Filhos, não deixem para amanhã!


A precipitação é negativa e, muitas vezes, leva-nos a fazer coisas das quais nos arrependemos. Mas igualmente má é a procrastinação que nos faz adiar o que podemos fazer hoje por razões nem sempre claras e por motivos em regra sem valor. No que diz respeito às nossas queridas mães não devemos deixar para amanhã uma boa quantidade de coisas.

Não deixes para amanhã o que tens de dizer de bom a tua mãe. Dizer que a amas, o quanto ela é importante para ti, dizer o quanto sua vida foi bênção na tua e como prezas seu carinho. Dizer como gosta de seus pratos, de seus bolos, de suas sobremesas. Agradecer todo ser esforço, seu cuidado e protecção. Falar de forma direta e aberta sobre a beleza que ela colocou em tua vida durante tantos anos. Reconhecer que seus cabelos brancos e rugas são prova de seu amor por ti.

Não deixes para amanhã o que podes dar de belo a tua mãe. Talvez um simples desenho, um cartão artesanal, um poema mesmo sem rimas, uma flor do jardim, uma pedrinha da praia ou concha da areia, um beijo ou um abraço carinhoso. Talvez algo mais elaborado ou uma prenda que te custe a compra, e para a qual tens de guardar dinheiro por meio ano. Ou ainda aquela prenda que sabes que ela gostaria. Mães são gratas com pouco ou com muito e precisam sobretudo de perceber o nosso amor.

Não deixes para amanhã o honrar a tua mãe publicamente. Elogia o que ela tem de bom e faz de melhor. Reconhece diante de todos o que ela representa na sua casa e como tem-se doado para que os seus sejam felizes. Fala de suas virtudes e sacrifícios, comenta seus gestos e sua postura. Engrandece aos olhos de todos a mulher que te deu vida e que Deus tem usado para te abençoar.

Não deixes para amanhã as oportunidades para fazer com tua mãe se sinta amada. Não deixes que passem dias ou semanas sem que ela ouça a tua voz, sinta o teu amor, perceba o teu carinho e gratidão. Que ela possa sempre saber, a cada momento, que seus filhos e filhas a amam e prezam mais que tudo neste mundo, já que no outro temos o Senhor Eterno, nosso Pai e Salvador.


Para fazer o bem e dizer as coisas que abençoam e animam só temos o dia de hoje. Muitas vezes falamos sem pensar quando a raiva nos toma. Não levamos desaforo para casa e não pensamos duas vezes antes de ripostar a quem nos trata mal. Porque então temos tanta dificuldade em sermos tão rápidos a elogiar e a agradecer? 

Nossas mães são, depois da salvação, a bênção mais bonita que o Senhor nos deu. Muitos aspectos do imenso amor de Deus são transmitidos por meio de nossas mães de modo único. O amor incondicional, o espírito de sacrifício, a capacidade de pensar primeiramente nos outros, o dar de si em cada detalhe a pormenor. Mães são presentes do céu; aproveita cada oportunidade para mostrar que a ama, não deixes para amanhã. 

O Valor da nossa Participação



Eurico aceitou a fé em Jesus cedo na vida e participou fielmente da vida de sua igreja por muitos anos antes de adoecer. Ele achava que sua participação na igreja era fraca. Não tinha dons vistosos. Não tinha jeito para falar em público, não era capaz de dar uma aula de EBD ou pregar, seu temperamento introvertido o mantinha no seu cantinho. Mas orava diariamente, contribuía com alegria e sentia as dores dos irmãos e amigos sendo um ouvinte carinhoso e um conselheiro dotado. Finalmente seu dia chegou e o Senhor o chamou à Glória.
Chegando ao céu Eurico foi guiado por um anjo pelos caminhos da Glória e notou que havia muita gente ali. Reconheceu o irmão Joaquim que falecera há alguns anos e este o abordou com um sorriso alegra:
“Que bom vê-lo Eurico, que satisfação. Queria dizer o quanto sou grato por tudo que fez por mim, por seu amor, por seu carinho, por seu apoio. O irmão foi fundamental em minha vida cristã”.
E Joaquim se afastou ainda sorrindo e Eurico lembrou dele. Tudo que fizera fora ouvi-lo em horas de aflição, dá-lhe um abraço silencioso após os cultos, se dispor a levá-lo às consultas e comprar um ou outro medicamento.
Não fora tanto assim, mas nem deu para pensar muito, pois logo um irmão asiático o abordou: 
“Irmão Eurico que prazer vê-lo. Queria tanto agradecer por sua ajuda. Foi por sua participação também que estou aqui no céu”. 
Eurico ficou confuso: 
“ Desculpe irmão, deve haver confusão, nunca saí de Portugal, nunca fui a sua terra, como posso ser responsável por sua salvação?” 
O irmão sorriu: 
“Mas sua contribuição sustentou o missionário que me falou de Jesus” disse com os olhos a brilhar, de outro modo ele não poderia ter chegado a minha aldeia”. 
E Eurico lembrou que mensalmente mandava 10 euros para o missionário na Indonésia. E quando ia mencionar que sua oferta era tão pequena outra pessoa se aproximou:
“Irmão Eurico, que maravilha que já chegou. Queria mesmo lhe agradecer por sua parte na minha vida e na minha salvação”. 
Voltando-se Eurico viu uma senhora com ar feliz. Diante de seu ar confuso ela acrescentou: “Lembra-se do Tiago? Lembra-se de ele pedir oração pela tia dele, a Maria de Fátima? Pois suas orações foram fundamentais para minha conversão. Que o Senhor o recompense” 
e a mulher seguiu deixando Eurico embaraçado.
“Se eu soubesse” pensou ele consigo mesmo “Se eu soubesse que minha oração e oferta podia fazer tanto teria orado mais e dado mais e ouvido mais, e abraçado mais, mas ainda bem pelo que pude fazer…”

A narração pode ser imaginada. E pode parecer demasiado optimista, mas foi o Mestre que disse: 
“Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mateus 25:40. 
Até um copo de água em nome do Senhor será valorizado se feito em amor e para Deus sem ostentação humana. 
Posso ter muitas limitações, mas minha oração chega a qualquer lugar do mundo, minha oferta é multiplicada pelo Senhor de toda Glória, minha palavra e meu gesto de carinho são usados pelo Espírito Santo para abençoar, esse é o valor da minha participação! 


PEREGRINOS


Peregrinos, é relativamente fácil vê-los em Portugal. Temos muitos locais de peregrinação em Portugal. Mais comum será ver peregrinos a caminho de Fátima ou mais a norte vê-los a caminho de Santiago de Compostela. Em regra vão em grupo mas há também os solitários. Levam um bordão de madeira para se apoiar e uma mochila nas costas. Caminham a passo lento mas certo com um destino claro em mente. Ser peregrino ou estar peregrino é algo especial e bem específico, mas temporário. E no entanto a palavra de Deus diz que nós somos peregrinos na terra.
O autor de Hebreus falou dos heróis da fé do seguinte modo: “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.” Hebreus 11:13. Muitos outros autores na palavra se referiram a si mesmos como peregrinos a exemplo do salmista, possivelmente Esdras: “Sou peregrino na terra; não escondas de mim os teus mandamentos.” Salmos 119:19. Para que não restassem dúvidas, Pedro escreve aos crentes em geral lembrando que neste mundo somos peregrino sempre: “Amados, peço-vos, como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhais das concupiscências carnais, que combatem contra a alma;” 1 Pedro 2:11. Logo, é bom perceber qual os aspetos da peregrinação que devemos ter em conta em nossa caminhada com Deus.
Dinâmica: a vida do peregrino é bem movimentada. Nada de pausas longas ou ociosidade. Ele está em franco movimento. Tem algo a cumprir e caminha para o alvo. Não pode se dar ao luxo de tirar férias ou descansar longamente. A peregrinação é em si algo que lembra movimento e caminho. Como peregrinos do Céu não estamos na terra de férias. Temos uma missão dada por Deus e esta vida é feita nessa dinâmica de peregrino que sabe que tem algo a cumprir e caminha para seu alvo.
Obstáculos: A vida de um peregrino é feita de barreiras a vencer. Ele não conhece o terreno, não é da terra, caminha em terra estranha e precisa vencer as dificuldades que possam surgir. Que estrada tomar? Onde descansar um pouco? Onde conseguir água ou comida? Onde eventualmente dormir? E que língua falar? E que gente contactar? Quanto mais distante a peregrinação maiores as barreiras a vencer. Mas ele avança e vence. Nossa peregrinação neste mundo trás consigo barreiras e lutas mas não devemos desanimar. É natural que haja dificuldades e obstáculos, mas também é natural que os vençamos nessa caminhada pelo mundo. O Senhor vai connosco.
Passagem: O peregrino está de passagem. Não veio para viver ali. Não vai comprar casa, alugar apartamento, morar na redondeza. Não vai se carregar de coisas locais pesadas de carregar porque a estrada é longa e ele vai a caminho. Não pode perder de vista que está de passagem. Não pode se deixar ligar a nada e nem se sobrecarregar. E nós também não somos deste mundo. Vivemos aqui de passagem e não devemos nos deixar encantar pelos recursos locais e pelas coisas desta terra. Não vamos juntar tesouros aqui como Jesus mesmo ensinou, mas no nosso verdadeiro lar.
Espiritual: Uma peregrinação é uma viagem espiritual. Outras viagens dão enfase no material, nas coisas, na comida, na bebida, nas belezas locais, nos alojamentos, no lazer. Uma peregrinação se concentrar na beleza intima, no valor espiritual. O peregrino se concentra nas coisas espirituais que pode ganhar e trazer consigo. Faz a viagem por isso, seu foco é esse. É exatamente por isso que peregrina, para crescer espiritualmente e porque acredita que em seu alvo o conseguirá. Como peregrinos nossas vidas são centradas no espirito e não no físico. Não viemos aqui para viver prazeres mas para andar com Deus. Nossa caminhada se concentra no que recebemos de Deus em espirito e no crescimento interior que é o mais valioso.
Por fim o Lar: O peregrino se esforça, caminha, se sacrifica, se concentra e busca algo especial mas por fim vai voltar ao lar. Seu alvo é passar pela peregrinação de modo a voltar a casa e então, usufruir de tudo o que ganhou e valor na viagem em sua casa. De modo bem evidente a peregrinação só termina quando ele chegar a casa. E nós caminhamos para o lar. Aqui não é nossa casa mas o céu. É para lá que caminhamos e com isso em mente toda a peregrinação na terra toma outro sentido e recebe outro foco e nos faz caminhar de maneira diferente.
Estamos em peregrinação nesta terra que não é nossa. Quanto mais andarmos com Deus (como Enoque) mais perto estamos de nosso lar e mais percebemos que não somos deste mundo e não partilhamos a sua visão e modo de vida. Como peregrinos caminhemos com o alvo em Jesus e no céu. Um dia chegaremos ao lar e para já o vivemos aqui com Cristo.

O Silêncio do Céu

Hoje temos muita dificuldade em viver com o silêncio. A maioria de nós já esqueceu o que isso significa. Estamos constantemente rodeados de barulho. Barulho de carros, de pessoas, de obras, de trabalho, de crianças, de animais… dos meios de comunicação, etc. É um mundo barulhento o nosso. Mas a verdade é que quando o silêncio porventura chega nós estranhamos.
Se uma pessoa fica calada e não nos fala ficamos preocupados ou irritados. SE a TV deixa de fazer barulho concluímos que ou alguém apertou o botão MUTE ou então está estragada. Resposta é essencial, barulho é vida… E quando o Céu se cala então é ainda pior… Somos incentivados a orar. Ouvimos que a oração tem poder. Cremos e oramos e… nada acontece. As doenças continuam, o desemprego se arrasta mais uma semana, a pessoa má que nos persegue parece ter ficado ainda pior, aquele problema lá em casa não se resolveu e ainda apareceram dificuldades novas que eu nem tinha percebido. Conclusão: Não vale apena orar! O Céu é mudo! A oração é inútil.
Todo crente sincero já passou por isso. Mesmo os chamados gigantes da fé, os santos do passado, já viveram essa sensação. Foi um monge dedicado ao extremo que cunhou o termo “noite escura da alma”. São João da Cruz referia exactamente ao período de silêncio do céu em que tudo parece escuro em solução. Desde o livro de Jó, provavelmente a estória mais antiga da Bíblia, passando pelos Salmos e chegando a Paulo que ouvimos e mesmo eco. O homem gemendo diante do aparente silêncio do céu que parece deixa-lo sem resposta. Afinal porque isso acontece? Temos respostas bíblicas para esse silêncio? Porque nossas orações não são, por vezes, respondidas? Quais os maiores empecilhos à oração?
Empecilho 1: Não orar
Em João 16:24 Jesus lembrava aos discípulos “Até agora nada pedistes em meu nome…” e Tiago parece fazer eco dessas palavras mais tarde quando diz: “nada tendes porque nada pedis” Tiago 4:2b A verdade maior é que falamos muito de oração, concordamos sobre a oração, discutimos sobre oração, mas oramos pouco. Passamos dias e semanas sem nos lembrarmos de clamar. E então, na hora do aperto, fazemos uma oração SOS, oração 112, rápida e urgente e ficamos zangados porque Deus não respondeu.
Mas, oração é comunhão! Oração é convívio! Imagine que fica sem falar com sua esposa durante 15 dias e então na hora da necessidade corre para ela com um pedido exigente… será de estranhar que ela tenha dificuldade em responder. Notemos bem. O Senhor mesmo assim ainda nos abençoa e responde, mas por vezes não o faz. Não fiquemos tão assustados assim. Há uma razão! Precisamos começar a levar a oração a sério.
Empecilho 2: Viver em Conflito
Jesus orientava os discípulos sobre oração e vida cristã e disse: “Se trouxeres a tua oferta ao altar e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti deixa ali a tua oferta e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão” Mateus 5:23 e 24. E novamente Tiago faz eco do seu irmão quando diz: “Cobiçais e nada tendes; sois invejosos e cobiçosos e não podeis alcançar; combateis e guerreias e nada tendes…” Tiago 4: 2. Pedro Se referia a isso também de modo específico para o casamento quando escreveu: “Vós maridos, coabitai com vossas mulheres com entendimento, dando honra à mulher… para que não sejam impedidas as vossas orações” I Pedro 3:7.
Como esperamos que o Senhor ouça nossas orações quando nossas zangas e brigas e irritações e amarguras enchem o coração e gritam em meio a nossas orações? Queremos que o Pai de Amor nos ouça quando nossas vidas estão cheias de falta de perdão, de expressões de raiva por outros, de recordações negativas que alimentamos com todo cuidado dia a dia. Um coração repleto de mau querer dificilmente poderá chegar ao céu. Fecha-se a graça porque a bênção de Deus é imerecida e quando vamos a ele cheios de auto justificação excluímos a acção do mediador que é o único que nos pode dar acesso ao trono de Deus. Perdoar é o caminho da libertação e da abertura dos céus para muita gente.
Empecilho 3: Pecado escondido
O Salmista aprendeu essa lição e a deixou para a posteridade quando declamou: “Se eu atender a iniquidade no meu coração, o Senhor não me atenderá” Salmos 66:18 e o profeta concordou plenamente ao dizer ao povo: “As vossas iniquidades fazem divisão entre vós e o vosso Deus e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós para que não vos ouça” Isaías 59:2. E o Senhor sofria com isso. Ele desejava abençoar. Não queria ficar em silencia antes fazer ouvir sua voz e sua bênção, mas o povo de Deus, que sabe o caminho do perdão e da retidão precisava lidar com seus pecados de modo sério para que as portas do céu se abrissem. Pecado é como um enorme guarda-chuva que impede que as chuvas de bênçãos cheguem a nossas vidas. A remoção foi ganha por Jesus na Cruz, a solução é I João 1:9.
Empecilho 4: Egoísmo/Pedir mal
Novamente Tiago com seu coração pastoral prática exortava a igreja: “Pedis e não recebeis porque pedis mal, para os gastardes com vossos deleites” Tiago 4:3. Jesus havia avisado aos discípulos: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz e siga-me” Marcos 8:34. Por vezes oramos sem discernimento, sem sensibilidade, sem a devida submissão a vontade de Deus. Achamos que sabemos o melhor e por vezes até que o merecemos. Com corações egoístas e fechados rogamos ao Senhor por coisas que na verdade não são da sua vontade e são apenas desejo nosso. Será que Ele nos prometeu dar tudo que quiséssemos? Sem discriminação? Isso seria possível? Seria correto? Creio que mesmo se desejarmos de outro modo podemos ver que não há sentido nisso. O Senhor nem pode nos dar tudo que pedimos porque não seria nem bom para nós nem para os outros. Aprender a orar de acordo com a vontade do Pai é meio caminho andado para recebermos as bênçãos e respostas desejadas.
Empecilho 5: Falta de perseverança
O Senhor deixou claro que Deus esperava perseverança da nossa parte. Seria como que um exercício espiritual, parte da disciplina. “E contou-lhes uma parábola sobre o dever de orar sempre, e nunca desfalecer” Lucas 18:1. Onde está o tempo da fé? Onde exercemos nossa confiança em Deus? Se recebermos sempre tudo que pedimos na hora que pedimos onde fica o exercício da fé. Ninguém aprende uma língua na primeira semana de aulas. Ninguém fica musculado no primeiro mês de ginásio. Ninguém perde 20 kg nos primeiros dias de dieta.
Nesta vida aquilo que têm real valor exige persistência. Porque seria diferente com a oração? O que está pedindo a Deus? É algo de valor? Então merece a sua perseverança. Não desanime no início da luta-Não baixe os braços no início da caminhada. Persevere com o Senhor, Insista em sua presença. Valorize seu tempo com ELE. Entenda que a oração é bênção mesmo quando as respostas não acontecem exactamente quando queremos, porque quanto mais tempo investirmos nela, mais forte seremos na comunhão com Aquele que nos ama e que é nosso Pai Celeste.
Empecilho 6: Ele Sabe…
Mas há aquelas situações em que nada do falado cabe. O crente ora, persevera e não tem respostas. Avalia sua vida e vê que não pecado escondido, não há zangas retidas e amarguras guardadas, os motivos de oração são puros, os pedidos não são egoístas e mesmo assim não há alivio nem solução. Como entender?
Nem sempre será claro. A verdade é que vivemos numa dimensão física e a maioria das coisas do mundo espiritual nos passa ao lado. Jó é uma dos maiores exemplos da Palavra. Ele era justo, correto, benevolente, ajudava os outros, aconselhava a todos, cria em Deus e se guiava de modo correto e no entanto sofreu de modo atroz. Fez perguntas, e no fim reconheceu que estava arguindo o Senhor sobre aspectos que não conhecia. A verdade nua e crua era essa: Ele não sabia. Não sabia o que se passava no mundo espiritual. Não sabia mas confiava. Sua afirmação mais duradoura para nós foi: “Porque sei que meu redentor vive e por fim se levantará sobre a terra” Jó 19:25.
O Próprio Senhor Jesus viveu seu momento de solidão e dor quando no Getsémani e na cruz se sentiu abandonado. Mas sua conclusão foi: “Seja feita a tua vontade e não a minha”. E em última analise será essa a questão em alguns casos. Não sei porque mas confio que o Senhor é amor, sabe o melhor e se não agiu é porque não seria o melhor. Não entendo, não faz sentido para mim, mas reconheço que nem tudo posso entender e confio que seu amor é perfeito e um dia entenderei. Vivo nessa dependência porque aprendo que “o justo viverá da fé” Romanos 1:17
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