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Os Efeitos do Cristianismo na História (Porque Sou Cristão - capítulo III)

Sou cristão por causa do efeito extraordinário do Cristianismo na História.

Os inimigos da fé deleitam-se em enumerar os crimes da Igreja. Dizem que tudo o que foi feito em nome de Deus deve ser atribuído àIgreja e a Cristo, independentemente de ter sido feito no espírito da fé e ética Cristã ou não. Falam das cruzadas como crime em nome de Deus, esquecendo que foi muito mais um movimento político e que foi iniciado pela agressão das tropas muçulmanas que destruíram toda a civilização cristã do médio oriente e norte de África e que ameaçavam a Europa. Falam da inquisição e da caça às bruxas como um crime indizível e concordamos com eles, pois muitos abusos foram cometidos. Mas, quando lhes falamos dos crimes do ateísmo cometidos por regimes como o de Stalin ou Mao Tse Tung, já se descartam dizendo que esses ditadores não estavam agindo de acordo com a filosofia ateísta.

O suposto "jogo" não pode ser assim. Se os crimes da Igreja têm que ser contados, e são certamente dramáticos, os do ateísmo também. Calcula-se que cerca de 100 mil mulheres e homens foram mortos na caça as bruxas e os registros falam de cerca de 4 mil execuções pela inquisição. São números lamentáveis e revelam grandes injustiças. Mas, então, o que dizer dos 43 milhões de mortos no regime ateísta de Stalin, dos 77 milhões eliminados por Mao Tse Tung e dos 2 milhões assassinados por Pol Pot? Parece que os regimes que baniram Deus se tornaram muito mais criminosos que qualquer coisa atribuída à Igreja.

Mas deixemos de lado os crimes por um pouco de tempo. Pensemos no bem que o cristianismo tem feito? É engraçado notar que os inimigos da fé preferem esquecer ou negar esse bem, mas os mesmos gozam da liberdade que o Cristianismo trouxe para a sociedade ocidental. Se na batalha de Tours, Carlos Martel não tivesse derrotado os muçulmanos talvez a Europa fosse islâmica e aí onde estariam esses pensadores? Nunca teriam nascido, ou nunca teriam liberdade para falar. Eu sou Cristão porque a fé trouxe avanços colossais para a humanidade.

O Cristianismo defendeu o casamento e a família de um modo único. Numa era em que a família caía cada vez mais em descrédito no mundo romano a fé cristã elevou o casamento e a família. A união entre o homem e a mulher foi colocada ao nível do amor de Cristo pela Igreja dando base entre outras coisas para o nascimento de todo um movimento romântico e de valorização da mulher. A mulher que era desprezada e desvalorizada em todos os regimes de então e que até hoje sofre sob religiões como o islamismo e o hinduísmo foi levada a posição de igualdade com o homem e de destaque pela igreja de Jesus.

As crianças foram amadas por Jesus num mundo onde o infanticídio era comum e banal, onde os pais podiam rejeitar e mandar matar as filhas pelo simples fato de serem meninas já que as crianças eram mera propriedade. Na Igreja de Cristo os pais foram instruídos a educar seus filhos com amor e lhes dar valor. Sempre que uma cultura deixou de valorizar a família acabou por ruir. A restauração da família foi a base da sociedade europeia até hoje e só será diferente no futuro porque a Europa e o ocidente, rejeitando o cristianismo, estão levando a destruição da família e renovando o infanticídio em milhões de abortos anuais.

O Cristianismo desde a origem defendeu uma responsabilidade civil estrita. Os cristãos foram sempre orientados a serem cidadãos exemplares e obedientes. Jesus instituiu a liderança serva, um conceito revolucionário que levou entre outras coisas a instituição de ministros (palavra que significa servo) como pessoas de liderança. Pena que nossos ministros de hoje não entendam a base cristã de sua posição que é o serviço ao povo.

O Cristianismo defendeu e instituiu a compaixão em todas as áreas da vida. Em vez de ódio e vingança aos adversários Cristo anunciou o amor mesmo ao inimigo. No intuito desse mandamento surgiram hospitais, casas de repouso, orfanatos e outras instituições de caridade. Na origem da maioria delas está a misericórdia cristã. Até hoje, se virmos as listas de doações dos países do mundo ainda veremos que os que têm base cristã são mais generosos que os demais. Podem nem perceber, mas suas raízes cristãs os levam a ver a necessidade de ajudar o próximo algo que não existe em outras crenças. Foi um famoso ateu como Nietzsche que reconheceu que " a vida e os valores do ocidente estavam baseados no Cristianismo". Retire a base cristã e os valores irão com ela. É isso que temos visto acontecer na Europa pós-cristã. Afinal, o Cristianismo elevou a humanidade dando-lhe valores únicos.

Foi a fé cristã mais que qualquer outra que lutou pela igualdade dos homens (um conceito que Nietzsche chamava de insano). Documentos de importância capital para a história moderna como a Declaração de Independência dos Estados Unidos ou a Declaração dos Direitos do Homem aprovada nas nações Unidas em 1948 tiveram como base princípios cristãos. A Igreja é acusada de tolerar a escravidão mas a verdade é que o movimento abolicionista foi liderado por Willian Wilberforce, um cristão convicto e dirigido por cristãos de vários quadrantes e é no mundo cristão que essa instituição foi banida enquanto ainda hoje persiste em outras partes do mundo onde a existência de escravos é considerada normal e mesmo uma lei. Foi Martin Luther King, um pastor batista, que liderou o movimento que culminou com a queda do segregacionismo nos EUA. A Fé tem ajudado a melhorar o mundo.

Foi o Cristianismo que insistiu em colocar o homem e a mulher em pé de igualdade em relação ao divórcio. Foi a Igreja que trabalhou para a liberdade de expressão. Se houve momentos na história em que certos líderes da igreja procuraram calar certas vozes, essa não foi a prática corrente e nem a visão cristã bíblica. Aqueles que hoje de modo tão aberto ofendem os cristãos e caluniam a fé, só o fazem porque vivem em países onde o Cristianismo tornou isso possível. Seria interessante vê-los ter a mesma atitude num país islâmico ou ditatorial.

A Igreja é acusada de impedir o avanço da ciência, mas a verdade é que foi a igreja a estabelecer o domínio do ensino. Os princípios da ciência foram determinados por cristãos. O método científico foi divisado por Francis Bacon, um cristão devoto e a grande maioria das escolas foi estabelecida pela Igreja. Robert Grosseteste, bispo franciscano foi o primeiro chanceler da Universidade de Oxford e a maioria das universidades iniciais da Europa estavam ligadas à igreja como em Paris e Bolonha. Universidades famosas nos EUA como Harvard, Yale, Princeton, Darthmouth e Brown começaram como instituições cristãs para o treinamento de pregadores. Os maiores nomes da ciência ao longo da História como Copérnico, Kepler, Galileu, Descartes, Boyle, Newton, Gassendi, Faraday, Lavoisier, Ampére, Pasteur, Planck e Mendel, foram cristãos praticantes e dedicaram suas obras a Igreja e a Deus. O diretor atual do projeto Genoma, um dos maiores programas científicos mundiais, Francis Collins, escreveu um livro intitulado "A linguagem de Deus" para defender sua fé cristã. A verdade é que o Cristianismo fez a ciência possível.

Se quisermos pensar em Filosofia também o Cristianismo estará a frente. Mentes brilhantes como as de Agostinho de Hipona, Tomas de Aquino ou Pascal foram cristãos devotos. A Igreja estimulou o pensamento e a reforma protestante incentivou a liberdade de pensamento e critica individual. Devemos notar que o hinduísmo e o budismo não têm teólogos e o islamismo tem teólogos que são na verdade juristas. A fé cristã nunca abdicou da razão mas a viu como dádiva de Deus a ser usada para sua glória também.

Se pensarmos em arte também teremos que reconhecer que muitas das mais extraordinárias obras de arte foram inspiradas pelo Cristianismo. Pensemos em pintura e logo vem a mente a Capela Sistina, a última ceia de Da Vinci, pensamos em escultura e visualizamos a Pietá de Michelangelo, pensamos em música e lembramos do Aleluia de Handel ou Jesus é a Alegria dos Homens, de Bach, pensamos em arquitetura e nos vem a mente catedrais magníficas espalhadas pelo mundo, pensemos em literatura e lembramos O Peregrino de Bunyan, as alegorias de C S Lewis ou a obra tremenda de Tolkien. A Fé Cristã tem inspirado artistas ao longo de séculos e tem dado trabalho a génios que de outro modo talvez nunca fossem descobertos.
Sou então Cristão porque além de Jesus me dar razão de viver e me garantir uma esperança na vida futura, sua Igreja tem lutado para tornar este mundo melhor e graças a ela o mundo é bem melhor do que seria se não existisse a fé e o cristianismo não fosse real. Se alguém desejar ler livros que ajudam a refletir de forma séria sobre o valor da fé cristã recomendo: "A Verdade sobre o Cristianismo" de Dinesh D’Souza e "Verdade Absoluta" de Nancy Pearcey.

Porque Sou Cristão - capítulo II

Há milhões de cristãos convictos no mundo, que sabem o que crêem e porque crêem, que têm uma boa formação superior e pertencem a classes sociais elevadas. Eu tenho estudado a vida toda detendo cursos superiores de elevado grau de dificuldade e sou cristão convicto.
Minha convicção não se baseia apenas na experiência pessoal (muito valiosa, mas subjectiva) mas nos dados reais disponíveis a respeito de Jesus e do Cristianismo.

Passo então a dissertar sobre a segunda razão que me faz ser um cristão convicto.

Em segundo lugar sou Cristão por causa da Bíblia.

O cristão é uma pessoa da Bíblia e defende que ela é a revelação escrita vinda de Deus. Que o Criador, Ser espiritual, que tem todo poder e preside sobre o universo, quis comunicar com o Homem e deixar sua revelação de modo escrito. Para tal compartilhou com cerca de 40 escritores ao longo de mais de 1500 anos e usando suas próprias experiências e estilos inspirou a escrita de 66 livros que temos por sagrados, ou separados dos demais por seu caráter especial.

A coerência da Bíblia é extraordinária. Um conjunto de livros escrito por 40 homens diferentes, vivendo com séculos de diferença entre si, em contextos totalmente diversos, usando línguas diferentes e pertencendo a extractos sociais totalmente dispares, revela um sentido comum, não se contradiz e acaba se complementando. É fabuloso. Estadistas como Moisés e Daniel se juntam a pescadores como João e boiadeiros como Amós. Homens de grande cultura como Salomão e Paulo ou Lucas ao lado de gente simples como Marcos ou Pedro. Textos poéticos como os salmos, jurídicos como o pentateuco ou proféticos como o Apocalipse se misturam e completam numa harmonia estonteante. Não há nada nem próximo na história da literatura mundial.

Ao longo dos séculos, em especial nos últimos 100 anos, muitos tem tentado desacreditar a Bíblia. Por vezes pareciam ter dado um golpe duro ou até fatal ao texto sagrado, mas a Bíblia sempre recupera mostrando sua superioridade. Notemos apenas alguns desses episódios:

- Durante muito tempo se fez troça do texto de Gênesis sobre a criação, porque falava do surgimento da luz no primeiro dia quando o sol e as estrelas só aparecem no quarto dia (sendo dia aqui não 24 horas mas medida indefinida de tempo). A Bíblia parecia incoerente. De onde vinha a luz se não havia sol? Então o homem descobriu o big bang, a teoria bastante aceita e abalizada cientificamente, de como surgiu o universo. Tudo teria começado com uma tremenda explosão... de luz! E só milhões de anos depois surgiriam as estrelas e o nosso sol. A Bíblia tinha razão!

- Muitos duvidavam da existência dos patriarcas como Abraão e dos costumes de seu tempo descritos em Gênesis. Até que pesquisas arqueológicas confirmaram a existência dos lugares, das rotas e do tipo de comércio citado na Bíblia e até tábuas cuneiformes com o nome de Abraão e a descrição de costumes de sua época que desapareceram séculos depois. Alguns desses lugares desapareceram pouco depois dos patriarcas. Alguns desses costumes deixaram de se usar. Como o autor de Gênesis sabia? A Bíblia estava certa.

- Autores ridicularizavam a ideia de Moisés ser o escritor do pentateuco aludindo que não havia escrita em seu tempo até descobrirem que a escrita existia muito antes de Moisés e que no próprio Egito já havia bibliotecas. Moisés sendo criado na corte de faraó teve acesso a tudo isso e usou seu conhecimento para escrever os livros da lei.

- Muitos críticos atribuíam o salmo 22 ao tempo dos macabeus (100 anos antes de Cristo) em que havia convívio com os romanos porque Davi (800 anos antes) não poderia ter escrito esse salmo descrevendo uma crucificação, algo que não era praticado em sua região e em seu tempo. As descobertas do mar morto encontraram rolos com o salmo 22 datados de séculos antes dos macabeus. A profecia de Davi foi uma visão pormenorizada de uma crucificação séculos antes de ela começar a ser usada na Judéia.

- Arqueólogos descobriram que Jericó foi destruída de modo pouco usual com as muralhas caindo para fora e rente ao chão como descrito em Josué. Acharam textos falando da casa de Davi provando que ele não era ficção. Encontraram a explicação para Belsazar ser chamado de rei em Daniel já que ele era o 2º no reino atrás de Nabonido e podia ser assim chamado em sua ausência resolvendo desse modo o dilema de não haver nas listas oficiais um rei com esse nome.

Livros têm sido escritos para mostrar a quantidade impressionante de material bíblico comprovado pela história e arqueologia. A Bíblia é a revelação de Deus ao homem e responsável pela transformação de mais vidas na história que qualquer outro texto sagrado ou não. É também por sua causa que sou Cristão.

NEM SEMPRE SERÁ PARA O LUGAR QUE EU QUISER...

Hudson Taylor
Nem sempre será pra o lugar que eu quiser
que o Mestre me vai enviar.
É tão grande a seara, já pronta a colher,
na qual eu irei trabalhar.
E se, por caminhos que nunca segui,
a Tua chamada eu ouvir,
feliz certo irei, dirigido por Ti,
a Tua vontade cumprir.

No século 19 vimos uma verdadeira corrida das missões com o objetivo de conquistar o mundo para Cristo. É certo que muito deste esforço missionário estava ligado à colonização e à civilização dos povos.  Porém, o que mais me admira é a disposição que os vocacionados mostravam em ir aos lugares mais distantes da terra para levar a Palavra de Deus.  Milhares de missionários morreram nos seus dois primeiros anos de campo, por doenças como malária, febre tifóide e outras complicações.  Outros foram mortos enquanto tentavam contato com tribos perdidas, que nunca haviam visto um homem branco.  Esses sacrifícios estão registrados e nos emocionamos a ver estes relatos.

É neste contexto que Mary Brown  e Charles Prior escrevem a letra deste belo hino, 482 do HCC  que tem o título " Eu quero fazer o que queres, Senhor". 

Mary Slessor
Um contexto de entrega, de submissão à vontade do Pai sem questionamentos.  Infelizmente, hoje  em dia, vemos alguns interessados em missões e em muitas outras coisas:  em conforto, em doutorados, em viagens, em garantir seu pé-de-meia.  Não digo que estas coisas por si só são más.  Todos desejam ter um bom futuro e melhor qualidade de vida.  Mas, às vezes, tenho saudades do espírito missionário dos séculos passados, onde não se poupavam sacrifícios para alcançar um povo.

Se o missionário para ir ao campo precisa ter uma casa com todos os recursos, internet, TV à cabo, ar-condicionado e todos os aparelhos possíveis, juntamente com o carro do ano, será muito difícil que ele vá aos lugares onde realmente o povo precisa ser alcançado.  E não precisamos ir muito longe.  Quantos pastores querem trabalhar no sertão nordestino? Quantos estão dispostos a trabalhar com tribos indígenas? Quantos se dispôem a viver sem água canalizada e sem eletricidade constante, seja no Brasil ou num país africano?

Mas, hoje quero me alegrar com aqueles missionários que, inspirados nos missionários do passado, sacrificam-se diáriamente para ganhar almas para Jesus, mesmo que sejam poucas.  Lugares como o Leste Europeu, onde tudo é muito complicado de se conseguir, missionários seguem trabalhando arduamente para verem poucos resultados, mas duradouros. 

Vejo missionários nos países do Norte da África e do mundo muçulmano, que testemunham secretamente e presenciam decisões  que não podem partilhar com o mundo, pois este decidido correria risco de vida.  Que suportam temperaturas de até 50 graus, muitas vezes sem eletricidade para o ventilador nem água canalizada.  Vão buscá-la ao poço como toda a aldeia.

Vejo missionários que persistem anos para aprenderem uma língua, a língua do coração do povo, que abdicaram de férias e viagens para doutrinar e preparar a igreja nascente.  Que sofrem as dores de parto a cada novo convertido e se solidarizam com a perseguição que estes suportam por confrontarem seus parentes com sua nova vida em Cristo. 

A estes missionários eu louvo, eu abençoo e por estes eu intercedo.  Continuemos a rogar ao Senhor da Seara que nos envie os ceifeiros, dispostos a irem aos lugares que o Senhor mandar, pois nem sempre irão para o lugar que gostariam, mas estarão nas mãos do Senhor de Missões.

Autoria:  Ida Venturini de Souza

NÃO COMO O MUNDO!

“Deixo-vos a paz, minha paz vos dou;
não vo-la dou como o mundo a dá."  João 14:27

Paz é uma comodidade rara em nossos tempos. Vivemos dias de pressão, depressão e comoção. A humanidade vive insone, irritada, insatisfeita e ansiosa.

 Precisamos urgentemente de paz. Paz nacional, paz social, paz emocional e interior. Paz nos lares, nas escolas, nos trabalhos, nos parlamentos, nos governos, nas fronteiras. Mas a paz parece nos escapar por entre guerras estúpidas, disputas religiosas inúteis, brigas familiares sem sentido e conflitos internos indecifráveis. Como necessitamos da promessa de Jesus. Sua paz, a que Ele prometeu é única. E Ele prometeu que a daria de um modo diferente do conhecido. Notemos o que isso significa.

Não como o mundo, não pela aparência
O mundo avalia praticamente só pela aparência. Se parece então deve ser. Importante é parecer. Parece em paz, mas estará? Não interessa. Só queremos ver a cara. O mundo dá de acordo com o visual. Se o que se vê agrada, se esta de acordo com a moda, então o mundo dá. Senão é melhor ir bater a outra porta. Se o visual destoa, se aos olhos não parece bem, o mundo só tem desdém e escárnio.

Jesus dá sem olhar a aparência, sem se preocupar com o visual, sem avaliar a moda, a forma ou o que os olhos podem ver. Ele olha dentro e dá de acordo com o que está dentro. Ele vê além das ações, as intenções. Olha para lá da fachada e nota a autenticidade. Que alivio para a maioria de nós saber que para Jesus o que conta não é o exterior.

Não como o mundo, não pelos contatos
"Você conhece alguém?" Esta foi a pergunta que me fizeram quando meu processo pareceu encravar. Se queria que as coisas andassem não bastava andar na lei, não bastava ter a razão, não era suficiente ter a justiça do meu lado. O mundo estava pronto a dar, mas era preciso conhecer alguém, ter algum contato, receber uma indicação. E eu saí de mãos vazias.

Mas Jesus não dá assim. Ele não pede credenciais, não verifica currículos, não recebe telefonemas de pessoas "importantes". Ele recusou o príncipe Nicodemos e perdoou a mulher adultera, rejeitou o moço rico e deixou lavar os pés por uma mulher de fama duvidosa, repreendeu os poderosos e abençoou as crianças, tocou o leproso, curou o cego, libertou o possesso. Para ele não havia intermediários. O chamado era direto, "vinde a mim" e ele dá sem olhar a contatos ou conhecimentos.

Não como o mundo, não passageiramente
O mundo é perito em vender prazer, alugar felicidade e emprestar alegria... Tudo por uma módica quantia e com prazo de validade determinado. Tome esta droga e será feliz... Temporariamente; compre este produto e será realizado... Passageiramente; vá nessa viagem e encontrará aventura... Fortuitamente; viva neste bairro e compre este carro, faça este curso e tudo lhe será maravilhoso... Enquanto durar.

Como é diferente a paz de Jesus! Ele prometeu uma vida de qualidade diferente, em quantidade diferente e por um tempo infinito. Sua paz não tem fim! Não vem com prazo de validade, não se desgasta com o tempo e dura literalmente uma eternidade! O investimento NELE é garantido e é para sempre. Começa aqui, continua ali e durará sem fim após esta vida mudar e passarmos a outra dimensão. Essa sim é paz desejável.

Não como o mundo, não superficialmente
A paz do mundo e tudo o mais que oferece fica-se pela epiderme. Dura pouco exatamente porque não tem raiz. Normalmente afeta apenas os sentidos, e quando parece muito boa chega somente aos sentimentos e todos nós sabemos como esses mudam, como se alteram, como são pouco dignos de confiança. A paz do mundo é como o ansiolítico e antidepressivo. Coloca a pessoa a dormir, mas não cura seus problemas, não resolve seus dilemas, não responde suas questões. Se o próprio mundo não conhece as soluções e não sabe o caminho como pode dar algo mais? Não se pode tirar de onde não existe.

Jesus veio para que entendêssemos a vida que se podia viver. O mundo diz: "acho que esta ali". Jesus diz: "Eu sou a vida". Ele não tentou adivinhar, sabia. Não filosofou sobre o assunto, viveu. Não levantou hipóteses a testar, provou-as no mais pleno das possibilidades. O mundo diz como o adesivo de automóvel: "Não me siga estou perdido!". Jesus diz: "Eu sou o caminho, a verdade... a porta... quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida... de seu interior fluirão rios de água viva". Que diferença. Certamente não é como o mundo.

Nestes tempos difíceis que vivemos deixemos as tentativas patéticas do mundo e nos entreguemos às certezas do Mestre. Ele é VIDA. Sua paz é perfeita, profunda, eterna. Quando tantos se arvoram em orientadores nos dizendo o que devemos fazer, Ele nos mostra o que podemos ser. É sua paz que nos deixou. É sua paz que precisamos.
Não como a do mundo...
Mas a verdadeira.

"POR QUE SERÁ? " Desabafo de um Evangélico Contemporâneo

Dr. Joed Venturini de Souza

Por que será que o homossexual e a lésbica podem defender sua posição publicamente e isso é chamado de ousadia, mas se o cristão fizer o mesmo é chamado de preconceituoso, prepotente e retrógrado? Por que será que os personagens gays nos filmes e novelas são bonitos, elegantes, cultos e tolerantes, mas se o mesmo programa mostrar um evangélico, esse será feio, estúpido e supersticioso?

Por que será que alguém pode falar com convicção de fadas, duendes e vampiros e é admirado por sua versatilidade, mas quando o crente fala de Deus é chamado de ignorante? Por que será que filmes cheios de erros históricos que degradam a verdade conhecida sobre Jesus são sucesso, mas quando se faz um filme que mostra o seu comprovado sofrimento isso é considerado exagero e apelo à violência?

Por que será que aqueles que defendem a dissolução das famílias e fazem apologias do divórcio são vistos como progressistas, mas quando alguém mostra a verdade sobre as famílias destruídas e apela aos valores tradicionais é taxado de atrasado, medieval e saudosista?

Por que será que o evolucionista é tido como cientista e suas afirmações, mesmo quando as mais absurdas, nunca são verificadas até quando suas bases científicas falham, mas o criacionista é ridicularizado mesmo que apresente bons fundamentos na ciência?

Por que será que quando um crime é cometido por um crente logo se acrescenta: "João da Silva, evangélico..." e não se faz o mesmo caso o perpetrante seja católico, espírita ou budista? Por que será que a escola de samba, o baile funk e o terreiro de macumba podem fazer o barulho que quiserem até o sol raiar e isso é chamado de cultura, mas se o culto demorar um pouco mais ou tiver o som mais alto há um processo e o templo corre o risco de fechar?

Por que será que o mundo apela para a tolerância de tudo e de todos, de religiões e costumes os mais diversos, mas quando toca ao Cristianismo se fecha em completa intolerância e preconceito?

Por que será?

Provavelmente é assim porque a tolerância pregada no mundo moderno é na verdade uma indiferença que demonstra falta de princípios, valores e convicções e que quer se isentar de toda responsabilidade. É no fundo uma atitude totalmente negativa de quem não sabe, não quer saber e não se importa minimamente com as consequências. É uma falsa liberdade para cada um se destruir como quiser.

Criou-se o entendimento no mundo pós-moderno que não há verdades absolutas. Que cada um tem a sua verdade e pode viver segundo ela. Nada poderia ser mais falso e prejudicial ao homem. Cada um pode viver a sua verdade, mas não pode forçá-la a ser a verdade. Cada um tem a liberdade para agir como quiser, mas não pode fugir da lei da colheita, que continua inexorável: o que o homem semear, isso é o que vai colher!

O homem é livre para semear milho, mas não pode esperar colher cevada ou feijão. Pode fumar o quanto quiser, mas não pode fugir do risco muito aumentado de ter um câncer. Pode destruir as famílias, mas não pode esperar encontrar crianças mais felizes e jovens mais ajustados. Pode usar as drogas que quiser, mas não é livre para escapar das consequências físicas e mentais das mesmas. Pode ser promíscuo sexualmente, mas não é livre para escapar das DST.

Resumindo: o homem é livre para viver a sua verdade, mas não vai escapar da pura verdade que é verdade quer queiramos ou não e que sempre assim será porque não depende do homem. Logo, em vez de negar a existência da verdade, a atitude mais coerente e inteligente seria procurar conhecer a verdade e experimentar, então, a verdadeira liberdade.

( a seguir: TEMOS QUE REAGIR! )
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