"Dar o dízimo é coisa do Antigo Testamento" diz um irmão com o rosto vermelho de convicção. "Dar o dízimo é a maneira certa de garantir a prosperidade" diz outro pregador prometendo o céu na terra. "Deixar de dar o dízimo é roubar a Deus" assevera um terceiro. "O que os pastores querem é o nosso dinheiro" reclama ainda outro cheio de indignação. Parece que este assunto é "quente" no meio evangélico atual.
Na verdade, as várias posições sobre o dízimo são todas passiveis de defesa com a Bíblia na mão. Tanto o que prega o dízimo como o que o combate pode usar base bíblica. Mas as mais diversas heresias têm feito o mesmo, sem surpresa, porque as interpretações variam e o uso indiscriminado da Palavra é antigo. Afinal, em que ficamos? Damos ou não o dízimo? E se o damos, porque o fazemos? Pretendo deixar aqui as minhas razões para dar o dízimo, mas antes vamos esclarecer algumas questões.
O dízimo não é instituição cristã. Sua primeira utilização bíblica é tão antiga quanto Abraão que deu o dízimo a Melquisedeque (Gênesis 14:20). Abraão era um forasteiro da Mesopotâmia dando a décima parte de seus ganhos a um rei-sacerdote cananeu de quem sabemos pouquíssimo. Pelo menos desde então e em meios que não eram nem cristãos, nem judeus, já se usava essa prática.
A prática tornou-se tradição entre o povo de Israel de tal modo que o Senhor considerava roubo a não aplicação do dízimo nas palavras bem conhecidas do profeta Malaquias (3:8 e 9). No tempo de Jesus o dízimo era comum e certamente tanto ele como seus discípulos acatavam esse principio. A única referência de Jesus ao dízimo não foi a condená-lo, mas a repreender a forma como os fariseus o praticavam (Mateus 23:23). Ora Jesus condenou os fariseus por sua forma de orar e de jejuar e ninguém entende disso que o cristão deva abster-se de orar e jejuar. Porque então interpretam erradamente a menção ao dízimo? Jesus não o aboliu, antes corrigiu a maneira de ser aplicado.
No restante do NT não há menção ao dízimo. Muitos tomam isso como uma desculpa para o abandonarem. Afinal não há menção clara do uso dele na igreja primitiva. Podemos então riscá-lo? A esses eu sugeriria então que praticassem o que o texto deixa claro sobre as ofertas na igreja primitiva em Atos 2:45 e 4:32. Ao que parece em Jerusalém não se usava o dízimo. Ninguém dava 10%, davam 100%, davam tudo. Vamos aplicar isso a nossas igrejas hoje?
Permitam-me então enumerar as razões pelas quais dou o meu dízimo:
1) Dou o dízimo porque é parte do meu louvor e da minha gratidão a Deus pela saúde, pelo trabalho e sustento. Creio que tudo vem de Deus e não fazemos mais que devolver a ELE em gratidão e em atitude de louvor a décima parte.
2) Dou o dízimo porque é meu modo de trabalhar para o suprimento da obra de Deus. A Igreja de Jesus não é uma organização com fins lucrativos, não é um clube com cotas e nem uma empresa com fonte de rendimento seguro. Seu trabalho, no entanto exige recursos e creio que somos nós os salvos que temos o privilégio de sustentar essa obra.
3) Dou o dízimo porque é uma forma equitativa de contribuição. Na igreja de Jesus que utiliza esta forma de contribuição ninguém pode levantar e dar ordens aos demais baseado na quantia que oferta. Os ricos não têm direito de mandar porque tem mais. Todos dão igualmente 10% do que recebem, logo, todos dão de modo equitativa e todos tem igual direito.
4) Dou o dízimo porque por meio dele me junto a meus irmãos e posso abençoar outros de um modo que sozinho não poderia. Só, meus recursos são escassos, Juntos sustentamos missões, ajudamos os carentes, construímos templos etc.
5) Dou o dízimo porque ao fazê-lo estou investindo da melhor maneira possível. Todo investimento se mede pelos lucros e pela durabilidade. O investimento na obra de Deus é eterno. Invisto no céu e esse investimento dá dividendos que não acabam. Poderia haver melhor modo de empregar meus recursos?
6) Dou o dízimo porque isso fortalece a minha fé. A vida é difícil para todos e não tenho necessariamente muito mais que outros. Quando faço as contas vejo que provavelmente teria onde gastar os 100% do que ganho. Ao limitar meu orçamento a 90% confio que o Senhor vai prover e nada faltará. É incrível ver como Deus faz com 90% mais do eu faria com 100% e assim cresço na confiança na provisão Divina.
7) Dou o dízimo porque isso desenvolve a arte de dar e quebra a minha dependência das coisas materiais. Poucas ilusões são tão passageiras quanto à provocada pelas coisas que adquirimos. Num momento parecem excelentes e resolver nossas vidas e no outro já nem lembramos porque as compramos. Dizimar é um modo de ir me disciplinando contra essa dependência.
8) Dou o dízimo porque a Palavra de Deus é clara quanto ao modo como o Senhor nos abençoa. Há promessas bíblicas que são condicionais e uma delas esta ligada ao dízimo como vemos em Malaquias 3:10. Quero estar habilitado a fazer prova de Deus. Quero estar habilitado a ver os céus se abrirem sobre minha vida, então procuro cumprir a condição que o Senhor estabeleceu.
Quero terminar deixando claro que o dízimo não é tudo o que o crente deve dar à causa do Mestre, é o mínimo. O dízimo para mim é dívida. O mais devo dar conforme minhas possibilidades e em alegria.
Afinal há muitas razões para contribuir.
ELE DEVERIA...
Autor
Joed Venturini
O paciente chegou aparentemente estável ao hospital. Não parecia ser daquelas urgências prioritárias. Esperou sua vez de atendimento sem queixas maiores. Mas, quando o médico o examinou a suspeita ficou no ar. Era mais grave do que parecia.
O médico estava sobrecarregado, cheio de doentes para ver. Pensou em atuar de certo modo, mas acabou por deixar o paciente ir embora com uma medicação simples. Algumas horas depois ele entrou novamente na urgência, mas desta vez já vinha morto numa maca...
Histórias assim levam-nos à indignação. "Negligência", grita um, "Mal exercício da função" diz outro. Ninguém perdoa. Ele deveria... Não fez nada de mal em teoria, não foi ele que provocou a morte, não foi ele que fez o paciente ficar doente, não foi sua prescrição que o matou. Foi a falta dela. Foi algo que sabia, que deveria ter feito e não fez. Foi pura e simples omissão. Mas foi fatal e nós clamamos ao céu por justiça.
Na verdade, de um modo geral, condenamos mais vivamente os pecados activos dos que os passivos. Mais facilmente nos horrorizamos com um adultério ou uma agressão do que com a passividade de assistir a uma maldade sem dizer nada ou a falta de gentileza e amor num casamento. Às vezes podemos ser levados a pensar que os pecados de omissão são coisa pessoal. Opção de cada um e ninguém tem nada a ver com isso. Mas num caso como o citado a situação muda de figura.
A Omissão pode ser fatal. E é! Mas não só em casos médicos. É em tudo na vida. Tiago, que era claro e direto, foi perentório: "Aquele que sabe o bem que deve fazer e não o pratica comete pecado" (4:17). Num certo sentido bem prático somos todos culpados do erro do médico já referido. Pense comigo:
1) Omissão na Vida Física
Todos sabemos que é preciso ter cuidado com a alimentação, não abusar de doces, gorduras e sal, mas continuamos comendo de tudo sem restrição e prejudicando nosso organismo. Sabemos que é preciso algum tipo de exercício físico, nem que seja caminhar, mas levamos vidas de sedentarismo puro pegando o carro para ir à esquina. Sabemos que é necessário fazer exames médicos periódicos e controlar certos valores como o colesterol, a glicemia, a tensão arterial e fazer exames preventivos de cancro, mas passamos anos sem visitar o médico.
Infelizmente só quando já sofremos um enfarte, uma trombose, uma crise renal ou começamos a ter diabetes é que lembramos de tudo isso. Deveríamos ter tido cuidado. Sabíamos o que era preciso fazer, mas não o fizemos.
2) Omissão na Vida Material
Sabemos que os recursos são limitados e é preciso poupar, mas gastamos tudo que recebemos e quando surge uma urgência não sabemos o que fazer. Sabemos que um orçamento familiar cuidadoso é essencial à vida doméstica, mas gastamos sem fazer contas até o cartão de crédito ser rejeitado. Sabemos que não devemos nos endividar, mas entramos em prestações desastrosas para ter coisas que na verdade pouco acrescentam à nossa vida a não ser dor de cabeça. Sabemos tudo isso. Já vimos pessoas que o fazem e comprovamos que em suas vidas são mais tranquilos e equilibrados. Deveríamos ter esses cuidados, mas não temos. Por regra, somente quando a casa cai é que mudamos. Quando as dividas já são excessivas, quando é preciso devolver a casa ou arranjar um terceiro emprego. Sabíamos o que era preciso fazer, mas não o fizemos.
3) Omissão na Vida Social e Familiar
Sabemos que devemos trabalhar nossos relacionamentos. Ser mais amigos e compreensivos no trabalho e na escola, dedicar mais tempo a ouvir. Sabemos que devemos cultivar nossas amizades, fazer e manter nossos amigos mais preciosos, mas nunca há tempo para os outros e quando precisamos de alguém parece que não há ninguém a quem possamos chamar.
Sabemos que precisamos dar mais tempo à família, ao casamento, aos filhos. Que é urgente separar tempo para namorar, conversar intimamente com nosso cônjuge e orar juntos. Sabemos que é preciso criar momentos que alimentem nosso amor, demonstrar carinho e apreço no dia-a-dia, usar de palavras que animem e incentivem, dar lugar ao romance com periodicidade mas os dias passam e as tensões aumentam e um dia descobrimos que precisamos de conselheiro matrimonial, porque nosso amor passou à história.
Sabemos que é preciso ouvir os filhos, saber de suas atividades, conhecer seus interesses, participar de seus passatempos, ajudar em seus estudos, conhecer seus amigos, controlar seu lazer e sua internet. Mas nunca há tempo disponível e muitas vezes só acordamos quando há sinais evidentes de falha escolar, abuso de substâncias químicas ou o relacionamento familiar desmorona-se. Sabíamos o que era preciso fazer, mas não o fizemos.
4) Omissão na Vida Espiritual
Sabemos que é fundamental ler a Bíblia e orar diariamente, passar tempo com o Pai. Sabemos que é útil ler bons livros evangélicos, ouvir boas mensagens, ter tempo pessoal de meditação e louvor. Sabemos que o domingo é dia do Senhor e deveríamos passa-lo na igreja na comunhão dos crentes. Sabemos que temos dons e deveríamos usa-los em ministérios para a Glória de Deus. Mas os dias e anos passam e nunca há tempo para orar a não ser rapidamente nas refeições ou desesperadamente nas crises, nunca há tempo para ler a Bíblia a não ser em cultos esporádicos, os domingos servem para tudo (arrumar a casa, fazer o trabalho em atraso, estudar para as provas) menos para a igreja e os dons ficam enterrados. Então, um triste dia as lutas chegam, o vento é contrário, o casamento desmorona, os filhos se afastam, o emprego se perde e descobrimos que não temos bases para enfrentar nada disso. Sabíamos o que era preciso fazer, mas não fizemos.
Conclusão:
Na história de abertura falei de um médico que deveria ter agido, mas não o fez e o paciente morreu. Sabemos de muitas coisas que devemos fazer e priorizar. Não fazê-lo coloca em risco fatal nossa saúde, nosso orçamento e conta bancária, nossas amizades e relacionamentos, nosso casamento e filhos e, sobretudo, nossa vida com Deus.
Então, em nome de Jesus e pela graça de Deus vamos parar de falar do que devemos fazer e começar a fazê-lo. E que o Senhor nos dê a força para perseverar.
O médico estava sobrecarregado, cheio de doentes para ver. Pensou em atuar de certo modo, mas acabou por deixar o paciente ir embora com uma medicação simples. Algumas horas depois ele entrou novamente na urgência, mas desta vez já vinha morto numa maca...
Histórias assim levam-nos à indignação. "Negligência", grita um, "Mal exercício da função" diz outro. Ninguém perdoa. Ele deveria... Não fez nada de mal em teoria, não foi ele que provocou a morte, não foi ele que fez o paciente ficar doente, não foi sua prescrição que o matou. Foi a falta dela. Foi algo que sabia, que deveria ter feito e não fez. Foi pura e simples omissão. Mas foi fatal e nós clamamos ao céu por justiça.
Na verdade, de um modo geral, condenamos mais vivamente os pecados activos dos que os passivos. Mais facilmente nos horrorizamos com um adultério ou uma agressão do que com a passividade de assistir a uma maldade sem dizer nada ou a falta de gentileza e amor num casamento. Às vezes podemos ser levados a pensar que os pecados de omissão são coisa pessoal. Opção de cada um e ninguém tem nada a ver com isso. Mas num caso como o citado a situação muda de figura.
A Omissão pode ser fatal. E é! Mas não só em casos médicos. É em tudo na vida. Tiago, que era claro e direto, foi perentório: "Aquele que sabe o bem que deve fazer e não o pratica comete pecado" (4:17). Num certo sentido bem prático somos todos culpados do erro do médico já referido. Pense comigo:
1) Omissão na Vida Física
Todos sabemos que é preciso ter cuidado com a alimentação, não abusar de doces, gorduras e sal, mas continuamos comendo de tudo sem restrição e prejudicando nosso organismo. Sabemos que é preciso algum tipo de exercício físico, nem que seja caminhar, mas levamos vidas de sedentarismo puro pegando o carro para ir à esquina. Sabemos que é necessário fazer exames médicos periódicos e controlar certos valores como o colesterol, a glicemia, a tensão arterial e fazer exames preventivos de cancro, mas passamos anos sem visitar o médico.
Infelizmente só quando já sofremos um enfarte, uma trombose, uma crise renal ou começamos a ter diabetes é que lembramos de tudo isso. Deveríamos ter tido cuidado. Sabíamos o que era preciso fazer, mas não o fizemos.
2) Omissão na Vida Material
Sabemos que os recursos são limitados e é preciso poupar, mas gastamos tudo que recebemos e quando surge uma urgência não sabemos o que fazer. Sabemos que um orçamento familiar cuidadoso é essencial à vida doméstica, mas gastamos sem fazer contas até o cartão de crédito ser rejeitado. Sabemos que não devemos nos endividar, mas entramos em prestações desastrosas para ter coisas que na verdade pouco acrescentam à nossa vida a não ser dor de cabeça. Sabemos tudo isso. Já vimos pessoas que o fazem e comprovamos que em suas vidas são mais tranquilos e equilibrados. Deveríamos ter esses cuidados, mas não temos. Por regra, somente quando a casa cai é que mudamos. Quando as dividas já são excessivas, quando é preciso devolver a casa ou arranjar um terceiro emprego. Sabíamos o que era preciso fazer, mas não o fizemos.
3) Omissão na Vida Social e Familiar
Sabemos que devemos trabalhar nossos relacionamentos. Ser mais amigos e compreensivos no trabalho e na escola, dedicar mais tempo a ouvir. Sabemos que devemos cultivar nossas amizades, fazer e manter nossos amigos mais preciosos, mas nunca há tempo para os outros e quando precisamos de alguém parece que não há ninguém a quem possamos chamar.
Sabemos que precisamos dar mais tempo à família, ao casamento, aos filhos. Que é urgente separar tempo para namorar, conversar intimamente com nosso cônjuge e orar juntos. Sabemos que é preciso criar momentos que alimentem nosso amor, demonstrar carinho e apreço no dia-a-dia, usar de palavras que animem e incentivem, dar lugar ao romance com periodicidade mas os dias passam e as tensões aumentam e um dia descobrimos que precisamos de conselheiro matrimonial, porque nosso amor passou à história.
Sabemos que é preciso ouvir os filhos, saber de suas atividades, conhecer seus interesses, participar de seus passatempos, ajudar em seus estudos, conhecer seus amigos, controlar seu lazer e sua internet. Mas nunca há tempo disponível e muitas vezes só acordamos quando há sinais evidentes de falha escolar, abuso de substâncias químicas ou o relacionamento familiar desmorona-se. Sabíamos o que era preciso fazer, mas não o fizemos.
4) Omissão na Vida Espiritual
Sabemos que é fundamental ler a Bíblia e orar diariamente, passar tempo com o Pai. Sabemos que é útil ler bons livros evangélicos, ouvir boas mensagens, ter tempo pessoal de meditação e louvor. Sabemos que o domingo é dia do Senhor e deveríamos passa-lo na igreja na comunhão dos crentes. Sabemos que temos dons e deveríamos usa-los em ministérios para a Glória de Deus. Mas os dias e anos passam e nunca há tempo para orar a não ser rapidamente nas refeições ou desesperadamente nas crises, nunca há tempo para ler a Bíblia a não ser em cultos esporádicos, os domingos servem para tudo (arrumar a casa, fazer o trabalho em atraso, estudar para as provas) menos para a igreja e os dons ficam enterrados. Então, um triste dia as lutas chegam, o vento é contrário, o casamento desmorona, os filhos se afastam, o emprego se perde e descobrimos que não temos bases para enfrentar nada disso. Sabíamos o que era preciso fazer, mas não fizemos.
Conclusão:
Na história de abertura falei de um médico que deveria ter agido, mas não o fez e o paciente morreu. Sabemos de muitas coisas que devemos fazer e priorizar. Não fazê-lo coloca em risco fatal nossa saúde, nosso orçamento e conta bancária, nossas amizades e relacionamentos, nosso casamento e filhos e, sobretudo, nossa vida com Deus.
Então, em nome de Jesus e pela graça de Deus vamos parar de falar do que devemos fazer e começar a fazê-lo. E que o Senhor nos dê a força para perseverar.
Os 10 Mandamentos do Diabo! Para Crentes e Com Base Bíblica
Autor
Joed Venturini
1- Não leias a Bíblia, pode fazer-te mal aos olhos e ao cérebro porque "as muitas letras te fazem delirar" Atos 26:24
2- Não ores muito, afinal "vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de lhe pedirdes" Mateus 6:8
3- Não vás à Igreja, podes perfeitamente adorar em tua casa porque Deus é omnipresente "está à minha volta por todos os lados" Salmo 139:5
4- Não dês o dízimo, o Senhor não precisa dele, pois é muito rico, Ele mesmo diz que "minha é a prata e meu é o ouro" Ageu 2:8
5- Não aceites ministérios na Igreja, os outros podem fazê-lo melhor que você, pois afinal, devemos "considerar os outros superiores a nós mesmos" Filipenses 2:3
6- Não digas sempre a verdade, há que ser prudente "Não sejas sábio aos teus próprios olhos" Provérbios 3:7
7- Não te preocupes com os teus familiares ou amigos a ponto de evangelizá-los, "Deus é Amor" I João 4:8, e "deseja que todos os homens sejam salvos" I Timóteo 2:4, logo, arranjará um meio de salvá-los
8- Não percas tempo pensando ou preparando-te para a segunda vinda de Jesus, afinal, não podes saber "nem o dia nem a hora" Mateus 24:36
9- Não te esforces demasiado para viver como Cristo, lembra-te que as "tuas justiças são como trapo de imundícia" Isaías 64:6
10- Crê em Deus como quiseres, mas vive à tua maneira, pois afinal, "vaidade de vaidades, é tudo vaidade" Eclesiastes 1:2
Estas idéias foram adaptadas de um texto no boletim de minha igreja. Acrescentei os textos bíblicos para lembrar-nos que o inimigo conhece muito bem a Bíblia. A má interpretação da Palavra tem sido a mãe de todas as heresias. Os maiores hereges sempre citaram a Bíblia. Se satanás teve a ousadia de usar a palavra para tentar Jesus quanto mais para nos fazer cair. Logo, a primeira mensagem é clara: estude a Palavra, medite nela e avalie bem suas bases para não ser encontrado interpretando como o maligno.
A segunda mensagem deste texto é um chamado para avaliarmos nossas vidas. A tão propagandeada liberdade é bastante ilusória. Na verdade seguimos algum tipo de lei, de mandamento ou de orientação. A lei de Deus foi criada para nosso bem, para nos levar à vida. A rebeldia contra ela coloca-nos no caminho das leis do inimigo, cujo fim é a morte. Disfarçadas de liberdade elas nos escravizam ao pecado e nos deixam sem comunhão. Que o Senhor nos dê discernimento para não sermos apanhados obedecendo os 10 mandamentos do mal.
2- Não ores muito, afinal "vosso Pai sabe o que vos é necessário antes de lhe pedirdes" Mateus 6:8
3- Não vás à Igreja, podes perfeitamente adorar em tua casa porque Deus é omnipresente "está à minha volta por todos os lados" Salmo 139:5
4- Não dês o dízimo, o Senhor não precisa dele, pois é muito rico, Ele mesmo diz que "minha é a prata e meu é o ouro" Ageu 2:8
5- Não aceites ministérios na Igreja, os outros podem fazê-lo melhor que você, pois afinal, devemos "considerar os outros superiores a nós mesmos" Filipenses 2:3
6- Não digas sempre a verdade, há que ser prudente "Não sejas sábio aos teus próprios olhos" Provérbios 3:7
7- Não te preocupes com os teus familiares ou amigos a ponto de evangelizá-los, "Deus é Amor" I João 4:8, e "deseja que todos os homens sejam salvos" I Timóteo 2:4, logo, arranjará um meio de salvá-los
8- Não percas tempo pensando ou preparando-te para a segunda vinda de Jesus, afinal, não podes saber "nem o dia nem a hora" Mateus 24:36
9- Não te esforces demasiado para viver como Cristo, lembra-te que as "tuas justiças são como trapo de imundícia" Isaías 64:6
10- Crê em Deus como quiseres, mas vive à tua maneira, pois afinal, "vaidade de vaidades, é tudo vaidade" Eclesiastes 1:2
Estas idéias foram adaptadas de um texto no boletim de minha igreja. Acrescentei os textos bíblicos para lembrar-nos que o inimigo conhece muito bem a Bíblia. A má interpretação da Palavra tem sido a mãe de todas as heresias. Os maiores hereges sempre citaram a Bíblia. Se satanás teve a ousadia de usar a palavra para tentar Jesus quanto mais para nos fazer cair. Logo, a primeira mensagem é clara: estude a Palavra, medite nela e avalie bem suas bases para não ser encontrado interpretando como o maligno.
A segunda mensagem deste texto é um chamado para avaliarmos nossas vidas. A tão propagandeada liberdade é bastante ilusória. Na verdade seguimos algum tipo de lei, de mandamento ou de orientação. A lei de Deus foi criada para nosso bem, para nos levar à vida. A rebeldia contra ela coloca-nos no caminho das leis do inimigo, cujo fim é a morte. Disfarçadas de liberdade elas nos escravizam ao pecado e nos deixam sem comunhão. Que o Senhor nos dê discernimento para não sermos apanhados obedecendo os 10 mandamentos do mal.
Orações Inúteis
Autor
Joed Venturini
Parecerá estranho um pastor falar de orações sem valor. Afinal, esperamos que um líder espiritual incentive a oração, conclame o povo de Deus a gastar mais tempo de joelhos. Mas a experiência nos diz que muitas vezes nossas orações parecem não ser respondidas. Muitas vezes o céu fica mudo. E muitas vezes temos a sensação de que orar é inútil. E é verdade; há realmente orações que são inúteis. Vejamos algumas para ver se não estamos entrando nessa estrada.
Orando contra a Palavra
"A confiança que temos em Deus consiste nisso: se lhe pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele atende-nos." I João 5:14. O texto é bem claro. Ore segundo a vontade de Deus e será atendido. Logo, orar contra a vontade do Pai é inútil. E como conhecemos a vontade dEle? Por meio de sua Palavra! O Senhor se deu ao trabalho de nos deixar uma palavra escrita exatamente para que a pudéssemos ler, reler, meditar, estudar, conhecer. Nela Ele expressa bem sua vontade, seus princípios. Oremos segundo eles e estaremos bem. Oremos contra e será inútil
Por exemplo, a palavra nos diz que Deus odeia a mentira, portanto orar para que minha mentira não seja descoberta é inútil. Orar para que o teste onde copiei do amigo tenha boa nota é errado. Pedir bênção num negócio onde fraudei os impostos é tolice. O Senhor nos mostra na sua palavra que não há comunhão entre luz e trevas, logo entrar num casamento ou numa sociedade, com alguém que não é salvo é incorrer em grande risco. Orar a seguir para que seja abençoado será inútil. A palavra diz que todo pecado traz consequências, logo chorar para que Deus não permita a colheita da semente que semeamos é inútil. Ele nos perdoa, minora os estragos, mas há sempre consequências. Precisamos gastar mais tempo com a palavra para podermos orar melhor. Lembremos, orar contrariamente ao que ela diz é perda de tempo. O Senhor não se contradiz.
Orando sem perdoar
"Se não perdoarem aos outros as suas ofensas o vosso Pai também vos não perdoará" Mateus 6:15. "Quando fores ao templo levar oferta a Deus e ali te lembrares que o teu semelhante tem alguma razão de queixa contra ti, deixa a oferta diante do altar e vai primeiro fazer as pazes..." Mateus 5: 23 e 24. Não podia ser mais claro. Jesus ensinou claramente que o perdão precede o perdão. Quando entendemos a graça que nos alcançou não podemos viver em amargura, em ressentimento, guardando mágoa e recusando perdoar. Essa atitude azeda nosso coração e retira a paz de Deus e a alegria do perdão. Como na parábola que Jesus contou, é recusar perdoar uma dívida de centavos quando tivemos o perdão de bilhões.
Sabemos isso e no entanto mantemos muitas vezes o coração fechado. Temos ressentimento contra pessoas e não largamos mão disso. Por vezes estamos zangados com alguém e até vamos ao culto com essa pessoa. Entramos de cara amarrada e sentamos de espírito escurecido e ainda estranhamos que o louvor não soou bem e nossas orações pareceram vazias. Orar assim... é inútil.
Orando por coisas tolas
"Pedem e não recebem porque pedem mal, pedindo coisas que só servem os vossos prazeres" Tiago 4:3. O falso evangelho da prosperidade fez de Deus um senhor menor que existe para satisfazer seus filhos. Aceitando a filosofia moderna da busca pelo prazer e pela felicidade a todo custo, falsos pregadores anunciam resposta a todos os pedidos. Peça uma casa de 1 milhão no bairro mais caro e uma Ferrari na garagem e o Senhor vai lhe dar, se tiver fé e contribuir generosamente para a instituição. Oração inútil...
O principal alvo de nossa vida não é a felicidade ou o prazer. A vida não consiste em vestir roupas de marca, comer em restaurantes caros e passear em Paris. Fomos criados para MUITO mais que isso e o Criador sabe. Quando nossas orações se resumem a listas de compras com pedidos extravagantes e sem sentido a resposta será negativa. Poucos crentes estão preparados para lidar com a prosperidade sem se afastar de Deus e confiar nas riquezas. Se nossas orações são apenas para pedir de acordo com nossos interesses então não se admire se forem inúteis.
Orando depois de maltratar a esposa
"... Respeitem vossas mulheres pois tem parte convosco no privilégio da vida eterna; procedam assim, para nada perturbar as vossas orações" I Pedro 3:7. Eis uma razão bem específica, mas infelizmente comum, para orações inúteis. Um marido crente que não sabe respeitar e cuidar de sua esposa, que não a ama como a palavra orienta de modo direto, é candidato forte a orar inutilmente.
A relação conjugal foi criada por Deus para ser uma bênção única. Nesse relacionamento o homem e a mulher encontram em Cristo a unidade e comunhão mais estreita possível entre seres humanos. No entanto, o Novo Testamento insiste na ordem de que os maridos devem amar suas mulheres. Interessante que não diz o mesmo às mulheres. Parece que é mais natural a mulher amar e mais difícil ao homem aprender, praticar e perseverar no amor. Mas atenção! Falhe nisso e pode bem acontecer que se encontre orando sem resposta. Não pense que pode tratar a esposa como quiser e que depois vai orar e receber o que pede. Será uma oração inútil.
Orando sem buscar a santidade
"Se eu tivesse feito algum mal, o Senhor não ouviria a minha voz" Salmo 66:18. "Bem-aventurados os puros porque eles verão a Deus" Mateus 5:8. "Procurem viver em santidade porque sem ela ninguém verá a Deus" Hebreus 12: 14. O pecado é claramente o responsável número um pelas orações inúteis. Não que possamos ser totalmente santos nesta mundo, mas o crente verdadeiro aspira a isso. De que serviria uma ordem de Deus que não pudéssemos cumprir? Ele que é sempre coerente nos daria uma orientação sem sentido? Pediria de nós algo para o que não nos capacitasse? Qual o sentido de dizer-se servo de Deus e discípulo de Jesus se não envidarmos todos os esforços para viver como ele viveu e quer que vivamos?
Se queremos ver a Deus em nossas vidas e ter nossas orações respondidas devemos buscar conscientemente a santidade e lutar contra o pecado. Por meio das disciplinas espirituais e na graça do Espírito teremos vitória e estaremos capacitados a orar de tal modo que o Senhor alegremente nos responda.
Solução
Diante de tantas possibilidades para orações inúteis qual deve ser nossa resposta? Deixar de orar? Certamente não! Se soubesse que uma árvore caiu nos fios de eletricidade e cortou a luz de minha casa a solução não seria ficar no escuro e comprar umas velas. Teria que tratar de tirar o obstáculo e repor a corrente para desfrutar das vantagens da eletricidade em casa. Se sei pela palavra o que pode tornar minha oração inútil, então tratarei com a graça de Deus de retirar os empecilhos.
Estudarei a palavra para orar de acordo com a vontade do Pai, perdoarei meus semelhantes e me livrarei da amargura, aprenderei a pedir pelas necessidades deixando de lado as extravagâncias, viverei em paz no casamento investindo numa relação baseada no amor de Deus, lutarei contra o pecado dedicando-me as disciplinas que me podem ajudar a crescer na comunhão com o Senhor.
Oração SIM! Empecilhos NÃO! Chega de orações inúteis!
Orando contra a Palavra
"A confiança que temos em Deus consiste nisso: se lhe pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele atende-nos." I João 5:14. O texto é bem claro. Ore segundo a vontade de Deus e será atendido. Logo, orar contra a vontade do Pai é inútil. E como conhecemos a vontade dEle? Por meio de sua Palavra! O Senhor se deu ao trabalho de nos deixar uma palavra escrita exatamente para que a pudéssemos ler, reler, meditar, estudar, conhecer. Nela Ele expressa bem sua vontade, seus princípios. Oremos segundo eles e estaremos bem. Oremos contra e será inútil
Por exemplo, a palavra nos diz que Deus odeia a mentira, portanto orar para que minha mentira não seja descoberta é inútil. Orar para que o teste onde copiei do amigo tenha boa nota é errado. Pedir bênção num negócio onde fraudei os impostos é tolice. O Senhor nos mostra na sua palavra que não há comunhão entre luz e trevas, logo entrar num casamento ou numa sociedade, com alguém que não é salvo é incorrer em grande risco. Orar a seguir para que seja abençoado será inútil. A palavra diz que todo pecado traz consequências, logo chorar para que Deus não permita a colheita da semente que semeamos é inútil. Ele nos perdoa, minora os estragos, mas há sempre consequências. Precisamos gastar mais tempo com a palavra para podermos orar melhor. Lembremos, orar contrariamente ao que ela diz é perda de tempo. O Senhor não se contradiz.
Orando sem perdoar
"Se não perdoarem aos outros as suas ofensas o vosso Pai também vos não perdoará" Mateus 6:15. "Quando fores ao templo levar oferta a Deus e ali te lembrares que o teu semelhante tem alguma razão de queixa contra ti, deixa a oferta diante do altar e vai primeiro fazer as pazes..." Mateus 5: 23 e 24. Não podia ser mais claro. Jesus ensinou claramente que o perdão precede o perdão. Quando entendemos a graça que nos alcançou não podemos viver em amargura, em ressentimento, guardando mágoa e recusando perdoar. Essa atitude azeda nosso coração e retira a paz de Deus e a alegria do perdão. Como na parábola que Jesus contou, é recusar perdoar uma dívida de centavos quando tivemos o perdão de bilhões.
Sabemos isso e no entanto mantemos muitas vezes o coração fechado. Temos ressentimento contra pessoas e não largamos mão disso. Por vezes estamos zangados com alguém e até vamos ao culto com essa pessoa. Entramos de cara amarrada e sentamos de espírito escurecido e ainda estranhamos que o louvor não soou bem e nossas orações pareceram vazias. Orar assim... é inútil.
Orando por coisas tolas
"Pedem e não recebem porque pedem mal, pedindo coisas que só servem os vossos prazeres" Tiago 4:3. O falso evangelho da prosperidade fez de Deus um senhor menor que existe para satisfazer seus filhos. Aceitando a filosofia moderna da busca pelo prazer e pela felicidade a todo custo, falsos pregadores anunciam resposta a todos os pedidos. Peça uma casa de 1 milhão no bairro mais caro e uma Ferrari na garagem e o Senhor vai lhe dar, se tiver fé e contribuir generosamente para a instituição. Oração inútil...
O principal alvo de nossa vida não é a felicidade ou o prazer. A vida não consiste em vestir roupas de marca, comer em restaurantes caros e passear em Paris. Fomos criados para MUITO mais que isso e o Criador sabe. Quando nossas orações se resumem a listas de compras com pedidos extravagantes e sem sentido a resposta será negativa. Poucos crentes estão preparados para lidar com a prosperidade sem se afastar de Deus e confiar nas riquezas. Se nossas orações são apenas para pedir de acordo com nossos interesses então não se admire se forem inúteis.
Orando depois de maltratar a esposa
"... Respeitem vossas mulheres pois tem parte convosco no privilégio da vida eterna; procedam assim, para nada perturbar as vossas orações" I Pedro 3:7. Eis uma razão bem específica, mas infelizmente comum, para orações inúteis. Um marido crente que não sabe respeitar e cuidar de sua esposa, que não a ama como a palavra orienta de modo direto, é candidato forte a orar inutilmente.
A relação conjugal foi criada por Deus para ser uma bênção única. Nesse relacionamento o homem e a mulher encontram em Cristo a unidade e comunhão mais estreita possível entre seres humanos. No entanto, o Novo Testamento insiste na ordem de que os maridos devem amar suas mulheres. Interessante que não diz o mesmo às mulheres. Parece que é mais natural a mulher amar e mais difícil ao homem aprender, praticar e perseverar no amor. Mas atenção! Falhe nisso e pode bem acontecer que se encontre orando sem resposta. Não pense que pode tratar a esposa como quiser e que depois vai orar e receber o que pede. Será uma oração inútil.
Orando sem buscar a santidade
"Se eu tivesse feito algum mal, o Senhor não ouviria a minha voz" Salmo 66:18. "Bem-aventurados os puros porque eles verão a Deus" Mateus 5:8. "Procurem viver em santidade porque sem ela ninguém verá a Deus" Hebreus 12: 14. O pecado é claramente o responsável número um pelas orações inúteis. Não que possamos ser totalmente santos nesta mundo, mas o crente verdadeiro aspira a isso. De que serviria uma ordem de Deus que não pudéssemos cumprir? Ele que é sempre coerente nos daria uma orientação sem sentido? Pediria de nós algo para o que não nos capacitasse? Qual o sentido de dizer-se servo de Deus e discípulo de Jesus se não envidarmos todos os esforços para viver como ele viveu e quer que vivamos?
Se queremos ver a Deus em nossas vidas e ter nossas orações respondidas devemos buscar conscientemente a santidade e lutar contra o pecado. Por meio das disciplinas espirituais e na graça do Espírito teremos vitória e estaremos capacitados a orar de tal modo que o Senhor alegremente nos responda.
Solução
Diante de tantas possibilidades para orações inúteis qual deve ser nossa resposta? Deixar de orar? Certamente não! Se soubesse que uma árvore caiu nos fios de eletricidade e cortou a luz de minha casa a solução não seria ficar no escuro e comprar umas velas. Teria que tratar de tirar o obstáculo e repor a corrente para desfrutar das vantagens da eletricidade em casa. Se sei pela palavra o que pode tornar minha oração inútil, então tratarei com a graça de Deus de retirar os empecilhos.
Estudarei a palavra para orar de acordo com a vontade do Pai, perdoarei meus semelhantes e me livrarei da amargura, aprenderei a pedir pelas necessidades deixando de lado as extravagâncias, viverei em paz no casamento investindo numa relação baseada no amor de Deus, lutarei contra o pecado dedicando-me as disciplinas que me podem ajudar a crescer na comunhão com o Senhor.
Oração SIM! Empecilhos NÃO! Chega de orações inúteis!
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