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Família Segundo o Coração de Deus


 
 
A família está em crise! Frase batida, desagastada e que já nos cansa ouvir. Sabemos que a crise está aí. Os divórcios são muitos, os filhos não se dão com os pais (choque de gerações?), os idosos morrem sozinhos em casa ou ficam abandonados em lares, as crianças não obedecem ninguém… a crise está patente, mas não começou agora. Provavelmente o primeiro que disse isso (a família está em crise) foi Adão, no dia em que Caim matou Abel. A crise não é nova e a razão dela é a mais antiga possível – o pecado.

A primeira crise conjugal aconteceu assim que o pecado entrou no mundo. Adão culpou Eva (desporto favorito dos homens desde então) e Eva culpou a serpente. E continuamos a culpar os outros. É o governo que não melhora as leis e aumenta os impostos, o patrão que paga mal e fora de horas, os professores que não educam os filhos, a mídia que polui as mentes de nossos jovens e crianças, a falta de segurança nas ruas que nos fecha em casa, a igreja que não converte nossos queridos… há sempre alguém culpado, que não nós. E a cultura moderna nos diz que essa é a solução. Culpe alguém, arranje um bode expiatório e vai se sentir melhor. Mas culpamos toda a gente e a crise continua e nosso coração não tem paz porque o problema maior não está lá fora, está em nossos corações.
A solução não está num bode, mas no cordeiro. Não vamos achar paz culpando outros mas reconhecendo nosso mal, nos arrependendo de nosso pecado, pedindo perdão a Deus e aceitando sua oferta de salvação pelo sangue do Cordeiro que levou a nossa culpa. Só assim voltamos a paz com Deus. Só assim teremos famílias segundo o plano original e sairemos da crise. E como serão essas famílias? Como é uma família segundo o coração de Deus?
Efésios 5: 22 a 6:4

Vós, mulheres, sujeitai-vos a vossos maridos, como ao Senhor;
Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja,

sendo ele próprio o salvador do corpo.
De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo,

 assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos.

 Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja,

e a si mesmo se entregou por ela,
Para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra,
Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga,

 nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.
 Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos.

Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo.

 Porque nunca ninguém odiou a sua própria carne; antes a alimenta e sustenta,

como também o Senhor à igreja;
Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.
Por isso deixará o homem seu pai e sua mãe, e se unirá a sua mulher;

 e serão dois numa carne.
Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
Assim também vós, cada um em particular, ame a sua própria mulher como a si mesmo,

e a mulher reverencie o marido.
Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo.
Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa;
Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra.
E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos,
mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor.
Eis um quadro digno de ser pintado. Eis uma família equilibrada no amor de Deus e em paz consigo mesma. Eis um testemunho do que o Senhor queria. A família segundo o coração de Deus é aquela onde cada elemento sabe seu lugar e cumpre sua função e o texto nos auxilia nisso:
Marido
O homem foi criado por Deus para liderar, ele foi feito para ser o cabeça da família, o sacerdote do lar. Mas, biblicamente, isso não significa mandão, autoritário ou despótico. Quando falamos da liderança masculina logo há quem nos chame de chauvinistas e machões, mas não é isso que lemos no texto. Liderança na Bíblia equivale a serviço, serviço sacrificial e responsabilidade. Longe de ser um senhor feudal que é servido no lar o que vemos é que marido deve amar como Cristo amou, sacrificialmente, em serviço, em dedicação, em plenitude.
Vivemos um tempo em que os homens fogem de suas responsabilidades, abandonam as esposas ao lar e a criação dos filhos e buscam seu próprio prazer em 1º lugar. São homens inconstantes, inseguros e cobardes. Que vivem para o trabalho e alguma possível conquista extra conjugal, que se animam com pouco mais que o futebol, que vem o lar como local de seu conforto e os membros da família como seus servidores. Não admira que não consigam manter os casamentos e os filhos não os respeitem.
O marido segundo o coração de Deus ama sua esposa com dedicação e fidelidade. Preserva suas forças para sua esposa e amada. Supre a casa e a sustenta. Protege e lidera com carinho e firmeza. Assume as responsabilidades e as decisões, não sem consultar ou ouvir, mas entendendo sua função e assumindo seus riscos. É um homem que dedica seu tempo a casa, a esposa e aos filhos. Que ajuda em casa e na criação dos herdeiros. Que ocupa a posição de sacerdote do lar em oração e ensino da palavra. Que leva sua família a devoção e a igreja. Que entende que em seu amor a família florescerá e terá vida. A esposa sentirá seu amor e os filhos receberão direção. Será Homem com H grande e ninguém em casa terá dificuldade em aceitar sua liderança.
Esposa
A mulher foi criada como companheira, complemento e ajuda ao homem. Feita em igualdade com ele no que toca a dignidade, valor, importância e qualidade. Mas feita para funções diferentes. Ela foi criada para a maternidade, com uma suavidade diferente, uma capacidade de sacrifício própria, uma sensibilidade especial.
Em nossa sociedade porém, a mulher resolveu reivindicar uma igualdade que a empobrece. Basta olharmos e fica evidente que há diferenças. A igualdade que faz da mulher um homem de saias é contrária a natureza. A mulher que quer ser moderna, mas que vê nisso uma liberdade para a promiscuidade sem compromisso, uma maternidade sem sacrifício, relacionamentos sem responsabilidade e dedicação à carreira como alvo maior está longe do que Deus preparou, não traz a satisfação prometida e nos lega uma realidade triste de abortos sem sentido, casamentos sem amor, filhos sem educação ou amor.
A mulher segundo o coração de Deus entende sua função de ajudadora. Isso não a relega a segundo plano mas a ajuda a perceber suas características. Ela é a mulher virtuosa que ajuda o marido, enriquece a casa, se satisfaz profissionalmente mas se mantém mãe presente e educadora, dona de casa cuidadosa que cria a atmosfera de segurança e carinho, a amante que completa seu marido em cada aspecto da vida, a companheira e amiga com quem ele partilha cada passo e cada curva da estrada. Mulher assim encontra a satisfação de ser o que Deus idealizou para ela e de ser amada e apreciada por cada um em casa.
Filhos
Os filhos são bênção de Deus, a certeza da continuidade, o milagre da vida, a possibilidade de melhoria em cada geração. Foram feitos para o ambiente do lar, com pai e mãe, com segurança, amor, carinho mas também firmeza e direção. Foram feitos para enriquecer a família e dar seguimento a linhagem de Deus de modo a preservar em cada geração o testemunho do Senhor.
Infelizmente, em nosso contexto atual, os filhos se tornaram os senhores do lar. Por falta de tempo para dedicar a eles, os pais os entregam a terceiros para sua criação e com a consciência culpada de não lhes dar a educação que deviam, os pais erram segunda vez deixando as crianças ocuparem uma posição para a qual não foram criadas. Cada vez mais temos lares em que os filhos mandam e decidem. Fazem chantagem com os pais desde cedo. Manipulam os sentimentos, expressam seus medos e ansiedades da pior maneira possível e subjugam os elementos da família a seus caprichos e os pais assim permitem para não os “traumatizar” para não os “castrar”. A consequência é uma geração mimada, sem responsabilidade, que acha que o mundo lhes deve alguma coisa, prontos para embirrar ao primeiro sinal de problema e a tomar anti depressivos na adolescência.
Filhos segundo o coração de Deus entendem que são filhos e não senhores. Aprendem que os pais são dignos de respeito e gratidão. São filhos que obedecem por entender que isso é o melhor e o que agrada a Deus. Filhos que ocupam seu lugar na hierarquia do lar, que honram os pais na presença e na ausência, que devolvem o amor recebido com gratidão sincera e honesta, que recebem a bênção dos pais e florescem no mundo aproveitando toda a direção daqueles que o Senhor colocou para os guiar na vida.
Pais
O lar foi feito para abençoar. Quando Deus chamou Abraão ele prometeu uma família e que em Abraão todas as famílias da terra seriam abençoadas. Pais foram feitos para liderar esse lar, essa família, para dar sustento físico, emocional e espiritual, para levar seus filhos a um patamar superior ao seu próprio.
No entanto, os pais modernos têm mostrado profunda ambiguidade em seu comportamento. Por um lado parece que querem ainda viver como se fossem solteiros. Não querem abrir mão de nenhum programa, nenhuma atividade social, nenhum investimento seu. Parece que os filhos são apenas um embaraço para satisfazer os avós ou garantir continuidade. Por outro lado, no assumir da paternidade, vemos os pais modernos a dar aos filhos as rédeas da casa. Abrem mão da sua responsabilidade de comandar e deixam as crianças dirigir o lar como se tivessem capacidade para isso.
Pais segundo o coração de Deus assumem sua responsabilidade de ensinar e dirigir. Amam incondicionalmente e sacrificialmente mas corrigem com carinho e firmeza. Sabem que filhos precisam de liderança clara e providenciam a mesma com base na Palavra de Deus e com a oração como alicerce sabendo que sem Deus não temos a capacidade necessária para liderar com a sabedoria precisa.
O casamento e a família segundo o coração de Deus não são utopia para discurso de domingo de manhã. Tampouco são uma família perfeita no sentido de sem faltas. Nesta vida lutamos com o pecado sempre, mas temos vitória em Cristo. Amor incondicional implica também em pedido de perdão e em perdão, em paciência e tolerância, compreensão e apoio. Tudo isso faz parte do que o ES produz em nós.

Cristãos com a vida centrada em Deus podem criar famílias centradas em Deus para bênção de seus elementos e para bênção da igreja e da comunidade. Podemos ser famílias assim. Sejamos famílias assim.

 

PARA QUE SEJAM FEITOS FILHOS DE DEUS!


Maria é uma jovem crente, filha e neta de crentes, frequenta a mesma igreja evangélica desde que era bebé, onde seus pais a apresentaram a Deus. Foi batizada aos 15 anos, porque todas as suas amigas já haviam sido batizadas e gostava de fazer a felicidade dos seus pais e do pastor. Neste mês, todos a olharam com admiração e sorriam para ela. Diziam: Finalmente vai se batizar, estava a ver que nunca mais se decidia! Já não era sem tempo!
Foi uma boa sensação, a de pertencer ao grupo, ah! E já podia tomar a ceia! Nunca alguém a acompanhou nem haviam sentado com ela para falar sobre esta decisão, partiram do princípio que ela já ouvira o suficiente para entender tudo...
Porém, fora da comunidade da sua igreja ninguém sabia o que Maria tinha feito. Ela tivera muito trabalho para que nenhum colega do liceu soubesse o que se iria passar. Não queria passar a vergonha e ser diferente!
Fazia questão de ir a todas as festas e programações e quando os pais não permitiam que aproveitasse a noite até de madrugada sempre podia inventar uma desculpa e “dormir“ em casa de uma amiga, para acabarem o trabalho de grupo tão importante! Um rapaz do 12º ano começou a conversar com ela e em pouco tempo já “ficavam” nas festas…o pai não precisava saber…não era nada sério! Só um namoro sem importância. 
O tempo foi passando e o envolvimento também! Já evitava todas as programações da igreja que não fossem as obrigatórias, como o culto do domingo…tudo era desculpa para não ir à igreja…os estudos, uma festa, doenças imaginárias. Por fim Maria completou seus 18 anos! Ia entrar na faculdade e fez questão que fosse um curso bem longe de casa. Enfim, a liberdade! Nunca mais a apanhavam numa igreja! Talvez no natal e no dia das mães, só para constar…mas, quando ouve as queixas dos pais diz que sim, mas depois faz o que bem entende! Afinal, a vida é para ser vivida e deve ser aproveitada ao máximo!
Em todo o seu percurso nunca pensou que, talvez, tivesse frequentado tantos anos os bancos da igreja sem ter tomado uma decisão verdadeira. Jamais reconhecera nem sentira o peso e a dor do pecado.
Durante os anos que se passaram casou-se, separou-se, brigou com toda a família e tornou-se amarga. Estava sozinha e deprimida. Num momento de desespero resolve dar uma última oportunidade a Deus. Em prantos, na sua cama, tenta lembrar das palavras de sua oração infantil até que estas passam a sair do coração. Inexplicavelmente Maria sente pela primeira vez que Deus está com ela, sente sua presença consoladora. Fala em voz alta até perder a noção do tempo. Ao se levantar sente que ainda há tempo de voltar, de finalmente conhecer este Jesus de quem tanto seus pais falavam. Tantos anos e tanto sofrimento, mas ainda é possível que Deus faça a transformação que precisa! Finalmente declara: Eu creio, Senhor!
Esta pode ser a história de muitos que conhecemos, que foram criados na igreja e que pensava-se já serem "salvos", afinal a Bíblia diz, "instrui o menino no caminho em que deve andar e até quando envelhecer não se desviará dele". No entanto, não basta levar os filhos à igreja, uma hora de escola bíblica dominical não transformará o filho em perfeito cristão. É um trabalho em conjunto, todos devem falar, orar, auxiliar, discipular, evangelizar e exortar. Os pais, principalmente, devem interceder por seus filhos, mas também questionar-se e averiguar os frutos de arrependimento em suas vidas.  A responsabilidade de acompanhar a vida espiritual dos filhos não termina quando estes completam 18 anos, mas seguirá até o fim, através do aconselhamento, do apoio e da intercessão, para que sejam sempre bênção nas mãos do Pai Celeste.
Ida Venturini de Souza

Pais e mães honrados!




 
Ser pai e ser mãe foi, durante muito tempo, um dos alvos mais importantes de uma vida. Em muitas culturas, ter um filho definia uma mudança clara de status. Nessas culturas, enquanto não se tinha um filho, a vida não estava completa. Mas nossa sociedade egoísta e narcisista vem mudando isso também. Hoje encontramos muitos casais que apesar de uma vida estável, e recursos abundantes, decidem não ter filhos.

Vivemos o tempo do síndrome de Peter Pan e da Bela Adormecida. Ele não quer crescer, não quer amadurecer. Quer continuar a gastar dinheiro com seus “brinquedos” e continuar a brincar com os colegas. Não deseja responsabilidades e nem cargas para carregar. Filhos seriam um problema. Ela também não quer mudar muito. Ama sua silhueta juvenil, aprecia seu peso atual e não quer mudar de guarda-roupa. Que um castelo encantado e um príncipe charmoso de serviço e ter filhos estragaria quase tudo.

Por outro lado, vemos casais que até vão tendo filhos, cada vez em menor número, mas que querem levar suas vidas exatamente como ela era antes das crianças nascerem. Parece que não entenderam que ser pai e ser mãe traz mudanças, exige sacrifícios, muda prioridades, altera percursos, modifica horários e acrescenta deveres e responsabilidades. A consequência é que temos crianças criadas pelas creches e pela TV. A professora do jardim e a TV são as mestras de boas ou más maneiras e os pais pouco mais fazem que os levar e trazer da escola e providenciar refeições, roupas e canais de TV suficientemente cativantes.

Daí que precisamos urgentemente de pais e mães. Pais e Mães que entendam os filhos como uma dádiva preciosa de Deus. Que olhem para seus filhos como um presente único mas também uma responsabilidade singular. Pais e mães que compreendam que são representantes do Senhor no lar, que servirão de exemplo vivo para seus filhos, do que Deus é e faz. Pais e mães que olhem para a criação de seus filhos como uma das prioridades da vida e como algo de que darão contas a Deus. Que percebam nas vidas de seus filhos a oportunidade maravilhosa de ser bênção especial e única.

O Senhor criou a família com pais e mães. Os filhos, sejam eles crianças, adolescentes ou jovens, precisam de ambos, pais e mães. E o Senhor criou essa família para ser a base da sociedade e a escola maior de formação. Progenitores não são responsáveis apenas pela vida física, mas também pela vida social, psicológica e espiritual de seus filhos. Têm a capacidade e a responsabilidade de dar a seus filhos tudo isso, na dependência de Deus. Pais e mães que o façam serão lembrados com alegria, gratidão e ação de graças. Pais e mães assim serão dignos do mandamento que diz: Honra a teu pai e a tua mãe para se que prolonguem teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

10 Mandamentos para Criar seus Filhos



Quando começa a educação de uma criança? Eis uma boa pergunta. A resposta vai variar. Há quem ache que começa quando vai para a escola. Outros que talvez só mais tarde quando compreende o mundo. Ou talvez cedo quando já fala. Há os mais radicais que diriam que começa no berço. Ou talvez comece mesmo quando escolhemos alguém com quem fazer o maior compromisso da vida – o casamento. Quando escolho meu casamento estou preparando a base para a criação de meus filhos porque sua educação deve começar antes de eles nascerem na preparação e depois logo que estão em nossos braços. O Senhor instava os pais de Israel a serem mestres da lei e a instruírem seus filhos desde muito cedo e em todo lado.
A Ordem de Deus era: “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.” Deuteronômio 6:4-9. Lembremos alguns bons princípios para a criação dos filhos.

1.    Atenda as Necessidades de seu Filho: esta é das regras mais simples e que mais facilmente temos a pretensão de cumprir. Estamos a falar de necessidades físicas como alimentação, abrigo e agasalho, bem como necessidades na área da saúde e educação. Mas o segredo deste mandamento está na palavra “Necessidade”. Por exemplo: precisamos atender a necessidade de alimentação, o que não é a mesma coisa que lhes dar de comer aquilo que querem ou pedem. Bons pais atendem ao que é necessário. O que seu filho precisa de comer? O que precisa de vestir? O que precisa de aprender? E há outras necessidades importantes como as de afecto, aprovação, carinho e encorajamento. (Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos… Mateus 7:11)

 
2.    Participe da vida de seu filho: para isso precisa compreender o que se passa em sua vida, e que muda ao longo dos anos e do crescimento. Precisa entender o melhor possível o mundo de seu filho e sua realidade para desse modo poder participar de seus planos. Talvez isso implique sentar no chão e brincar quando é criança, ir aos treinos quando é maior, acompanhar a viagens quando cresce. Não fique de fora só dando dinheiro.
 
3.    Não provoque a Ira: uma ordem específica de Paulo a todos os pais. Podemos despertar uma ira correta em nossos filhos com relativa facilidade e isso prejudica o relacionamento e a vida com Deus. Por exemplo: sendo incoerentes ou dizer algo e fazer diferente (diz que deve vir a igreja mas você mesmo não vem); quando somos irónicos (traz a igreja mas depois fala mal das pessoas); quando mentimos; quando mostramos favoritismos em casa; quando não cumprimos nós mesmos as regras que estabelecemos como fundamentais para a casa. (E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, Efésios 6:4)

4.    Ensine as coisas certas: por vezes achamos que as coisas certas entrarão na vida de nossos filhos como que por magia, mas não é assim. Eles não irão simplesmente saber as coisas. Temos que ser nós a falarmos delas e a explicarmos como é. Isso significa coisas diferentes em épocas diferentes da vida. Pode significar ensinar a comer quando tem 2 anos, a falar correctamente a língua quando tem 4 ou 5, a brincar com educação quando tem 6 ou7, a explicar o que é sexo e suas consequências quando tem 9 ou 10, como se faz um bom trabalho de escola quando se tem 12 ou13, como se prepara um orçamento familiar aos 15, etc. Mas não deixemos que eles aprendam na rua. Saibamos de algo que é universal: se nós não ensinarmos a nossos filhos em casa, irão aprender com outra pessoa. Quem você quer que ensine seu filho? (Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. Provérbios 22:6)
 
5.    Converse com seu filho: se quer cumprir o 2º mandamento, de fazer parte de sua vida, então tem que falar com eles. Tem que dialogar. Ouvir o que tem para dizer e contar e os nossos filhos sempre terão algo para contar. Pode não nos parecer coisa de maior importância mas é para eles e se os amamos deverá ser para nós. Quando abrimos tempo para isso damos a nossos filhos o senso de valor. Mostramos que podem contar connosco e que não precisam se fechar em mundos paralelos. Há casas em que vivem muitas pessoas e todas sozinhas. Não vamos permitir que seja assim em nossos lares. Podemos e devemos fazer de nossas casas locais de boa conversa e nossos filhos precisam saber que podem nos trazer qualquer problema ou situação que os ouviremos e estaremos lá para eles.
 
6.    Ensine a seus filhos a Palavra de Deus: Somos os primeiros professores de Bíblia que eles devem ter. Podemos e devemos traze-los a Igreja, mas devemos começar por ser nós a mostrar a eles o valor da Palavra. Vamos ler a palavra com eles (culto doméstico é um lugar ideal para isso) contar as histórias da Bíblia, explicar o que sabemos e ajuda-los a entender o valor que a Palavra tem para nós e deve ter em suas vidas. (E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Deuteronômio 6:6-7)
 
7.    Ore com e por seus filhos: Nada é mais poderoso que a oração. Sabe com quem nossos filhos aprendem isso? Connosco. Se não aprenderem em casa vai ficar bem mais difícil. É em casa que devem aprender a levar seus problemas a Deus. É no lar que vão começar a ter a alegria de perceber que podem ter suas orações atendidas. É com os pais que vão sentir que a presença de Deus se manifesta de muitas maneiras e em muitos lugares. Ensine-os a orar pela escola, pelos amigos, pelas crises da vida, pela família e pela igreja. E ore por eles. Peça protecção, sabedoria, força para não se deixarem levar, um futuro honesto, um casamento feliz. (Apelo para o movimento mães que oram)
 
8.    Discipline seu filho: A nossa sociedade vai perdendo seus valores e principia. As leis vão pervertendo a própria palavra de Deus. É a própria Bíblia que nos ensina a disciplinar nossos filhos. Hoje a lei já quer nos impedir de usar o correctivo que as crianças tanto precisam. Por causa de excessos cometidos por alguns a lei se aplica a todos. Na verdade não impede os infractores mas ajuda a criar uma geração de jovens sem medidas, sem limites, sem fronteiras, que acham que tudo é permitido e que sua liberdade vale mais que a do seu vizinho. Mas como pais cristãos que amam a Palavra de Deus devemos saber corrigir nossos filhos. Quando pequenos precisam de uma palmada de vez em quando. À medida que crescem podem aprender a arrazoar, mas precisam de disciplina, de limites e por vezes de castigos para aprender a viver num mundo que não se compadece como nós pais o fazemos. Deixar de disciplinar nossos filhos é receita certa par um futuro triste e que trará muitos dissabores e eles e a nós. (O que não faz uso da vara odeia seu filho, mas o que o ama, desde cedo o disciplina. Provérbios 13:24)
 
9.    Dirija palavras de Aprovação (publica e privada): Nossos filhos precisam tanto e palavras de aprovação como de pão. Eles se alimentam espiritual e psicologicamente de palavras de apreço e reconhecimento. Se as receberem em casa não precisarão mendigar essas palavras na rua e se encantar quando o inimigo as oferecer com segundas intenções. Quantos rapazes foram desviados para o mal porque não tinham uma palavra de apoio em casa até que o mal lhes disse que eram bons nisto ou naquilo? Quantas moças se perderam porque nunca ouviram em casa que eram bonitas até que um qualquer lhes falou de seus belos olhos? Devemos aprender a valorizar nossos filhos pelo que são e pelo que fazem. Isso é parte da educação de que precisam. Valorizados em casa sentiram tranquilidade na vida e em qualquer meio que estejam.

10.  Dê Independência: Nossos filhos precisam aprender a fazer as coisas sozinhos e a crescer. Inicialmente isso implicará em algumas quedas e dores, mas será para o bem deles. Quando pequenos, temos que deixa-los aprender a andar sozinhos e não podemos segurar suas mãos para sempre ou não aprenderão. Mais tarde poderá ser a bicicleta. Depois pode ser aprender a lidar com seu dinheiro, a ser responsável por alguma actividade na casa. Mais tarde ainda será a saber que horas chegar em casa. Não podemos estar com eles as 24 horas. Mas se os criarmos com amor e aprovação, se lhes dermos ensino e atenção, se os disciplinarmos e encaminharmos para o Senhor, um dia teremos que lhes dar a liberdade de escolher e teremos que descansar que farão a escolha certa. Nunca deixaremos de orar e de pedir. Nunca deixaremos de ter algum receio e medo. São nossos bebés, nossos filhotes. Mas dar-lhes liberdade faz parte do processo de ajudá-los a crescer.

Nossos filhos são tesouros preciosos que Deus nos deu por um pouco de tempo. Invistamos neles com carinho para a Glória do Senhor e será nosso melhor e maior investimento de todos.

 

COMO REAGIR DIANTE DA INFLUÊNCIA DA TV?

A violência doméstica tem sido minada pela televisão através da disseminação de conceitos como a banalização da violência, Insistência na blasfêmia,Vulgarização do sexo, Glamorização da prostituição, Incentivo ao adultério, Glorificação da homossexualidade e a Desvalorização da paternidade e têm sido estratégicos para um objetivo claro: destruir a família, que é a instituição mais importante da sociedade.

Se a história nos ensina algo é que todas as civilizações e impérios que permitiram a deterioração da família caíram em pouco tempo. Aprendemos pouco com o passado e avançamos rapidamente para o colapso numa sociedade dominada pelo sentido individualista do prazer pessoal como valor acima de todos os outros.
 COMO REAGIR?
Não sou apologista de nos fecharmos em cavernas sem luz ou comunicação. Jesus não pediu ao Pai que tirasse seus discípulos do mundo (João 17: 15). A tentativa de fugir do mal se fechando num mosteiro mostrou não funcionar. O mal vai no coração do homem e penetra as paredes mesmo do mosteiro mais fechado. Mas há que reagir. Há que proteger nossas mentes do assalto do mal, há que prevenir a queda das famílias, há que apoiar nossos filhos na capacidade de discernir e avaliar entre o bem e o mal.
A resposta Cristã está, como sempre, na Bíblia.
Tiramos dela um mandamento,
um princípio e um filtro:
O MANDAMENTO
 "... Levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo..." II Corintos 10:5b. A regra seria simples: Jesus assistiria a este filme? Ele apreciaria esta série? Este material de algum modo me ajuda a estar mais perto do mestre? Isso não implica em ver apenas filmes ou séries evangélicos. Há ainda alguns filmes e séries que podemos ter como interessantes e proveitosos. O entretenimento saudável não é negado na Bíblia. Jesus parou seu ministério para ficar vários dias numa festa de casamento em Caná e foi a banquetes preparados para ele como os dados por Mateus ou o fariseu Simão. Precisamos ter a capacidade de levar aquilo que deixamos entrar em nossa mente passar pela obediência a Jesus.

UM MANDAMENTO
" Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a Glória de Deus" I Coríntios 10:31. Temos repetido neste espaço que a vida cristã precisa permear todo nosso quotidiano. O entretenimento também. Algo que ocupa tantas horas do dia (quantas horas passa na frente da TV por dia?) não pode ficar fora da esfera cristã. A glória de Deus se nota quando vivemos mais perto dEle, quando refletimos a sua semelhança, quando nos tornamos naquilo que fomos criados para ser. Aquilo que gastamos tempo a ver na TV tem nos ajudado nisso? Senão, por que gastar esse tempo assim?

O FILTRO
"Finalmente irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento." Filipenses 4:8. Faz já algum tempo que minha mãe me deu este filtro. Recebera uma proposta para um trabalho mas tinha dúvidas se seria aceitável para um cristão. Ela sabiamente me respondeu com este texto. Não me disse o que fazer apenas me levou á palavra. Este filtro serve para tudo. Servirá para nossa escolha televisiva também.

CONCLUSÃO
Está na hora de exercitarmos o discernimento, lembrarmos que temos escolha, recordar que no controle remoto há um botão vermelho que desliga o aparelho. Precisamos saber que há vida, entretenimento e lazer fora da TV e que podemos desliga-la inclusive para benefício familiar. Permitir que a TV continue funcionando como esgoto aberto na nossa casa não é alternativa para o cristão que quer seguir a palavra. Vamos escolher bem a programação, ensinar nossos filhos a ser selectivos, usar o mundo da TV em benefício próprio e cortar pela raiz essa violência doméstica.
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SONHO DE DEMBA (VERSÃO REVISADA)

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