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Família de Deus


 
Paulo ensinou os crentes de Éfeso que em Cristo nós somos “família de Deus” Efésios 2.19. Por isso mesmo nos chamamos de irmãos e irmãs. De notar que isso se perdeu na igreja de Roma passando a ser usado apenas nas ordens religiosas mas foi recuperado pela Reforma Protestante para toda a igreja.

Ora família tem algumas características interessantes. Por exemplo, somos parte de uma família, todo o tempo. Sou da minha família todos os dias, o dia inteiro. Não há momentos em que sou e outros em que não sou da minha família. Sou da família quer esteja perto ou longe, quer esteja presente ou ausente, que esteja contente ou triste, doente ou de saúde. Como irmãos em Cristo somos da família de Deus e isso implica irmandade constante e contínua e não somente um laço semanal de ligação.

Família não é uma estrutura, não é uma organização, não é um evento, não é um programa, não é uma casa. Família é relacionamento. Família é convívio, entreajuda, proximidade de características e vivência. Na Igreja também. Não somos instituição ou prédio, ou cultos ou programas. Somos gente. Gente salva que se relaciona com base na graça e no Amor de Deus.

Família não é uma questão de perfeição. Minha família não precisa ser perfeita para ser minha família. Ela tem seus defeitos mas isso não me afasta dela até porque parte desses defeitos provavelmente são meus. Se minha família tem falhas eu a defendo. Se tem problemas eu a ajudo. Se tem crises eu me junto a ela para superar. E na Igreja somos família de Deus. Minha Igreja como tal pode ter eventualmente coisas que eu não gosto, mas não a abandono. Não se abandona família muito menos nas horas de luta e necessidade. É nessas horas que a família mais se junta e mostra amor.

Família tem heranças e lideranças. Há pais e mães, há avôs e avós, que são os líderes por sua experiência e vida. Na família cada um sabe seu lugar, os mais novos aprendem com os mais velhos, os mais experientes dão conselhos e os mais novos herdam os valores e a vida.
Na Igreja somos todos filhos do mesmo Pai Celeste que em sua bondade e nos merecimentos de Jesus a todos adotou. Como família ouvimos e seguimos o nosso Pai e Senhor. Herdamos as glórias que Cristo ganhou para nós. Ajudamos os mais novos a crescer e deixamos a herança da boa-fé e da maturidade na obra do Senhor. Que bênção ter esta família! Que bênção pertencer a Igreja de Jesus.

Recordações

Há quem diga que recordar é viver. Na verdade, as recordações são coisas incríveis. O homem tem uma capacidade de memória fabulosa. Recorda coisas passadas décadas como se fosse no dia anterior. Lembra cheiros, sabores, cores, palavras, eventos e emoções. Nossa capacidade de lembrar é uma das maravilhas da mente humana, continuamente surpreendendo e desafiando a ciência. Todos temos recordações. A questão interessante, no entanto é: o que fazemos com nossas recordações?

Há muita gente que sofre com suas recordações. Como se não fosse suficiente sofrer uma vez o agravo, a ofensa, o acidente, a perda, a mágoa, a violação, a injúria, ainda ficam repassando vez após vez e sofrendo tudo de novo. Gente assim vive em depressão. Não conseguem sair do buraco porque há sempre uma recordação para lembrar de como são infelizes. Há sempre uma memória para os levar para baixo. Por mais que as coisas corram bem, sempre haverá uma recordação a lamentar.

Há também muita gente que faz uso da lembrança para vingança. Muitas são as histórias de gente que sobreviveu a situações terríveis pela simples força de lembrar o agravo e planejar a vingança. Quando garoto gostava de ler “O Conde de Monte Cristo”. Edmundo Dantés vivia cada momento de sua vida respirando a vingança contra seus detratores. A fabulosa fortuna que adquiriu, o conhecimento incrível que lhe adveio do contato com o Abade Faria e mesmo o amor da bela Haydée não eram suficientes para trazê-lo de volta à vida. Vivia para recordar e se vingar.

Há gente que usa as recordações para se fechar e retrair. Seguindo a famosa filosofia de que “gato escaldado tem medo de água fria” essas pessoas permitem que as memórias desagradáveis as fechem a todas as possibilidades de nova vida. Não têm coragem de amar, de experimentar, de ousar, tudo porque um dia, no passado por vezes longínquo, sofreram com uma experiência dessas. Aquele incidente os fez retrair como a tartaruga e assistem então a vida passar.

Há ainda os que usam a recordação para se vangloriar. No passado tiveram vitórias, conquistas, resultados vantajosos, e então passam o resto de suas vidas a contar as maravilhas de então. “Quando eu fiz isto”, “quando eu era aquilo”, “ olhe que já fui importante, já andei com fulano, já fiz tal e tal coisa”. Para essas pessoas viver é na verdade recordar. Deixaram de ter conquistas, deixaram de lutar por vitórias, deixaram de sonhar. Vivem na recordação do que aconteceu há muito tempo. Foi bom e pronto. Foi!

E há então aqueles que aprendem a recordar como Davi. O Salmo 18 foi escrito quando finalmente David se viu livre de seus inimigos. E como usou ele as recordações? Ele fora desprezado pelos irmãos, deixou a família ainda adolescente, foi alvo de inveja e intriga, sofreu tentativas de assassinato pelo próprio sogro, sua esposa foi dada a outro, andou vagando por montes e grutas e teve que recorrer a vida no estrangeiro. Tinha boas razões para recordar e chorar, ficar deprimido e em baixo. Quem sofrera como ele em sua geração? Mas não foi de depressão as suas recordações.

Mas tinha razões para vingança. Saul e sua família o maltratara, os Zifeus o denunciaram, os filisteus o odiavam, Doegue o traiu, Nabal o desprezou... havia uma boa lista de gente com quem ele tinha contas a ajustar mas não foi de vingança a sua lembrança.

Com tudo o que sofrera e finalmente livre de seus adversários era hora de descansar e buscar uma boa sombra e uma casa junto a um ribeiro. Davi tinha muitas e boas lembranças que o podiam ter levado a se retrair, a confirmar que todo homem é traiçoeiro, que em ninguém se pode confiar, que a melhor coisa é ficar sossegado em casa. Mas não foi motivo para retração a sua recordação.

E quem podia se gloriar mais que Davi? Ele matara Golias, derrotara os filisteus muitas vezes, pegara um grupo de homens sem futuro e fizera deles uma tropa de elite, escapara a todas as armadilhas de Saul e fora chefe de guerra até entre seus inimigos. Podia perfeitamente sentar-se a sombra de seus sucessos e passar o resto da sua vida se gabando de vitórias tão magníficas. Mas não foi para se vangloriar que ele recordou.

No Salmo 18 Davi recorda tudo que viveu e rompeu em adoração ao seu Deus: “Eu te amo de todo coração, ó Senhor, fortaleza minha. O Senhor é o meu rochedo e o meu lugar forte e o meu libertador; o meu Deus, a minha fortaleza, em quem confio; a força da minha salvação e o meu alto refúgio.” Tantos motivos para depressão, para vingança, para retração ou mesmo orgulho e, no entanto, Davi se volta para o louvor. Ele adora, ele exalta a Deus, ele testemunha da graça e da benevolência do Senhor. Que extraordinário! Será por isso também que ele era o homem segundo o coração de Deus?

Acredito que todos nós teremos motivos para sofrer diante de nossas lembranças. Creio que haverá motivos para desejar justiça a nossos adversários e para nos fecharmos um pouco mais. Creio até que teremos alguns motivos de orgulho olhando para trás e é bom que assim seja. Mas o crente verdadeiro olha para sua vida, recorda suas lutas e louva. Ao filho de deus cabe o louvor. Lançando sobre Ele as tristezas, largando mão de nossas mágoas, lançando a seus pés nossas possíveis coroas, louvamos com gratidão porque é Por ELE, e para ELE que vivemos e existimos. Soli Deo Gloria!

FLORES OU JARDINS?

O homem foi inicialmente criado para viver num jardim, ou pelo menos é assim que nos conta o Gênesis. Creio que essa descrição da forma como fomos criados ajuda bastante a entender a razão pela qual o homem gosta tanto de flores. Fomos feitos para viver num jardim e nosso primeiro trabalho foi jardinagem, e o cuidado das flores. Amamos vê-las, sentir seu perfume. Fazemos arranjos florais, capturamos seus cheiros em aerossóis para o bem-estar da casa, pintamos e esculpimos flores por todo lado e até nomeamos nossas filhas com nomes florais: Rosa, Margarida, Violeta...
Para desfrutar do prazer especial das flores temos dois métodos básicos: colher flores ou comprá-las numa loja ou então plantar um jardim. Colher flores ou comprá-las é rápido, fácil, na maioria dos casos barato e seguro. Entramos na loja ou no campo, escolhemos o que nos agrada e pegamos. Levamos para casa e escolhemos um jarro e um canto para ornamentar a sala, o quarto ou o hall de entrada. Tudo sem grande esforço e já está! Ali estão elas, as flores, trazendo a alegria, o perfume e a beleza que queríamos. Há evidentemente um senão nessa história. Flores fora do chão murcham. Podem durar 1 ou mais dias, mas por mais resistentes que sejam não passarão de uma semana. Murchas, serão lançadas no lixo e teremos que substituí-las por outras e começamos o processo novamente. Procura, pega, paga, arranja e já está.

A outra forma de ter flores é bem mais trabalhosa. Para isso temos que plantar um jardim. É preciso escolher a terra, comprar adubo, separar as sementes, regar, tirar ervas daninhas, podar, regar novamente e isso em base diária. O custo é bem maior, e exige muito mais tempo. Há risco de nos cortamos com os materiais de jardinagem, há o perigo de nos constiparmos ao pegar uma chuvada ou um vento mais forte ou ainda uma insolação. Mas aqueles que pagam o preço têm outro tipo de flores e de prazer com elas. Têm flores sempre, desfrutam de sua presença e aroma o ano inteiro. A qualquer momento um ou outro canteiro floresce com vida, enquanto o outro amadurece a semente. No jardim a profusão de vida é muito mais exuberante e eventualmente quando algumas flores morrerem, servirão de adubo as próximas e logo o ciclo se reinicia.

Na vida espiritual temos também esse tipo de atitudes. Há os que colhem flores e há os que plantam jardins. Os colhedores investem pouco, querem resultados imediatos, de curto prazo, prezam o momento, amam o evento, vivem na superficialidade da emoção rápida e passageira. Pulam de igreja em igreja, correm atrás de oradores famosos, lêem o livro da moda, escutam o CD da banda ou do cantor da hora, tudo para terem a alegria veloz e a satisfação imediata de seus desejos. Vivem tendo que jogar fora os restos mortais de seus esforços momentâneos e passam a vida procurando uma nova florista onde reacender a chama que dura pouco.

Os plantadores pagam o preço de investir na comunhão. Passam tempo com Deus, valorizam as disciplinas. Adubam seu coração com a palavra e o regam com a oração. Plantam sementes selecionadas e estão atentos às ervas daninhas. É um trabalho por vezes lento. Há sementes que demoram para brotar. Há plantas que exigem muita atenção e cuidado. Mas, ó que glorioso jardim suas vidas é. Florescem e perfumam tudo ao redor. Permanecem e persistem, mesmo nos dias maus. Vicejam com abundância na estação certa. Abençoam tudo que está em sua volta.

Que tipo de apreciadores de flores somos nós? Que tipo de florescimento espiritual queremos? Flores exuberantes por certa quantia de dinheiro ou jardins regados com valor infinito? Vamos plantar jardins espirituais. Vamos arregaçar as mangas, dobrar os joelhos e mergulhar as mãos na terra. Os resultados serão muito mais compensadores.

Encantada


Uma das bênçãos do pastorado é a visitação. Bênção para quem é visitado e recebe uma palavra de conforto e ânimo mas também para o pastor que adquire maior conhecimento de seu rebanho, descobre novas maneiras através das quais o Senhor trabalha, e recebe as bênçãos do testemunho cristão genuíno. Muitas tem sido as vezes em que visitei ovelhas e recebi bem mais do que o que levei. Abençoado ministério!
Recentemente visitei uma irmã com mais de 90 anos. Ela me convidou para um chá de tarde. Fui com alegria mas também um certo receio. O que dizer para animar uma pessoa de 90 anos? O que transmitir que ela ainda não ouviu? Como ser bênção para quem já viveu por tanta coisa? Seria eu capaz de me mostrar útil? Pensamento talvez egocêntrico, mas perdoe-me o leitor, somos de carne e osso.
A experiência foi marcante pela positiva. Que irmã animada, que entusiasmo! Que vontade, que vida ela demonstra já na 9ª década de peregrinação. Durante mais de 2 horas eu e minha esposa ouvimos as histórias de vida dessa querida irmã contadas com um sorriso permanente. Nada de queixas, nada de mazelas físicas ou emocionais, nada de reclamações ou acusações. O que mais me admirou no discurso da irmãzinha foi o uso recorrente da palavra “encantada”. Ele tinha ficado encantada com a pessoa X, com a situação Y, com a experiência Z. E fiquei com a firme convicção de que a irmã realmente vivia esse encanto no Senhor.

Meditando na visita pensei no quanto somos prejudicados pela familiaridade. Perdemos a capacidade de nos maravilharmos. Adão e Eva estavam no paraíso, mas se familiarizaram até com um paraíso e logo queriam o conhecimento que fora proibido. O povo de Israel viu maravilhas tais que derrotaram o Egito, mas logo se cansaram de milagres e queriam voltar aos pepinos. O povo no tempo de Jesus via o Senhor fazer coisas impressionantes para no dia seguinte procurá-lo para novo milagre. E nós?
Quando desejamos algo novo nos enchemos de vida. Pode ser uma casa, um carro, um aparelho ou outra coisa. No inicio nos deslumbramos e quando o Senhor nos abençoa ficamos gratos e louvamos. Mas depois... o tempo e a familiaridade nos fazem esquecer a maravilha. O carro que antes políamos quase diariamente, passa um mês sem ser lavado; a casa que era literalmente adorada passa a ser apenas um imóvel a ser pago; aparelhos que precisávamos ter para mudar nossa vida já têm outros modelos no mercado.

E a Igreja? E a oração? Aquele pedido que fizemos durante meses e foi finalmente atendido logo fica esquecido. A igreja onde encontramos alegria e vida logo passa a ser local onde há gente que não gostamos e passamos os cultos olhando o relógio para ver a hora. O pastor que pregava tão bem há 6 meses é hoje só mais um dos que vai ocupar o espaço de tempo entre mim e o meu almoço de domingo... Familiaridade a mais. Perdemos a maravilha. Perdemos o encanto.
Aprendi com a querida irmã na visita realizada a bênção do encantamento. O segredo que a levou a viver até depois dos 90 com um sorriso nos lábios não é a riqueza (ela vive de uma magra pensão), ou a falta de problemas (teve e tem muitos ao seu redor), não é a saúde perfeita (pois tem inúmeras dificuldades físicas) ou as pessoas que a cercam (ainda mora sozinha até hoje por escolha própria). Seu segredo é que encontrou no Senhor a bênção do encantamento. Ela vive encantada com o que Deus é e com o que ELE faz. Que coisa linda. Que bênção fantástica. Que milagre do céu. Ó Pai, faz-me encantado! Dá-me a tua satisfação. “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez vos digo regozijai-vos” Filipenses 4:4

11 Dias em 40 anos...

Já teve a sensação que algo relativamente fácil demorou a acontecer? Já percebeu que, em nossas vidas, há coisas que sabemos que devemos fazer mas acabamos levando "séculos" para fazê-las? Determinamos que algo é necessário, sabemos que será o melhor para nós, mas simplesmente não fazemos e o tempo vai passando... Podem ser coisas simples como uma dieta ou o início de um programa de exercícios físicos. Pode ser algo mais sério como a resolução de um problema, um conflito ou o acertar de nossas vidas com Deus por meio de devoção e disciplina. Simplesmente vamos ficando onde estamos e o tempo vai passando.

Em Deuteronómio 1:2 e 3 lemos que o povo de Israel levou 40 anos para fazer uma viagem que demoraria 11 dias. Pense bem! Em vez de 11 dias eles levaram 40 anos de caminhada. E o Senhor finalmente lhes diz no verso 6: "Já ficaram tempo demais aqui, tratem de andar...". Chega de esperar, chega de protelar... saiam do marasmo e tomem posse do que já vos preparei há tanto tempo. E porque é que demoraram tanto?

Levaram 40 anos em vez de 11 dias porque viviam no passado.
Repetidamente reclamavam de Moisés lembrando do que tinham no Egito. E o mais incrível é que no Egito eram escravos... levaram 400 anos chorando para que Deus os libertasse. Uma vez livres, choravam, porque já não tinham as mesmas coisas do Egito. É extraordinária a mente humana. Já tinham esquecido das jornadas de trabalho forçado, das torturas e espancamentos, do verdadeiro genocídio que tinham sofrido. Viviam chorando pelo passado, paralisados pela recordação.

Levaram 40 anos em vez de 11 dias porque não tinham capacidade para crer.
O Senhor lhes dera provas indiscutíveis de seu poder. Mas o povo não acreditava. O povo de Israel nesse período é a maior evidência de que milagres não são a solução do problema humano. Ninguém viu tantas maravilhas e no entanto, não criam no poder do Senhor para lhes dar a vitória na terra prometida. A falta de fé era debilitante a paralisante e não os deixou progredir.

Levaram 40 anos em vez de 11 dias porque permitiam que uma mentalidade negativa e uma auto imagem degenerada os dominasse.
Olhavam para tudo com uma atitude de pobres miseráveis. Tinham sido libertos da escravatura física mas a carregavam no coração. Ainda se viam como povo fraco e dominado, sem direção e sem propósito. O Senhor os dirigia, dava-lhes alimento diário e líderes de qualidade mas ainda olhavam para si mesmos como presa fácil para qualquer adversário. Essa mente pequena impedia qualquer ação.

Levaram 40 anos em vez de 11 dias porque esperavam que as coisas aparecessem feitas.
Se ao menos alguém expulsasse os cananeus... se ao menos os gigantes fossem embora... se ao menos a terra estivesse vazia e as casas arrumadas e com comida pronta na mesa... eles então agiriam. Nem sequer queriam se dar ao trabalho de ouvir a Deus diretamente. Queriam que Moisés fosse ouvir e depois desse o relatório resumido. Não queriam se dar a nenhum trabalho e assim passaram décadas vivendo num deserto.

Por vezes passamos por desertos em nossas vidas. São inevitáveis e são difíceis de atravessar. Mas por vezes acampamos neles e aí ficamos por culpa própria, por incapacidade nossa, por falta de confiança no Senhor para caminhar para fora. Por vezes poderíamos vencer o deserto em 11 dias e ficamos por lá perambulando por 40 anos...

Deixamos de progredir quando paramos nossa visão no passado. Por melhor ou pior que tenha sido nosso passado ele não precisa determinar nosso presente e nem limitar nosso futuro. Se fomos vitoriosos louvemos ao Senhor e sonhemos com novas vitórias e mais altas. Se sofremos no passado vamos perdoar, agradecer pela sobrevivência e deixar as mágoas porque são fardo pesado demais para quem quer avançar. Já chega de carregar o passado. Vamos permitir que o Senhor nos carregue para o futuro.

Deixamos de progredir quando nos falta a coragem para crêr. Temos suficientes evidências em nossas próprias vidas e a nossa volta para sairmos do marasmo e crescermos. Mas é preciso um primeiro passo de fé. É preciso confiar. Sem fé é impossível agradar a Deus, e sem a graça de Deus não há como conquistar nada nesta vida.

Deixamos de progredir quando permitirmos que o inimigo nos mantenha com uma mentalidade de escravos. O adversário de nossas almas é especialista em depressão, complexo de inferioridade, ansiedade exacerbada, auto imagem negativa. Ele trabalha em nossas mentes mostrando constantemente nossa fraqueza, nossos defeitos, nossa incapacidade. Atenção: quando o Espírito Santo convence do pecado é para arrependimento, perdão e progressão. O maligno nos mostra o erro em nós apenas para derrubar e deprimir. Esta mais do que na hora de firmar a mente na Palavra do Senhor. ELE escreveu o livro e em sua versão da história (a versão verdadeira) somos filhos amados, perdoados, capacitados, enriquecidos e seremos vitoriosos! É a versão dEle que interessa.

Deixamos de progredir quando empurramos para outros a nossa responsabilidade. Queremos que outros façam por nós, que outros assumam nossos riscos, que outros lutem nossas lutas. Assim nunca avançaremos. O Senhor nunca falha na sua parte, mas nunca assume o que já nos delegou. Nossa parte é buscar a comunhão, submeter nossa mente, emoções e vontade ao seu controle e seguir sua orientação e comando. Só nós podemos fazer isso por nós. Façamos e a vitória virá.

Desertos virão e teremos que atravessá-los. Se vamos levar 11 dias ou 40 anos depende essencialmente de nós. O Senhor nos quer dar a terra prometida. Não acampemos na desolação. Os servos do Senhor herdarão a terra. Entenda de Deus qual a sua parte da herança e vamos possuí-la!

Conferência "Família Cristã no Século XXI"

A ABA( Associação Baptista Açoriana) organizou uma conferência sobre a Família Cristã no Século XXI, a qual se realizou nos dias 18 a 21 de Abril de 2011, na Igreja Baptista da Horta, Faial, e nos dias 22 e 23 de Abril do mesmo ano, nas Igrejas Baptista da Praia da Vitória e de Angra. O Orador foi o Pr. Joed Venturini.

PROGRAMAS GRAVADOS
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CASAMENTOS FELIZES: SORTE OU PROPÓSITO?

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