararem-se prontos a morrer por Cristo para depois fugirem e esconderem-se. Eles não sabiam ainda que a vida emocional tem que estar sob o controle do Espírito e por isso variavam tanto. Mas Jesus era resoluto e seguro. Não deixava de sentir e sofrer, mas não deixava que isso turvasse sua mente e sua comunhão.
Sua comunhão com o Pai era perfeita. Seu tempo de comunhão era prioridade e sua disciplina o levava a estar em contato permanente com o Pai. Os discípulos ainda estavam longe de entender o que isso significava. Desejavam ter o que viam em Jesus mas não eram capazes de vigiar nem uma hora. Por isso também Jesus ia adiante e estava preparado.
Logo viria os dias terríveis de dor e morte. A crucificação e o sábado de silêncio sepulcral. Mas o domingo da ressurreição traria nova luz e as palavras dos anjos às mulheres em Marcos 16:7 eram as mesmas de antes "ele vai adiante de vós". O Cristo ressurreto continua adiante de vós e hoje está adiante de nós.
Interessante notar que quando alguém vai adiante de nós apenas vemos suas costas. Essa experiência já era conhecida. Moisés a tivera no deserto. Em Êxodo 33:23 quando ele pediu ao Senhor para ver sua glória a resposta foi: "me verás pelas costas". O Senhor ia adiante, e seu servo o veria pelas costas.
Ele vai adiante de nós! Isso quer dizer que sabe mais, conhece tudo, não pode ser apanhado de surpresa.
Ele vai adiante para preparar o caminho, para antecipar o que é necessário, para deixar tudo pronto. Ele vai adiante o que quer dizer que quando lá chegamos Ele já lá esteve e já fez seu trabalho, já começou sua obra. E nós somos chamados a entender, a olhar e reconhecer onde Ele já agiu, o que já preparou, onde já iniciou atividade e então nos juntarmos a Ele e desfrutarmos de sua bênção. Não há necessidade de nervosismo ou stress, Ele vai adiante e já chegou!
Nesta vida há tantas coisas desconhecidas, tantos becos escuros, tantas voltas que tememos. Fica a palavra breve mas tranquilizante.
Onde vamos hoje, Ele já esteve ontem!
Pode parecer assustador,
mas concentre sua atenção
e lembre-se,
ELE vai sempre adiante!
EM DEFESA DA FÉ CRISTÃ: Café com bolo de micro-ondas
Autor
Joed Venturini
Obrigado, Léo, pelo lindo presente em forma de artigo. Nos emocionou e animou, pois amizade sincera é coisa rara hoje em dia. Valeu! Que Deus te abençoe e ilumine teus passos por onde quer que andares.
Leiam este artigo publicado por nosso amigo Leonardo G. Martins.
EM DEFESA DA FÉ CRISTÃ: Café com bolo de micro-ondas
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