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O HOMEM MAIS OCUPADO DE TODOS OS TEMPOS

Ele sentou-se no meu consultório e colocou 3 telefones móveis na mesa. Antes de falar sequer um "bom dia" foi informando que estava esperando um telefonema muito importante e que precisaria atendê-lo, caso tocasse, e foi dizendo: "sou um homem muito ocupado, doutor". Naquele gesto havia falta de polidez. O paciente estava a me informar de antemão que o telefonema era mais importante que eu, porque não se importaria de o atender e interromper o meu trabalho. Mais grave ainda, o paciente me informava que o telefonema era mais importante que a sua saúde, pois prejudicaria seu escasso tempo de consulta para o atender.

Hoje achamos sofisticado ser muito ocupado, ter a agenda cheia e compromissos marcados com muitos meses de antecedência. Isso, em parte, pode mostrar boa organização, mas também podemos ser levados a pensar que isto demonstra o quanto somos importantes. Ter a agenda cheia e mostrar que sou muito solicitado me dá um senso de valor, de importância e transmite aos outros a percepção que devem me tratar com respeito... afinal, sou muito ocupado!

Em princípio, medimos a ocupação de alguém não somente pela agenda lotada e os compromissos em fila, mas pela importância de seu trabalho e agendamentos. Os compromissos de um trabalhador fabril talvez não nos pareçam tão importantes quanto os de um advogado ou de um médico e certamente não tão valiosos quanto os de um ministro. Maior importância nos seus cargos e funções, maior ocupação. Logo, o primeiro-ministro e o presidente serão os mais ocupados. Mas, quem seria o homem mais ocupado de sempre?

O Homem mais ocupado de todos os tempos foi aquele que sabia exatamente quanto tempo tinha (e nenhum de nós sabe) e tinha a maior responsabilidade possível (que nenhum outro homem poderia ter). Foi o Salvador da humanidade, JESUS. Ele tinha apenas três anos para fazer sua obra, salvar o homem, preparar um grupo que continuasse a sua obra e deixar as bases sólidas para que a humanidade encontrasse Deus. Ninguém foi mais ocupado que Jesus! Do nascer o sol ao serão noturno ele era procurado avidamente por multidões. Nenhuma secretária daria conta de uma agenda assim. Ele atendia centenas por dia e por vezes milhares.

Mas nessa agenda completamente lotada podemos verificar , com base nos evangelhos, pormenores que nos fazem tremer e pensar. Notemos o que ELE, o homem mais ocupado de todos os tempos tinha tempo para fazer:

TINHA TEMPO PARA ORAR (Marcos 1:35)

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 Talvez seja até difícil entender porque Jesus precisava dedicar tanto tempo à oração. A agenda era tão cheia e a multidão tão insistente que só restava uma alternativa, levantar de madrugada para orar. Ele nos mostra assim que nunca podemos estar ocupados demais para orar.

TINHA TEMPO PARA OUVIR OS OUTROS
Ao longo de inúmeros episódios vemos Jesus parando, alterando seus planos, mudando sua direção para atender os outros. Podia ser um leproso, um moço rico, uma mulher cananéia, um príncipe do povo com uma dúvida. Jesus ouvia e atendia a questões particulares mesmo no meio de tantos afazeres. Ele está a nos dizer que pessoas são mais importantes que agendas.

TINHA TEMPO PARA COMPROMISSOS SOCIAIS 
Encontramos Jesus "fechando sua agenda" para ir a um casamento em Caná (João 2:1 a 12). E os casamentos de então podiam durar dias a fio! Mas também o vemos parando para um funeral, como o do filho da viúva em Naim (Lucas 7:11 a 17) ou para participar do choro de Lázaro, seu amigo (João 11). Jesus sabia o quanto era importante estar presente nessas ocasiões e o que isso transmitia a seu povo.

TINHA TEMPO PARA AS CRIANÇAS(Mateus 19:13 a 15)

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No meio de tantas coisas "importantes" os discípulos procuravam administrar a agenda complicada do mestre. Sentiam-se na responsabilidade de mostrar ao mestre que havia prioridades e que crianças não faziam parte delas. Jesus os repreendeu duramente. Para Ele sempre haveria tempo para as crianças, cujos corações puros mais facilmente o entendiam e o aceitavam. O Mestre sabia que é delas o reino dos céus, logo, vale a pena passar tempo com elas.

TINHA TEMPO PARA TREINAR SEUS DISCÍPULOS 
Como o maior Mestre de sempre, Jesus sabia que o investimento nos discípulos renderia mais. Gastou cerca de 1/3 de seu tempo com eles em particular. Outros podiam pensar que valia mais a pena investir nas multidões, mas Jesus sabia que aqueles rudes galileus seriam a base de sua Igreja, o fundamento da propagação do evangelho. Precisava dedicar tempo a eles por mais que a agenda fosse cheia. Seu tempo com os discípulos preparou o grupo que ajudou a mudar a história. Aqueles homens, teoricamente incultos, revolucionaram o mundo!

Para nós, homens e mulheres ocupados do século XXI, que temos cada vez mais aparelhos para nos facilitar a vida e poupar tempo, e paradoxalmente cada vez menos espaço na agenda, a vida do homem mais ocupado de todos os tempos traz muitas lições. O tempo é dado a cada um de nós para usá-lo bem. Há tempo para tudo e há tempo certamente para o mais importante: investir em nosso tempo com Deus e com os outros. Ouçamos Jesus, ele tinha tempo para isso e foi o mais ocupado de sempre!

A Era dos Especialistas

O senhor João caiu na rua. Não sabe dizer se foi uma tontura, uma distração ou simplesmente um tropeço. Caiu sobre o braço e foi ao seu médico de família porque doía e estava escuro na região da pancada. O médico disse-lhe que como clinico geral devia mandá-lo a um especialista. Devia fazer radiografia e ecografia das partes moles da região. A radiografia foi feita sem dificuldade já a ecografia foi complicada. Radiologista que fizesse eco das partes moles do braço era difícil de achar. Tinha que ser um especialista. Por fim o encontrou, fez o exame e levou tudo ao ortopedista.
O ortopedista disse que não havia nada partido, mas devia ir com a ecografia a um reumatologista, um especialista em músculos e tendões. No reumatologista ouviu que havia uma lesão muscular que exigia fisioterapia. Logo foi enviado a outro especialista. Mas o fisioterapeuta ao ler a prescrição do reumatologista disse que precisava ir a outro fisioterapeuta que fosse especialista naquele tipo de tratamento. Por fim o Sr. João já cansado chegou ao 6º especialista de seu percurso ouviu que não era nada de grave e que o médico de família podia perfeitamente ter tratado de tudo. Conclusão: é melhor não cair mais!
Vivemos numa era de especialistas. Hoje queremos sempre ouvir os melhores. Entrevistas na TV ou nos jornais, são feitas com os peritos na matéria. Temos gente que se especializa em tudo. Se antigamente fazer doutorado era considerado o máximo, hoje o especialista tem um ou vários pós doutorados, e a cada avanço sabe mais de cada vez menos. Essa é a nossa era, a era dos especialistas, onde sabemos cada vez mais de cada vez menos.

É claro que há um lado positivo nisso. Todos queremos os melhores. Quero a melhor opinião, a melhor explicação, o maior conhecedor. Seja a minha saúde, o meu investimento, a minha aula ou curso, quero receber de quem realmente conhece e para isso busco os melhores especialistas. No entanto, a segurança que era suposto encontrar nem sempre aparece no fim dessa estrada. A especialização nunca responderá todas as questões e aqui chego a duas conclusões sobre esta era em que vivemos e que nos deve afectar a todos.

Primeiro precisamos entender que o fato de haver especialistas não significa que entenderemos tudo. Partimos do princípio que o perito tem sempre uma explicação e a verdade é que a vida é demasiado complexa para que tudo se entenda ou se explique. Há um mistério implícito em muitas coisas da vida e não vamos conseguir vencê-lo por mais que procuremos entendidos na matéria. Nossa sociedade acreditou no avanço da tecnologia como uma promessa de que tudo seria explicado. Mas a ciência trabalha essencialmente com teorias. Umas são provadas, outras nem tanto. Umas são provadas no laboratório para depois falhar na vida. Outras parecem erradas e depois se confirmam.
Na era dos especialistas vamos deixando a fé cada vez mais para segundo plano. Parece que a fé só serve para o que os especialistas não explicam. Nesse caso, a medida que as explicações aumentam diminui a área de acção da fé. Mas na verdade não temos todas as explicações e nunca teremos. A era dos especialistas criou uma certa dependência da explicação. Quando não temos uma agenda bem definida ficamos perdidos. Mas o cristão não vive pela vista. Pode até procurar a explicação mas não precisa depender dela. Sabe que o mistério da vida está nas mãos de um Pai de amor que é Deus soberano.

Em segundo lugar a era dos especialistas tem levado a um jogo de empurra -empurra. Como a exigência é cada vez maior e as cobranças também, o especialista se livra da responsabilidade passando a bola a alguém que supostamente sabe mais que ele. Ninguém se satisfaz com o generalista e ele mesmo sacode a água do capote passando a bola ao “especialista”. Com isso temos cada vez menos gente assumindo responsabilidade. Ninguém quer pagar o preço de dizer as coisas como são ou assumir os riscos de as nem sempre tudo correr bem. Mas na prática todos podemos e devemos assumir responsabilidades. Todos podemos e devemos ajudar. Posso não ser perito mas se calhar sou mais humano, mais caloroso, mais disponível e vou acabar ajudando mais que o famoso perito.
Não estou preconizando a ausência de especialistas, mas a disponibilidade do auxílio. Não usemos o especialista como uma fuga da responsabilidade do que chega a minhas mãos. Posso e devo auxiliar, ser útil, ser bênção, mesmo que não seja o maior perito na matéria a nível mundial.

Factos e Verdades

Costuma-se dizer: “Contra factos não há argumentos”. E, no geral, podemos dizer que essa afirmação se aplica bastante bem. Mas, será que factos e verdades são a mesma coisa? Será que podemos apenas analisar os factos e viver baseados nisso? Será essa atitude, em geral chamada de realista, a melhor para se viver? Será a maneira cristã de se viver? Partimos do princípio que factos são verdades, mas será? Ora, factos são coisas que acontecem e podem ser verificadas e nesse sentido são verdades.

Mas serão os factos sempre o reflexo da verdade eterna? NÃO! Para o discípulo de Jesus a Palavra de Deus é a verdade eterna e muitas vezes os fatos estão contra ela. Nesses casos, os fatcos não são a mesma coisa que a verdade.

Vamos exemplificar: Os factos nos mostram que nos dias de hoje cerca de metade dos casamentos acabam em divórcio. Ou seja, metade das pessoas que prometeram amor eterno chegaram à conclusão de que esse amor acabou e romperam seu compromisso. Desses factos se poderia tirar a verdade de que o amor é algo que acaba, é passageiro. Mas não é isso que a Palavra diz. O texto bíblico é claro: “o amor jamais acaba” (I Coríntios 13:8).

Os factos diários nos mostram que os espertinhos ganham vantagem, os que ludibriam as leis escapam impunes e os corruptos ficam mais ricos que os cidadãos cumpridores. Por esses fatos seríamos tentados a concluir que a verdade é que os ímpios triunfam. Mas não é essa a verdade das escrituras. A palavra diz que “os perversos não prevalecerão no juízo” (Salmo1:5). Quando Asafe avaliou os fatos e foi tentado a concluir de acordo com eles, buscou o Senhor e percebeu que o fim dos ímpios é bem diferente do que os factos mostram (Salmo 73). A verdade é outra.

Os factos dizem que na maioria das vezes não vale a pena fazermos o bem. O bonzinho é considerado tolo pelo mundo pois os factos não favorecem a bondade ou a generosidade. Mas a Palavra diz: “Deus não é injusto para ficar esquecido do vosso trabalho e do amor que evidenciastes para com o seu nome” (Hebreus 6:10), porque o “nosso trabalho não é vão no Senhor” (I Coríntios 15:58).

Os factos dizem que a vida humana é fútil. Essa tem sido a conclusão de multidões que vivem vidas sem sentido. Há mais suicídios que pessoas a morrer com SIDA a cada ano. Porque? Porque acreditaram no facto de que a vida não tem razão de ser. Homens considerados grandes pensadores e filósofos atestam esse facto de modo contundente. Mas, a Palavra diz o contrário. Lemos que “fomos resgatados da nossa vã maneira de viver” (I Pedro 1:18). A Verdade bíblica nos ensina que a vida não acaba, simplesmente muda de realidade e que podemos vivê-la de modo pleno aqui e além. A palavra diz que em Jesus encontramos vida abundante e multidões têm experimentado essa verdade.
Devemos então concluir com cuidado diante dos “factos”.

O mundo de hoje gosta de se orientar pelas últimas pesquisas, como se fossem a fonte de toda a verdade. Pesquisas podem ser úteis e ajudar a entender algumas coisas, mas não são necessariamente a expressão da verdade. O cristão sabe que o mundo jaz no maligno e que as pesquisas são em grande medida a expressão dessa verdade bíblica. Não nos guiamos pela vista, mas pela fé. Não nos guiamos pelos factos, por mais avassaladores que sejam, mas pela Palavra Eterna do Senhor que é a sua revelação escrita, o firme fundamento que não muda através dos tempos e nos dá alicerce e direção para a vida.

Vida Real

O culto fora bom. O coro cantara muito bem, o louvor fora contagiante, as orações abençoadoras e a mensagem bem bíblica e prática. No fim da reunião os crentes cumprimentavam o pastor agradecendo a palavra ou pedindo oração para algum problema. Um irmão extrovertido, dono de aperto de mão forte e voz poderosa, empresário do ramo da construção cumprimentou o pastor alegremente: “Belo culto pastor, e boa mensagem... agora... voltemos então à vida real” e tudo o que o pastor pode fazer foi devolver um sorriso amarelo sem saber como responder a semelhante colocação. 
Independentemente de concordarmos com o irmão empresário, a verdade é que todos já tivemos de algum modo essa mesma sensação. A noção de que o culto é bom, a mensagem animadora, o ambiente acolhedor e a membresia amiga, mas que logo deveremos deixar aquilo tudo e mergulhar de cabeça no mundo real, na vida dura e cruel como ela realmente é. Será mesmo? O que queremos dizer quando deixamos a igreja e suspirando admitimos: de volta a vida real?
Para alguns voltar a vida real pode querer dizer voltar ao mundo onde a ciência dita os fatos. Os que assim pensam veem a igreja e o mundo religioso como território da fé, algo muito subjectivo e não explicado e que na verdade tem a ver com a individualidade. Lá fora; fora da igreja, está o mundo real dirigido pela ciência, fatos devidamente comprovados, especialistas certificados, leis bem estabelecidas e indubitáveis. Mas será mesmo assim? Será a ciência tão confiável assim?
Eu sou médico e tenho lidado com o mundo científico toda minha vida e descoberto que a ciência falha bem mais do que admite. Medicamentos que eram cura garantida até há pouco tempo hoje estão fora do mercado por causa de efeitos secundários letais. Cientistas famosos e galardoados falsificam resultados, eliminam os dados que não lhes agradam. Os grandes laboratórios pagam para ter suas drogas aprovadas, enquanto pesquisas valiosas, mas que dão pouco lucro são engavetadas. Mas, na televisão, o cientista aparece com o título de Doutor e as pessoas o ouvem falar como se fosse o dono da verdade! Não, senhores! A ciência ainda tem muito que crescer para ser a vida real.
Para outros voltar à vida real é voltar ao mundo controlado pelo dinheiro. A visão religiosa é bonita e generosa, mas o mundo real é movido pelo dinheiro e pelos poderosos. É assim que muitos pensam. São eles que ditam as regras, que controlam nossas vidas. Mas será mesmo? Houve um tempo em que Madoff era um nome de poder nos bastidores financeiros. Era sinônimo de poder, influência, luxo. Ele era a coisa real! O Senhor investimento! Hoje perdeu tudo... Há poucas semanas Dominic Straus-Kahn era patrão do FMI. Ele determinava não somente as vidas de pessoas mas de países inteiros. Uma vida de opulência e hotéis de 5 estrelas. Hoje ele está preso, esperando julgamento, envergonhado mundialmente.
O dinheiro pode ser poderoso, mas não dita as regras no coração e não controla as mentes mais seguras. Ele acaba depressa, perde seu valor, erra em seus cálculos. Não, senhor! O dinheiro não é a vida real! Há gente demais com dinheiro que não sabe o que é viver e gente demais sem dinheiro que vive bem para que eu aceite essa suposta verdade.

Haverá outros que dirão que a vida real é a vida do prazer, do divertimento, do gozo e da diversão. Verão a igreja como lugar opressivo e obscuro e o mundo do entretenimento como a vida real. Apresentarão as manchetes dos jornais cheias de artistas e as revistas de fofocas repletas de cantores como prova de que essa é a vida verdadeira: fama, reconhecimento, beleza e luxo. Mas temos demasiadas histórias de suicídio entre artistas e famosos para acreditar nessa versão da realidade. Muitos são os testemunhos de gente que viveu essa vida e que descobriu-se vazio para aceitarmos tal verdade. Não senhor, essa não é a vida real!

Haverá ainda os que dirão que na igreja há muito boa vontade mas a vida mesmo é um lugar cruel e duro onde reina a competição e o trabalho árduo sem valor. Essa será a visão pessimista de que a igreja é um refúgio para a realidade mordaz de um mundo devorador e sem piedade. E reconhecerei que vemos muita crueldade no mundo e muita coisa triste.

Mas falarei também dos milhões que honestamente sustentam suas famílias e que se orgulham disso. Dos milhões que não se curvam à injustiça mas, com pequenas ações, porém relevantes, combatem o mal com o bem e vão tornando a vida algo mais doce e se dedicam a minorar a dor nem que seja de um de seus próximos. Recusar-me-ei a aceitar que a vida real seja a maldade. Há suficiente bondade neste mundo de pecadores para que eu me curve ao mal como sendo a verdade última.

Um dia, há muito tempo atrás, um exército inteiro cercou a cidade onde dormia o profeta de Deus (II Reis 6: 15 a 17). O servo do profeta ouvia o homem de Deus falar da grandeza de seu criador e das maravilhas de seu poder, mas quando viu a cidade cercada desesperou: “Estamos perdidos, esta é a vida real. Estamos cercados por homens armados e poderosos na guerra. Essa é a realidade que nos cerca e não há como fugir. Estamos condenados!” E o profeta tranquilo e sereno fez uma oração simples: “Senhor abre os olhos deste moço por um instante para que conheça a verdade da qual fala mas da qual nada sabe”. E o Senhor concedeu ao jovem ver a REALIDADE que o cercava e nessa verdade inequívoca de Deus havia anjos dos exércitos celestiais cercando as tropas que se julgavam dominadoras.
Não sirvo a um Deus menor.
Não vou à igreja por falta de opção ou por ter uma mente acanhada.
Não manifesto fé por falta de raciocínio ou para fugir à crueldade que me cerca.
Não declaro Jesus por achá-lo bonitinho ou porque fui criado em certa tradição.
Sou Cristão porque Jesus é o Filho de Deus vivo, Rei e Senhor, nome sobre todo nome, Senhor da eternidade e a verdade é conhecê-lo.

Sou seu seguidor e discípulo porque um dia, com a autoridade de quem tinha poder sobre tudo inclusive a morte, declarou: “A vida eterna é esta: que te conheçam a ti o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo a quem enviaste” João 17:3. Aquele que afirmou isso morreu, ressuscitou e voltou ao céu conforme profetizado centenas de anos antes. Essa é a verdade! Por ela viverei!

Confortavelmente Inúteis

Uma das maiores conquistas do homem moderno é o conforto. Passou a ser um princípio motivador e orientador de toda uma indústria, movimentando bilhões de dólares por ano. Queremos maior conforto em casa, no quarto, nos carros, nos transportes, nos serviços, no acesso a informação, no trabalho e por conseguinte nos relacionamentos e tudo mais. O homem moderno move montanhas para obter um pouco mais de conforto e gasta milhões em medicação que alivie qualquer pequeno desconforto.

O triste é pensarmos um pouco nisso e chegarmos a conclusão que o conforto, não sendo um mal em si, nos leva a inutilidade. A busca aguerrida pelo conforto e a teimosia em não deixa-lo uma vez encontrado, deixa o homem simplesmente inoperante, incapaz e porque não dizer, na maioria das vezes imbecil. Não se irrite e pense um pouco comigo.

O conforto é egoísta, auto-centrado. É ajustável exatamente a minhas necessidades e desejos particulares. Meu nível de conforto é só meu, logo, a sua busca se concentra unicamente em mim e no que eu quero. Por exemplo, a posição de uma poltrona que é confortável para mim pode não ser para outra pessoa. Quero serviço personalizado. A busca do conforto aliena ainda mais o homem do próximo e torna toda a vida um grande jogo de ver quem consegue encontrar mais coisas ajustáveis a seus desejos.

Quando lembramos que é essa visão egoísta que tem levado ao número absurdo de divórcios, ao crescimento dos abusos e violência, ao maltratar de crianças pelos próprios pais, a um isolamento do homem de tudo que é decente e bom, vemos o quanto o conforto pode ser prejudicial. Ao nos levar a ficar mais auto centrados a busca do conforto nos leva a ficar mais distantes dos outros e de Deus.

O conforto é essencialmente consumidor. Toda a indústria de marketing trabalha com base nesse conceito e sua provisão. Somos levados a trocar de carro, telefone, TV, máquina de café, fogão, etc. Com base apenas no facto de que o novo modelo é mais confortável de usar e traz umas novas aplicações muito especiais. E nós corremos a substituir nosso "velho" aparelho como se já soubéssemos usar todas as aplicações que ele oferecia, o que na verdade não sabemos porque nunca tiramos tempo para ler o manual. O homem que tem o conforto como bem supremo aceita essa mensagem, compra, endivida-se, engana-se. Se olharmos bem para as coisas que trocamos e que ainda tinham muitos anos de uso, validade e benefício ficaríamos assustados, mas o conforto é assim, consome o tempo todo.

O conforto é entorpecente. Quem se rende a ele para no tempo em termos de desenvolvimento pessoal, deixa de aprender, deixa de crescer, deixa de se desenvolver. A ironia é grande porque os próprios indivíduos que nos fornecem novos brinquedos para aumentar nosso conforto não se renderam a ele e a prova disso é que trabalham até produzir e nos convencer a comprar um novo produto.

Na verdade, admiramos e fazemos filmes sobre pessoas que não ficaram dependentes do conforto, que enfrentaram lugares e situações de carência e grande stresse. Se quisermos estudar a ponto de nos tornarmos alguém de valor em nossas áreas, teremos que ir além do conforto. Se quisermos nos tornar atletas de valor em qualquer esporte teremos que ir além do conforto. Se quisermos nos tornar melhores pessoas em nossos relacionamentos em geral teremos que ir além do conforto. Se quisermos nos tornar verdadeiros discípulos de Jesus teremos que ir além do conforto. Foi ELE que disse que seria preciso "tomar a cruz a cada dia e segui-lo..." Parece-lhe confortável? Não! Mas é a única vida que merece ser vivida. Jesus avisou "quem quiser salvar a sua vida (viver muito confortavelmente) perdê-la-á..."

Pensemos nisso. O conforto em si não é mau. Uma cadeira confortável, ou um trajecto seguro na estrada são coisas boas em si. A busca do conforto como bem supremo não. Não deixemos que o conforto nos vença. Não permitamos chegar ao ponto de ficarmos confortavelmente inúteis.

MacDonaldização da Igreja


 Foi George Ritzer que criou o termo MacDonaldização num livro em que investigou o caráter mutante da vida social contemporânea. Segundo Ritzer os princípios da indústria de fast food têm tomado conta da vida social moderna e influenciado áreas como os cuidados de saúde, o ensino e o divertimento. Ritzer distinguiu 4 princípios básicos nessa indústria: eficiência, calculabilidade, previsibillidade e controle.

Não é preciso muito esforço para verificar que o investigador captou bem essa faceta da realidade. Nossa sociedade se retrai cada vez mais num mundo em que se oferece conexões rápidas (na internet), amizades a varejo (na internet) e cada vez menos espaço para a criatividade, a espontaneidade, a vida... O mais triste disso tudo é que o homem não parece perceber que está sendo guiado para o abismo. Vivemos bombardeados por uma mídia que nos diz o que vestir, o que comer, onde passar nosso tempo, onde gastar nosso dinheiro. Somos ensinados sobre o que é felicidade, o que é realização e tentam nos convencer de que sabem do que estão falando. No entretanto a maior doença deste inicio de século é a depressão.

Mas essa MacDonaldização tem chegado à igreja também. Em qualquer livraria evangélica ou na internet (cada vez mais onipresente) podemos encontrar manuais de como tornar nossa igreja eficaz, como calcular a melhor estratégia de crescimento, como controlar as atividades, como organizar programas e eventos para ser mais bem sucedidos. Gurus de vários tipos nos ensinam de acordo com o melhor das ciências sociais atuais o que deve ser a igreja. Pelo passo atual acredito que em breve teremos uma igreja a funcionar no facebook... Pensemos um pouco nas facetas sugeridas por Ritzer no contexto da Igreja de Jesus:

1) Eficiência
Esta é daquelas qualidades que aparentemente não têm discussão. É necessariamente boa. Devemos ser eficientes, afinal a vida o exige. Ninguém gosta de ser considerado incompetente ou ineficiente. Mas eficiência é a capacidade de produzir realmente um efeito e aqui as coisas podem mudar de figura na igreja. Temos realmente desenvolvido a capacidade de causar efeito em nossas igrejas e em nossos cultos. Mas que tipo de efeito? Efeito duradouro? Efeito espiritual que reverte em vida? Ou será efeito carnal, na força do homem, que pode impressionar mas não dura e não frutifica espiritualmente.

Há muitas instituições humanamente eficientes. Fazer as coisas benfeitas é uma exigência da vida cristã e de nosso temor a Deus. Mas eficiência cheira também a controle, domínio absoluto do método de produção que é o que se exige na indústria moderna e no fast-food e isso nunca poderá acontecer na igreja porque ela é uma comunidade do espírito e não há como dominar as linhas de produção nessa área. Realmente devemos desejar efeitos na igreja e sobretudo efeitos que mudem vidas, que alcancem a alma e o espírito, mas esses dificilmente se produzirão em massa e sob encomenda. Dependem do Senhor.

2) Calculabilidade
A indústria exige cálculos. Tudo tem que poder ser resumido a uma tabela de Excel, mas na vida, e na igreja, as coisas que realmente contam não se medem. Como calcular a espiritualidade de um culto, a maturidade de um crente, o amor de um evangelista, a caridade de um obreiro social, a fé de uma oração, a dedicação de um professor de EBD, a profundidade de um sermão, a esperança de uma intercessão ou o dom de um irmão?

Podemos avaliar pelos frutos segundo Jesus nos ensinou, mas reduzir tudo a uma tabela simplesmente não funciona na vida e tira a beleza, o mistério, a maravilha que todos desejamos ver e experimentar na vida. O homem foi criado para coisas tão profundas que nem ele entende, nem pode explicar, mas que anseia e busca toda a vida. Como reduzi-las a mera matemática? Não dá e não é necessário.

3) Previsibilidade
Novamente o controle em ação. A indústria quer poder prever o que virá. Não se ajusta bem a urgências, a imprevistos. O homem moderno vai perdendo a capacidade de lidar com coisas realmente novas e classifica todos os que não se ajustam com alguma alteração psicológica. No entanto, quando alguém sai dos trilhos e é bem sucedido concluímos que era um génio. Há certamente incongruência nessa avaliação.

A vida na Igreja precisa ser vivida na direção do Espírito Santo, no desenvolvimento de dons e ministérios, e isso tudo é marcado pela espontaneidade e criatividade. É por isso que a Igreja não sai de uma linha de produção, não é fotocópia de outra matriz, é vida que acontece de modo diferente em cada lugar. Essa é parte da maravilha da Igreja. Não tem que ser igual a outra, não tem que se limitar ou restringir ao que outras fazem ou planejam. Mantendo a essência dos princípios bíblicos (adoração, comunhão, ensino, evangelização e serviço) a igreja local tem liberdade para escolher as formas que melhor se adaptam a sua realidade e sobretudo aos dons e ministérios que o Senhor lhe deu.

Isso não quer dizer que as coisas na igreja aconteçam de qualquer maneira ou sem preparação, mas que a Igreja verdadeira não pode ser previsível, não cabe em planeamentos fechados, não sobrevive em organogramas rígidos.

4) Controle
Tudo parece se concentrar aqui. O homem moderno tem paixão pelo controle. Quer saber antecipadamente, quer dominar tudo. Essa tendência se tornou uma verdadeira necessidade, mas é muito antiga, na verdade começou no Éden. A origem do pecado tinha a ver também com o desejo do controle, com uma fuga ao controle Divino, uma falta de confiança no amor perfeito de Deus e uma busca por tomar o próprio destino nas mãos. Na construção da Torre de babel o princípio era o mesmo. Vamos construir para controlar.

Hoje, vemos esse princípio entronizado em filmes e livros. O homem que toma as rédeas da situação é elogiado, é colocado na ribalta. Mas se olharmos bem para a situação do planeta facilmente chegaremos a conclusão dos verdadeiros resultados de toda essa fome de controlo da humanidade. Nunca dominamos tanto a natureza como agora, nunca pudemos antecipar e prevenir tanto como agora e no entanto nunca o planeta correu tantos riscos e a humanidade no seu geral viveu tão mal. Temos luxo, glamour e abundância ao lado de miséria, fome e degradação, tudo a um quarteirão de distância. Belo trabalho!

A salvação oferecida em Jesus nos liberta entre outras coisas de nós mesmos. Descobrimos em Cristo que o aparente controle de nosso destino é, na verdade, escravidão, fardo, depressão e que o entregar a ELE a vida em submissão amorosa é, na verdade, Liberdade, Alegria, Fôlego de vida. Parece contradição, como tantas outras coisas na vida Cristã, mas é a mais pura verdade! O controlo nos oprime, pesa sobre nós. A entrega nos liberta, nos deixa leves para viver. Podemos tomar emprestada de Jesus a metáfora das crianças. Os pequeninos não controlam, dependem dos pais para tudo, não se preocupam com o que vão comer, vestir ou como se deslocarão e no entanto com toda sua falta de controlo são felizes. As crianças se alegram com pouco, celebram a vida pulando a cada esquina. À medida que crescemos e vamos aprendendo a controlar e nos tornando responsáveis por nós mesmos, mais o peso da vida aumenta e lá se vai a alegria simples dos infantes. Por isso também Jesus disse que para entrar no Reino dos Céus temos que ser como meninos.

Conclusão:
Creio que tudo que falamos pode ser resumido assim: A vida cristã e a vida na Igreja precisam ser vividas na liberdade do Espírito, que é caracterizada por espontaneidade e criatividade. É Jesus a cabeça. É o Senhor que controla e só ELE está habilitado para tal. No momento em que quisermos fazer da Igreja uma estrutura "à la Macdonald" perderemos toda a VIDA do Espírito. Aprendamos a viver na liberdade maravilhosa que é deixar o controlo nas mãos de quem realmente pode controlar - nosso Deus.

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A caminho da Clandestinidade!

A Igreja em nossos tempos, se quiser continuar fiel às escrituras e às leis de Deus e, ao mesmo tempo evitar confrontos com as autoridades seculares deverá caminhar no sentido da clandestinidade. Essa é a conclusão lógica que chegamos se avaliarmos a direção que as legislações tem tomado e a necessidade de sermos, por um lado, fiéis às leis dos homens sem por outro lado irmos contra a lei de Deus.

Durante as últimas décadas a Igreja se beneficiou do estatuto de pessoa jurídica que lhe deu vantagens diante das leis com benefícios fiscais diversos e isenções de taxas. Os governos estão agora mudando de atitude e apertando o cerco à Igreja. Acham-se no direito de exigir das igrejas certas atitudes que não condizem com as escrituras. Em muitos lugares do mundo ocidental, por conta de um crescente liberalismo, vemos governos começando a querer impor à igreja leis e regras que a levarão a atitudes anti-bíblicas.

Tomemos um exemplo simples: o casamento homossexual. Alguns países já o tornaram legal, como é o caso recente de Portugal. As Igrejas reconhecidas pelo estado, por outro lado, tem o direito de fazer casamentos religiosos com valor civil, ou seja, se as regras forem cumpridas o casamento feito na igreja pode valer pelo do cartório. Se somarmos essas duas coisas poderemos chegar ao dia em que uma dupla homossexual pode exigir fazer seu casamento numa igreja, com pompa e circunstância. Terão direito legal a isso. E a Igreja que se recusar estará indo contra a lei. O que faremos?

A Bíblia é clara no seu ensino sobre as autoridades. Somos chamados a ser cidadãos exemplares. Devemos ser os primeiros a obedecer, pagar os impostos, seguir as regras. Paulo deixou isso claro em Romanos 13:1 a 7 por exemplo. Mas a mesma palavra nos diz que quando as leis humanas nos querem forçar a ir contra as leis divinas devemos dar preferência sempre ao Senhor. Basta lembrarmos um exemplo do Antigo e outro do Novo Testamento: Em Daniel 3 lemos da recusa dos amigos de Daniel em se curvar diante da estátua de Nabucodonosor; em Atos 4:19 Pedro responde ao Sinédrio que mais vale ouvir a Deus do que aos homens. Em ambos os casos o Senhor abençoou seus filhos.

A solução parece bastante óbvia. A Igreja, para se manter fiel à palavra e não se tornar anti-bíblica vai caminhar para a clandestinidade. Teremos, provavelmente, que voltar aos primórdios, quando a igreja se reunia nos lares. Esse foi o inicio do Cristianismo e foi exatamente por causa desse inicio que o evangelho prosperou e ganhou o império Romano.

Desde Jerusalém  até às cartas de Paulo encontramos registros da Igreja fazendo seus cultos nos domicílios dos crentes. Notemos algumas vantagens significativas desse tipo de reuniões:

- Oferecia um ambiente caloroso para a comunhão dos crentes;

- Dava à igreja uma experiência prática de família de Deus;

- Favorecia muitíssimo a integração dos novos convertidos;

- Permitia uma entreajuda muito mais significativa dos crentes de cada pequeno grupo;

- Fortalecia muito o senso de pertença ao grupo;

- Servia de base para a formação de líderes permitindo a muito mais crentes exercerem seus dons e talentos;

- Vencia o problema da construção e manutenção de prédios que tanto dificulta as igrejas modernas;

- Incorporava de modo magnífico as virtudes da hospitalidade Cristã;

- Era um modelo que permitia um crescimento e multiplicação mais rápido pois adaptava-se em qualquer cultura e lugar do mundo;

- Era muito mais eficaz no ensino e no discipulado por permitir uma interação mais próxima entre pastor e ovelha;

Conscientes dessa realidade as igrejas devem começar a se ajustar. Algum tipo de encontro doméstico deve ser iniciado. Podemos chama-lo grupos familiares, pequenos grupos, igrejas nos lares, grupos de comunhão ou outro nome que ajude a entender seu objetivo. As Igrejas que tiverem esse tipo de ministério poderão mais facilmente se adaptar a uma provável mudança. As que insistirem em manter apenas o estilo tradicional correrão riscos, porque quer queiramos ou não o caminho para nós é o da clandestinidade.

Assassino de Torres Vedras e Goleiro Bruno: o que têm em comum?


No Brasil e Portugal não se fala de outra coisa? Que tipo de castigo para os criminosos? No Brasil é a investigação que aponta para a provável morte de uma moça envolvida com o goleiro (guarda-redes) do Flamengo. Em Portugal é o assassino de Torres Vedras que terá matado 3 pessoas. Que tipo de punição para esse tipo de crimes? O que eles merecem?
Interessante seria pensar nisso tudo sob o prisma das filosofias que dominam os tempos modernos. Afinal, seriam eles culpados? A Psicologia moderna diz que o homem é fruto da sociedade, da criação, daquilo que o envolveu desde o crescimento. Logo, não são culpados, culpada é a sociedade que os criou. A Ciência diz que o homem tem se desenvolvido até hoje. Ele é aquilo que a evolução o fez. Se tornou-se um criminoso é porque evoluiu para isso, logo não é culpado!

A Moral moderna diz que tudo é relativo. Aquilo que é errado para você pode não ser para mim. Não há mais absolutos, não há mais regras definitivas. Ninguém pode ser classificado de bom ou mal. Pelo Relativismo moderno os suspeitos não culpados. E o pragmatismo também os absolve. Afinal, se seguiram uma vida errada, se escolheram o crime é porque compensou. Na verdade foram inteligentes ao escolherem fazer o que fizeram, porque pareceu ser o melhor na altura.

Evidentemente que diante dos crimes hediondos em causa ninguém vai se servir desse lado da psicologia, da evolução, do relativismo ou do pragmatismo. E aqui se nota novamente a incoerência de nosso mundo.

Os secularistas gostam de proclamar sua superioridade em relação a tradição judaico-cristã, mas quando a situação complica, quando se sentem tocados, os homens modernos reagem de modo diferente. De repente, há necessidade de justiça (e o relativismo cai por terra), há que preservar os mais fracos (e lá se vai o pragmatismo), é preciso que os criminosos assumam seus actos (e a psicologia e a evolução deixam de ter valor).

A visão moderna, que deseja tirar a responsabilidade do homem, erra pelo simples fato de que a vida não é possível sem responsabilidade. O homem não é um vegetal que cresce conforme a força do sol e o ritmo das chuvas. É um ser criado, racional, com livre arbítrio, e por isso com a necessidade de escolher e a obrigatoriedade de ser recompensado para o bem e para o mal.

Colocar a culpa dos crimes na questão social é falho, porque vemos muitos criminosos pertencentes a classes sociais mais altas. Colocar a culpa na criação é falho porque há muita gente com boa formação cometendo irregularidades. Culpar a raça é tolice porque há muita gente das supostas raças superiores fazendo barbaridades e muitos garotos de suposta raça inferior singrando na vida e se tornando bons cidadãos. A verdadeira questão é o pecado. Uma decisão deliberada (e por vezes bastante ponderada) de fazer aquilo que sabemos antecipadamente que é errado. Se não fosse pecado e se não houvesse culpa porque falaria a sociedade de mudanças necessárias?

Diante do que temos visto e ouvido nestes últimos tempos, o Cristão fica triste, mas não confuso, fica enlutado, mas não baralhado. O mundo tem caminhado para longe de Deus a passos largos e não poderia haver outro resultado.

A solução não está em melhores condições sociais, em melhores escolas, em melhores rendimentos ou oportunidades. Tudo isso pode ser muito bom, mas não muda o coração do homem. Esses dois criminosos em pauta dos dois lados do Atlântico não viviam com dificuldade. A solução está no interior do homem, em seu coração, e isso só quem muda é Deus. Só Cristo salva, dá nova vida, nova perspectiva e propósito, oferece razão de viver e união com Deus no seu trabalho redentor da humanidade. O que o mundo precisa mesmo é do Cristo VIVO e a responsabilidade de seus discípulos é mostrá-lo vivo em seu dia-a-dia.

Copa das Desilusões

Eu gosto de futebol. Tento não ligar, mas acabo ligando. E Copa do Mundo é especial...E lá vou eu de novo, sofrendo, o coração disparado, a alegria do gol, a revolta da falta, a tremenda desilusão da derrota. Mais uma vez torci, gastei meu tempo em frente a TV e no fim fiquei só com o amargo na garganta e o grito embolado no peito. Porque?

Terça-feira e a desilusão assola Portugal. Jogam bem, criam mais perigo, mas no fim vence a Espanha com Ronaldo jogando muito pouco e é claro, o treinador sendo xingado. Sexta- Feira é a vez do Brasil. Joga bem a primeira parte, dá esperança, depois entrega o jogo com direito a expulsão e tudo, mas é claro, o treinador é o culpado. Já parece o mordomo de história policial, é sempre o culpado.

Mas esta copa já fora desilusão para os times africanos que caíram cedo como Camarões, Costa do Marfim, Argélia e a própria África do Sul. E que falar da desilusão da França com um time que trouxe vergonha nacional, ou da Itália, campeã em título que não venceu nenhuma vez, ou da Inglaterra grande candidata a vitória que se foi nas oitavas?

Sei que minha reflexão cheira a ressaca de jogo perdido e que corro o risco de parecer meio hipócrita, mas gastei um tempo pensando nisto tudo. Será que dá para respeitar essa copa? Pense um pouco comigo e verá que fica difícil:

1) Como respeitar uma copa que gasta 10 bilhões de dólares em estádios no continente mais pobre do mundo? Essa verba daria escola a todas as crianças do África mas em vez disso foi gasta em estádios que nem sequer vão ter boa utilização após um simples mês de copa. Bilhões para meia dúzia de jogos que poderiam ter mudado vidas para sempre. Como respeitar uma copa em que a média das entradas é de 140 USD e a mais cara de 900 USD num país onde grande parte da população vive em favelas? A FIFA foi boazinha e distribuiu 120 mil bilhetes para os jogos com menos atrativo. Sabe porque? Para que os estádios não ficassem vazios na TV...

2) Como respeitar uma copa onde erros grosseiros de arbitragem marcaram quase cada partida? Como respeitar uma instituição que se recusa a aceitar a tecnologia que em segundos resolveria lances decisivos quando o mesmo já é feito em tantos outros esportes há tanto tempo? Parece mesmo que há interesses significativos ditando as regras... fica no ar um cheiro de coisa arranjada como já aconteceu em tantas outras copas... e nós ainda acreditando...

3) Como respeitar um esporte em que os jogadores ganham fortunas inimagináveis para os demais mortais, só para chutar uma bola? São malabaristas? Deviam estar num circo! Mas o mundo os idolatra e venera e eles não estão nem ligando porque, ganhem ou percam, vão continuar suas vidas magníficas regadas a ouro e champanhe. Se eles parassem de trabalhar o que isso mudaria na sua vida? E se o lixeiro de sua rua parasse de trabalhar? Afinal quem é mais importante?

O que ganhamos com esta copa? Muita coisa! Dor de cabeça, crises de azia, rouquidão e possível faringite de tanto gritar, indisposição com os vizinhos, noites mal dormidas com sonhos confusos, angústia e depressão, antipatia com outras pessoas por pertencerem a esta ou aquela nacionalidade (e não por aquilo que são ou fazem), brigas com familiares por conta da má disposição após uma derrota. Já houve gente que perdeu a vida nesta copa. Por um jogo absurdo?

Não vou fazer promessas e nem garantir mudanças radicais de postura quanto ao futebol. Seria, no entanto, útil e necessário que, como cristãos, tivéssemos uma atitude diferente. Futebol é esporte, como tal é passatempo, diversão, entretenimento. Essas coisas são para trazer boa disposição, descontração e alegria. Se não o fazem é porque algo está muito errado. O futebol há muito que anda errado e espelha a corrupção e a maldade de nosso mundo.

Oremos por discernimento e a capacidade de colocar as coisas nos seus devidos lugares. Gastemos nosso tempo, que é precioso, em coisas que edificam e promovem o bem. Deixemos de lado sentimentos tolos causados por coisas tolas e que precisam de ser tratadas como tal. Meu apelo não é contra o futebol, mas contra a futilidade, o descontrole sem sentido e a perda de tempo. Apreciemos o jogo mas deixemos as demais coisas com eles lá no campo. Já ganham bastante para isso.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - A ORIGEM

A Associação de apoio à vítima em Portugal recebe em média 18 pedidos de socorro por dia. Esses pedidos vão desde agressões ligeiras a situações com risco de vida. Sabemos que a violência doméstica sobretudo sobre mulheres e crianças é um problema grave e difícil de ser tratado por causa da vergonha e do estigma social que acarreta. Mas há outro tipo de violência doméstica que tem se tornado comum e que é na maioria das vezes ignora ou até consentido.
Estou falando de uma violência contra a família que entra em casa com o consentimento dos seus membros. Faz um estrago significativo e fica impune exatamente porque foi convidado. Falo de uma violência que é feita contra nossas famílias e que nós pagamos para que aconteça. Acha estranho? Improvável? Pois estamos falando da agressão que nos advém de filmes e series de TV.

Com a degradação das TVs públicas e o advento dos canais privados, era de supor que a qualidade da televisão melhorasse. Na verdade piorou consideravelmente. Os programas que hoje invadem e violentam nossas famílias são tolerados e aceitos como inevitáveis e talvez por isso mesmo causam tanto estrago. Pense comigo no que hoje vemos:

Banalização da Violência
Em poucos minutos assistimos a vários assassinatos, torturas, violações e agressões. Houve um tempo em que os heróis da TV apenas prendiam os bandidos, hoje eles os matam, por vezes com requinte de maldade e nós aplaudimos. Nossa capacidade de aceitar toda essa violência deteriora o discernimento e é responsável, talvez principal, pelo crescimento das agressões em ambiente familiar e escolar. Afinal, se o meu herói favorito o faz, porque não faze-lo?

Insistência na Blasfémia
Repetidamente programas, personagens e situações fazem pouco dos valores cristãos, ridicularizam a fé e blasfemam de Deus e Jesus. Se nós soubéssemos que certa pessoa ou em certo lugar se falaria sistematicamente mal de nossos queridos creio que evitaríamos essa pessoa ou lugar. Mas quando se trata de nossa fé, daquilo que é supostamente nossos bem maior, nosso Deus e Salvador amado, permitimos e pagamos para que palavras, gestos e atitudes blasfemas se repitam em nossa sala de estar. É no mínimo estranho e muito triste.

Vulgarização do Sexo
Cenas que há poucos anos só passariam depois da meia-noite são vistas hoje a qualquer hora. O sexo é apresentado como um vício mundial, um elixir da juventude. Vale para qualquer um, em qualquer ocasião desde que traga prazer. O incentivo a que a juventude use o sexo quando e como quiser entra nas salas de nossas casas e enche a mente e o coração de nossos filhos, sem que haja uma explicação das consequências necessariamente complicadas desses actos.

Glamorização da Prostituição
Vemos hoje na TV uma exaltação da prostituição, que se tornou generalizada. Em vez da degradação que realmente marca essas situações, a TV as mostra como sofisticadas fontes de prazer. As mulheres que se degradam por meio da venda de seus corpos são vistas como pessoas liberadas e modernas, donas de seu destino. Na verdade são escravas de uma situação desprezível da qual sonham se livrar.

Incentivo ao Adultério
Nas séries de TV de hoje o sexo dentro do casamento é ridicularizado e tornado tolo. A mensagem é clara: abaixo o casamento! O adultério é apresentado como natural, desejável e até como algo que pode melhorar o próprio casamento. Séries como "sex and the city" entre outras procuram mostrar que o casamento é algo ultrapassado e o normal e ideal é nos comportarmos como animais no cio que procuram o primeiro parceiro ou parceira agradável ou disponível. Realmente a evolução é verdade, estamos evoluindo rapidamente em direcção aos macacos...

Glorificação da Homossexualidade
Há muito que a TV se tornou plataforma privilegiada do lobby gay. O cinema e a TV foram usados para mostrar o homossexual como ser superior, mais sensível, culto, bonito e inteligente. Os relacionamentos homossexuais são apresentados como de alto nível, com o respeito e carinho que falta à maioria dos casamentos. Curioso, no entanto, que mesmo desprezando todas as convenções e tradições os gays insistam em poder se casar legalmente... A verdade sobre a homossexualidade é tão distinta da sua imagem na TV que nem sabemos por onde começar. A verdade é que se impõem a nossas famílias como fato consumado e, de tanto assistir, acabamos achando normal. Em breve começaremos a ver os pedófilos sendo apresentados como boas pessoas também??

Desvalorização da Paternidade
Programas, filmes e séries, muitos deles especialmente feitos para crianças e em banda desenhada, mostram os pais como tolos, indecisos, incapazes e alvo preferencial de piadas, artimanhas e truques. As crianças são levadas a desrespeitar os pais, mentir a eles e fugir de suas orientações. Tudo isso é feito pelos heróis do filme ou série colocando-os em vantagem sobre os "tolinhos" que ainda acreditam em obedecer aos pais. E nós aceitamos que nossos filhos assistam, por vezes com nossa presença na sala, a programas onde são ensinados a nos desprezar.

Tudo isso tem sido estratégico para um objetivo claro: destruir a família. Afinal é violência doméstica muito mal dissimulada e que minou as bases da instituição mais importante da sociedade. Se a história nos ensina algo é que todas as civilizações e impérios que permitiram a deterioração da família caíram em pouco tempo. Aprendemos pouco com o passado e avançamos rapidamente para o colapso numa sociedade dominada pelo sentido individualista do prazer pessoal como valor acima de todos os outros.

COMO REAGIR?
NA PRÓXIMA SEMANA ABORDAREMOS VÁRIAS SOLUÇÕES PARA ESTE PROBLEMA.

Deixe aqui sua opinião e situações que enriqueçam o debate.

Pedofilia na Igreja e a Disciplina Bíblica

Os recentes escândalos que têm envolvido a Igreja Católica com os actos de pedofilia trazem pesar a todo o mundo cristão. Não é possível ficar alheio ao que se passa. Toda a Cristandade sofre, porque os acontecimentos revelados levantam dúvidas e receios que se estendem a todos os ramos do Cristianismo e colocam em causa todas as lideranças espirituais. Muito tem se dito e muita é a hipocrisia reinante. Alguns fatos são porém incontestáveis:

1) É profundamente lamentável que líderes espirituais estejam tão longe da verdade do evangelho a ponto de abusarem da confiança de crianças que foram colocadas sob sua supervisão. Toda reprovação será pouca diante de tal infâmia.

2) A Igreja é muito grande e os pedófilos, embora fortemente condenáveis, são uma pequena minoria da classe sacerdotal, pelo que não é correcto passar julgamento a toda uma classe pelos actos, mesmo tão reprováveis, de uns poucos.

3) Aqueles que forem encontrados culpados devem ser punidos com todas as penalidades próprias do meio religioso bem como dos meios judiciários.

4) A discussão sobre a pedofilia não acaba com a questão da igreja. Os actos de abuso contra crianças acontecem na sua maioria no contexto da própria família e é aí que o assunto deve ser tratado com a seriedade que necessita.

5) Tem havido muita hipocrisia na condenação da igreja com muita gente se aproveitando da situação para fazer julgamentos e afirmações totalmente desproporcionais.

6) Uma disciplina Bíblica bem aplicada teria cortado o mal pela raiz e é aqui que devemos trabalhar.

A Bíblia, ao contrário de muitos outros livros religiosos, não esconde a verdade sobre seus heróis. Aqueles que fizeram grandes coisas para Deus eram homens e mulheres de carne e osso e tinham seus defeitos. Lemos das vitórias de Davi, mas também de seu adultério, mentira e assassinato. Lemos da coragem de Elias, mas também de sua crise depressiva e fuga de Jezabel. Lemos das afirmações maravilhosas de Pedro, mas também de sua negação. A Bíblia não esconde que os seguidores de Jesus são pessoas falíveis que podem pecar. Chama-os porém à uma vida santa e dá orientações claras para a disciplina de todos os que caem.

Gostaria de trabalhar apenas um dos muitos versículos que falam de disciplina. Aquele que Paulo escreveu aos Gálatas, capitulo 6 verso 1:
 “ Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado.” NVI.

Notemos as orientações desse texto:

1) Irmãos
Paulo começa lembrando em que contexto surge a disciplina na Igreja – o contexto da família de Deus. Não somos competidores, não somos inimigos ou adversários. Não estamos num clube ou associação. Somos irmãos. Somos família. Ter isso em mente é fundamental porque na verdade temos outro tipo de atitude quando estamos em família. Tratamos de outro modo, cuidamos de outro modo. A disciplina Bíblica começa e termina na família de Cristo, entre homens e mulheres que têm entre si a união dos laços do Espírito Santo.

2) Se
O condicional é muito importante neste texto. Implica que há necessidade de confirmação. A Bíblia pode ter sido usada para fazer “caça às bruxas”, mas não foi escrita para isso e se bem interpretada não se serve a esse fim. Há aqui um cuidado fundamental. Todo irmão deve ser considerado inocente até prova em contrário. Partir do principio da culpa é um mau principio e adultera os resultados. Temos o dever cristão de confirmar as acusações, verificar as circunstâncias, ter a certeza do que se passa, antes de passarmos adiante. Se esse cuidado fosse levado a sério eliminaria muitas das desagradáveis situações que vemos acontecendo nas igrejas.

3) Espirituais
A disciplina não é para todos e nem por todos. Não somente é preciso confirmar a falta antes de aplicar a disciplina como é necessário verificar a qualidade daquele que aplica a correcção. Paulo deixa claro que não são todos que podem actuar. Só os espirituais podem agir porque a disciplina bíblica é espiritual e não carnal.

A disciplina carnal visa derrubar, vingar, destruir. É cruel e depreciativa. Deixa marcas negativas profundas e na maioria das vezes faz mais mal que bem. A disciplina necessária na Igreja é espiritual, temperada, moderada, voltada para a recuperação, não demolidora, mas construtiva. Não são todos que a podem exercer. Há que recorrer aos espirituais, aos maduros na fé, aos experientes que estão sob o controle do Espírito Santo e do Senhor.

4) Restaurar
No original grego temos a palavra Katartizo de onde obteremos em português a noção de catarse. A palavra no seu original tem a ver com ajustar, completar, colocar direito, por na sua posição correcta, adaptar, reparar, reconstruir, consertar o que se partiu, reconciliar. Temos aqui a tradicional riqueza da linguagem Paulina na definição de uma disciplina do modo que o Senhor pretende.

A disciplina bíblica visa a restauração, a recuperação, a renovação, a reutilização e não o derrube ou destruição.  A noção de excomunhão em que o indivíduo é amaldiçoado ou declarado condenado ao inferno não é algo próprio da Igreja. Há casos em que se reconhece que alguém enganou-se a si mesmo e a Igreja e é declarado alguém fora da Igreja (Mateus 18: 17), mas o objectivo sempre foi o da restauração (Mateus 18: 15 e 16).

A disciplina bíblica não visa a vergonha ou a humilhação. Tampouco se trata de julgamento. A verdade é que, na maioria dos casos, o que nos move a julgar e condenar alguém é a crença (inconsciente, mas presente) de que isso vai levar o outro a modificar-se. Só que isso praticamente nunca acontece. Só quem tem condições de receber julgamento com sabedoria é exatamente o sábio (Provérbios 9:8) e esse provavelmente nem precisaria de repreensão. A disciplina bíblica não é para condenação ou julgamento, mas para restauração.

5) Mansidão
Novamente Paulo procura deixar clara a diferença entre a disciplina do mundo, feita em geral com raiva, indignação e brutalidade, e a disciplina que deve existir na Igreja, em mansidão. Não se trata de uma posição de fraqueza, mas de controle. É um poder ou domínio que se controla para aplicar a força necessária. A disciplina da Igreja tem que ser firme, mas controlada. Aquele que disciplina não pode descer o nível, tem que mantê-lo elevado. A mansidão da disciplina bíblica tem tudo a ver com o que já vimos de seu objectivo restaurador.

6) Guarda-te
A recomendação final parece explicar todos os cuidados referidos anteriormente. A razão pela qual a disciplina na igreja deve ser exercida só depois de confirmação e deve visar a restauração num espírito de mansidão é que todos somos falhos e temos que nos vigiar para não cair como aquele que está sendo corrigido.

Trata-se de grande presunção disciplinar os demais numa atitude de superioridade como se fossemos melhores ou estivéssemos acima da mesma falha. Devemos ter todo o cuidado antes de afirmar que nunca cometermos certa falha mesmo que ela nos pareça a coisa mais absurda do mundo. Pedro pensava e até afirmou que nunca negaria a Jesus. Mas, nas circunstâncias certas caiu e aprendeu na amargura a ser menos arrogante.

Conclusão:
Devemos clamar ao Senhor pelas vidas de todas as crianças que foram molestadas num contexto religioso cristão. Ter a esperança que seus corações não se fechem ao amor genuíno de Deus em Jesus. Essas pessoas devem receber todo o apoio necessário para vencerem suas dificuldades e crescerem como indivíduos livres na vida. Os culpados devem ser castigados segundo as leis de Deus e dos homens. Sobretudo a Igreja deve voltar às escrituras e lembrar que a disciplina bíblica é fundamental para a vida da Igreja. A vigilância é o preço, a oração o método, o Senhor o guia para que a Igreja se mantenha pura e digna de ser usada como luz no Mundo.

O CARNAVAL VEM AÍ...APROVEITE AO MÁXIMO!

Chega novamente aquele período conhecido como carnaval.  No mundo ocidental será tempo de festa, bailes e dança, bebedeira e luxúria.  Haverá folga do trabalho e muitos terão vários dias para aproveitar a folia.  A TV mostrará as festas ao redor do mundo, desfiles e shows diversos para todos os gostos.  Muitos aproveitam para passear e relaxar na praia ou campo, outros não terão condições de fazê-lo.  Mesmo assim, não deixe de aproveitar esta oportunidade. 

Nossa proposta a você neste período é que aproveite ao máximo este carnaval...De que maneira? Em primeiro lugar proponha-se a desligar a TV durante esta semana.  O mundo não vai acabar se não souber o resultado do desfile das escolas de Samba. Simplesmente desligue-se do que pode estar te sufocando e infeccionando a vida: a TV e a NET. 
Escolha uma destas sugestões e  aproveite ao máximo o feriado de carnaval!

Aproveite ao máximo seu casamento!
Sabe aquela velha reclamação de que não há tempo para namorar?  Aquele adiar quase constante do tempo a dois que parece nunca chegar?  Pois eis a oportunidade para tirar os dias de carnaval para curtir seu casamento!  Passear por lugares bonitos, andar de mãos dadas pelo jardim, visitar um local bonito há muito desejado, comer num restaurante gostoso, ouvir vossas músicas favoritas, ler juntos um pouco de poesia, enfim, namorar outra vez.

Passe um tempo recordando como se conheceram, quem tomou a iniciativa do namoro, os sonhos que têm se realizado, aquilo que ainda pode ser.  Revejam as fotos de namoro e casamento e quem sabe até mesmo aquele vídeo do casamento que raramente assistem.  Mas tenha bom humor!  Se sua barriga aumentou proponha-se a fazer mais abdominais de manhã; se sua amada engordou não a recrimine, pois o tempo passa para todos e nem todas têm milhões para gastarem em cirurgias, mas ela também te ama como és!

Concentre sua atenção na pessoa amada, afinal, no casamento fazemos a promessa e o compromisso mais sério de nossas vidas.  Nosso cônjuge é a pessoa mais importante de nossas vidas.  A correria do trabalho muitas vezes não deixa tempo para essas coisas boas da vida, então,  já que vai chegar o carnaval, use sua imaginação e aproveite ao máximo.  Mas planeje com antecedência, pois a boa expectativa é metade do sucesso!

Aproveite ao máximo sua familia!
Já se queixou bastante que o fim de semana é curto demais?  As crianças já esqueceram quantas vezes aquele programa familiar foi adiado?  Eis o momento para aproveitar!  Com os dias vagos no carnaval encha sua agenda com atividades familiares.   Aproveite para passar um tempo com os seus para falar e ouvir, brincar e cantar, passear e curtir. Deixe a TV desligada e escolha bons filmes para o fim de tarde. Cada mebro da familia poderia escolher seu filme favorito e todos juntos o veriam.  Depois conversariam sobre o porque dessa preferência e ficariam se conhecendo mais e melhor. Mas atenção! Não vale fazer ironias sobre os filmes românticos que elas escolherem, e nem reclamarem da violência e do tiroteio que eles escolheram.   Democraticamente podem ceder espaço a todos e até encontrarão mais coisas em comum.

Planeje um pique-nique, vá a lugares bonitos, saia um pouco do seu ambiente diário.  Deixe que o tempo seja gasto em convívio são e aberto.  Faça aquela caminhada com seu filho e , sem recriminações, pergunte como vai sua vida.  Valorize a beleza da sua filha, demonstre sua apreciação pelo seu desenvolvimento e lembre-se que um bom abraço consola mais que sermões.
Nessa época o mais comum é fazer aquele churrasco onde todos os amigos e vizinhos comerão acima da média e depois é cada um para o seu lado ( e os pratos sujos sobram para a esposa). 
Desta vez  use sua imaginação e aproveite ao máximo sua familia neste carnaval.

Aproveite ao máximo seus Amigos!
Amizade é algo valioso e cada vez mais raro neste mundo individualista em que vivemos. Quando temos amigos devemos valorizar isso e cultivar essa amizade. Procure aqueles amigos que não vê há tempos.  Com a correria da vida diária ficamos, por vezes, isolados e perdemos o contato e a profundidade das amizades.  Eis uma boa oportunidade para trabalhar isso.  

Procure contatar este amigo por telefone ou mesmo pessoalmente.  Lembre-lhe da importância que teve naquele momento de sua vida.  Quem sabe até poderia marcar um passeio, uma refeição, um lanche leve, uma viagem a algum lugar bonito. Existem muitas possibilidades e podemos usar a imaginação.  Não é só no aperto que devemos procurar os amigos,  e lembre-se, "és sempre responsável por aquilo que cativas."

Neste tempo com os amigos concentre-se no compartilhar das coisas que  vivenciam, dando oportunidade para cada um falar e procurando dar a atenção devida a quem fala. Vivemos em tempos dificeis em que um ouvido amigo faz maravilhas!  Fale, ouça e aprofunde os relacionamentos.

Não deixe que estes dias se passem sem propósito e sentido. Use-os bem e aproveite ao máximo seus amigos!

Aproveite ao máximo seu Tempo
Pode ser que na verdade o que você realmente esteja precisando seja de um tempo para si mesmo!  O barulho do cotidiano não lhe tem dado oportunidade para refletir na vida. Tem faltado tempo para ler, meditar, orar, estar a sós com Deus.  Então, se esse for o caso, aproveite ao máximo o carnaval!

Procure um lugar bonito e sossegado para estar em silêncio com o Senhor.  A disciplina da solitude é biblica e foi usada por todos os heróis de Deus e mesmo pelo Senhor Jesus. No silêncio a voz de Deus se torna mais clara, a poeira do barulho diário assenta e podemos ver melhor as coisas, refletir nas nossas vidas, atividades, prioridades e fazer planos mais claros e definidos.

Se for o seu caso, fuja para onde pode ler aquele livro que está esperando há tempos. Ouça suas músicas favoritas, descanse a cabeça das obrigações do trabalho, descanse a vista das atividades rotineiras. Seja em casa ou num lugar escolhido, deixe que o tempo de comunhão com Deus e de reflexão sirva de terapia para a mente cansada e o espirito atribulado. Neste carnaval aproveite e tire tempo pra você!

Conclusão
Como viu, há muitas e boas maneiras de aproveitar o carnaval!  Não precisamos entrar no corropio frenético que deixará tantos milhares exaustos nesses dias. Esqueça-se da violência que acontecerá, das tristezas que estes dias produzirão a muitos.  Podemos usar esse tempo para fortalecer o casamento, a familia, as amizades ou o meu próprio caminhar com o Senhor.

Avalie qual é sua maior necessidade. Procure se preparar com antecedência, use sua imaginação, mas sobretudo, aproveite ao máximo o carnaval e bom feriado!

Se gostou e aprovou esta idéia e tem outras boas sugestões, compartilhe conosco e conte-nos sua opinião para aproveitar verdadeiramente este tempo de feriado!
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SONHO DE DEMBA (VERSÃO REVISADA)

Agora podes fazer o download do Conto Africano, com versão revisada pelo autor.
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