Tio João passou-se!

"Ti João" perdeu a cabeça!
Uma vida passada na estação de comboios, sem nunca viajar?
Há pessoas que passam a vida à espera de que algo aconteça e mude o rumo de sua vida...mas e se não acontecer nada?
Acompanhe Ti João do comboio na sua maior aventura de sempre!
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Pais e mães honrados!




 
Ser pai e ser mãe foi, durante muito tempo, um dos alvos mais importantes de uma vida. Em muitas culturas, ter um filho definia uma mudança clara de status. Nessas culturas, enquanto não se tinha um filho, a vida não estava completa. Mas nossa sociedade egoísta e narcisista vem mudando isso também. Hoje encontramos muitos casais que apesar de uma vida estável, e recursos abundantes, decidem não ter filhos.

Vivemos o tempo do síndrome de Peter Pan e da Bela Adormecida. Ele não quer crescer, não quer amadurecer. Quer continuar a gastar dinheiro com seus “brinquedos” e continuar a brincar com os colegas. Não deseja responsabilidades e nem cargas para carregar. Filhos seriam um problema. Ela também não quer mudar muito. Ama sua silhueta juvenil, aprecia seu peso atual e não quer mudar de guarda-roupa. Que um castelo encantado e um príncipe charmoso de serviço e ter filhos estragaria quase tudo.

Por outro lado, vemos casais que até vão tendo filhos, cada vez em menor número, mas que querem levar suas vidas exatamente como ela era antes das crianças nascerem. Parece que não entenderam que ser pai e ser mãe traz mudanças, exige sacrifícios, muda prioridades, altera percursos, modifica horários e acrescenta deveres e responsabilidades. A consequência é que temos crianças criadas pelas creches e pela TV. A professora do jardim e a TV são as mestras de boas ou más maneiras e os pais pouco mais fazem que os levar e trazer da escola e providenciar refeições, roupas e canais de TV suficientemente cativantes.

Daí que precisamos urgentemente de pais e mães. Pais e Mães que entendam os filhos como uma dádiva preciosa de Deus. Que olhem para seus filhos como um presente único mas também uma responsabilidade singular. Pais e mães que compreendam que são representantes do Senhor no lar, que servirão de exemplo vivo para seus filhos, do que Deus é e faz. Pais e mães que olhem para a criação de seus filhos como uma das prioridades da vida e como algo de que darão contas a Deus. Que percebam nas vidas de seus filhos a oportunidade maravilhosa de ser bênção especial e única.

O Senhor criou a família com pais e mães. Os filhos, sejam eles crianças, adolescentes ou jovens, precisam de ambos, pais e mães. E o Senhor criou essa família para ser a base da sociedade e a escola maior de formação. Progenitores não são responsáveis apenas pela vida física, mas também pela vida social, psicológica e espiritual de seus filhos. Têm a capacidade e a responsabilidade de dar a seus filhos tudo isso, na dependência de Deus. Pais e mães que o façam serão lembrados com alegria, gratidão e ação de graças. Pais e mães assim serão dignos do mandamento que diz: Honra a teu pai e a tua mãe para se que prolonguem teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

Propósitos para o ano de 2014


 

Uma das maiores tragédias da humanidade actual é que vive uma vida sem propósito, sem razão de ser, sem objectivos. Viver sem propósito é caminhar a esmo, sem destino; é trabalhar sem saber o que se está a produzir; é fabricar algo que não sei o que será; é iniciar um discurso onde não sei o que pretendo e nem onde terminarei. Vida sem propósito não é a Vida que Deus nos criou para viver.

Início de um novo ano é um bom momento para avaliar nossos propósitos e afinar nosso caminhar. Serve para auto-exame e correcção de direcção. Isso deve ser feito a título individual e colectivo. E é como igreja que queremos determinar nossos alvos de forma bem clara. Uma definição escrita, clara e directa, ajuda a mentalizar um propósito e é nesse sentido que apresentamos a seguinte. Nosso alvo como Igreja:
 “Queremos ser uma família em Cristo, de servos de Deus, que cresce no conhecimento e prática de seus propósitos, que busca, exalta e reflecte a Glória do Senhor para o mundo, trabalhando para ver vidas Transformadas por Jesus.”

Nessa definição encontramos as bases do propósito de Deus para igreja segundo encontramos no Novo Testamento. Encontramos o alvo da comunhão fraternal marcada pelo amor em Cristo (Queremos ser uma família em Cristo). Encontramos o objetivo do Serviço cristão que se dedica a Deus e ao próximo (servos de Deus… trabalhando). Encontramos o propósito da Adoração a Deus, como único Ser verdadeiramente digno de nosso louvor na Santa Trindade (que busca, exalta e reflecte a Glória do Senhor). Achamos a vocação evangelística de levar o Senhor a todos os que não o conhecem (reflecte a Glória do Senhor para o mundo… ver vidas transformadas por Jesus). E nessa definição temos o alvo do crescimento pelo ensino e edificação mútuos baseados na Palavra (que cresce no conhecimento e prática de seus propósitos).

Desejamos que essa declaração seja levada a sério por cada membro de nossa igreja. Que nos espelhemos nela para os alvos que temos como Igreja neste ano de 2014. Que cada crente individualmente, cada ministério e departamento em particular e a comunidade como um todo se reveja nela e trabalhe para que seja verdade para cada pessoa que entrar em contacto com nossas actividades. Sem nunca perder de vista o alvo maior da Glória do Senhor e da preparação da Noiva de Cristo para o encontro com o Noivo, Jesus.

Neste mundo sem propósito que possamos dar um sinal claro de nosso caminhar e de nossos objectivos. Mantendo em mente a necessidade do crescimento individual e colectivo como expresso na Palavra:
“Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém.” 2 Pedro 3:18
 

PORQUE A BIBLIA TERMINA?


 
Eis uma questão interessante e que no entanto nunca me tinha ocorrido. Se a Bíblia é a revelação de Deus, se Ele é um Deus que fala e se comunica, e se a Bíblia é nossa principal forma de receber revelação (uma vez que a presença encarnada de Deus entre os homens foi para um período curto de tempo em Jesus) então porque a Bíblia terminou? Porque não temos hoje profetas e apóstolos escrevendo as suas revelações com a mesma autoridade de então?

Esta pergunta longe de ser irrelevante está na verdade na raiz de uma das questões mais significativas para todo Cristão – a autoridade das escrituras. Nós defendemos nossa fé unicamente com base na Palavra Sagrada. A Escritura é para nós revelação direta e especial de Deus para o Homem e nossa principal fonte de entendimento de um Deus de outro modo transcendente. Mas vivemos num mundo que questiona cada vez mais essa nossa afirmação. Vivemos num mundo que vê a Bíblia apenas como mais um livro velho, válido pelo valor histórico e cultural, mas irrelevante para nossas vidas práticas e não ser que sejamos fanáticos religiosos obcecados pela igreja. E em que ficamos?

Nós cremos nas afirmações e defesas internas da Bíblia como as de Paulo e Pedro e as marcantes afirmações do Senhor Jesus:

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.” 2 Timóteo 3:16-17

“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” 2 Pedro 1:21

“O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão-de passar.” Mateus 24:35

Como podemos então entender que essa revelação tenha terminado? Eis a questão que desejava meditar brevemente com os irmãos.

Iniciamos com o próprio conceito de revelação de Deus. Ele era NECESSÁRIA, ou seja, não tínhamos capacidade, como humanos limitados que somos, de perceber a verdade de Deus se Ele mesmo não se revelasse. Na Bíblia encontramos essa revelação a nós que nos permite conhecer a Deus, sua pessoa, sua forma de agir e seus planos.

Mas essa revelação era SALVADORA ou seja, era feita de modo a trazer o homem de volta a comunhão que tinha sido perdida no jardim quando do pecado. Toda a revelação de Deus na Palavra visa só isso – o retorno do Homem ao plano original de Deus de viver em comunhão plena e estável com Ele.

Essa revelação foi então dada de forma PESSOAL. Foi revelação de um ser pessoal e outro ser pessoal, o homem. O Senhor o fez por meio de homens que escreveram por Ele inspirados, o que Ele desejava que ficasse escrito, de modo a estabelecer essa relação. Enfatizamos isso porque a revelação não foi para nos trazer ritual, ou cerimónia ou religião no sentido litúrgico, mas relação no sentido pessoal. A revelação visava e visa a salvação e o resgate dessa comunhão.

A revelação de Deus foi então PROGRESSIVA. O Senhor não mostrou tudo de uma vez, mas como bom professor foi nos revelando passo a passo, dando ao homem a capacidade de assimilar essas verdades. No AT temos muitas coisas, que vivendo hoje, não são fáceis de entender. Mas tratava-se de uma fase inicial da revelação. Como uma espécie de primária. O homem estava na escola primária e não podia lidar com matéria de liceu ou de faculdade. Mas a medida que o tempo passa, de modo progressivo e sistemático, o Senhor vai levantando mais e mais o véu até Jesus, auge da revelação.

Ora, sendo salvífica e progressiva, podemos então perceber que a revelação fosse passível de ser COMPLETADA. No que diz respeito ao que precisávamos saber para a nossa salvação e a nossa volta a comunhão com Deus a Bíblia termina porque acaba a revelação nesse sentido. Tudo o que precisávamos saber para sermos salvos e voltar a comunhão com Deus foi dito. Tudo que era preciso saber para viver bem com o próximo, ser cheio do Espírito de Deus, cumprir nosso propósito nesta vida e estar preparados para a próxima, foi dito e terminado. Por isso a Bíblia terminou.

É bem provável que os escritores do texto sagrado não pudessem perceber o que estava acontecendo. Olhamos para os escritos de Moisés, Davi, os profetas e mesmo os evangelistas ou o Apostolo Paulo e os vemos como uma bordadeira debruçada sobre seu bordado, cuidando para que aquela parte do trabalho fique perfeita. Mas pare um pouco e recue permitindo uma visão completa do bordado e verá o que na verdade representa cada parte do trabalho.

Nós vivemos em uma época privilegiada. Podemos olhar o “bordado” terminado. Na Revelação que temos em mãos há um trajeto completo, uma história terminada que começa num jardim e caba numa cidade celestial, que começa com o homem criado perdendo a comunhão e termina com ele vivendo em total harmonia com o Criador. Temos a aliança inicial e a aliança final, o Israel de Deus e a Igreja de Cristo. Temos tudo e ficamos maravilhados com o que o Senhor nos dá. Sabemos como tudo começou porque começou e o que foi que deu errado. Somos orientados no caminho da solução do problema maior do pecado e temos um vislumbre claro e definido de como tudo irá acabar. Revelação necessária, salvífica, pessoal, progressiva e terminada.

Mas, não podemos terminar aqui, apesar de tudo o que vimos ser maravilhoso e nos chamar de novo à maravilha do livro que temos em nossas mãos. De facto temos a revelação de Deus a nós de modo definitivo e completa e isso deveria nos fazer amar, proteger, reverenciar essa revelação de amor e poder mais que qualquer outro bem que tenhamos. Mas mesmo assim não podemos terminar porque se há verdade na afirmação de que essa revelação salvífica está completa também é verdade que a história ainda não terminou e somos a sua continuidade.

Podemos usar a metáfora de uma peça de teatro em 5 actos. O primeiro: a criação de Deus, o segundo: a queda em pecado, o terceiro: o povo de Israel, o quarto: a pessoa, obra e salvação de Jesus e o quinto: a Igreja.

Este ato final não terminou. Somos a Igreja. A continuidade da história e da atuação de Deus no Mundo.

O livro de Atos continua, somos o seu capítulo 29, a igreja viva e gloriosa. O povo escolhido, nação santa e ativa na terra para que a vontade do Senhor seja cumprida em nós e através de nós.
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